terça-feira, 6 de novembro de 2007

Coincidência

Ontem eu tava lembrando de um leitor das antigas que não acreditava que eu existisse. Dizia que era impossível existir alguém tão louca quanto eu e que, portanto, só podia se tratar de um produto da imaginação baiana de Nara Franco. Vejam só, logo eu, caretinha e timidinha. Depois de falar comigo ao telefone, ele não conseguiu aceitar que Roberta Carvalho não era um personagem. Concluiu então que eu era a Fatinha da Repartição e blogava minhas fantasias. Ok, cada um acredita no que quiser. Daí sou acusada de ser Capitão Nascimento, veja você.

Quando tava enviando os convites pra festa do blog, obviamente convidei o Léo, retratista responsável pela foto do blog. Ele era a Gabi Navarro do extinto Abstinência quase total, blog impagável dos idos de 2002. Lembrei que, até meus amigos, juravam que eu era a Gabi Navarro!!! Só quando, num aniversário meu cheguei de mãos dadas com Leó e apresentei "Gente, essa é a Gabi Navarro". Eu tinhamarcado com a putada no Bar Risoto, pé sujo de Botafogo, pra depois entrar na Casa da Matriz. Foi um "Ohhhhhh".

Pois é, queridos. Se virem por aí blogs cheirando a Roberta Carvalho podem ter certeza que são falsos. Eu assino o que escrevo. ;)

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Sabedoria de Mãe Camila de hoje:

"How can you surprise me when you are so predictable?"
Mau humor do caralho

Estou cansada, de saco cheio, com problemas no trabalho, com problemas com gente fura-olho, com homens mal resolvidos. Não agüento mais ler matéria ruim e meu braço direito tá doendo pra caralho de tanto digitar. Se essa gente escrevesse bem, seria só apertar o "publicar", mas, infelizmente, tenho que reescrever a bagaça toda. Chove a cântaros. Meu cabelo tá uma merda. Estou falida. Não encontro um apartamento pra alugar. Quinta, antes da festa, tenho que levar Mamãe Lelé a outro médico. Há goteiras na minha sala. Estou de saco cheio de gente burra, de gente chata, de gente egoísta que acha que o mundo gira em torno do próprio umbigo. Saco cheio de tudo. Me esqueçam, por favor.
Animadíssima

Estou parecendo criança, indócil para que chegue quinta-feira. Só penso na festa do blog. Quem não for vai ter um piriri de ficar três dias no vaso.
Luxo e riqueza

Esqueci de contar, O Orientador agora também é O Diretor. Ele foi eleito diretor da Faculdade de Comunicação Social da Uerj. Toma posse ano que vem. O vice é o luxuoso Ricardo Freitas. Meus dois professores favoritos. Rá, a FCS vai bombar!
Má notícia

Meu cotovelo direito tá doendo pra caralho. Excesso de computador. E minha semana de 12 dias ainda tá na metade...
Lástima

Meu cabelo tá medonho, gritando por tinta.

domingo, 4 de novembro de 2007

Blog do Rafa

http://cadernosurbanos.blogspot.com/
Minhas leituras

Ontem, cheguei do plantão na repartição por volta de 19h. Cabeça cansada, mas sem sono. Resolvi ler um pouco. Voltei ao Lete - Arte e Crítica do Esquecimento, de Harald Weinrich. Lembrar e esquecer. A gente só pode lembrar porque pode esquecer e poder esquecer é ser livre. Tinha lido semestre passado no curso sobre memória que fiz na UFF. Esse curso mudou minha vida: parei de tomar remédio pra turbinar a memória e me permiti esquecer.

Folhear de novo divertiu minha noite antes de ir pra pista.
Está acabando...

Hoje foi meu terceiro dia consecutivo de cárcere na repartição. E ainda dizem que sempre chove no feriado de Finados. Chove nos que eu não estou de plantão.

Três dias de sol, três dias quentes e lindos. Tudo bem, tem tido temporal todos os dias no fim da tarde, mas e daí? Adoro tempestades.
Relatório de fim de semana

Esse feriadão, além da repartição, foi de dona Mendonça. Saímos na quinta e no sábado. Mendonça ficou em casa cuidando do Mendoncinha. Rá!

Ontem fomos na Casa Rosa conferir a Verde e Amarelo, a "nova" festa de música brasileira da cidade. Nos encontramos no Serafim, praquela pré-calibada básica. Quando a gangue tava completa, com Julie e O Pessoal do Trabalho de Dona Mendonça, partimos. A fila tava eloooorme, mas como chegamos cedo e estávamos alegrinhas colocadas, tudo era festa.

Dona Mendonça tava linda de saiota branca e blusinha frente-única de bolinhas e eu, nem preciso dizer, ma-ra-vi-lho-sa de vestidinho preto e verde, meu favorito. Ainda na fila ela sentenciou: hoje quero encher a cara! Somos uma dupla ótema.

Eu não ia na Casa Rosa há uns 5 anos. Até que mudou pra melhor, gostei. Tava cheio pra caralho, tanto que algumas amigas não conseguiram entrar e partiram pro Buk ou pra Ronca-ronca. Pegamos umas cervejotas geladas e fomos dançar. As músicas são as de sempre, mas sabe que eu tava com saudade? Tamos lá nós, dançando semi-possuídas na pista, quando.... apaga a luz. Pois é, leitores, deu alguma zica e desligou a porra toda. Bom, fomos pro lado de fora tomar outra cervejota, enquanto ainda tava gelada, né?

Uns minutos depois restabeleceram a energia, digamos assim. Entramos, todas-todas pra sambar! UHU! É, pois é. A luz voltou, mas o ar condicionado não. Ah, e daí, né? Bom que a gente emagrece. Animaaaaadas. Toca a sambar. Uma meia hora e precisamos de reabastecimento alcóolico, afinal, ninguém é de ferro e somos jovens senhoras quase desidratando. "Ai, fresquinho aqui fora, né? Ai, cervejinha gelada, né?". Quem conseguiu entrar de novo? Partimos pro Cervantes pra tomar a saideira e comer um sanduíche pra dormir felizinhas de barriguinha cheia.

Foi uma noite ótema, embora eu quisesse ter dançado mais.
Falar em barriguinha cheia

Vou ter que passar essa semana a alface e água pra entrar no vestido na quinta. Comi que nem uma louca no fim de semana. Mas também, já basta estar de plantão, ainda não comer coisas gostosas, né? Comi e comi sem culpa. Foi lasanha, foi pizza, foi strogonoff, foi esfiha, foi o que vi pela frente, de preferência frito. Claro, tudo com muita cerveja e coca light.
Desfalque na gangue

Por volta de 21h, fiz a ronda ligando pra putada, pra ver quem ia formar no bonde das mulheres loucas. Ao ouvir a proposta, uma das minhas amigas explicou porque não iria.

– Ih, amiga, não dá. Vou receber visita íntima aqui em casa hoje.
– Ah, tá certa. Visita íntima é sagrada. Depois a gente se fala.
Sexta tranqüila


Cheguei da repartição por volta de 17h30, crente crente que ainda ia à praia dar um mergulho pra recarregar as energias antes da pista. Humpf. Mal amarrei o biquini toca o celular. Pepinos da repartição. Quando terminei de resolver o sol já tava se pondo. Liguei para O Orientador e ele já tava saindo, ia almoçar. Ok, o que não tem remédio, remediado está. Deitei para um soninho de beleza.

Mais tarde, o celular toca. O Grupelho ia se reunir para jantar, formô. Fomos eu, O Orientador, JKrapp, Ana Rosa&Nino. Pedro ia viajar cedo no dia seguinte e não foi. Eu até tinha uma festa, mas, digamos assim, era uma reunião de jovens sujos. Eu não tava muito na pilha, sabe? Tava cansada, a fim de um esquema mais limpinho. Quem sabe depois do jantar, né?

Olha, fomos num lugar ótemo. Vou sugerir o próximo chope de As Meninas lá. A comida tava uma delícia e o chope gelado. Pena que negaram um suco de tomate a O Orientador. Eu e JKrapp até távamos cogitando a festa, meio com preguiça, meio curiosas de qual ia ser, quando cai um temporal. Aí, arquive-se. Eu não ia dispensar uma carona que me deixou na porta de casa pra ir pro Centro da cidade, debaixo de chuva, pra uma festa de gente, digamos assim, sem hábitos higiênicos adequados.

Fui dormir linda, loura, japonesa e bebinha às 2h30 e foi a melhor coisa que eu fiz.
Fui!

Amanhã eu conto quinta, que foi o melhor dia. ;)

sábado, 3 de novembro de 2007

Novos lugares

Eu ando numa vibe de novidades, sabe? Cansei da minha vida, cansei do de sempre. Quero conhecer novos lugares e fazer coisas diferentes.
Minhas leituras

Vocês já leram o artigo do Canevacci sobre a "Gemação diaspórica e subjetividade sincrética"? Ca-ga-lho!

Toda vez que leio Canevecci é um desbunde na minha vida. Lembro quando eu tava com a dissertação prontinha pra defender e li o Culturas eXtremas. Porra, me senti uma idiota, queria jogar fora. Quando li "reivindico para mim uma metodologia do gozo" pensei "puta-que-pariu, é isso que eu faço, como eu não sabia?". Tô até com medo de ler Fetichismo Visual, posso querer mudar meu projeto de doutorado que nem comecei ainda....

O Orientador disse que é isso mesmo, mas pra eu descer do queijo. Que nós não somos Canevacci e só nos cabe o desbunde mesmo. Enfim.
Os ciúmes de Mendonça

Mendonça, tal e qual um irmão mais velho, tem ciúmes de mim. Nunca nenhum homem é bom o suficiente para mim e ele ainda se dá ao desfrute de questionar, quase interrogar, os pobres. Eu me divirto.

Certa vez ele já teve a falta de semancol de me dizer "Roberta, por favor, não dá pra ele. Se você der pra esse cara ele vai ficar se achando seu homem". Bem, até hoje não entendi as implicações.

Como sou má, mostro a ele as fotos dos meus pretendentes pra ouvir as críticas. Outro dia mostrei a de um morenaço belzebu todo udo.

– Não, Roberta, não. Depois de um capacete você vem com um boné? Qual o seu problema? Não! Pára! E esse boné? Olha, tá rasgado o boné dele! Que ele faz da vida?
– Que rasgado que nada, é faxion!
– Não, Roberta, não. De boné não! Que que esse cara faz na vida?
– Qual o problema? Mó gostoso, todo sarado. Ele é modelo fotográfico. Olha esse peito definido! Eu apertava o peito dele e era duro que nem pedra, rá! E esses braços fortes? Me sinto tão segura nesses brações....
– Não, Roberta! Você não deu pra ele não, né?
– Ainda não.
– Não vai dar, não vai dar, Roberta! Olha... Roberta. Depois vai querer levar lá em casa. Você pega esses caras e tem mania de levar lá em casa! Esse cara não vai beber da minha cerveja. Vou botar cadeado na geladeira!
– Mendonça, pára, não vou casar com ele.

Pois é. Eu nem pretendia sair de novo com o cara, mas me diverti tripudiando.

Perversa que sou, uns dias depois chamei ele e mostrei a foto de outro pretendente. Outro moreno alto, só que "pior". Esse, além do boné, ainda ostentava óculos escuros e camiseta regada preta na foto. Mendonça deu um chilique: gritou "NÃO!" e virou a cara fazendo expressão de horror.

Gargalhei!

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Adimplente!

Tô com o carnê do baú da felicidade em dia como há muito não ficava. Não vou mulher de andar por aí com carnê vencido. Sabe como é, pode faltar qualquer coisa na vida, só não pode deixar de pagar a prestação em dia. Olha, tem até prestação adiantada. Aliás, acho até que vou comprar outro, afinal, vai que sou sorteada, né?
Personare sabe tudo!

Momento de prazer e diversão
02/11 às 8h07 a 28/11 às 18h34
Vênus na casa 5


Prazer: esta palavra curta e simples sintetiza perfeitamente o momento que vai de 02/11 (hoje) às 8h07 e 28/11 às 18h34 em sua vida, Roberta. Vênus em trânsito pela quinta casa astrológica sugere um período de festividades, de lazer, de romances e de sexo. É claro que não é apenas uma questão de se sentar e ficar esperando que tudo isso venha até você, e sim de aproveitar a maré do momento, que estará predispondo você a situações de prazer e de deleite.

Não perca a oportunidade de ir a festas, shows, eventos sociais. Neste divertido ciclo de Vênus, boas oportunidades podem surgir e você saberá usufruir delas. Tenha apenas atenção a um ponto especial: apaixonar-se por alguém neste momento é bem possível, mas lembre-se que você está numa fase naturalmente predisposta a paixões.

Convém ir devagar, não se precipitar, esperar este ciclo passar e ver se o sentimento perdura. Muitas vezes aquilo que nos parece "amor" não passa de uma situação circunstancial, que tem mais a ver com o clima, com o dia...

De todo modo, Roberta, esta é uma fase para você aproveitar os prazeres da vida. Se jogue! Mas aprecie tudo com moderação...


Fonte: http://www.personare.com.br