domingo, 4 de junho de 2006

Pra encerrar a noite
Cassia Eller. Juro que depois desse vou dormir.


Palavras ao vento
Ando por aí querendo te encontrar
Em cada esquina paro em cada olhar
Deixo a tristeza e trago a esperança
em seu lugar
Que o nosso amor pra sempre viva
Minha dádiva
Quero poder jurar que essa paixão jamais será

Palavras apenas
Palavras pequenas
Palavras, momento
Palavras, palavras
Palavras, palavras
Palavras ao vento
Que se danem os nós
Ana Carolina / Totonho Villeroy

Vim gastando meus sapatos
Me livrando de alguns pesos
Perdoando meus enganos
Desfazendo minhas malas
Talvez assim chegar mais perto

Vim achei que eu me acompanhava
E ficava confiante
Outra hora era o nada
A vida presa num barbante
E eu quem dava o nó

Eu lembrava de nós dois
Mas já cansava de esperar
E tão só eu me sentia
E segui a procurar
Esse algo alguma coisa
Alguém que fosse me acompanhar

Se há alguém no ar
Responda se eu chamar
Alguém gritou meu nome
Ou eu quis escutar
Vem eu sei que tá tão perto
E por que não me responde
Se também tuas esperas
Te levaram pra bem longe
É longe esse lugar
Vem nunca é tarde ou distante
Pra te contar os meus segredos
A vida solta num instante
Tenho coragem tenho medo sim
Que se danem os nós
Estou feliz
Depois de Cazuza estou ouvindo Ana Carolina.

Sabe quando eu conto que tô digitando rindo sozinha, cantando e, de vez em qndo, largo o teclado pra dançar com os braços? Pois é. E o pior (ou melhor) é que todas as músicas estão falando comigo.

Quando acabar esse cd vou dormir, daqui a pouco eu ponho a Calcanhoto e aí já viu...
Trilha sonora de domingo
Tô ouvindo Cazuza, há anos eu não mexia nesses cds. Por acaso minha irmã começou a cantar uma música dele e deu vontade.
O mundo é estranho
Para fazer a matéria, além do meu teste, a repórter e minha amiga ouviu um sexólogo. Essa sim foi a parte bizarra. Ele disse que não existe perfume de feromônios, que é caô, mas que é muito comum as mulheres passarem o dedo na vagina e depois atrás do lóbulo da orelha para atrair os homens. Inclusive aconselhou que as mulheres usem esse expediente antes de ir para a cama com um parceiro.

Olha, como eu sempre digo, não tenho vergonha na cara e me presto a quase qualquer papel, mas esse não.

A repórter me contou que não acreditou e ele garantiu que essa é uma prática usual e infalível. Bom, se é infalível não sei, mas comum não é não, nunca tinha ouvido falar. Tenho perguntado a todo mundo, todas as minhas amigas e ninguém tinha tido notícia. Perguntei até pra minha mãe, que tem todo tipo de amiga maluca (as minhas são caretiiiiinhas perto das dela) e a história causou espécie até em mamãe.
Repercussão da matéria no Viver Melhor

essas paradas só rolam contigo, garotona...
Tu é muito figura!
Mas ficou legal... eu praticamente "me imaginei" no local, qdo vc descreveu... "gatinho, sei lá o q... gatinho sei o q lá..."
Tu é figura, garotona!
Flávia


o email é sobre um perfume? Quando abri apareceu uma matéria sobre isso.
Bem, eu nunca uso perfume.
Um abraço
JBFM


Que máximo a hora da estrela!
Mas este negócio de feromônio é mesmo complicado, comprei um para ensinar meu cachorro a fazer xixi em um só lugar e nada, na verdade ele nem chega perto...
Margô


Cara, minha ex-chefe usou isso e disse que foi o máximo, entrou no ônibus e todo mundo olhava pra ela. O trocador deve ter ficado apaixonado.
Vanessa, às gargalhadas


HAHAHAHAHAHA... genial Roberta, mas... uma pergunta:
Pelo que você disse, será que quem espantou não foi o fedor... ops... a fragrância não??
Nando


Você vai ter que refazer esse teste, nessa fase não vale.
Marita
Linda
Pintei o cabelo, estou ruiva.
Momento álbum de figurinhas
Não, não estou colecionando as figurinhas da Copa (que minha amiga Madame K disse que "virou uma febre,todo mundo tem". Todo mundo quem, cara pálida?). Tô falando do Orkut. Também não estou falando do que meu cyberamigo Pensar Enlouquece postou sobre sair adicionando desconhecidos para ter um grande álbum de figurinhas.

Agora tô freak das Comunidades. Abro meu perfil e olho aquelas oito fotitas de amigos que aparecem. Escolho um tipo assim "fulano deve ter umas comunidades legais" e vou olhar. Saio entrando em todas que gosto. Ontem foram Camila e Kelly. Resultado? Estou com 223 comunidades e tenho 169 amigos. E eu que não deixava passar de 100 comunas! Mas tem nada não, qualquer dia dou uma batida lá e tiro um monte. Agora vai ser assim, as comunidades vão mudar conforme meu humor.
Por que me ufano dos meus amigos....
Passei boa parte da tarde de hoje no tel com minha amiga Vanessa. Tagarelamos sobre as mesmas coisas de sempre. Falamos mal de algumas pessoas que conhecemos, sobre tatuagens, filhos (Vavs tem uma filha), trabalho, plantões. Enfim, tudo e nada, mas dessa vez poupamos nossos palhacinhos. Como sempre que falo com Vanessa, desliguei e corri pro banheiro. Tô lá no trono e toca o celular, é Bruno. Ele tinha me chamado pra festa de aniversário dele/do filho/open house sábado passado, mas dei bolo.

– Fala Demonha!
– Fala Demo.
– Tava dormindo?
– Não, tô no banheiro, ouve a descarga. É pra você!
– Tua mãe debaixo da cama com o negão. Tu lembra dessa?
– Claro, falo isso até hoje!
– Pô, achei que ia te acordar. Por que tu não veio na festa?
– Porque enchi a cara e dormi.
– Tô bebendo até hoje.
– A gente marca uma outra sessão de cachaça.
– Cara, eu tenho mó saudade de você, tu é quase homem.
– Porra, tu é o segundo amigo meu que fala isso. Vicente vivia perguntando se eu tinha piruzinho.


Esse são meus amigos. Bruno era meu melhor amigo na faculdade de Engenharia Química, falamos muita merda e tomamos muita cerveja juntos. Tínhamos um senso de humor bem parecido, levando em conta que tínhamos 18 anos. Mas vejam só o que dá ser amiga de alguém há 17 anos: o bruto enche a cara e liga pretendo me acordar, me chama de demonha, diz que minha mãe tá debaixo da cama com o negão e ainda diz que sou quase homem!
Tô Pepê!
Na noite que conheci Iaríssima, amiga de Vicente PPS, logo engranamos num papo sobre animais, é claro. Como todo mundo sabe, gente legal gosta de bicho e adora falar sobre seus bichinhos. Iara conviveu alguns meses com o gato André, mas depois que se mudou tiveram que se separar pois o felino não era dela.

Aí ela resolveu ter um cachorro e escolheu um fox paulistinha, que batizou como Pepê. Quase morri de inveja, sou louca por fox paulistinha, sempre pensei que se algum dia tivesse um cão seria um dessa raça. Acho a coismais fofa do mundo, embora ele realmente tenha pinta de cachorro enjoado.

Segundo a própria, apesar de muito amado, Pepê é chatíssimo e morde. Iara credita a personalidade difícil de Pepê a Vicente Magno. Parece que quando Pepê era apenas um babe Pepezinho recém chegado, nosso amigo PPS deu pinta em Recife e, aboletado em casa de Iara, estragou o cachorro.

Vicente diz que era divertidão deixar o Pepê morder o dedo e levantar o cão, agarrado pelos dentes no polegar. Iara dizia que não podia deixar, que quando ele mordesse tinha que dizer "feio, feio, cachorro feio" pra ele aprender que não devia lascar o dente nas visitas. Vicente argumentou que o pobre cão ia pensar que se chamava Feio. Fato é que lindo Pepê cresceu acostumado a morder quem e quando quer e bem entende, não obedece ninguém.

Adorei. Agora quando estou insuportável, pronta pra morder o primeiro que me encha a paciência aviso logo "Cuidado comigo que hoje eu tô Pepê!".
Tô num mau humor...
Mas também, fim de semana todo em casa, não consegui escrever uma linha da dissertação, garganta inflamada, gripada e com dor de cabeça, não podia estar feliz da vida. Não chega a ser daqueles resplandecentes, mas que num tô boa, num tô não.

Pra piorar, lembrei do plantão no próximo fim de semana. Eu tinha esquecido, achava que era só daqui a mais uns dois ou três. Cara, abrir a redação às 7h30 no sábado e às 8h no domingo, como diria meu amigo Gibi, é de doer os ovos.
Tô dodói
Gripe, tosse e garganta inflamada. Não saí sexta nem sábado. Fim de semana que vem estou de plantão de manhã, aí que não vou sair mesmo. Assim fica difícil ser feliz.

Quem mandou passar a madrugada de quinta tagarelando, rindo e tomando cerveja no frio?

sexta-feira, 2 de junho de 2006

O teste
Aqui vai a versão original do meu relatório de pista com feromônios. Um pouco maior que a publicada no Viver Melhor.

Uma amiga minha me convidou para testar uma "colônia de feromônios" para um matéria no especial sobre conquista de O Globo. Disse ela que os homens cairiam aos meus pés, bom, até é não é mau, né? Vamos lá. Como me presto a quase qualquer papel, topei. Na verdade ela tinha me chamado pra ir a um "Trago pessoa amada em três dias", mas como eu não sabia bem quem eu ia querer trazer em três dias, adorei a mudança de pauta. Rapazes do Rio de Janeiro, vinde a mim! Altos, baixos, loiros, morenos, bonitos ou nem tanto, amo todos!

Sexta passada tinha marcado de sair pra dançar com umas amigas, íamos a uma festa de soul. Oportunidade perfeita. No caminho para a boate peguei o "perfume" milagroso e parti pra pista. Acabei indo apenas com uma amiga, as outras desistiram. Chegamos no local cedo ainda, pista quase cheia, já havia uns gatinhos por lá. A noite prometia.

Pegamos uma caipirinha cada uma e fomos fazer o reconhecimento do ambiente. Depois de mapear as possibilidades fui ao banheiro. O troço tinha um cheiro assim, digamos, de perfume vagabundo, mas não custa tentar, né? Mandei generosas borrifadas atrás da orelha, no pescoço, nas dobras do braço e pulsos, guardei o frasco e saí do banheiro me sentindo "a poderosa". Fui caminhando até onde minha amiga estava lançando olhares fatais para os rapazes, já imaginando todos se estapeando pela minha atenção.

Começamos a dançar. "Ui, lá vem um de toca na minha direção, ele não pode me cheirar!" , fiquei bem quietinha pra não exalar a afrodisíaca fragância. Lá vem um gatinho, danço eu toda exuberante pra esquentar e o perfume se propagar no ambiente. Gatinho pára do nosso lado. Oba. Gatinho conversa com amigo e até dá umas olhadas. Oba! Danço mais ainda. Gatinho sorri, lindo! Gatinho dá olhadas! Gatinho bate papo com amigo e gesticula. Opa, bola fora, aliança brilha na mão esquerda, tô fora. Com todos os homens prontos para se jogar aos meus pés por que vou arrumar sarna pra me coçar, né?

Vou ao bar e fico imaginando se o rapaz tá mais atencioso. Acho que não, na semana anterior minha caipirinha tava mais caprichada. Voltamos para pista. Danço, passa outro gatinho. Alto, moreno, digamos assim, bem apessoado. Olha e sorri. Lá vamos nós de novo em nova empreitada! Não passam cinco minutos e chega uma morena alta e se pendura no pescoço dele. Ah, palhaço, biscateando enquanto a namorada estava no banheiro!

Nisso, confesso que já tava meio enjoada do cheiro forte do perfume junto com as duas caipirinhas muito doces. Chega outro gatinho, moreno, alto, belo sorriso e cabeça quase raspada, um desses que eu tô precisando lá em casa! Até olha na minha direção, mas fica batendo papo com um amigo. Pelos olhares e sorrisos que trocamos, em outra noite eu até teria chegado nele, mas nesse dia não podia. Preciso testar o perfume, eles que têm que vir a mim. Canso da troca de olhares sem atitude e vou pra pista dançar. Quem sabe ele vem também, né? Humpf, nada.

Damos mais uma circulada pelo ambiente. Perto do bar do outro lado da boate um bem bonitinho vem falar com a minha amiga. Ele quer apresentar o amigo pra ela e apresenta as credenciais do rapaz: "ele é ator de Malhação". Ah, tá. Minha amiga, mais perversa do que eu, pergunta "E o que ele quer comigo, me dar uma entrevista exclusiva?" . O bonitinho quase cai pra trás quando descobre que somos jornalistas. "Sério? Você também é jornalista?", me pergunta. Tadinho, se visse nosso contra-cheque não se impressionaria tanto. Com medo das jornalistas, ele confessa, o amigo é quase figurante de Malhação. Emplaco uma conversinha-pra-boi-dormir com o brutinho. Minha amiga interrompe "Vai querer esse corpinho ou é só pra estudo?". Era só para estudo mesmo.

Resumo da noite: sei não, mas acho que a tal colônia de feromônios espanta os rapazes, isso sim. Se atraiu alguma coisa foi os olhares dos comprometidos.
Matéria publicada hoje no especial Viver Melhor do Globo Online

Nós testamos: colônia de feromônios
Para o teste convocamos RC, uma jornalista de 35 anos, autora de dois blogs de sucesso, que narram as desventuras da vida de solteira. A moça usou a colônia em sua última empreitada na noite carioca.


Bom....vcs adivinham quem é RC, jornalista de 35 anos, autora de dois blogs de sucesso? Pois é, euzinha. Querem saber como foi o teste? Clica no título da matéria.

;)

quinta-feira, 1 de junho de 2006

No dia do chope, tava lá também um amigo ótimo dela. "Você tá tão na lama que qualquer samba da Alcione ou Beth Carvalho fala da tua história". Dureza, hein? Essa foi foda. Já chafurdei muito na lama, mas nunca cheguei a esse ponto.

Se for pra me identificar com samba da Beth Carvalho, prefiro o hino das mal amadas, que namorando ou não, sempre cantamos em catarse: "Vou festejar".
Cachaça para que te quero?
Amanhã vou sair com uma amiga que conheci via Internet. Tínhamos quilos de amigos em comum, mas foi um e-mail procurando lar pra um gatinho que nos aproximou. Hoje somos amicíssimas.

Amanhã vamos comemorar o emprego novo dela e dar uma biscateada básica que ninguém é de ferro. Ela se separo recentemente, ainda estou aguardando ela escrever a história pr eu postar no HTP, pois é um número circense e tanto. Diz ela que vai escrever. Foi um espetáculo tão especial que ela me convocou pra um chope no dia seguinte pra me contar, não dava pra ser pro telefone ou e-mail.

O mais engraçado de tudo é que ela quer o sujeito de volta. "Se ele bater na minha porta eu abro". Ela mesma diz "joguei a dignidade na lama e tô pisando com vontade, bato palmas pra maluco dançar". Me ufano da falta de vergonha na cara dela de admitir isso publicamente assim.

Não vou tacar pedra que às vezes também jogo minha dignidade na lama, piso em cima e ainda me orgulho disso, ainda me diverto.
Por que me ufano dos meus amigos
Uma amiga minha ia a um reencontro dos amigos do 2º grau. Como ela tá solteira, resolveu garantir que certo ex-coleguinha de escola estaria presente.

– Oi fulano, você vai hoje né?
– Vou.
– Você tem que ir porque meu caso é com você, eu quero você, vou te pegar, vou te dar um chá de buceta...
– Eu sou viado.
– Ah, tá. Então não vou querer te mudar, mas sei que você não quer experimentar porque sabe que ia se gamar.


Sim, eu conheço a pessoa que entabulou tal diálogo e me orgulho muito dela!
Saudade de Vanessa
Hoje em dia quase não vejo minha amada amiga Vavs. Lembro que a gente sempre comentava como precisávamos de pouco pra no sentirmos felizes. Às vezes era estar sentadas na praia tomando nossa cerveja gelada e fumando um. Noutras era tomar um café expresso e uma coca light fumando um cigarro de menta. Ainda havia os dias que simplesmente encher a cara em qualquer boteco falando bobagem nos bastava. Também gostávamos de sair pra dançar e depois de muito bêbadas dançarmos com a caixa de som - poucos sabem o apreciar o prazer de dançar assim. Sabíamos nos divertir juntas.
Às vezes, é fácil ser feliz
Tô aqui ouvindo e cantando junto com a Cássia Eller, bebendo coca light no me copo de ursinhos (sim, tenho um copo com desenhos de ursinhos onde bebo minha coquinha da saúde), blogando, fazendo albinhos de foto online. Tô me divertindo e me sentindo feliz.
Feijãozinho Maligo rules

Tá no ar feijaozinhomaligno.blogspot.com!