Saí do trabalho uma hora mais cedo, correndo pra ortodontista, que esta semana me arrumou um horário merda. Pra minha sorte, mal cheguei no ponto e havia uma van. Eu acho pouco digno andar de van, mas naquela situação agradeci aos céus e entrei. Cheguei na Tijuca apenas 7 minutos atrasada. A Ortodontista me atendeu 20 minutos atrasada. Não sei porque levo ela a sério e corro. Enfim.
Para minha sorte (ou não), ela apenas trocou o aro superior por um mais grosso e as borrachas da inferior. Só senti uma pressãozinha quando tava indo embora agora já passou. Pensei que ela ia me meter o borrachão assassino, mas vai ficar pra outra semana. Por enquanto, ela tá botando fé na mola que tá empurrando meu canino.
Saí esbaforida e me joguei no metrô, morrendo de fome. Até que não tava abarrotado ainda, apenas cheio. Liguei para o consultório da dermatologista avisando que ia atrasar. "Ih, mas hoje ela tá no horário, não sei se vai dar tempo de vc chegar. Você vem de qualquer jeito e a gente vê o que dá pra fazer."
Cumequié? Da outra vez esperei quase duas horas. Quando fui marcar esta sessão questionei o horário, apertado para mim, e a recepcionista me tranquilizou "liga não, ela sempre atrasa no mínimo uma hora".
Desci na estação Siqueira Campos e peguei o metrô de superfície. Quando ele tá chegando no Arpoador toca o cel. "Dona Roberta, ela já tá indo embora, não vai dar tempo. Me liga amanhã que a gente remarca pra segunda". Porra, por que não remarcou logo pra segunda quando eu disse que tava atrasada?". Ca-ga-lho! Me despenquei da Tijuca pra Ipanema à toa! Da Praça Saens Pena tem um ônibus que passa na minha porta!
Desci na estação seguinte, General Osório, e tentei aproveitar pra comprar umas tranqueiras antes de vir pra casa. Entrei na Americanas Express e enchi a cestinha de buginganga úteis, como xampu, esmalte, meias, calcinhas, essas coisas que nunca são demais, pra ver se me acalmava. No caixa, começa uma confusão. Só uma mocinha não exatamente safa para atender e muitas velhotas impacientes na fila. Uma delas quer fazer uma troca e a mocinha não sabe fazer. Mocinha liga pra outra mocinha vir ajudar. Soltei um "puta-que-pariu, não vou comprar merda nenhuma", larguei a cestinha no balcão e fui embora bufando. Ca-ga-lho.
Estou quase sem xampu e pasta de dente! Até pensei em entrar numa farmácia, mas com aquela friaca, desisti. Me joguei num 464 e vim pra casa congelando no ônibus. Dei uma arrumada na casa que tava um pandemônio, comi minha ração noturna com um copo de coca zero e vim blogar, porque alguma alegria eu tenho que ter na vida.
Pensar que eu poderia ter feito meu roteiro de farmácias tijucanas com calma, ainda ido na Dermage comprar meu mousse facial, tomado um café expresso no Palheta da Drogaria Venâncio e vindo pra casa alegrinha, alegrinha com minha sacola de compras de farmácia, minhas favoritas. A esta altura teria vários xampus e condicionadores pra escolher, cremes, hidratantes, bisnagas de Sensodyne de diversos calibres e sabores, um frascão de 1l de Plax transparente, quem sabe até um sabonete líquido ou esfoliante bem cheiroso pra alegrar meu banho de amanhã... ai, ai, ai. Como a vida é injusta às vezes.
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quarta-feira, 3 de junho de 2009
terça-feira, 26 de maio de 2009
Bingo!
Perdi a hora de novo, tô me sentindo muito cansada. E olha que ontem deitei antes de 23h, cedo pros meus padrões. Quase não consegui sair da cama hoje de manhã, só fui porque sinto multa culpa quando perco aula. Sempre acho que vou deixar de aprender algo que jamais será recuperado. Tá, exagero, mas não é errado ser assim. Fui, atrasada, mas fui.
Quando cheguei lá me arrastando... bingo! As professoras faltaram de novo! Fui na secretaria e me informaram que o marido de uma delas sofreu uma cirurgia, mas semana que vem a aula será normal. Supostamente o monitor da turma teria avisado a todos por e-mail. Todos menos a meia dúzia de cornos que, como eu, tava lá na porta da sala com cara de pateta.
Tô um bagaço. Às vezes, a vida é dura.
Quando cheguei lá me arrastando... bingo! As professoras faltaram de novo! Fui na secretaria e me informaram que o marido de uma delas sofreu uma cirurgia, mas semana que vem a aula será normal. Supostamente o monitor da turma teria avisado a todos por e-mail. Todos menos a meia dúzia de cornos que, como eu, tava lá na porta da sala com cara de pateta.
Tô um bagaço. Às vezes, a vida é dura.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Dias difíceis
Ontem resolvi ir bem pimpona pro trabalho, pra ver se levantava o astral. Coloquei um dos meu colares favoritos, muito fáxion, eu até "economizava" ele. Caiu no caminho, quando desci do ônibus tava sem.
Hoje acordei de piriri, que persiste até agora.
É difícil ser feliz começando os dias assim.
Hoje acordei de piriri, que persiste até agora.
É difícil ser feliz começando os dias assim.
domingo, 26 de abril de 2009
Enrolada
Ando muito enrolada da vida mesmo. As tarefas tão se acumulando e eu me enrolando cada vez mais. Antes que alguma mala pergunte "se não tem tempo pra nada, por que tá blogando pra resmungar que não tem tempo?", respondo que blogo pra me consolar.
Daí, chata e estressada, resolvi fazer feriadinho. Quer dizer, resolver mandar tudo pro caralho e aproveitar o feriadinho. Fui almoçar na casa de O Orientador na quinta-feira e só voltei hoje à noite. Me aboletei, encalhei no sofazão e fiquei por lá mesmo. Delícia. À tarde, acordávamos ao meio-dia, íamos almoçar em algum lugar aberto e agradável - pra ver gente bonita e com pouca roupa passar - e, à noite, viamos DVDs de filmes ruins e bebiamos vinho. Claro, enquanto isso íamos falando mal do mundo. Foi maravilhoso e revigorante estar com os meus.
Chato foi voltar hoje e descobrir que a casa foi invadida por baratas francesas. Já matei mais de 10 e quase me sufoquei com inseticida. Puta-que-pariu.
Daí, chata e estressada, resolvi fazer feriadinho. Quer dizer, resolver mandar tudo pro caralho e aproveitar o feriadinho. Fui almoçar na casa de O Orientador na quinta-feira e só voltei hoje à noite. Me aboletei, encalhei no sofazão e fiquei por lá mesmo. Delícia. À tarde, acordávamos ao meio-dia, íamos almoçar em algum lugar aberto e agradável - pra ver gente bonita e com pouca roupa passar - e, à noite, viamos DVDs de filmes ruins e bebiamos vinho. Claro, enquanto isso íamos falando mal do mundo. Foi maravilhoso e revigorante estar com os meus.
Chato foi voltar hoje e descobrir que a casa foi invadida por baratas francesas. Já matei mais de 10 e quase me sufoquei com inseticida. Puta-que-pariu.
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