Hoje, dia 9 de janeiro, estou lendo as mensagem de fim de ano que recebi pro e-mail. Tô adorando e me emocionando. Como meus amigos são doces e escrevem bem!
Sabe, não foi intencional, foi falta de tempo, mas no fim achei proveitoso e conveniente. Nesta pasmaceira chuvosa de janeiro estou tendo tempo de ler com calma e refletir. Na correria calorenta de dezembro eu via o remetente só pra saber que fulano me mandou uma mensagem, caso nos encontrássemos.
Talvez amanhã eu faça o relatório de presentes. Quem sabe até o fim da semana conclua o balanço de 2011 e as metas de 2012. Bom, a primeira vocês já desconfiaram, né? Sim, não quero pressa pra nada.
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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
terça-feira, 29 de abril de 2008
Programa para hoje à noite
O Projeto Roteiros Geográficos do Rio, do Departamento de Geografia da Uerj, promove nesta terça-feira (29/4) o "Roteiro Noturno no Centro do Rio a Pé", sob coordenação do professor João Baptista Ferreira de Mello, com a participação dos bolsistas do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Espaço e Cultura Olga Maíra Figueiredo, Jeand de Carvalho, Ivo Venerotti e Melissa Anjos. O encontro será às 20h50, no adro da Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro, na confluência da Praça Tiradentes com as ruas da Carioca e Silva Jardim.
O roteiro vai percorrer os prédios iluminados da Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro e Real Gabinete Português de Leitura; segue pela Avenida Passos, passando pela Igreja Nossa Senhora da Lampadosa e pelo território da Daspu, nos arredores da Praça Tiradentes dos teatros seculares e dos modernos hotéis; continua pela Rua da Constituição e Gomes Freire, dos hotéis de alta rotatividade e chega na Lavradio dos antiquários e casas de shows. Em seguida o professor guia os participantes pela esplanada de Santo Antonio e Largo Braguinha, até a Mem de Sá dos sobrados exuberantes, samba de raiz, marchinhas, mambo, funk, rock, travestis e mitológica malandragem. Dos seculares e simbólicos Arcos da Lapa, a expedição segue pela Rua Joaquim Silva, com parada na escadaria Selaron, passa pelo Largo Nelson Gonçalves e termina por volta de 23h30 na Sala Cecília Meireles.
O projeto Roteiros Geográficos do Rio realiza mensalmente a excursão geográfica (Re)conhecendo o Centro do Rio a Pé, com a explanação do professor sobre gênese, expansão e metamorfoses dos logradouros, igrejas, centros culturais e museus visitados ou percorridos.
Em caso de chuva, o roteiro será adiado. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo email roteirosgeorio@uol.com.br. Mais informações no telefone (21) 8871-7238.
O Projeto Roteiros Geográficos do Rio, do Departamento de Geografia da Uerj, promove nesta terça-feira (29/4) o "Roteiro Noturno no Centro do Rio a Pé", sob coordenação do professor João Baptista Ferreira de Mello, com a participação dos bolsistas do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Espaço e Cultura Olga Maíra Figueiredo, Jeand de Carvalho, Ivo Venerotti e Melissa Anjos. O encontro será às 20h50, no adro da Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro, na confluência da Praça Tiradentes com as ruas da Carioca e Silva Jardim.
O roteiro vai percorrer os prédios iluminados da Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro e Real Gabinete Português de Leitura; segue pela Avenida Passos, passando pela Igreja Nossa Senhora da Lampadosa e pelo território da Daspu, nos arredores da Praça Tiradentes dos teatros seculares e dos modernos hotéis; continua pela Rua da Constituição e Gomes Freire, dos hotéis de alta rotatividade e chega na Lavradio dos antiquários e casas de shows. Em seguida o professor guia os participantes pela esplanada de Santo Antonio e Largo Braguinha, até a Mem de Sá dos sobrados exuberantes, samba de raiz, marchinhas, mambo, funk, rock, travestis e mitológica malandragem. Dos seculares e simbólicos Arcos da Lapa, a expedição segue pela Rua Joaquim Silva, com parada na escadaria Selaron, passa pelo Largo Nelson Gonçalves e termina por volta de 23h30 na Sala Cecília Meireles.
O projeto Roteiros Geográficos do Rio realiza mensalmente a excursão geográfica (Re)conhecendo o Centro do Rio a Pé, com a explanação do professor sobre gênese, expansão e metamorfoses dos logradouros, igrejas, centros culturais e museus visitados ou percorridos.
Em caso de chuva, o roteiro será adiado. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo email roteirosgeorio@uol.com.br. Mais informações no telefone (21) 8871-7238.
segunda-feira, 28 de abril de 2008
O mundo é estranho
Como o mundo é estranho, outro dia fui parar em um angu a baiana em Vila Isabel. Chovia pra caralho e eu não como angu, muito menos miúdos, mas bebo cerveja, daí sabe como é, né?
Bom, como o carioca - especialmente o suburbano - é hospitaleiro, arrumaram um arroz branco pra eu comer com o “caldinho” das carnes. Tá, fedia enjoado como todo o resto, mas como eu já tava colocada mandei ver e ainda achei gostoso. Mas que fede repugnantemente, fede. Depois dos parabéns, cai de boca nas tortas pra rebater o bafo de miúdos cozidos, mas como não sou gorda safada, prescindi dos pudins e manjares.
E as paneladas de angu saindo quentinhas da cozinha a todo instante. E a todo instante que a marola de miúdos me enjoava eu pedia refil de cerveja. E vamos que vamos, com as criança tudo correno pela casa. Engraçado que havia duas vegetarianas na família. “Tô só na torradinha a noite toda”. E era só na torradinha mermo, não tinha nem uma pastinha de soja pra passar. Vem cá, se tu tem duas vegetarianas na família, se você sabe que vai ter convivas que não comem carne como é que tu não faz um prato alternativo? Mas sabe como é, bom senso não é pra qualquer um.
A festa era de aniversário da avó de alguém, aliás, avó de muitos, porque a casa tava abarrotada, com representantes, inclusive interestaduais, de várias gerações da família. Sorte de principiante, fui a única que tirou foto sozinha com a velha. Rá! Claro, também eu não era prima nem irmã de ninguém, quem ia querer sair comigo na foto? Dona Qüem-qüem ainda me chamou para outros convescotes. Sou muito popular, rapaz!
Bom, pouco antes da meia-noite concluí que a missão tava cumprida e comprida e meu prazo de validade em nível de angu tinha vencido. Parti. Cheguei na Lapa com uma fome do cacete, do caralho, do capeta, do que vocês quiserem. Sozinha e semi-alcoolizada, não tava com paciência de sentar na Taberna e pedir meu sanduíche de todos os dias. Fui atrás do melhor churrasquinho da Lapa, aquele em frente ao posto que o cara enfia o espetinho num pote com um “molho”. Deus-que-não-existe me livre e guarde de saber como é feito aquele molho, mas que é muito bom eu garanto. Véspera de feriado, ele não tava. Olha que a Lapa tava vazia mesmo. Acabei comendo um salsichão em uma outra barraca, observando as moscas suicidas dando vôos rasantes sobre os potes dos itens do cachorro quente. Tinha umas manchas no molho rose que não sei se eram passas caídas do pote de trás ou se eram... bom, foda-se, não como cachorro quente mesmo. Abri a vitrine e salvei umas duas moscas. Sabe como é, meu karma anda pesado, tenho matado muito mosquisto lá em casa. Melhor contrabalançar.
Como sempre digo, o mundo é estranho.
Como o mundo é estranho, outro dia fui parar em um angu a baiana em Vila Isabel. Chovia pra caralho e eu não como angu, muito menos miúdos, mas bebo cerveja, daí sabe como é, né?
Bom, como o carioca - especialmente o suburbano - é hospitaleiro, arrumaram um arroz branco pra eu comer com o “caldinho” das carnes. Tá, fedia enjoado como todo o resto, mas como eu já tava colocada mandei ver e ainda achei gostoso. Mas que fede repugnantemente, fede. Depois dos parabéns, cai de boca nas tortas pra rebater o bafo de miúdos cozidos, mas como não sou gorda safada, prescindi dos pudins e manjares.
E as paneladas de angu saindo quentinhas da cozinha a todo instante. E a todo instante que a marola de miúdos me enjoava eu pedia refil de cerveja. E vamos que vamos, com as criança tudo correno pela casa. Engraçado que havia duas vegetarianas na família. “Tô só na torradinha a noite toda”. E era só na torradinha mermo, não tinha nem uma pastinha de soja pra passar. Vem cá, se tu tem duas vegetarianas na família, se você sabe que vai ter convivas que não comem carne como é que tu não faz um prato alternativo? Mas sabe como é, bom senso não é pra qualquer um.
A festa era de aniversário da avó de alguém, aliás, avó de muitos, porque a casa tava abarrotada, com representantes, inclusive interestaduais, de várias gerações da família. Sorte de principiante, fui a única que tirou foto sozinha com a velha. Rá! Claro, também eu não era prima nem irmã de ninguém, quem ia querer sair comigo na foto? Dona Qüem-qüem ainda me chamou para outros convescotes. Sou muito popular, rapaz!
Bom, pouco antes da meia-noite concluí que a missão tava cumprida e comprida e meu prazo de validade em nível de angu tinha vencido. Parti. Cheguei na Lapa com uma fome do cacete, do caralho, do capeta, do que vocês quiserem. Sozinha e semi-alcoolizada, não tava com paciência de sentar na Taberna e pedir meu sanduíche de todos os dias. Fui atrás do melhor churrasquinho da Lapa, aquele em frente ao posto que o cara enfia o espetinho num pote com um “molho”. Deus-que-não-existe me livre e guarde de saber como é feito aquele molho, mas que é muito bom eu garanto. Véspera de feriado, ele não tava. Olha que a Lapa tava vazia mesmo. Acabei comendo um salsichão em uma outra barraca, observando as moscas suicidas dando vôos rasantes sobre os potes dos itens do cachorro quente. Tinha umas manchas no molho rose que não sei se eram passas caídas do pote de trás ou se eram... bom, foda-se, não como cachorro quente mesmo. Abri a vitrine e salvei umas duas moscas. Sabe como é, meu karma anda pesado, tenho matado muito mosquisto lá em casa. Melhor contrabalançar.
Como sempre digo, o mundo é estranho.
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quarta-feira, 2 de abril de 2008
Morar no Centro
Amigos, morar no Centro é muito bom, estou muito feliz. Tem "de um tudo" e vou à pé pra tudo quanto é lugar. Foi uma escolha acertadíssima. É um estilo de vida despojado e divertido.
Uma amiga minha, moradora de Santa Tereza, me questionou porque eu ia morar lá. Ela acha que no Centro só tem gente feia. E daí, minha filha? É prático e divertido! Gente bonita vejo na praia ou quando vou à aula em Niterói. Niterói, a cidade-sorriso, sim é um lugar de gente bonita e provinciada, como dizem minhas amigas que moram lá. Como tem homem bonito pelas ruas do Ingá. Pergunta se quero morar lá? Eu, hein!
Bom, essa minha amiga quase-vizinha me aconselhou a morar na Tijuca, que segundo ela "é um lugar de gente bonita e cafona. São mal-vestidos, mas é só tirar a roupa". Ela ainda citou as três estações de transporte subterrâneo do bairro como vantagem a ser considerada. Metrô por Metrô, no Centro...
Olha, eu alugaria um apartamento do dobro do tamanho pelo mesmo preço do meu na Tijuca. Cheguei a ver alguns bem legais, bem bonitinhos, que seriam perfeitos se fossem no Centro. Cheguei a cogitar alugar um apartamento lá, mas pensei "Peraí, além de ir ao dentista, que eu faço na Tijuca?". Nada. Faço nada. Tenho uns três quilos de amigos que moram lá, todos queridíssimos, mas militantes de um estilo de vida totalmente diferente do meu. Quase todos casados e caretas. Como diz um casal de amigos que habita a localidade mas possui auto-crítica "E aí, qual vai ser? Vamos beber na tradição-família-propriedade tijucana?".
Por que estou falando isso tudo? Bom, primeiro porque estou muito feliz com minha moradia nova. Todos os dias saio de casa sorridente, caminhando por aquelas ruas sujas e cheias de gente feia e simpática. Segundo, porque sexta passada fui a uma festa na Tijuca. Tudo muito bom, tudo muito bem, principalmente pra eu perceber que fiz a escolha certa e não seria feliz morando lá. Aliás, sei disso toda vez que vou ao dentista e hoje foi dia.
Amigos, morar no Centro é muito bom, estou muito feliz. Tem "de um tudo" e vou à pé pra tudo quanto é lugar. Foi uma escolha acertadíssima. É um estilo de vida despojado e divertido.
Uma amiga minha, moradora de Santa Tereza, me questionou porque eu ia morar lá. Ela acha que no Centro só tem gente feia. E daí, minha filha? É prático e divertido! Gente bonita vejo na praia ou quando vou à aula em Niterói. Niterói, a cidade-sorriso, sim é um lugar de gente bonita e provinciada, como dizem minhas amigas que moram lá. Como tem homem bonito pelas ruas do Ingá. Pergunta se quero morar lá? Eu, hein!
Bom, essa minha amiga quase-vizinha me aconselhou a morar na Tijuca, que segundo ela "é um lugar de gente bonita e cafona. São mal-vestidos, mas é só tirar a roupa". Ela ainda citou as três estações de transporte subterrâneo do bairro como vantagem a ser considerada. Metrô por Metrô, no Centro...
Olha, eu alugaria um apartamento do dobro do tamanho pelo mesmo preço do meu na Tijuca. Cheguei a ver alguns bem legais, bem bonitinhos, que seriam perfeitos se fossem no Centro. Cheguei a cogitar alugar um apartamento lá, mas pensei "Peraí, além de ir ao dentista, que eu faço na Tijuca?". Nada. Faço nada. Tenho uns três quilos de amigos que moram lá, todos queridíssimos, mas militantes de um estilo de vida totalmente diferente do meu. Quase todos casados e caretas. Como diz um casal de amigos que habita a localidade mas possui auto-crítica "E aí, qual vai ser? Vamos beber na tradição-família-propriedade tijucana?".
Por que estou falando isso tudo? Bom, primeiro porque estou muito feliz com minha moradia nova. Todos os dias saio de casa sorridente, caminhando por aquelas ruas sujas e cheias de gente feia e simpática. Segundo, porque sexta passada fui a uma festa na Tijuca. Tudo muito bom, tudo muito bem, principalmente pra eu perceber que fiz a escolha certa e não seria feliz morando lá. Aliás, sei disso toda vez que vou ao dentista e hoje foi dia.
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