Ai, como a vida é boa
Estou indo pro esquenta, tomar umas caipirinhas no Mofo da Lapa. De lá, passo num aniversário no Odisséia e finalmente parto para Padre Miguel, pro ensaio da Mocidade com Vicente.
Amanhã tem desfile do Escravos da Mauá. Sabe como é, quando morrer descansa.
sábado, 14 de fevereiro de 2009
De-lí-cia
Resolvi fazer algo que há muito não experimento: blogar bebada. Acabei de chegar em casa sem sono e, já que a despeito das várias dezenas de canais, não há nada pra ver na TV, liguei o computador. Bebi energético demais para dormir. Perdoem, se houver, os erros de digitação.
Cheguei do trabalho, sob chuva, às 17h40. Corri atrasada para buscar meus sapatos. Me presentei com dois lindos sapatos novos, mas com meu pé engordou, precisei deixá-los na forma. Da sapataria, corri pro salão. Tinha marcado pé&mão, mas fiz só mão pois estava chovendo e pretendia sair de sapatos fechados à noite.
Fui pra casa. Comi bobó de camarão (ou coisa parecida, mas muito gostosaO) descongelado e enchi os cornos de coca zero, energético e vodka. Banho na hidromassagem pra me restabelecer. Vestido verde, sandália e sombra doiradas. Ensaio do Império Serreno na AABB da Lagoa. Bom pra caralho.
Eis-me aqui, narrando isso, meio bebada, meio bocejando, mas sabendo que não vou conseguir dormir. Acho que vou esquentar um naco de bobó congelado.
Sei lá, sabe.
Resolvi fazer algo que há muito não experimento: blogar bebada. Acabei de chegar em casa sem sono e, já que a despeito das várias dezenas de canais, não há nada pra ver na TV, liguei o computador. Bebi energético demais para dormir. Perdoem, se houver, os erros de digitação.
Cheguei do trabalho, sob chuva, às 17h40. Corri atrasada para buscar meus sapatos. Me presentei com dois lindos sapatos novos, mas com meu pé engordou, precisei deixá-los na forma. Da sapataria, corri pro salão. Tinha marcado pé&mão, mas fiz só mão pois estava chovendo e pretendia sair de sapatos fechados à noite.
Fui pra casa. Comi bobó de camarão (ou coisa parecida, mas muito gostosaO) descongelado e enchi os cornos de coca zero, energético e vodka. Banho na hidromassagem pra me restabelecer. Vestido verde, sandália e sombra doiradas. Ensaio do Império Serreno na AABB da Lagoa. Bom pra caralho.
Eis-me aqui, narrando isso, meio bebada, meio bocejando, mas sabendo que não vou conseguir dormir. Acho que vou esquentar um naco de bobó congelado.
Sei lá, sabe.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Dia de sorte!
Hoje é sexta-feira 13 e acordei de bom humor. Parece ser um bom dia, apesar do céu nublado e da chuva, da dor nos dentes e do cabelo indisciplinado. Ah, claro, e do sono. Por causa do mau tempo, fui obrigada a cancelar a pedicure, afinal, vou sair de sapato fechado à noite. Estou de sapato boneca vermelho novo e à noite vou ao samba, ensaio do Império Serrano na sede da AABB na Lagoa. Vamos?
Entre os motivos para alegria, posso elencar que já tenho três candidatos a meu anão de aniversário, sendo que um vai providenciar até barba postiça, minha irmã me chamou pra sair em um bloco com ela, coisa que nunca imaginei, e, a melhor de todas, amanhã vou dormir até o cu fazer bico! uhu! é disso que o povo gosta!
Entre os motivos para alegria, posso elencar que já tenho três candidatos a meu anão de aniversário, sendo que um vai providenciar até barba postiça, minha irmã me chamou pra sair em um bloco com ela, coisa que nunca imaginei, e, a melhor de todas, amanhã vou dormir até o cu fazer bico! uhu! é disso que o povo gosta!
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Convocação
Como todos sabem, dia 21 de fevereiro (ai, que data linda!) eu completo 38 aninhos de pura travessura. Já que será um sábado de carnaval, a comemoração vai começar com um almoço e depois partiremos pra concentração do bloco do Carioca da Gema. Até aí, tudo bem, o negócio é que eu vou fantasiada de Branca de Neve. E daí? E daí que Branca de Neve que se preze tem que ter seus 7 anões.
Meninos, rapazes, palhacinhos, brutos, mancebos e homens em geral deste meu Rio de Janeiro, esta é a sua chance de servir à Dona do Circo, de estar perto da sua blogstar. Você, jovem solteiro, simpático, bem-apessoado ou nem tanto, independente de credo, etnia ou estatura, venha ser meu anão neste carnaval! São sete vagas, aguardo currículos dos interessados. É só escrever uma cartinha explicando porque vc quer e por que acha que merece ser um dos meus 7 anões de aniversário.
Dunga, Dengoso, Soneca, Atchim, Feliz, Zangado e Mestre, tão esperando o que pra escrever logo? Aguardo ansiosamente as candidaturas.
Resultado em breve neste mesmo blog.
Como todos sabem, dia 21 de fevereiro (ai, que data linda!) eu completo 38 aninhos de pura travessura. Já que será um sábado de carnaval, a comemoração vai começar com um almoço e depois partiremos pra concentração do bloco do Carioca da Gema. Até aí, tudo bem, o negócio é que eu vou fantasiada de Branca de Neve. E daí? E daí que Branca de Neve que se preze tem que ter seus 7 anões.
Meninos, rapazes, palhacinhos, brutos, mancebos e homens em geral deste meu Rio de Janeiro, esta é a sua chance de servir à Dona do Circo, de estar perto da sua blogstar. Você, jovem solteiro, simpático, bem-apessoado ou nem tanto, independente de credo, etnia ou estatura, venha ser meu anão neste carnaval! São sete vagas, aguardo currículos dos interessados. É só escrever uma cartinha explicando porque vc quer e por que acha que merece ser um dos meus 7 anões de aniversário.
Dunga, Dengoso, Soneca, Atchim, Feliz, Zangado e Mestre, tão esperando o que pra escrever logo? Aguardo ansiosamente as candidaturas.
Resultado em breve neste mesmo blog.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Péssima
Hoje de manhã levei minha mãe a outro neurocirurgião. Ela recusa tratamento, fez a louca, chorou e disse coisas sem sentido. Não deixava nem a gente nem os médicos falarem. Acho que ela vai ter que ser internada, não sei quem vai lá em casa amordaçá-la e amarrá-la pra levar pro hospital.
Já passei da idade de ter vergonha dela, tenho só tristeza e raiva. Não sinto culpa, mas isso não melhora as coisas em nada. A sensação de impotência é muito dolorida. Saí de lá péssima e fui pro trabalho chorando. Sei que ela faz por medo. Sei de tudo e entendo tudo, mas é foda. Como diz meu amigo Paulo Salerno, a gente sempre sabe de tudo. Algumas vezes fingimos que não sabemos, noutras simplesmente não conseguimos lidar.
Eu compreendo as pessoas que batem em velhos e crianças.
Hoje de manhã levei minha mãe a outro neurocirurgião. Ela recusa tratamento, fez a louca, chorou e disse coisas sem sentido. Não deixava nem a gente nem os médicos falarem. Acho que ela vai ter que ser internada, não sei quem vai lá em casa amordaçá-la e amarrá-la pra levar pro hospital.
Já passei da idade de ter vergonha dela, tenho só tristeza e raiva. Não sinto culpa, mas isso não melhora as coisas em nada. A sensação de impotência é muito dolorida. Saí de lá péssima e fui pro trabalho chorando. Sei que ela faz por medo. Sei de tudo e entendo tudo, mas é foda. Como diz meu amigo Paulo Salerno, a gente sempre sabe de tudo. Algumas vezes fingimos que não sabemos, noutras simplesmente não conseguimos lidar.
Eu compreendo as pessoas que batem em velhos e crianças.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Programação de blocos
Tava conferindo a programação de blocos pra me agendar. Toda vez que leio o nome "Rola Preguiçosa" lembro que o avô de Narinha era porta-estandarte do bloco...
O mundo é estranho
Falta de vergonha na cara dá nisso. Ontem fui ao Saara fazer meu garimpo de adereço de carnaval. Além de estrelinhas e gliter pro rosto, comprei uma fantasia de Branca de Neve. Sim, isso mesmo: Branca de Neve. Vou usar no meu aniversário.
Confesso que gostei mesmo foi da de Chapeuzinho Vermelho, mas preciso emagrecer uns 10 quilos pra ficar bem nela. Quem sabe no carnaval 2010....
Confesso que gostei mesmo foi da de Chapeuzinho Vermelho, mas preciso emagrecer uns 10 quilos pra ficar bem nela. Quem sabe no carnaval 2010....
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Vou contar só uma coisa:
Hoje fui a ortodontista e apertei o aparelho. Ela disse que, dos arames arredondados, cheguei ao mais grosso. Mês que vem parto pros retangulares, seja lá como for isso. Tá doendo pra caralho, doendo tanto quanto doeu da primeira vez. Dói até quando bebo água. Mais um motivo pra ficar de boca fechada. ;)
Hoje fui a ortodontista e apertei o aparelho. Ela disse que, dos arames arredondados, cheguei ao mais grosso. Mês que vem parto pros retangulares, seja lá como for isso. Tá doendo pra caralho, doendo tanto quanto doeu da primeira vez. Dói até quando bebo água. Mais um motivo pra ficar de boca fechada. ;)
Personare avisa
Entre os dias 09/02 e 11/03, uma desarmonia entre o planeta Vênus no céu e a Lua do seu mapa de nascimento poderão sinalizar um período de prejuízos sociais, Roberta. A tendência é que ocorram brigas e conflitos por motivos absolutamente fúteis, discussões com pessoas queridas por questões que não exigiriam tamanho exagero, e até mesmo uma tendência a fazer gastos tolos e excessivos, comprando futilidades. Obviamente, a idéia aqui é a de que você possa transformar este período, tomando consciência dele antes. Sabendo que existem estas tendências, elas não precisam ocorrer, mas você precisará ter uma atenção redobrada no que diz respeito a esta predisposição a conflitos por razões tolas. O presságio de impopularidade associado a este período de conflitos entre Vênus e a Lua pode revelar você "queimando seu filme" por alguma bobagem. No final das contas, é tudo uma questão de você ter o máximo de atenção e evitar dizer e fazer bobagens neste período, Roberta.
Donde se conclui que em boca fechada não entra mosquito. Vou ficar de bico calado por uns dias. ;)
Entre os dias 09/02 e 11/03, uma desarmonia entre o planeta Vênus no céu e a Lua do seu mapa de nascimento poderão sinalizar um período de prejuízos sociais, Roberta. A tendência é que ocorram brigas e conflitos por motivos absolutamente fúteis, discussões com pessoas queridas por questões que não exigiriam tamanho exagero, e até mesmo uma tendência a fazer gastos tolos e excessivos, comprando futilidades. Obviamente, a idéia aqui é a de que você possa transformar este período, tomando consciência dele antes. Sabendo que existem estas tendências, elas não precisam ocorrer, mas você precisará ter uma atenção redobrada no que diz respeito a esta predisposição a conflitos por razões tolas. O presságio de impopularidade associado a este período de conflitos entre Vênus e a Lua pode revelar você "queimando seu filme" por alguma bobagem. No final das contas, é tudo uma questão de você ter o máximo de atenção e evitar dizer e fazer bobagens neste período, Roberta.
Donde se conclui que em boca fechada não entra mosquito. Vou ficar de bico calado por uns dias. ;)
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Para tudo se acabar na quarta-feira...
Vou desfilar também no Boi da Ilha, 13ª escola do Grupo B a entrar na Avenida na terça-feira de carnaval. O desfile está programado pra começar por volta de 4h30 da madrugada, entramos pelo lado do Balança. A valorosa Boi da Ilha vai defender o enredo "Abram-se as cortinas! Bravo! 100 anos de Theatro Municipal em cena aberta na Sapucaí" e um dos autores do samba-enredo é cunhado da Vanessa! Tudo em família. Estarei na ala Dom Quixote. Ainda há vagas, se alguém se interessar.
Adorei a idéia de ver o alvorecer da quarta-feira de cinzas na Apoteose!
Adorei a idéia de ver o alvorecer da quarta-feira de cinzas na Apoteose!
Imperiano de fé não cansa
Madame Lobato reclamou que ando relapsa com meus leitores amigos e só quero saber de Império Serrano. Oras, é a temporada de Carnaval!
Seguindo a programação, amanhã tem Noite do Imperiano de Fé na quadra da Corte Imperial. A entrada é uma camiseta com arte do Miguel Paiva, que custa R$ 20. Ano passado a festa foi maravilhosa. Eu vou, é claro.
No próximo fim-de-semana, sexta vou ao ensaio do Império na AABB, na Lagoa. Sábado, vou variar um pouco e vou dar pinta no ensaio da Mocidade Independente de Padre Miguel, escola do coração do meu amigo Vicente Magno. É o último ensaio antes do carnaval. Só vou faltar ao do Império porque VMagno tem muita moral comigo.
Seguindo a programação, amanhã tem Noite do Imperiano de Fé na quadra da Corte Imperial. A entrada é uma camiseta com arte do Miguel Paiva, que custa R$ 20. Ano passado a festa foi maravilhosa. Eu vou, é claro.
No próximo fim-de-semana, sexta vou ao ensaio do Império na AABB, na Lagoa. Sábado, vou variar um pouco e vou dar pinta no ensaio da Mocidade Independente de Padre Miguel, escola do coração do meu amigo Vicente Magno. É o último ensaio antes do carnaval. Só vou faltar ao do Império porque VMagno tem muita moral comigo.
Vou dormir
Há mosquitos mordendo meu pé e isso tá me irritando. Ia tirar o esmalte das unhas, mas deixa pra amanhã. Ou melhor, deixa pra manicure. Além de esmaltar as unhas das patas inferiores e superiores, acho que vou pintar o cabelo amanhã. Quem sabe melhora meu astral. Talvez também compre um sapato. Não tenho nada pra fazer à noite mesmo, vou fazer ritual de beleza.
Talvez, seja o que chamam de inferno astral, embora eu nunca tenha dado muito crédito à idéia. Faço aniversário dia 21. Completo 38 anos. Não sei, sabe?
Há mosquitos mordendo meu pé e isso tá me irritando. Ia tirar o esmalte das unhas, mas deixa pra amanhã. Ou melhor, deixa pra manicure. Além de esmaltar as unhas das patas inferiores e superiores, acho que vou pintar o cabelo amanhã. Quem sabe melhora meu astral. Talvez também compre um sapato. Não tenho nada pra fazer à noite mesmo, vou fazer ritual de beleza.
Talvez, seja o que chamam de inferno astral, embora eu nunca tenha dado muito crédito à idéia. Faço aniversário dia 21. Completo 38 anos. Não sei, sabe?
Louca
Hoje foi dia de terapia. Ela sempre me recebe com a pergunta "como vc está?". Péssima, avisei. Expliquei que cansei de tudo, não quero mais nada. Cansei, inclusive, dela. Quero deixar a terapia. Ela me aconselhou aguardar mais um mês. Espero até uns dois ou três, mas não tô levando fé. Acho que já deu.
Hoje foi dia de terapia. Ela sempre me recebe com a pergunta "como vc está?". Péssima, avisei. Expliquei que cansei de tudo, não quero mais nada. Cansei, inclusive, dela. Quero deixar a terapia. Ela me aconselhou aguardar mais um mês. Espero até uns dois ou três, mas não tô levando fé. Acho que já deu.
Sou muito sensível, tá?
No fim-de-semana tive um chilique e decidi que ia pedir demissão. Não aguentava mais e não queria ir de novo naquele lugar sórdido. Não queria nunca mais entrar lá. Chorei e vomitei. Tentei me distrair, mas não deu. Segunda-feira não fui trabalhar porque, entre outras coisas, tava péssima do estômago. Como tenho contas pra pagar, segunda à noite decidi não ficar desempregada, ir trabalhar na terça e tentar ser o mais feliz possível naquela merda. Só que as decisões demoram pra se cristalizar, né? Vomito toda vez que penso no meu trabalho.
Amanhã começa tudo de novo.
No fim-de-semana tive um chilique e decidi que ia pedir demissão. Não aguentava mais e não queria ir de novo naquele lugar sórdido. Não queria nunca mais entrar lá. Chorei e vomitei. Tentei me distrair, mas não deu. Segunda-feira não fui trabalhar porque, entre outras coisas, tava péssima do estômago. Como tenho contas pra pagar, segunda à noite decidi não ficar desempregada, ir trabalhar na terça e tentar ser o mais feliz possível naquela merda. Só que as decisões demoram pra se cristalizar, né? Vomito toda vez que penso no meu trabalho.
Amanhã começa tudo de novo.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Péssimo dia
Hoje eu não devia ter saído da cama.
Ontem eu tava morta de cansada e vim pra casa dormitando no ônibus, com medo de perder o ponto. Tinha umas coisas pra resolver, mas tava tão cansada que resolvi ir pra casa. Cheguei volta de 18h, mas pensei "Ah, se deitar agora vou acordar 2h da manhã sem sono". Tomei banho, jantei, vi um pouco de TV e deitei "cedo para os meus padrões". Rá!. Fritei na cama até depois das 3h.
Doeu muito quando o despertador tocou no cu da manhã. Levantei lerda e semi-atrasada. Fui me atrasando mais enquanto me arrumava. Saí de casa já bastante tarde e decidi não tomar café, pra economizar tempo. Comeria um salgado com café numa lanchonete na entrada da repartição.
Claro, quando o dia está para dar errado... tudo dá errado. O ônibus demorou pra sair do ponto, me atrasando mais. Como estava uma manhã ensolarada, aproveitei pra tentar melhorar meu humor e coloquei uma roupa linda. Uma das minhas calças favoritas, uma pantalona gelo, com uma camisa grafite maravilhosa e sandália rasteira ouro velho. A cobradora elogiou "Amiga, vc está linda". Obrigada, querida.
Por trás dos meus óculos escuros imensos, cochilei. Cada vez que acordava pensava "não acredito que essa lerdeza ainda tá aqui". E viagem que segue. Eis que acordo meio assustada e vejo que já estou quase chegando. Epa! Vejo também que tá chovendo. Ei, tá caindo um temporal. Maravilha. Claro que eu não tinha levado guarda-chuva, afinal, estava sol! Maravilha mesmo, afinal caminho uns 20 minutos por caminhos enlameados do ponto até a repartição e estava de calça clara e sandália baixa. Que beleza!
Pensei rápido e desci um ponto antes, na "expansão" da repartição, que fica do outro lado da Avenida Brasil, mas onde a portaria fica mais perto do portão e tem um ônibus-cata-corno que faz a travessia - e um périplo - até o campus do outro lado, onde fica a minha repartição. Rá, claro que foi uma idéia idiota.
Entrei e o ônibus tava parado. Perguntei ao guarda que horas ele ia sair. "Só sai de hora em hora". Tinham passado 15 minutos da hora cheia, logo ele ia levar 45 minutos pra sair de novo! Fui ao banheiro me secar e tentei não pensar muito enquanto não recobrasse a dignidade perdida.
De volta, já recomposta, dei de cara com o guardinha sorridente ao lado de um carro de praça. "A senhora não tá precisando de um táxi?". Eita guardinha esperto! Embarquei rumo ao outro lado da avenida. Me custou R$ 10, mas foi a melhor coisa que eu fiz. Ah, claro, a esta altura a chuva havia parado.
***********
Felizmente, ninguém me deu bom-dia, pois ia ouvir "Para quem?". Meu mau humor matinal já virou piada na repartição e todos já devem ter reparado que não dou bom dia, digo apenas "Olá todos". Ainda não tenho intimidade, sabe? Na repartição de outrora eu rosnava "E aí, putada?".
Contei minha gincana pra minha vizinha de computador. Li os e-mails e logo era hora de almoçar. É que o pessoal lá agora pegou uma mania de almoçar antes do meio-dia, pra pagar mais barato, já que a comida é uma merda mesmo. Além disso, nosso chefito (precisamos arrumar um codinome pro meu novo chefe, vou pensar) tinha que sair mais cedo porque ia extrair um dente. Aliás, ele tá odontologicamente muito fodido. Pobre de cristo do meu chefe. Um futuro banguelo o aguarda. Como homem é tudo palhaço, ele se conformou "pelo menos já sou casado".
Na trilha pro restaurante alguns assuntos desagradáveis vieram a baila, como por exemplo, como é feliz nossa vida profissional, como estamos satisfeitos e estimulados, otimistas com o futuro e como é agradável nosso ambiente de trabalho. Olha que nem tocamos no tópico sobre como somos bem-sucedidos e remunerados. Pois é. Não foi um bom assunto. Meu estômago embrulhou e trancou. O arroz integral, feijão carioquinha e panqueca não caíram bem. Até abdiquei do café expresso ao final, uma da poucas alegrias da minha estada diária na repartição.
Chefe se despediu na saída e foi ter com sua dentista sanguinária. Retornamos ao aprazível buraco onde ganhamos nosso sustento de moças trabalhadoras, embora não muito espertas, ou não teríamos marcado "jornalismo" quando fizemos vestibular. Claro, isso é irrelevante a esta altura do campeonato.
Sentei na minha cadeira adquirida pela instituição há menos de seis meses, logicamente às expensas do erário, obviamente por meio de uma licitação. A cadeira é uma merda e tá desmontando, como tudo lá. Cada dia cai um pedaço. Animador. Pelo menos o ar condicionado tava no talo. Fiquei olhando pra tela do computador e tava tudo meio embaçado. Respondi lacônica alguns e-mails. Bolo no estômago. Fui ao sórdido banheiro azul-bacia que as faxineiras imundas fazem de escritório e tentei vomitar. Nada. Voltei à sala.
Estômago doído e embrulhado. Conheço bem a sensação de ter engolido um paralelepípedo. Voltei ao banheiro e enfiei o dedo na goela. Lá se foram, em dois jatos quase contínuos, os R$ 12 de arroz integral, feijão e panqueca nojenta que eu tinha comido. Pedações, hein? Preciso mastigar melhor, mas é quase impossível com o aparelho ortodôntico. Alívio. Escovei os dentes e voltei pra sala, afinal, alguma caléga apertava socava a merda da porta. Esperaí, piranha apressada. Ou caga no mato, foda-se.
Sentei de novo na merda da minha mesa, naquele muquifo improvisado e deprimente. Como a sala é apertada e, obviamente, não foi projetada por um arquiteto ou coisa parecida, vivo batendo nas quinas das mesas ao passar. Sim, só se consegue sentar passando de lado entre a minha e da minha valente e perseverante vizinha. Sim, tenho a lateral da bunda e das coxas sempre com manchas roxas. É isso aí, dignidade cada vez mais ralo abaixo.
Eu devia estar verde, porque ninguém comentou nada, mas me olharam esquisito. Guardei minha necessaire, catei meus paninhos de bunda em cima da mesa e botei o computador pra desligar, enquanto avisava "vou embora, tô passando mal". Culparam minha fragilidade emocional, a incompetência da cozinheira, um suposto surto de gastroenterite e os ets. A caléga da direita chamou um táxi e me levou até a portaria.
O trótil do motorista de táxi passou direto e contornou o prédio umas duas vezes, antes que eu quase me jogasse na frente do carro pra ele parar. "Ah, minha filha, o vidro é escuro e com o ar condicionado ligado não dá pra ver nada(!)". Então tá. Veio lerdeando e parando em cada sinal, mesmo após eu ter avisado que tava passando mal e tinha vomitado.
Resumo da ópera: saí de casa pra gastar 50 reais em táxi e almoço, comer comida nojenta e vomitar num banheiro sujo e azul. Devia ter ficado na cama e seria 50 reais mais rica.
Hoje eu não devia ter saído da cama.
Ontem eu tava morta de cansada e vim pra casa dormitando no ônibus, com medo de perder o ponto. Tinha umas coisas pra resolver, mas tava tão cansada que resolvi ir pra casa. Cheguei volta de 18h, mas pensei "Ah, se deitar agora vou acordar 2h da manhã sem sono". Tomei banho, jantei, vi um pouco de TV e deitei "cedo para os meus padrões". Rá!. Fritei na cama até depois das 3h.
Doeu muito quando o despertador tocou no cu da manhã. Levantei lerda e semi-atrasada. Fui me atrasando mais enquanto me arrumava. Saí de casa já bastante tarde e decidi não tomar café, pra economizar tempo. Comeria um salgado com café numa lanchonete na entrada da repartição.
Claro, quando o dia está para dar errado... tudo dá errado. O ônibus demorou pra sair do ponto, me atrasando mais. Como estava uma manhã ensolarada, aproveitei pra tentar melhorar meu humor e coloquei uma roupa linda. Uma das minhas calças favoritas, uma pantalona gelo, com uma camisa grafite maravilhosa e sandália rasteira ouro velho. A cobradora elogiou "Amiga, vc está linda". Obrigada, querida.
Por trás dos meus óculos escuros imensos, cochilei. Cada vez que acordava pensava "não acredito que essa lerdeza ainda tá aqui". E viagem que segue. Eis que acordo meio assustada e vejo que já estou quase chegando. Epa! Vejo também que tá chovendo. Ei, tá caindo um temporal. Maravilha. Claro que eu não tinha levado guarda-chuva, afinal, estava sol! Maravilha mesmo, afinal caminho uns 20 minutos por caminhos enlameados do ponto até a repartição e estava de calça clara e sandália baixa. Que beleza!
Pensei rápido e desci um ponto antes, na "expansão" da repartição, que fica do outro lado da Avenida Brasil, mas onde a portaria fica mais perto do portão e tem um ônibus-cata-corno que faz a travessia - e um périplo - até o campus do outro lado, onde fica a minha repartição. Rá, claro que foi uma idéia idiota.
Entrei e o ônibus tava parado. Perguntei ao guarda que horas ele ia sair. "Só sai de hora em hora". Tinham passado 15 minutos da hora cheia, logo ele ia levar 45 minutos pra sair de novo! Fui ao banheiro me secar e tentei não pensar muito enquanto não recobrasse a dignidade perdida.
De volta, já recomposta, dei de cara com o guardinha sorridente ao lado de um carro de praça. "A senhora não tá precisando de um táxi?". Eita guardinha esperto! Embarquei rumo ao outro lado da avenida. Me custou R$ 10, mas foi a melhor coisa que eu fiz. Ah, claro, a esta altura a chuva havia parado.
***********
Felizmente, ninguém me deu bom-dia, pois ia ouvir "Para quem?". Meu mau humor matinal já virou piada na repartição e todos já devem ter reparado que não dou bom dia, digo apenas "Olá todos". Ainda não tenho intimidade, sabe? Na repartição de outrora eu rosnava "E aí, putada?".
Contei minha gincana pra minha vizinha de computador. Li os e-mails e logo era hora de almoçar. É que o pessoal lá agora pegou uma mania de almoçar antes do meio-dia, pra pagar mais barato, já que a comida é uma merda mesmo. Além disso, nosso chefito (precisamos arrumar um codinome pro meu novo chefe, vou pensar) tinha que sair mais cedo porque ia extrair um dente. Aliás, ele tá odontologicamente muito fodido. Pobre de cristo do meu chefe. Um futuro banguelo o aguarda. Como homem é tudo palhaço, ele se conformou "pelo menos já sou casado".
Na trilha pro restaurante alguns assuntos desagradáveis vieram a baila, como por exemplo, como é feliz nossa vida profissional, como estamos satisfeitos e estimulados, otimistas com o futuro e como é agradável nosso ambiente de trabalho. Olha que nem tocamos no tópico sobre como somos bem-sucedidos e remunerados. Pois é. Não foi um bom assunto. Meu estômago embrulhou e trancou. O arroz integral, feijão carioquinha e panqueca não caíram bem. Até abdiquei do café expresso ao final, uma da poucas alegrias da minha estada diária na repartição.
Chefe se despediu na saída e foi ter com sua dentista sanguinária. Retornamos ao aprazível buraco onde ganhamos nosso sustento de moças trabalhadoras, embora não muito espertas, ou não teríamos marcado "jornalismo" quando fizemos vestibular. Claro, isso é irrelevante a esta altura do campeonato.
Sentei na minha cadeira adquirida pela instituição há menos de seis meses, logicamente às expensas do erário, obviamente por meio de uma licitação. A cadeira é uma merda e tá desmontando, como tudo lá. Cada dia cai um pedaço. Animador. Pelo menos o ar condicionado tava no talo. Fiquei olhando pra tela do computador e tava tudo meio embaçado. Respondi lacônica alguns e-mails. Bolo no estômago. Fui ao sórdido banheiro azul-bacia que as faxineiras imundas fazem de escritório e tentei vomitar. Nada. Voltei à sala.
Estômago doído e embrulhado. Conheço bem a sensação de ter engolido um paralelepípedo. Voltei ao banheiro e enfiei o dedo na goela. Lá se foram, em dois jatos quase contínuos, os R$ 12 de arroz integral, feijão e panqueca nojenta que eu tinha comido. Pedações, hein? Preciso mastigar melhor, mas é quase impossível com o aparelho ortodôntico. Alívio. Escovei os dentes e voltei pra sala, afinal, alguma caléga apertava socava a merda da porta. Esperaí, piranha apressada. Ou caga no mato, foda-se.
Sentei de novo na merda da minha mesa, naquele muquifo improvisado e deprimente. Como a sala é apertada e, obviamente, não foi projetada por um arquiteto ou coisa parecida, vivo batendo nas quinas das mesas ao passar. Sim, só se consegue sentar passando de lado entre a minha e da minha valente e perseverante vizinha. Sim, tenho a lateral da bunda e das coxas sempre com manchas roxas. É isso aí, dignidade cada vez mais ralo abaixo.
Eu devia estar verde, porque ninguém comentou nada, mas me olharam esquisito. Guardei minha necessaire, catei meus paninhos de bunda em cima da mesa e botei o computador pra desligar, enquanto avisava "vou embora, tô passando mal". Culparam minha fragilidade emocional, a incompetência da cozinheira, um suposto surto de gastroenterite e os ets. A caléga da direita chamou um táxi e me levou até a portaria.
O trótil do motorista de táxi passou direto e contornou o prédio umas duas vezes, antes que eu quase me jogasse na frente do carro pra ele parar. "Ah, minha filha, o vidro é escuro e com o ar condicionado ligado não dá pra ver nada(!)". Então tá. Veio lerdeando e parando em cada sinal, mesmo após eu ter avisado que tava passando mal e tinha vomitado.
Resumo da ópera: saí de casa pra gastar 50 reais em táxi e almoço, comer comida nojenta e vomitar num banheiro sujo e azul. Devia ter ficado na cama e seria 50 reais mais rica.
Só pra vocês terem um gostinho...
Amiga Carrie postou sua versão de relatório de pista do último sábado. Sim, era aniversário de Danielouca e nós nos enfiamos naquela cafofo sórdido de Botafogo em plena Paradiso. Carrie só omitiu suas intenções estéticas com Iracema.
Divirtam-se, enquanto esperam o relato do filho da Judith que disse que meu cabelo era cheiroso e nossos filhos teriam lindas madeixas lisas, do tchutchuco que me chamou de velha e do careca trololó que patolou meu peito esquerdo. Sem falar no bruto que disse pra Madame G. que a beijaria to-di-nha, menos na boca.
Pensando bem, acho que esse relatório vai pro HTP. Será que era uma convenção circense e ninguém nos avisou?
Amiga Carrie postou sua versão de relatório de pista do último sábado. Sim, era aniversário de Danielouca e nós nos enfiamos naquela cafofo sórdido de Botafogo em plena Paradiso. Carrie só omitiu suas intenções estéticas com Iracema.
Divirtam-se, enquanto esperam o relato do filho da Judith que disse que meu cabelo era cheiroso e nossos filhos teriam lindas madeixas lisas, do tchutchuco que me chamou de velha e do careca trololó que patolou meu peito esquerdo. Sem falar no bruto que disse pra Madame G. que a beijaria to-di-nha, menos na boca.
Pensando bem, acho que esse relatório vai pro HTP. Será que era uma convenção circense e ninguém nos avisou?
domingo, 1 de fevereiro de 2009
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