Hoje este blog completa 10 anos. São 8.589 posts, nem sei quantos comentários, chopes e amigos. Cerca de metade dos meus atuais amigos conheci aqui. Fiz mestrado, engordei, emagreci, cortei e pintei o cabelo, fiz planos e mudei de ideia, viajei, dancei, bebi, ri e chorei. Até um livro publiquei. Partilhei tudo com vocês.
Comecei de brincadeira, pensando em guardar minhas histórias estranhas para, quem sabe, um dia reunir num livro de memórias ou pelo menos pra não ter que repetir as mesmas histórias em cada mesa de bar que sentasse: bastava lerem aqui. Hoje, 10 anos depois, não consigo imaginar minha vida sem blog. Ser blogueira faz feliz.
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terça-feira, 8 de novembro de 2011
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Animadaça
Tô sem paciência nenhuma pra idiotas, mas tô animadaça com a minha vida. Resolvi colocar de volta dos óculos com lentes cor de rosa. Só vou olhar para o que gosto e fodam-se os outros.
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Otimista
Quase não dormi, acordei entupida e inchada, com dor de cabeça e burra. Perdi a consulta com o angiologista e acabou o papel higiênico. Não tenho dinheiro pra pagar minhas contas e meu estômago dói. Sim, eu estava com raiva do mundo, fantasiando enfiar objetos perfuro-cortantes em algumas pessoas do meu convívio. No almoço, queria jogar os talheres nas pessoas feias e mal vestidas que comiam aquela ração podre sentadas naquele restaurante sórdido. Claro, me contive e sorri, desejando lágrimas e ranger de dentes. Sou educada: odeio, mas não perco a compostura. Mas sabe que agora à tarde resolvi me animar?
A faxineira tá lá em casa, vou ter casa limpa e cheirosa quando chegar. Vou passar na farmácia e comprar um pacote de papel higiênico. No boteco da esquina, vou adquirir uma coca zero 2l. Em casa, vou tomar um banho demorado e quente (fodam-se os recursos hidrominerais). Vou besuntar algum hidratante cheiroso no meu corpinho de quarentona toda boa, tomar um copo do refrigerante que estará me aguardando no freezer e deitar na minha caminha dura forrada com lençóis limpinhos e cheirosos (separei um jogo Alexandre Hercovitch branco com flores cinza e preto). Sim, vou dormir o sono das desgraçadas justas e foda-se o mundo.
Amanhã vou trabalhar de manhã e vou sorrir pelo mundo à tarde. Meu nome é Roberta Carvalho e a vida é bela.
A faxineira tá lá em casa, vou ter casa limpa e cheirosa quando chegar. Vou passar na farmácia e comprar um pacote de papel higiênico. No boteco da esquina, vou adquirir uma coca zero 2l. Em casa, vou tomar um banho demorado e quente (fodam-se os recursos hidrominerais). Vou besuntar algum hidratante cheiroso no meu corpinho de quarentona toda boa, tomar um copo do refrigerante que estará me aguardando no freezer e deitar na minha caminha dura forrada com lençóis limpinhos e cheirosos (separei um jogo Alexandre Hercovitch branco com flores cinza e preto). Sim, vou dormir o sono das desgraçadas justas e foda-se o mundo.
Amanhã vou trabalhar de manhã e vou sorrir pelo mundo à tarde. Meu nome é Roberta Carvalho e a vida é bela.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Ótema!
O mundo é estranho mesmo. Acordei de dor de cabeça pouco depois das 6h da manhã. Por volta de 7h30 não aguentei e tomei um dorflex, mesmo em jejum. Melhorou um pouco, mas não passou. Fiquei deitada pensado na vida, achei que nem ia conseguir ir trabalhar. Aí lembrei que era dia de Dona Betania e achei melhor levantar e sair. Sabe como é, minha casa é pequena demais pra eu partilhar com a faxineira. Ou ela ou eu. Vim para o trabalho.
Tô com uma dor de cabeça do caralho, do capeta, do demonho, mas tô bem, tô feliz. Aliás, vim para o trabalho numa alegria indígena. Não sei se é ressaca ou porque os dentes pararam de doer, porque tem Chope dos Leitores ou porque começa o festival Narapalooza... sei que tô alegrinha da vida.
Um amigo outro dia comentou que tem ressacas maravilhosas, reveladoras. Que compreendeu porque o céu é azul numa manhã de ressaca. Na hora eu zoei. Pois é, aconteceu comigo esta manhã. Acho que tive uma epifania. Sabe quando, quase que por mágica, tudo faz sentido? Quando cai a ficha e tudo parece claro, óbvio, fácil? Do azul do céu aos porquês que não existem, tudo faz sentido.
A vida é bela e eu adoro ser Roberta Carvalho.
Tô com uma dor de cabeça do caralho, do capeta, do demonho, mas tô bem, tô feliz. Aliás, vim para o trabalho numa alegria indígena. Não sei se é ressaca ou porque os dentes pararam de doer, porque tem Chope dos Leitores ou porque começa o festival Narapalooza... sei que tô alegrinha da vida.
Um amigo outro dia comentou que tem ressacas maravilhosas, reveladoras. Que compreendeu porque o céu é azul numa manhã de ressaca. Na hora eu zoei. Pois é, aconteceu comigo esta manhã. Acho que tive uma epifania. Sabe quando, quase que por mágica, tudo faz sentido? Quando cai a ficha e tudo parece claro, óbvio, fácil? Do azul do céu aos porquês que não existem, tudo faz sentido.
A vida é bela e eu adoro ser Roberta Carvalho.
terça-feira, 9 de março de 2010
A vida é bela
Ando feliz quase o tempo todo. Semana passada postei que tava feliz e minhas amigas caíram em cima de mim querendo saber se a felicidade tinha nome, mais de 1,80m, ombros largos, mãos grandes e peito cabeludo. Não, não tem. Não há motivo específico para a minha felicidade, e isso é o melhor de tudo.Simplesmente minha vida vai bem, obrigada. Depois de muito tempo - nem sei quanto - está tudo bem. Parece até estranho, mas não tenho nenhum problema com o qual me preocupar.
Tô dura com não ficava há anos, mas é porque comprei um apartamento. Se me encho da dureza posso passá-lo e voltar pra vidinha de comprar como se não houvesse amanhã, fazer a louca do cartão de crédito uma vez por semana. Mas confesso que cansei dessa brincadeira e nem cabe mais nada na minha casa. Então, ao fim e ao cabo, nem tô chateada por estar falida porque sei onde está o dinheiro.
Não estou com nenhum problema de saúde (um pouco gripada, mas passa rápido), minha mamãe maluca e irmã trololó estão ótimas, meus 30 gatos também. Gosto do meu trabalho, embora não goste de onde ele fica, mas tenho achado até graça e não está me incomodando: banalizei a sordidez da repartição. Resolvi não estudar nada pelo menos este sementre e não quero nem pensar no doutorado: não é tempo pra isso. Em compensação vou publicar o livro do HTP e ministrar vários cursos até o fim do ano. Vou fazer duas viagens legais com amigas queridas. Tenho mais amigos do que tempo para dar a atenção que eles demandam, tenho muitos leitores e fãs queridos. Palhaços também não faltam e o picadeiro nunca fica vazio. Se eu aceitar todos os convites que recebo, saio todos os dias.
Brinco que sou gorda e, realmente, até estou acima do peso, mas a verdade é que me acho linda, charmosa, cheirosa, bem vestida, divertida e inteligente. Adoro ser quem eu sou, adoro minha personalidade insuportável, minha cara de pau irremediável, minha boquirrotice, meus acessos de raiva, minha alegria de viver. Levo exatamente a vida que eu gostaria de levar. Tenho muito orgulho de mim mesma. Eu me amo horrores.
Pois é, sou obrigada a admitir que sou feliz e, no momento, não tenho problemas. A vida é bela para quem sabe viver.
Tô dura com não ficava há anos, mas é porque comprei um apartamento. Se me encho da dureza posso passá-lo e voltar pra vidinha de comprar como se não houvesse amanhã, fazer a louca do cartão de crédito uma vez por semana. Mas confesso que cansei dessa brincadeira e nem cabe mais nada na minha casa. Então, ao fim e ao cabo, nem tô chateada por estar falida porque sei onde está o dinheiro.
Não estou com nenhum problema de saúde (um pouco gripada, mas passa rápido), minha mamãe maluca e irmã trololó estão ótimas, meus 30 gatos também. Gosto do meu trabalho, embora não goste de onde ele fica, mas tenho achado até graça e não está me incomodando: banalizei a sordidez da repartição. Resolvi não estudar nada pelo menos este sementre e não quero nem pensar no doutorado: não é tempo pra isso. Em compensação vou publicar o livro do HTP e ministrar vários cursos até o fim do ano. Vou fazer duas viagens legais com amigas queridas. Tenho mais amigos do que tempo para dar a atenção que eles demandam, tenho muitos leitores e fãs queridos. Palhaços também não faltam e o picadeiro nunca fica vazio. Se eu aceitar todos os convites que recebo, saio todos os dias.
Brinco que sou gorda e, realmente, até estou acima do peso, mas a verdade é que me acho linda, charmosa, cheirosa, bem vestida, divertida e inteligente. Adoro ser quem eu sou, adoro minha personalidade insuportável, minha cara de pau irremediável, minha boquirrotice, meus acessos de raiva, minha alegria de viver. Levo exatamente a vida que eu gostaria de levar. Tenho muito orgulho de mim mesma. Eu me amo horrores.
Pois é, sou obrigada a admitir que sou feliz e, no momento, não tenho problemas. A vida é bela para quem sabe viver.
segunda-feira, 1 de março de 2010
Estou ótema!
Tomei um carro de praça para voltar pra casa. Não tava com saúde pra me acotovelar com gente feia pra entrar no 497. A vida será belíssima quando eu puder me dar ao luxo de ir e voltar da repartição de táxi todos os dias.
Tomei banhinho quente na casa da Ju e jantei macarrãozinho que eu mesma fiz! Tá, ele tava esquecido na geladeira há uns 3 ou 4 dias. E daí, né?
Ainda comprei a resistência do chuveiro e vou tentar trocar so-zi-nha. Se eu conseguir vou ficar muito feliz.
Ah, convidei a gangue pra comer pizza e tomar cerveja aqui em casa. Tomara que as loucas venham. Queríamos mesmo era ir no Peixe, saudade daquela sardinha frita com aquela cerveja gelada, mas com essa chuva não rola.
Ih, agora lembrei que só tenho dois pratos. Hmmm... tudo bem, em nível de anfitriã eu como no prato de sobremesa e elas no prato raso.
Tomei banhinho quente na casa da Ju e jantei macarrãozinho que eu mesma fiz! Tá, ele tava esquecido na geladeira há uns 3 ou 4 dias. E daí, né?
Ainda comprei a resistência do chuveiro e vou tentar trocar so-zi-nha. Se eu conseguir vou ficar muito feliz.
Ah, convidei a gangue pra comer pizza e tomar cerveja aqui em casa. Tomara que as loucas venham. Queríamos mesmo era ir no Peixe, saudade daquela sardinha frita com aquela cerveja gelada, mas com essa chuva não rola.
Ih, agora lembrei que só tenho dois pratos. Hmmm... tudo bem, em nível de anfitriã eu como no prato de sobremesa e elas no prato raso.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Rosa chiclete
Esmaltei as unhas em rosa chiclete de novo e desta vez ficou mais bonito ainda. A manicure usou uma camada de Pink Acid da Arezzo por baixo. Acho que viciei. Gostei tanto que comprei uma camisola na mesma cor pra dormir ornando tudo em rosa.
A vida é bela e cor de rosa!
A vida é bela e cor de rosa!
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Linda e feliz
Hoje passei um dia ruim. Tava me sentindo péssima, chata, mal humorada. Na verdade, tava triste, triste, triste. Estou com problemas de saúde, não consigo me concentrar no que preciso estudar, meus planos não estão dando certo e o gato Ben morreu. Pra piorar, descobri que estou falida: gastei em remédios o dinheiro pra passar o mês (se ainda tivesse sido em drogas, cerveja ou roupa nova!).
Como não sou mulher de me deixar abater, comprei dois lindos vestidos: um gracioso e florido e outro vaporoso com desenhos geométricos. Depois rumei pro salão e avisei "quero ficar linda". Fui prontamente atendida. Saí de lá de cabelos cortados e unhas pintadas de encarnado, como diz uma amiga pernambucana.
Ai, ai. Ainda não estou ótima, mas melhorei. Só faltou companhia pra uma cerveja no fim do dia, pra mitigar o calor do capeta que faz na canícula de São Sebastião do Rio de Janeiro. Se tivesse me sentado no Peixe pra tomar minha Skol gelada com uma porção de sardinha frita a vida seria plenamente bela.
As dívidas? Como diz a sapientíssima dra. Sheila, minha dentista, "minha linda, dívida é para sempre. Não esquenta a cabeça". Como dizia meu sábio ex-namorado "Liga não, menina bonita. Um dia a gente paga essas dívidas". E assim a vida segue.
Como não sou mulher de me deixar abater, comprei dois lindos vestidos: um gracioso e florido e outro vaporoso com desenhos geométricos. Depois rumei pro salão e avisei "quero ficar linda". Fui prontamente atendida. Saí de lá de cabelos cortados e unhas pintadas de encarnado, como diz uma amiga pernambucana.
Ai, ai. Ainda não estou ótima, mas melhorei. Só faltou companhia pra uma cerveja no fim do dia, pra mitigar o calor do capeta que faz na canícula de São Sebastião do Rio de Janeiro. Se tivesse me sentado no Peixe pra tomar minha Skol gelada com uma porção de sardinha frita a vida seria plenamente bela.
As dívidas? Como diz a sapientíssima dra. Sheila, minha dentista, "minha linda, dívida é para sempre. Não esquenta a cabeça". Como dizia meu sábio ex-namorado "Liga não, menina bonita. Um dia a gente paga essas dívidas". E assim a vida segue.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Sábado feliz
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Pouca sorte
Saí do trabalho uma hora mais cedo, correndo pra ortodontista, que esta semana me arrumou um horário merda. Pra minha sorte, mal cheguei no ponto e havia uma van. Eu acho pouco digno andar de van, mas naquela situação agradeci aos céus e entrei. Cheguei na Tijuca apenas 7 minutos atrasada. A Ortodontista me atendeu 20 minutos atrasada. Não sei porque levo ela a sério e corro. Enfim.
Para minha sorte (ou não), ela apenas trocou o aro superior por um mais grosso e as borrachas da inferior. Só senti uma pressãozinha quando tava indo embora agora já passou. Pensei que ela ia me meter o borrachão assassino, mas vai ficar pra outra semana. Por enquanto, ela tá botando fé na mola que tá empurrando meu canino.
Saí esbaforida e me joguei no metrô, morrendo de fome. Até que não tava abarrotado ainda, apenas cheio. Liguei para o consultório da dermatologista avisando que ia atrasar. "Ih, mas hoje ela tá no horário, não sei se vai dar tempo de vc chegar. Você vem de qualquer jeito e a gente vê o que dá pra fazer."
Cumequié? Da outra vez esperei quase duas horas. Quando fui marcar esta sessão questionei o horário, apertado para mim, e a recepcionista me tranquilizou "liga não, ela sempre atrasa no mínimo uma hora".
Desci na estação Siqueira Campos e peguei o metrô de superfície. Quando ele tá chegando no Arpoador toca o cel. "Dona Roberta, ela já tá indo embora, não vai dar tempo. Me liga amanhã que a gente remarca pra segunda". Porra, por que não remarcou logo pra segunda quando eu disse que tava atrasada?". Ca-ga-lho! Me despenquei da Tijuca pra Ipanema à toa! Da Praça Saens Pena tem um ônibus que passa na minha porta!
Desci na estação seguinte, General Osório, e tentei aproveitar pra comprar umas tranqueiras antes de vir pra casa. Entrei na Americanas Express e enchi a cestinha de buginganga úteis, como xampu, esmalte, meias, calcinhas, essas coisas que nunca são demais, pra ver se me acalmava. No caixa, começa uma confusão. Só uma mocinha não exatamente safa para atender e muitas velhotas impacientes na fila. Uma delas quer fazer uma troca e a mocinha não sabe fazer. Mocinha liga pra outra mocinha vir ajudar. Soltei um "puta-que-pariu, não vou comprar merda nenhuma", larguei a cestinha no balcão e fui embora bufando. Ca-ga-lho.
Estou quase sem xampu e pasta de dente! Até pensei em entrar numa farmácia, mas com aquela friaca, desisti. Me joguei num 464 e vim pra casa congelando no ônibus. Dei uma arrumada na casa que tava um pandemônio, comi minha ração noturna com um copo de coca zero e vim blogar, porque alguma alegria eu tenho que ter na vida.
Pensar que eu poderia ter feito meu roteiro de farmácias tijucanas com calma, ainda ido na Dermage comprar meu mousse facial, tomado um café expresso no Palheta da Drogaria Venâncio e vindo pra casa alegrinha, alegrinha com minha sacola de compras de farmácia, minhas favoritas. A esta altura teria vários xampus e condicionadores pra escolher, cremes, hidratantes, bisnagas de Sensodyne de diversos calibres e sabores, um frascão de 1l de Plax transparente, quem sabe até um sabonete líquido ou esfoliante bem cheiroso pra alegrar meu banho de amanhã... ai, ai, ai. Como a vida é injusta às vezes.
Para minha sorte (ou não), ela apenas trocou o aro superior por um mais grosso e as borrachas da inferior. Só senti uma pressãozinha quando tava indo embora agora já passou. Pensei que ela ia me meter o borrachão assassino, mas vai ficar pra outra semana. Por enquanto, ela tá botando fé na mola que tá empurrando meu canino.
Saí esbaforida e me joguei no metrô, morrendo de fome. Até que não tava abarrotado ainda, apenas cheio. Liguei para o consultório da dermatologista avisando que ia atrasar. "Ih, mas hoje ela tá no horário, não sei se vai dar tempo de vc chegar. Você vem de qualquer jeito e a gente vê o que dá pra fazer."
Cumequié? Da outra vez esperei quase duas horas. Quando fui marcar esta sessão questionei o horário, apertado para mim, e a recepcionista me tranquilizou "liga não, ela sempre atrasa no mínimo uma hora".
Desci na estação Siqueira Campos e peguei o metrô de superfície. Quando ele tá chegando no Arpoador toca o cel. "Dona Roberta, ela já tá indo embora, não vai dar tempo. Me liga amanhã que a gente remarca pra segunda". Porra, por que não remarcou logo pra segunda quando eu disse que tava atrasada?". Ca-ga-lho! Me despenquei da Tijuca pra Ipanema à toa! Da Praça Saens Pena tem um ônibus que passa na minha porta!
Desci na estação seguinte, General Osório, e tentei aproveitar pra comprar umas tranqueiras antes de vir pra casa. Entrei na Americanas Express e enchi a cestinha de buginganga úteis, como xampu, esmalte, meias, calcinhas, essas coisas que nunca são demais, pra ver se me acalmava. No caixa, começa uma confusão. Só uma mocinha não exatamente safa para atender e muitas velhotas impacientes na fila. Uma delas quer fazer uma troca e a mocinha não sabe fazer. Mocinha liga pra outra mocinha vir ajudar. Soltei um "puta-que-pariu, não vou comprar merda nenhuma", larguei a cestinha no balcão e fui embora bufando. Ca-ga-lho.
Estou quase sem xampu e pasta de dente! Até pensei em entrar numa farmácia, mas com aquela friaca, desisti. Me joguei num 464 e vim pra casa congelando no ônibus. Dei uma arrumada na casa que tava um pandemônio, comi minha ração noturna com um copo de coca zero e vim blogar, porque alguma alegria eu tenho que ter na vida.
Pensar que eu poderia ter feito meu roteiro de farmácias tijucanas com calma, ainda ido na Dermage comprar meu mousse facial, tomado um café expresso no Palheta da Drogaria Venâncio e vindo pra casa alegrinha, alegrinha com minha sacola de compras de farmácia, minhas favoritas. A esta altura teria vários xampus e condicionadores pra escolher, cremes, hidratantes, bisnagas de Sensodyne de diversos calibres e sabores, um frascão de 1l de Plax transparente, quem sabe até um sabonete líquido ou esfoliante bem cheiroso pra alegrar meu banho de amanhã... ai, ai, ai. Como a vida é injusta às vezes.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
terça-feira, 26 de maio de 2009
Bingo!
Perdi a hora de novo, tô me sentindo muito cansada. E olha que ontem deitei antes de 23h, cedo pros meus padrões. Quase não consegui sair da cama hoje de manhã, só fui porque sinto multa culpa quando perco aula. Sempre acho que vou deixar de aprender algo que jamais será recuperado. Tá, exagero, mas não é errado ser assim. Fui, atrasada, mas fui.
Quando cheguei lá me arrastando... bingo! As professoras faltaram de novo! Fui na secretaria e me informaram que o marido de uma delas sofreu uma cirurgia, mas semana que vem a aula será normal. Supostamente o monitor da turma teria avisado a todos por e-mail. Todos menos a meia dúzia de cornos que, como eu, tava lá na porta da sala com cara de pateta.
Tô um bagaço. Às vezes, a vida é dura.
Quando cheguei lá me arrastando... bingo! As professoras faltaram de novo! Fui na secretaria e me informaram que o marido de uma delas sofreu uma cirurgia, mas semana que vem a aula será normal. Supostamente o monitor da turma teria avisado a todos por e-mail. Todos menos a meia dúzia de cornos que, como eu, tava lá na porta da sala com cara de pateta.
Tô um bagaço. Às vezes, a vida é dura.
sábado, 23 de maio de 2009
Então é isso!
Confio no Personare e nada me faltará, seguirei seus conselhos, já que os solicitei: vou à praia dar um mergulho e à noite vou tomar uma cervejota na Lapa com minha amiga FKrako que está no Rio. A vida é bela.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Das coisas boas da vida
Há coisas doces, mesmo na tristeza profunda. Um amigo veio me ver, trouxe esfiha e kibe do Largo do Machado, tomou cerveja comigo e elogiou meu cabelo e meu sorriso. Também disse que adora meu apartamento, que acha muito maneiro e bem decorado. Consegui me distrair, rimos juntos de nós mesmos e mesmo quando falei dos meus problemas eles pareceram uma história que li.
Dentro das possibilidades ao meu alcance, esta visita foi a melhor coisa que podia acontecer nesta noite.
Dentro das possibilidades ao meu alcance, esta visita foi a melhor coisa que podia acontecer nesta noite.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Dias difíceis
Ontem resolvi ir bem pimpona pro trabalho, pra ver se levantava o astral. Coloquei um dos meu colares favoritos, muito fáxion, eu até "economizava" ele. Caiu no caminho, quando desci do ônibus tava sem.
Hoje acordei de piriri, que persiste até agora.
É difícil ser feliz começando os dias assim.
Hoje acordei de piriri, que persiste até agora.
É difícil ser feliz começando os dias assim.
domingo, 26 de abril de 2009
Enrolada
Ando muito enrolada da vida mesmo. As tarefas tão se acumulando e eu me enrolando cada vez mais. Antes que alguma mala pergunte "se não tem tempo pra nada, por que tá blogando pra resmungar que não tem tempo?", respondo que blogo pra me consolar.
Daí, chata e estressada, resolvi fazer feriadinho. Quer dizer, resolver mandar tudo pro caralho e aproveitar o feriadinho. Fui almoçar na casa de O Orientador na quinta-feira e só voltei hoje à noite. Me aboletei, encalhei no sofazão e fiquei por lá mesmo. Delícia. À tarde, acordávamos ao meio-dia, íamos almoçar em algum lugar aberto e agradável - pra ver gente bonita e com pouca roupa passar - e, à noite, viamos DVDs de filmes ruins e bebiamos vinho. Claro, enquanto isso íamos falando mal do mundo. Foi maravilhoso e revigorante estar com os meus.
Chato foi voltar hoje e descobrir que a casa foi invadida por baratas francesas. Já matei mais de 10 e quase me sufoquei com inseticida. Puta-que-pariu.
Daí, chata e estressada, resolvi fazer feriadinho. Quer dizer, resolver mandar tudo pro caralho e aproveitar o feriadinho. Fui almoçar na casa de O Orientador na quinta-feira e só voltei hoje à noite. Me aboletei, encalhei no sofazão e fiquei por lá mesmo. Delícia. À tarde, acordávamos ao meio-dia, íamos almoçar em algum lugar aberto e agradável - pra ver gente bonita e com pouca roupa passar - e, à noite, viamos DVDs de filmes ruins e bebiamos vinho. Claro, enquanto isso íamos falando mal do mundo. Foi maravilhoso e revigorante estar com os meus.
Chato foi voltar hoje e descobrir que a casa foi invadida por baratas francesas. Já matei mais de 10 e quase me sufoquei com inseticida. Puta-que-pariu.
quarta-feira, 18 de março de 2009
Das minhas alegrias
Outro dia escrevi um e-mail de parabéns para uma blogueira que não conheço. Tinha acabado de ler o blog dela e seus posts tinham me emocionado, tinha me identificado muito, com muitas coisas. Acho que foi a primeira vez que fiz isso na vida, sou orgulhosa demais pra admitir ser fã de alguém, confesso. Se eu admitir que sou fã, tá implicito que, de alguma maneira, aquela pessoa é melhor que eu e isso é inadmissível.
Ela respondeu: Seu email é daqueles que fazem a gente começar bem o dia. Tem quase o mesmo efeito de "Este mês você vai receber um bônus". Novamente a admirei, não por ela ter gostado do meu e-mail em particular, mas poder definido tão bem a sensação que alguns e-mails que leitores escrevem nos proporciona.
Outro dia, uma moça me escreveu que voltou a estudar depois de começar a ler meu blog. Eu chorei. Na epoca, andava pensando em parar de blogar, encerrar (jamais deletarei) meus blogs e deixá-los flanando na rede com lixo virtual. Talvez, criasse um novo blog anônimo, pra não correr o risco de magoar ninguém. Claro que mudei de idéia.
É, não tem volta. Eu sou uma blogueira.
Ela respondeu: Seu email é daqueles que fazem a gente começar bem o dia. Tem quase o mesmo efeito de "Este mês você vai receber um bônus". Novamente a admirei, não por ela ter gostado do meu e-mail em particular, mas poder definido tão bem a sensação que alguns e-mails que leitores escrevem nos proporciona.
Outro dia, uma moça me escreveu que voltou a estudar depois de começar a ler meu blog. Eu chorei. Na epoca, andava pensando em parar de blogar, encerrar (jamais deletarei) meus blogs e deixá-los flanando na rede com lixo virtual. Talvez, criasse um novo blog anônimo, pra não correr o risco de magoar ninguém. Claro que mudei de idéia.
É, não tem volta. Eu sou uma blogueira.
terça-feira, 10 de março de 2009
A visita de A Noiva
Minha amiga A Noiva foi embora há pouco, me deixando aqui, alcoolizada e feliz. Trouxe um gatinho de porcelana com estampa de pois e meu tênis doirado que eu tinha emprestado a ela há meses. Fofocamos, rimos e comemos lasanha congelada. A vida é bela.
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