domingo, 5 de dezembro de 2010
Decisão decidida
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Sabedoria de Paulinho
O cu do mundo
Caetano Veloso
O furto, o estupro, o rapto pútrido
O fétido seqüestro
O adjetivo esdrúxulo em U
Onde o cujo faz a curva
(O cu do mundo, esse nosso sítio)
O crime estúpido, o criminoso só
Substantivo, comum
O fruto espúrio reluz
À subsombra desumana dos linchadores
A mais triste nação
Na época mais podre
Compõe-se de possíveis
Grupos de linchadores
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Mil anos de MPB na Uerj
As músicas serão executadas, fotos/filmes dos artistas e letras das canções exibidas no telão com os devidos comentários em relação a estes grandes nomes da música popular brasileira. O evento, com entrada franca, será realizado no auditório 71 da UERJ, Rua São Francisco Xavier, 524 nos dias 18 e 19 de novembro de 2010, com sessões (sem repetição de conteúdo) das 15h às 18h e das 18h30 às 21h. Mais informações pelo e-mail milanosdempbnauerj@gmail.com e no site www.roteiros.igeog.uerj.br.
Mais um evento promovido pelo NeghaRIO - Núcleo de Estudos sobre Geografia Humanística, Artes e Cidade do Rio de Janeiro, do do Instituto de Geografia da UERJ- Universidade do Estado do Rio de Janeiro, com apoio institucional da Secretaria Municipal de Cultura e do Museu da Imagem e do Som.
Na verdade, é mais um evento do professor João Baptista, também conhecido como Ai, que Batista!
segunda-feira, 1 de março de 2010
Já tem programa pro aniversário da cidade?
Normalmente se faz inscrição por e-mail com antecedência, mas como é daqui a pouco, dá uma ligada antes ou vai na cara de pau. Diz que é meu amigo que eu garanto, tenho moral nesse botequim. ;-)
1) As Catedrais de São Sebastião do Rio de Janeiro
Encontro às 9h30 em frente à Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos (Rua Uruguaiana)
Itinerário: Igreja das Irmandades Negras de Rosário e Benedito (abrigou a Catedral de São Sebastião entre 1737 e 1808), templo no qual a Corte Portuguesa agradeceu a viagem bem sucedida em março de 1808 e, mais tarde, tornou-se sede da Câmara – Rua da Vala/Rua Uruguaiana (metrô do Rio de Janeiro) - Rua do Rosário – Igreja de Santa Cruz dos Militares (abrigou a Catedral de São Sebastião de 1734 a 1737) – Rua 1º de Março – Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé e do batizado de Isabel de Bourbon e Bragança (abrigou a Catedral de São Sebastião de 1808 a 1976) – Rua Sete de Setembro (antiga Rua do Cano) – a requalificação da Rua da Quitanda – Rua São José – Largo da Carioca – Esplanada de Santo Antônio – Catedral Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro (sagrada ao final dos anos setenta)
2) Descortinando as geografias do Catete, Flamengo e Glória
Encontro às 15h, no alto do Adro da Igreja de Nossa Senhora da Glória
Itinerário: Igreja da Glória (visita) – Plano Inclinado - Praça do Russel – Memorial Vargas (visita) - Flamengo (Uruçumimim dos indígenas e Henriville da França Antártica) - Castelinho (visita) – Rua Dois de Dezembro, Travessa Pinheiro, Rua Machado de Assis, Galeria do Cinema São Luis - Largo do Machado, Rua Bento Lisboa - Rua Artur Bernardes - Rua do Catete – Museu da República (antigo Palácio do Governo Federal)
3) Caminhando entre luzes no Centro do Rio à noite
Encontro às 20h30, nos degraus da Casa França-Brasil
Itinerário: luminoso Centro Cultural Banco do Brasil – França-Brasil do Rio joanino – Igreja Nossa Senhora da Candelária, fonte de luz e de fé – o iluminamento do Centro Cultural dos Correios – rua Primeiro de Março – o foco de luz distante e permanente do antigo senado e da Catedral de Benedito e da Senhora do Rosário – o diálogo do Rio colonial com a cidade maravilhosa – o varandão do Centro Cultural da Justiça Eleitoral - Rua do Ouvidor, logradouro inicial da iluminação a gás e da energia elétrica no espaço coletivo carioca, de Machado de Assis e Chiquinha Gonzaga, bem como dos primeiros acordes do carnaval carioca, das lutas pelo abolicionismo e a república e das confeitarias e lojas elegantes – o brilho das estrelas Cármen e Aurora Miranda no sobrado da Travessa do Comércio – o iluminamento da antiga Catedral da Sé/Igreja do Carmo – de volta à claridade do Convento dos Carmelitas – Paço Imperial e da luminar Isabel de Bourbon e Bragança – os refletores sobre Tiradentes e Alerj – o brilho e o requinte dos antigos Ministérios da Fazenda, do MEC e a austeridade do Ministério do Trabalho – Luzia dos Santos e geográficos olhares (de Fernão de Magalhães aos aterros que a afastaram do mar) – a Academia Brasileira de Letras - as novas torres da Esplanada do Castelo - o universo de extrema luminosidade da Cinelândia e seus majestosos prédios – a iluminância do jovem Theatro Municipal e da Biblioteca Nacional, o boêmio Amarelinho, a Câmara dos Vereadores/Palácio Pedro Ernesto, o Centro Cultural da Justiça Federal, o eterno e resplandescente Cine Odeon – Metrô, uma sentinela luminosa a nos conduzir por lunares e ensolaradas geografias.
Todos os roteiros são à pé e gratuitos. Se estiver chovendo serão adiados.
As inscrições podem ser feitas pelo telefone 8871-7238 ou pelo e-mail roteirosgeorio@uol.com.br. A iniciativa faz parte do Projeto de Extensão Roteiros Geográficos do Rio, do Instituto de Geografia da UERJ.
Os Roteiros agora têm site, blog e tão no twitter @roteirosgeorio. Meu amigo JBFM tá luxando!
***
Se eu pudesse iria aos três, mas como sou moça trabalhadora que dá expediente na repartição das 9h às 17h, vou tentar ir no da noite. Sou doida pra fazer esse do Catete, bairro onde fui criada. Ia adorar percorrer os lugares da minha infância ouvindo JB.
Quando eu crescer quero ter a disposição de João Baptista, que dá aula, orienta, tem quilos de bolsistas, vai ao samba, aos concursos de miss, é fã da Marlene, manda e-mail de madrugada lembrando o aniversário da Virginia Lane e ainda faz 3 roteiros à pé em honra e glória ao Rio de Janeiro. Quem acha que eu tenho disposição não conhece JB!
Para quem não sabe, JB foi meu professor no mestrado e mudou meus rumos acadêmicos (ele adorou ler isso nos agradecimentos da dissertação). Meu projeto era sobre cinema e cidade até eu conhecê-lo. Daí me joguei no samba e minha vida nunca mais foi a mesma. Obrigada, meu querido.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
O mundo é estranho
Pensei "que merda, é PM". Felizmente o ônibus não foi assaltado e ele desceu no IML.
Logo depois entra um rapaz magrelo meio sem dente, chinelas maiores que seus pés, bermuda e camiseta branca, imundo de barro e sangue. Parou na roleta segurando um papel enquanto bradava que não queria dinheiro na mão, queria apenas que alguém pagasse a passagem dele. Explicou que é muito dura a vida de viciado em drogas, que tava virado há uma semana e queria ir ao hospital ver a mãe. Uma senhorinha se comoveu e resolveu pagar a passagem dele, mas teve que insistir porque o cobrador não queria aceitar, não queria que o maltrapilho seguisse viagem. O rapaz passou na roleta e foi sentar no fundo do ônibus. Lá ficou chorando "mamãe, mamãe, mamãe...".
Pensei "que merda, é craqueiro". Felizmente ele parou de chorar e dormiu antes de eu descer na passarela 6.
Mas sorte mesmo foi os dois não terem se encontrado. Manhã animada, né?
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Em casa
Amigas tinham marcado drinks ao por do sol no Arpoador. Quaquaqua. Sol? Que sol?
Daí, combinei com outras amigas irmos no desfile do Cordão da Bola Preta na Avenida Rio Branco pra encerrar o ano. Ah, tá, só se fosse de bote, né? Como lugar quente é na cama ou no Bola Preta decidi ficar na minha caminha quentinha.
Para salvar a noite, um amigo me chamou pro Viashow. Ia fazer meu frete e tudo! Ai, ai, ai, ui, ui! Partiu o bonde dos funkeiros! Minha rua tava cheia e não pude sair de casa.
Que merda, hein?
Comi empadinhas congeladas e fiquei em casa.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Chove chuva, chove sem parar...
Será que nuuuunca mais teremos um reveillon seco no Rio de Janeiro?
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Previsão para o fim de semana
Só que sábado marquei um almoço, uma sarna pra me coçar, uma revisão no meu computador que está uma merda e um samba à noite.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Programa para domingo
(RE)CONHECENDO O CENTRO DO RIO A PÉ
Dia 18 de janeiro de 2008 - domingo
Ponto de Encontro: 9h55 minutos no adro do Mosteiro de São Bento (Rua Dom Gerardo 40, 5º andar)
Roteiro: Mosteiro de São Bento (assiste-se a cinco minutos da missa com cantos gregorianos), vista panorâmica da área portuária e Baía de Guanabara, Av. Rio Branco, Rua Teófilo Otoni, Av. Presidente Vargas, Igreja Nossa Senhora da Candelária (visita), Centro Cultural Banco do Brasil (intervalo de 15 minutos), Centro Histórico Beira-Mar, Rua Buenos Aires, Beco das Cancelas, Rua do Ouvidor, Travessa do Comércio/ sobrado de Aurora e Cármen Miranda, Praça XV, Paço Imperial e de Isabel de Orleans e Bragança (somente maquete do Centro do Rio), Palácio Tiradentes, Rua São José, almoço (Cinelândia, por volta das 13h30), Cinelândia de arrojado conjunto arquitônico, Catedral Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro (visita), Museu Nacional de Belas Artes (visita). Término por volta de 16h.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Os tambores e as flechas de São Sebastião do Rio de Janeiro - A riqueza musical de uma cidade
Harmonias, dissonâncias e pulsares nos tons da alma carioca em certos versos e eternas canções. A homenagem do NEPEC (Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Espaço e Cultura) da UERJ ao Santo Padroeiro e sua "Sebastianópolis", a mais musical de todas as cidades, com execução das músicas, exibição no telão do cancioneiro selecionado e análise sobre o acervo em tela.
Dia 21 de janeiro de 2008 - quarta-feira - auditório 13 - 18 horas
Uerj - Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Rua São Francisco Xavier, 524 - Auditório 13
Entrada franca
Promoção:
Nepec - Núcleo de Estudos e Cultura sobre Espaço e Cultura
Departamento de Geografia Humana
Instituto de Geografia / CTC
Informações: sebastianopolis@uol.com.br
celular: (21) 8871-7238
Palestrante: prof. João Baptista Ferreira de Mello
Bolsistas participantes: Ivo Venerotti, Melissa Anjos, Olga Maíra Figueiredo, Alex Rodrigues, Carla Monteiro, Ana Lobo Terra e Patrícia Frangelli
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
2008/11/2
Estimada Roberta Carvalho,
O NEPEC/UERJ tem a honra de convidá-la para participar da mesa-redonda “A Maravilhosa Cidade das Sagradas e Profanas Festas”, que será realizada dia 28 de novembro de 2008, às 14 horas, no Auditório 11 do campus Francisco Negrão de Lima (UERJ - Maracanã), situado à Rua São Francisco Xavier, 524, 1º andar, Maracanã. Com entrada franca, o seminário “Centenária Cidade Maravilhosa e o Nosso Rio Continua Lindo” consistirá em diversas mesas redondas, não concomitantes, de cunhos científico, cultural, esportivo, religioso, artístico, entre outros, com o objetivo de enaltecer nosso lar/lugar, qual seja: a Mui Heróica Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.
Certo de que Vª. Sª. contribuirá brilhantemente para louvar e engrandecer a memória e o patrimônio da Cidade Maravilhosa, agradecemos antecipadamente lembrando que, a despeito de tentarmos patrocínios há vários meses não obtivemos sucesso nem junto à iniciativa privada e nem nas esferas dos Governos Federal, Estadual ou da Prefeitura do Rio.
Neste contexto, o Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Espaço e Cultura – NEPEC – do Instituto de Geografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ – realizará de 24 a 29 de novembro de 2008 o evento “Centenária Cidade Maravilhosa e o Nosso Rio Continua Lindo”, em exaltação à urbe carioca que, em 29 de novembro de 1908, recebeu do escritor Henrique Maximiano Coelho Neto o cognome de Cidade Maravilhosa.
Com este evento, o NEPEC pretende contribuir para difundir e festejar tal qualificação, reforçada ao longo do tempo em documentos escritos, na música popular, na linguagem corrente, nas artes em geral, na beleza, na simpatia, criatividade e nos pulsares de toda gente e, mesmo, mais recentemente, na Internet, promovendo a celebração da mais bela cidade do mundo e a elevação da auto-estima carioca.
Atenciosamente,
Prof. Dr. João Baptista Ferreira de Mello
Coordenador do evento (e pela Comissão Organizadora)
cidademaravilhosa2008@uol.com.br
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Meu amigo João Baptista me avisa por e-mail.
A igreja de São Benedito e Nossa Senhora do Rosário, localizada no Centro do RJ, está muito apropriadamente recolhendo assinaturas em um livro convocando a todos para se juntarem às comemorações dos 200 anos de chegada da Família Real ao Brasil. Foi justamente na igreja dos negros, situada na rua Uruguaiana, no Centro do RJ, que Dom João VI e toda Corte agradeceu ao Senhor a viagem bem sucedida. Pela lógica portuguesa, o agradecimento deveria ser na Catedral e esta, provisoriamente, e já há setenta anos, abrigava a Catedral de São Sebastião do Rio de Janeiro, uma vez que o templo do Morro do Castelo encontrava-se em ruínas. As irmandades negras de Rosário e Benedito foram proibidas de receber a Coroa. Mas estas fingindo-se conformadas abriram alas quando a Corte se aproximava da Igreja proclamando que a Igreja era dos negros e que a Corte era muito bem vinda ao templo. Por causa disso, a Catedral foi transferida para a Igreja do Carmo, em novembro de 1808.
Adoro essa história desde a primeira vez que ouvi dele, em um de seus Roteiros Geográficos. Imagino as caras dos nobres e dos padres brancos quandos os negros saíram de tras da igreja e abriram alas, se apresentando à Dom João. Como disse João Baptista, até os ateus e marxistas devem gostar dessa história. Isso que é vingança.
Também adoro a visita à Catedral Metropolitana, quando ele conta a história de São Sebastião e da biba má do Diocleciano...