terça-feira, 26 de junho de 2007

Das mazelas da vida

Sabe, a repartição não dói a maior parte do tempo. Não ganho bem, mas também não ganho tão mal, não me fode muito a paciência, poucos plantões, nada de pescoção, raramente me ligam fora do horário de trabalho, raramente passo do ixpidiente e tenho tempo de estudar.

Gente chata, burra, feia e cara de mamão tem em qualquer lugar, não se muda de emprego por isso. Se muda de emprego por melhores condições de trabalho. Andei pensando e não encontrei nada que eu dissesse "Ai, queria trabalhar em tal jornal ou em tal empresa" então fico na repartição, afinal, meu chefe é meu amigo e talz.

Mas sabe como é, sabe que há dias e dias. Há dias que a sordidez e mediocridade das pessoas nos ofendem, nos agridem, nos irritam e não dá pra segurar. Há dias em que a repartição é de doer os ovos, como diria outro filósofo e bunda suja que conheço, o Gibi. Ai-ai-ai.
Alegria foi-se embora..

O motivo da minha finada animação é que comecei a escrever o meu projeto de doutorado. Quer dizer, comecei a rabiscar, a pensar no assunto. Na verdade minha empolgação é que, quanto mais eu penso, mais percebo que AMO o tema, tanto ou mais quanto amava o da minha dissertação. Daí me emociono, choro... uma delícia.

Infelizmente, os aborrecimentos de hoje suplantaram minha empolgação, mas tem nada não, amanhã animo de novo. Meu nome é Roberta Carvalho.
Mau humor, teu nome é Roberta

Fui para o trabalho pensando que em atualizar o blog quando chegasse em casa. O título do post seria "Apesar, sem pesar" e eu contaria que, apesar de estar de TPM, inchada e gorda como uma vaca leiteira, cansada, com um rombo na conta bancária, o cabelo medonho, a casa em obras e uma bolha no pé... estava numa alegria indígena, numa animação sensacional. Ok.

Eis que né que resolveram foder, ou melhor fuder mesmo, a porra da minha paciência? Caralho, puta que pariu, vão tomar no cu. Vou é beber. Parafraseando o filósofo e chefe da repartição, o Mendonça, necessito com urgência urgentíssima tomar um trago hoje. E tomarei.

Caralhos.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Pérolas de Mendonça

Ontem Mendonça queria marcar um chope da repartição, mas como eu tinha aula hoje cedo não fui. Hoje ele contou à gargalhadas que ligou pra senhora Mendonça pra avisar que ia tomar um chope depois do trabalho. Ela advertiu "Mas não vá chegar em casa às 5h da manhã". O puto "Nãããão... a Roberta não vai não".

Narinha tá me sacaneando que dona Mendonça vai botar meu nome na boca do sapo.
Odeio quintas-feiras

Acordo muito cedo pra ir pra aula. Sai da uala animada, feliz, mas no fim da tarde tô batendo pino. Tô com sono e dor de cabeça.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Eu?

Uma leitora com quem ando trocando e-mails disse que lembra de mim do Intercom do ano passado, em Brasília. Perguntou se eu não era a "garota de cabelos vermelhos e lábios carnudos" que andava pelos corredores da UnB com Vicente Magno e Juliana Krapp. Bom, nem acho meu cabelo tão vermelho ou meus lábios tão carnudos, mas como eu andava sim com as figuras supracitadas devia ser euzinha mesmo.

Ela comentou também que acha corajosa a maneira como me exponho no blog. Carrie, a estranha disse coisa parecida. Volta e meia alguém comenta isso. Engraçado que não me sinto exposta. Exponho o que quero, o que, quanto e como quero. Os amigos que me conhecem dizem que lendo meu blog me vêem falando em uma mesa de bar - realmente eu falo como blogo. Falo sobre qualquer assunto, tenho sempre histórias pra contar e gosto de ser o centro das atenções da mesa. Só que, quando eu tomo a iniciativa de falar de algum assunto também escolho como falar. Bem, sei lá.

Por esses dias me jogaram na cara que eu não sei dividir, que não me abro, que sou fechada demais. Ecoou, sabe? Aí uns dois dias depois uma amiga queridíssima, que me conhece há muitos anos, numa conversa soltou que sou a amiga mais durona que ela tem. Bolei. Pois é, quem lê talvez não imagine, mas sou ruim de baixar a guarda mesmo. Mulherzinha intragável...
Dia feliz

Vou dormir porque amanhã (ou hoje, sei lá) é dia de dentista e quero chegar cedo pra começar meu clareamento! Uhu!

Mendonça quer beber à noite, mas não vai rolar porque tenho aula cedo na quinta. Ai, não nasci pra acordar cedo, como diz Antonia, a vida só começa depois das 10h, antes é mentira que inventam. Mas tudo bem, perseverarei e continuarei feliz, mesmo acordando no cu da manhã. À noite vou à forra, vou pra Lapa beber.
Bem humor

Ao contrário do que possa parecer aos chatos de plantão, não estou mal humorada, ao contrário, hoje estou numa alegria exuberante.

Tá tive uns maus momentos, mas sabe como é, gente burra é foda. Como diria meu sábio e sumido amigo Gibi, é de doer os ovos. Olha que eu nem tenho ovos, mas concordo.
E por falar em Pan...

Pan de cu é rola!!!! Odeio o Pan. Essa merda nem começou ainda e já tá fudendo minha paciência. Êita porra chata do caralho. Não agüento mais ver matéria do michês do pan, dos corninhos do pan, dos caralhinhos voadores do pan, dos capetas do pé preto do pan, do diabo que o carregue do pan. Puta que panriu!

Só não vou dizer que quero que desabe a porra toda logo na festa de abertura porque tô de plantão e ia me fuder mais ainda. Mas que um desastrinho no encerramento não ia mal...
Por falar em malogro
ou "Pra corno todo castigo é pouco"
ou "Ele demora a vir, mas quando chega dóóói...."


Estou deplantão no fim de semana 14 e 15 de julho, pra quem não ligou o nome à pessoa, é o fim de semana do abre do Pan. Pois é amigos, vou tomar no cu e nem vou gozar. Ai-ai-ai.
O funk malogrou

Êita gente invejosa do caralho. Todo mundo querendo saber onde eu ia mexer a bundinha descendo até o chão. Botaram tanto olho gordo que meu programa furou, as cálega tudo roeu a corda e não rolou. Tem nada não, terça que vem tem mais, vou nem que seja sozinha e não conto onde vai ser, bando de muquiranas.
Palhaços de Dia dos Namorados

As leitoras do HTP estão pedindo relatos de palhaços do Dia dos Namorados. Alguém aí tem uma história pra mandar? Não tenho nenhuma. Se chegarem algumas podemos fazer uma semana temática. ;)

terça-feira, 19 de junho de 2007

Ia contar meu fim de semana

Mas tô com sono, conto amanhã. De qualquer jeito não fiz nada, tava de bode.
Blog da Renata

Corpo Digital
Sabedoria

Nem sempre a alternativa mais prática é a opção mais fácil.
É, porque só me restam os leitores mesmo

Já que meus supostos melhores-amigos, Vicente, Pedro e Gibi, me abandonaram que nem mais meus e-mails respondem. Tratantes.
Se não sonhei

Acho que meu outro amigo-leitor, o GuetoBlaster me ligou hoje de manhã.

Ou será que foi ontem? Ele me ligou, que eu sei, ou sonhei. Acho que marcamos chope ou almoço. Sei lá. Eu confesso, parei de tomar Velotrol. Ele também sempre me liga pra me mimar, me chamar pra tomar chope, champagne, almoçar, me aconselhar a dar um pé nabunda dos palhaços que me aborrecem. O que seria demim seus meus leitores-amigos?
Meu Leitor Nº 1

Eu tenho alguns leitores fiéis e antigos. Emecê, Franco, Fernando e o Flávio, que ganhou otítulo de "Palahcinho do coração das Dons do circo", não é fofo?

Alguns desses leitores vêm e vão, somem por uns tempos, voltam. De todos os mais antigo e com quem sempre mantive contato acho que é o Betto. Não à toa, ele é meu Leitor Nº 1, mas não é que o safado outro dia cobrou o título?

Tô eu em casa de bode na sexta. Ia a uma festa com minha amiga Camila, mas minha mãe tava doente, eu tava cansada e bateu preguiça. No lugar de irmos à festa ficamos conversando no telefone por mais de duas horas. Conversa muito proveitosa, diga-se de passagem. Mas tamos lá, trocando decepções com o gênero masculino e comentando como nós somos espertas demais quando toca meu celular. Era um número de SP. Quem me liga de SP que não é Nathalia nem Gustavo? Esses eu conheço o número.

– Oi, muita cara de pau ligar a essa hora, né?
– Quem tá falando?
– É o Betto, seu leitor número um.

Desliguei com a Camila e conversei um pouco com ele. Nem lembrava ter dado me número pra criatura. Adorei a surpresa, alegrou minha noite. Pândego que é, hoje ele me madou um torpedo me chamnado de Saisha. Ei, é Shaisha!

PS. Meu Leitor Nº 3, também 011, ligou domingo à noite. Ah, já houve um outro leitor Nº 3, mas foi deposto. O Nº 2 também já não me lê mais e o assento está vago. Quem se habilita?

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Histórias de Mendonça

Mendonça, ao saber que fui ao funk, fez cara de nojo e repudio. Fresco. Avisei que agora sou wannabe funkeira mermo. No mesmo dia ou no dia seguinte, não lembro, eis que ele me manda um e-mail com um texto pra eu editar e publicar. Avisei que ia ficar pro dia seguinte porque tava tarde e eu já tinha editado 20 matérias e meus braços tavam doendo. Recebo a seguinte malcriação à guisa de resposta "pro funk não falta braço". Francamente!

Agora vejam vocês, Mendonça priva da minha confiança, é meu confidente, sabe de todos os meus rolos com riqueza de detalhes sórdidos. Sabe quando e quanto eu bebo, quanto, quando e, principalmente, com quem beijo na boca ou quero beijar. Enfim, Mendonça conhece meus segredos impublicáveis, detem o privilégio tão sonhado por tantos fãs e leitores e que uso faz dele? Usa pra me jogar na cara sordidamente! Eu poderia dizer que tinha passado o dia dos namorados lendo. Poderia não dizer nada. Alegro as tristes tarde de Mendonça na repartição com meus relatos em viva voz com direito a eventuais interpretações e, no lugar de apenas se divertir e regozijar por ter tão pândega funcionária, o que o puto faz? Usa as informações contra mim!

Realmente, o mundo é cruel! Deixa estar, jacaré, que a lagoa há de secar. Deixa estar Mendonça, que ainda te vejo rebolando com a mão no joelho e descendo até o chão. No dia seguinte vou cantar "tremendo vacilão" pra você.
O estranho mundo do dia dos namorados

Depois que calcei minha melissa nova o dia melhorou. Quer dizer, não melhorou muito não, mas eu tava com disposição pra não me aborrecer. Quando eu tava quase vindo pra casa blogar e encher a cara de coca light, liga Ana Paula. PL me chamou pra ir numa festa de solteiros num cafofo bizarro, desses de pegação de secretárias. Imperdííível! Fui.

O lugar era, digamos assim, peculiar... tipo boate. Há anos eu não participava de tal tipo de sociabilidade. Táva lá, sorvendo minha pina colada e balançando o corpo ao som daquelas aquelas músicas gringas que não sei como se dançam, quando começa certo frenesi na pista. Tinha chegado o DJ de funk! Sensacional! Foi o fervo. A galera ficou enlouquecida.

Confesso que não tenho coordenação motora adequada e me faltam joelhos pra descer rebolando até o chão, mas pretendo reverter a situação com aulas e treinamento específico.

A nível de festa de solteiros era uma merda: a maior concentração de gente feia por metro quadrado que já vi. Ou, como definiu Fernanda, só tinha capeta do pé preto. Pra mim era indiferente mesmo. Além de embalada à vácuo, a indumentária das moças era, digamos assim, mais exígua que a minha. Eu, apesar de leeeeeenda de viver, fantasiada de "bizarrinha vai à repartição", não chamava atenção e não ia pegar ninguém mesmo. Mas, a nível de sociabilidade inusitada e novas experiências sensoriais, adorei.

Infelizmente minhas cálega tinham que ir embora cedo. Terça que vem vou preparada pra só ir embora quando acabar. Ouvi dizer que terça é a noite das tequileiras, com dose dupla a noite toda. Uhu, me aguardem! Vou convidar o Mendonça!