Chaaaata
Tô tão chata que nem eu não tô me agüentando.
Na verdade tô dodói, meu estômago está pééééssimo.
domingo, 27 de maio de 2007
quinta-feira, 24 de maio de 2007
Chega, agora vou dormir
Quinta de manhã é dia de aula na UFF. Como disse meu amigo P.H.P.P., nascido em Três Corações-MG e criado em Niterói, a cidade sorriso, "Eu, hein! Não sei por que você que mora na capital vai estudar no interior!". Ai, biba cosmopolitaaaa! Nem eu, meu bem, nem eu, mas agora que comecei vou em frente.
Já tô pegando amizade com a rapaziada, digo, os autores. Com os cálega de turma tudo eu já tô assim, ó. Sabe como é, sou uma moça dada. A brincadeira de amanhã chama "A memória coletiva", do Halbwachs, junto com "La mémoire, l'histoire, l'oubli", do Ricouer. A última aula me emocionou, cheguei a ficar arrepiada, vamos ver como vai ser essa. Depois eu conto.
Quinta de manhã é dia de aula na UFF. Como disse meu amigo P.H.P.P., nascido em Três Corações-MG e criado em Niterói, a cidade sorriso, "Eu, hein! Não sei por que você que mora na capital vai estudar no interior!". Ai, biba cosmopolitaaaa! Nem eu, meu bem, nem eu, mas agora que comecei vou em frente.
Já tô pegando amizade com a rapaziada, digo, os autores. Com os cálega de turma tudo eu já tô assim, ó. Sabe como é, sou uma moça dada. A brincadeira de amanhã chama "A memória coletiva", do Halbwachs, junto com "La mémoire, l'histoire, l'oubli", do Ricouer. A última aula me emocionou, cheguei a ficar arrepiada, vamos ver como vai ser essa. Depois eu conto.
quarta-feira, 23 de maio de 2007
Minha amiga M.B.
M.B. já foi minha chefa nos idos de 97. Não foi a primeira, mas foi a mais importante e nos tornamos amigas de infância. Sempre digo que foi ela quem me ensinou a ser jornalista, por isso deu no que deu. Como me formei em jornalismo já burra velha, a diferença de idade entre a gente é de apenas quatro anos (M.B. é jovem, tá). Fui estagiária dela em certa repartição e depois em certa redação. Quando terminei a faculdade foi ela quem descolou meu primeiro emprego em nível de repórti.
Além de ser culpada de eu ter pego gosto por negócio de ser repórti, ela me transmitiu muitos outros ensinamentos. Foi ela quem verbalizou a célebre e genial frase que resume nossa existência. Certa tarde de ócio criativo na repartição, comentando nossos cálega de trabalho tudo, ela disse "é babe, o mundo é estranho". Nunca esqueci isso e vocês sabem no que deu. Outra frase inesquecível de M.B., após um coquetel, foi "fico boba como nêgo perde a dignidade por um pão com presunto".
Ah, sim, também foi com ela que peguei a mania de chamar todo mundo de bêibe.
M.B. já foi minha chefa nos idos de 97. Não foi a primeira, mas foi a mais importante e nos tornamos amigas de infância. Sempre digo que foi ela quem me ensinou a ser jornalista, por isso deu no que deu. Como me formei em jornalismo já burra velha, a diferença de idade entre a gente é de apenas quatro anos (M.B. é jovem, tá). Fui estagiária dela em certa repartição e depois em certa redação. Quando terminei a faculdade foi ela quem descolou meu primeiro emprego em nível de repórti.
Além de ser culpada de eu ter pego gosto por negócio de ser repórti, ela me transmitiu muitos outros ensinamentos. Foi ela quem verbalizou a célebre e genial frase que resume nossa existência. Certa tarde de ócio criativo na repartição, comentando nossos cálega de trabalho tudo, ela disse "é babe, o mundo é estranho". Nunca esqueci isso e vocês sabem no que deu. Outra frase inesquecível de M.B., após um coquetel, foi "fico boba como nêgo perde a dignidade por um pão com presunto".
Ah, sim, também foi com ela que peguei a mania de chamar todo mundo de bêibe.
M.B. recebe
Poderia ser nome de programa de auditório, mas foi só o apelido da noite de ontem. Me correspondo com minha amiga M.B. quase que diariamente, mas não nos víamos há uns dois anos. Coisas da contemporaneidade fragmentada, sabe como é.
Ela passou na repartição pra me pegar e quando entrei no carro ela me olhou e disse "puta que pariu, eu já nem lembrava mais do seu rosto". Tudo bem, ela é exagerada. Depois de nos perder e perder a rua onde devíamos entrar várias vezes, chegamos na aprazível localidade onde M.B. reside, na companhia de uma gata preta&branca gordolucha, que atende pelo criativo nome de "Neném". Óóóó.... Neném é quase toda preta, com barriguinha branca e óóóó... botinhas e luvinhas brancas! Óóóó!Neném é tudo de gostoso no mundo felino! Ronrona, faz graça, vem no colo! Óóóó!
Mas voltando ao assunto, M.B. recebe muito bem. Da última visita ela havia me servido a Linguiça da Diretoria, aquela com pimenta verde da Adega do Pimenta. Dessa vez ela tentou carpaccio, mas não encontrou no supermercado. Daí, caímos de boca no cocrete de carne (adoro cocrete!) com mostarda preta, salsichão não-sei-das-quantas, patê, queijos e sei lá mais o que. Comi pra caralho, bebi cerveja suficiente.
Após alimentadas, passamos para as fotos. M.B. andou dando pinta no estrangeiro e trouxe umas 500 fotos, todas lindas, que ela fez questão de me mostrar contado a história e comentando cada uma. Ainda ganhei lembrancinhas da viagem: um batom, um amuleto e uma parada de lama termal pra colocar na cara. Um amuleto era tudo que eu andava precisando, rá! M.B. é uma gênia!
Claro, também falamos da vida (nossa e alheia). Ontem, como em oturos dias, após comentarmos nosso cotidiano e das pessoas que nos cercam, nos descobrimos semi-chocadas com a sordidez humana. Sim, nós sabemos que o mundo é cruel e temos coração ateu de jornalista, mas ainda assim a constatação de como nêgo é doido nos deixa sem palavras algumas vezes.
Quando nos demos conta, já eram 4h da manhã.
Poderia ser nome de programa de auditório, mas foi só o apelido da noite de ontem. Me correspondo com minha amiga M.B. quase que diariamente, mas não nos víamos há uns dois anos. Coisas da contemporaneidade fragmentada, sabe como é.
Ela passou na repartição pra me pegar e quando entrei no carro ela me olhou e disse "puta que pariu, eu já nem lembrava mais do seu rosto". Tudo bem, ela é exagerada. Depois de nos perder e perder a rua onde devíamos entrar várias vezes, chegamos na aprazível localidade onde M.B. reside, na companhia de uma gata preta&branca gordolucha, que atende pelo criativo nome de "Neném". Óóóó.... Neném é quase toda preta, com barriguinha branca e óóóó... botinhas e luvinhas brancas! Óóóó!Neném é tudo de gostoso no mundo felino! Ronrona, faz graça, vem no colo! Óóóó!
Mas voltando ao assunto, M.B. recebe muito bem. Da última visita ela havia me servido a Linguiça da Diretoria, aquela com pimenta verde da Adega do Pimenta. Dessa vez ela tentou carpaccio, mas não encontrou no supermercado. Daí, caímos de boca no cocrete de carne (adoro cocrete!) com mostarda preta, salsichão não-sei-das-quantas, patê, queijos e sei lá mais o que. Comi pra caralho, bebi cerveja suficiente.
Após alimentadas, passamos para as fotos. M.B. andou dando pinta no estrangeiro e trouxe umas 500 fotos, todas lindas, que ela fez questão de me mostrar contado a história e comentando cada uma. Ainda ganhei lembrancinhas da viagem: um batom, um amuleto e uma parada de lama termal pra colocar na cara. Um amuleto era tudo que eu andava precisando, rá! M.B. é uma gênia!
Claro, também falamos da vida (nossa e alheia). Ontem, como em oturos dias, após comentarmos nosso cotidiano e das pessoas que nos cercam, nos descobrimos semi-chocadas com a sordidez humana. Sim, nós sabemos que o mundo é cruel e temos coração ateu de jornalista, mas ainda assim a constatação de como nêgo é doido nos deixa sem palavras algumas vezes.
Quando nos demos conta, já eram 4h da manhã.
Meus projetos de endividamento
Bom, quando terminar de pagar o tratamento atual, vou mandar ver na depilação definitiva, que a dermatologista, também muuuuito simpática, disse pra não esquentar e parcelar em mil vezes. Por ela eu já tava indo uma vez por mês fritar os pentelhos no laser e os cheques já tavam na gaveta. Calma lá, um projeto de cada vez.
Agora surgiu essa novidade, ano que vem vou colocar aparelho nos dentes. Só que, ontem à noite, na casa de minha amiga M.B., eu me decidi por um outro projeto de endividamento: uma lipo. Que, é claro, a cirurgiã plástica, também muito amiga e querida, vai parcelar em sei lá quantas vezes. M.B. já fez uma de consultório e agora vai partir pra uma mais hardocore, de hospital. Eu já vou começar pela "de verdade", no hospital.
Pois é, é isso aí, estou pré-endividada até meu aniversário de 40 anos. Ninguém me invente mais nenhum tratamento no qual eu nunca tinha pensado, mas que não posso continuar vivendo sem.
Bom, quando terminar de pagar o tratamento atual, vou mandar ver na depilação definitiva, que a dermatologista, também muuuuito simpática, disse pra não esquentar e parcelar em mil vezes. Por ela eu já tava indo uma vez por mês fritar os pentelhos no laser e os cheques já tavam na gaveta. Calma lá, um projeto de cada vez.
Agora surgiu essa novidade, ano que vem vou colocar aparelho nos dentes. Só que, ontem à noite, na casa de minha amiga M.B., eu me decidi por um outro projeto de endividamento: uma lipo. Que, é claro, a cirurgiã plástica, também muito amiga e querida, vai parcelar em sei lá quantas vezes. M.B. já fez uma de consultório e agora vai partir pra uma mais hardocore, de hospital. Eu já vou começar pela "de verdade", no hospital.
Pois é, é isso aí, estou pré-endividada até meu aniversário de 40 anos. Ninguém me invente mais nenhum tratamento no qual eu nunca tinha pensado, mas que não posso continuar vivendo sem.
Dia de dentista
Troquei o dia de ir ao dentista de sexta pra quarta-feira. Sabe como é, sexta é dia de skol na mão e calcinha no chão, gosto de dormir até tarde e ir direto pro trabalho. Não tô a fim de acordar cedo pra sentir dor e ainda ficar mais pobre.
Pois é, então hoje fui eu à dentista. Terminamos a parte de baixo. Semana que vem começamos o clareando, uhu!
Só que é grave a crise. Eu ADORO cuidar dos dentes e parece a Dra. S. já percebeu, toda hora ela lança a semente da maldade no meu coração. De maneira alguma acho que seja uma questão de me empurrar mais serviços, mas do prazer de uma paciente que topa qualquer parada. Fui lá pra clarear um dente, acabei fazendo o diabo a quatro. Hoje ela já veio com uma história nova de extrair um ciso e colocar aparelho.
– Você acha que vale a pena?
– Ai, Betinha, você ia ficar com um sorriso perfeito. Na sua idade dá pra fazer maravilhas, vale muito a pena.
– Então eu vou fazer, né?
Ainda mais depois que descobri que ela também adora animais e tem um monte de cachorros... como vou negar os conselhos de alguém que adora animais? Vou acabar tendo que vender minha casa pra pagar o tratamento.
Troquei o dia de ir ao dentista de sexta pra quarta-feira. Sabe como é, sexta é dia de skol na mão e calcinha no chão, gosto de dormir até tarde e ir direto pro trabalho. Não tô a fim de acordar cedo pra sentir dor e ainda ficar mais pobre.
Pois é, então hoje fui eu à dentista. Terminamos a parte de baixo. Semana que vem começamos o clareando, uhu!
Só que é grave a crise. Eu ADORO cuidar dos dentes e parece a Dra. S. já percebeu, toda hora ela lança a semente da maldade no meu coração. De maneira alguma acho que seja uma questão de me empurrar mais serviços, mas do prazer de uma paciente que topa qualquer parada. Fui lá pra clarear um dente, acabei fazendo o diabo a quatro. Hoje ela já veio com uma história nova de extrair um ciso e colocar aparelho.
– Você acha que vale a pena?
– Ai, Betinha, você ia ficar com um sorriso perfeito. Na sua idade dá pra fazer maravilhas, vale muito a pena.
– Então eu vou fazer, né?
Ainda mais depois que descobri que ela também adora animais e tem um monte de cachorros... como vou negar os conselhos de alguém que adora animais? Vou acabar tendo que vender minha casa pra pagar o tratamento.
terça-feira, 22 de maio de 2007
Mas sabe uma coisa que me irrita?
Quando usam meu guarda-chuva e largam embolado. Não dobram direitinho e guardam na capinha. Não sou egoísta, podem usar as minhas coisas, mas custa guardar do jeito que encontrou?
Bom, como vocês devem saber, depois dos 35 anos desenvolvi certa mania de arrumação. Nara diz que é TOC, eu acho que é só bom senso e zelo pelo ambiente que habito, mas enfim. Enfim, eu fico muito puta quando, como hoje, chego em casa e encontro a porra do guarda-chuva embolado. Nunca mais vou conseguir dobrar direitinho, nos vincos do tecido em perder nenhum de novo. ÓDEO!
Nêgo (no caso nega, minha irmã) usa meu guarda-chuva, sendo que há mais de 10 guarda-chuvas na minha casa, e não tem a decência de dobrar direito? Largou o pobrezinho todo emboladinho ao lado do computador! A capinha dele sabe-se lá odne foi parar. E logo o meu guarda-chuva de bolinhas coloridas! Bem, podia ser pior, podia ser o pink.
Pra vocês verem como nêgo (nêga) é abusada, uma vez ela ligou pro meu trabalho e avisou "ô, peguei teu guarda-chuva emprestado mas esqueci lá na Uerj. Tá num banco amarelo daqueles, lá no 5º andar. Se quiser vai lá pegar que eu já tô em casa. Só lembrei no ônibus, mas como tinha parado de chover não ia voltar, né?". Ah, claro, e eu ia sair do trabalho pra ir buscar um guarda-chuva?! Puta que pariu!
Quando usam meu guarda-chuva e largam embolado. Não dobram direitinho e guardam na capinha. Não sou egoísta, podem usar as minhas coisas, mas custa guardar do jeito que encontrou?
Bom, como vocês devem saber, depois dos 35 anos desenvolvi certa mania de arrumação. Nara diz que é TOC, eu acho que é só bom senso e zelo pelo ambiente que habito, mas enfim. Enfim, eu fico muito puta quando, como hoje, chego em casa e encontro a porra do guarda-chuva embolado. Nunca mais vou conseguir dobrar direitinho, nos vincos do tecido em perder nenhum de novo. ÓDEO!
Nêgo (no caso nega, minha irmã) usa meu guarda-chuva, sendo que há mais de 10 guarda-chuvas na minha casa, e não tem a decência de dobrar direito? Largou o pobrezinho todo emboladinho ao lado do computador! A capinha dele sabe-se lá odne foi parar. E logo o meu guarda-chuva de bolinhas coloridas! Bem, podia ser pior, podia ser o pink.
Pra vocês verem como nêgo (nêga) é abusada, uma vez ela ligou pro meu trabalho e avisou "ô, peguei teu guarda-chuva emprestado mas esqueci lá na Uerj. Tá num banco amarelo daqueles, lá no 5º andar. Se quiser vai lá pegar que eu já tô em casa. Só lembrei no ônibus, mas como tinha parado de chover não ia voltar, né?". Ah, claro, e eu ia sair do trabalho pra ir buscar um guarda-chuva?! Puta que pariu!
Adeus, vibe bizarra
Pois é, apesar das minhas dívidas, das minhas celulites, de não conseguir emagrecer, de ter que conviver com gente feia, burra e chata... ando alegre da vida desde a semana passada.
Não mudei de emprego, não recebi aumento, não encontrei um grande amor, não me apaixonei, muito menos ganhei na loteria. Não aconteceu nada de novo. Nem me perguntem o que houve que não sei, só sei que a vibe estranha que me deprimia desde janeiro foi-se embora, finalmente!
Ai, ai, ai. Acho que amanhã vou chupar chicabom no caminho do trabalho. Rá!
Pois é, apesar das minhas dívidas, das minhas celulites, de não conseguir emagrecer, de ter que conviver com gente feia, burra e chata... ando alegre da vida desde a semana passada.
Não mudei de emprego, não recebi aumento, não encontrei um grande amor, não me apaixonei, muito menos ganhei na loteria. Não aconteceu nada de novo. Nem me perguntem o que houve que não sei, só sei que a vibe estranha que me deprimia desde janeiro foi-se embora, finalmente!
Ai, ai, ai. Acho que amanhã vou chupar chicabom no caminho do trabalho. Rá!
Saudade de O Orientador
Sábado seria dia de fexta. Seria dia de reunir o grupelho em convívio social. Seria dia de comemorar o aniversário de JKrapp. Todos tínhamos confirmado presença em um inferninho em Copa, seria ótimo. Seria do verbo não foi. Caiu um dilúvio do capeta e, como não possuo bote inflável ou mesmo sapatos anfíbios, arreguei.
Ao saber que eu não ia, Pedro, que contava comigo pra pagar a entrada dele (safado), desistiu também. De O Orientador e Poodle Lôra nem tive notícias, mas tava morrendo de culpa cristã por não ter ido, por ter desfalcado a gangue.
Meu programa alternativo ótemo, mas sabe como é, culpa é culpa, não tem sentido mas a gente não consegue se livrar dela.
Eis que Pedro, o safado, me liga à 1h da madrugada de ontem pra avisar que não ficasse culpada não. A aniversariante também não foi. Não sei por que, mas meus amigos têm essa mania feia de marcar aniversário e não aparecer.
Parece que ela inventou de pintar o apartamento e teve uma crise alérgica por causa da tinta. Eu falei pra ela terceirizar o serviço, mas parece que a moça não acreditou. Ela tava numa onda de "eu sei até virar laje, quanto mais pintar uma paredinha". Humpf. Deu no que deu.
Uma vez, quando éramos mais novas e mais duras, eu e minha irmã decidimos pintar nosso quarto. "Ah, somos mulheres independentes, que chamar pintor é o caralho, vamos pintar essa porra". Pintamos, mas doeu tanto que decidimos que, dali para frente, não importava quando o pintor cobrasse: tava barato. Se não tivessemos dinheiro a parede ficaria por pintar, mas a gente mesma pintar.... NUNCA MAIS!
Já faz muitos anos, mais de 10, mas nunca esquecemos esse ensinamento. Toda vez que alguém diz que vai pintar a própria casa ficamos apavoradas e contamos nossa experiência. E olha que o quarto nem era grande e éramos duas...
Mas que que isso tem a ver com saudade de O Orientador? Ah, claro, eu ia vê-lo na fexta e não vi. Papo semi-desconexo e fragmentado assim é a cara dele.
Sábado seria dia de fexta. Seria dia de reunir o grupelho em convívio social. Seria dia de comemorar o aniversário de JKrapp. Todos tínhamos confirmado presença em um inferninho em Copa, seria ótimo. Seria do verbo não foi. Caiu um dilúvio do capeta e, como não possuo bote inflável ou mesmo sapatos anfíbios, arreguei.
Ao saber que eu não ia, Pedro, que contava comigo pra pagar a entrada dele (safado), desistiu também. De O Orientador e Poodle Lôra nem tive notícias, mas tava morrendo de culpa cristã por não ter ido, por ter desfalcado a gangue.
Meu programa alternativo ótemo, mas sabe como é, culpa é culpa, não tem sentido mas a gente não consegue se livrar dela.
Eis que Pedro, o safado, me liga à 1h da madrugada de ontem pra avisar que não ficasse culpada não. A aniversariante também não foi. Não sei por que, mas meus amigos têm essa mania feia de marcar aniversário e não aparecer.
Parece que ela inventou de pintar o apartamento e teve uma crise alérgica por causa da tinta. Eu falei pra ela terceirizar o serviço, mas parece que a moça não acreditou. Ela tava numa onda de "eu sei até virar laje, quanto mais pintar uma paredinha". Humpf. Deu no que deu.
Uma vez, quando éramos mais novas e mais duras, eu e minha irmã decidimos pintar nosso quarto. "Ah, somos mulheres independentes, que chamar pintor é o caralho, vamos pintar essa porra". Pintamos, mas doeu tanto que decidimos que, dali para frente, não importava quando o pintor cobrasse: tava barato. Se não tivessemos dinheiro a parede ficaria por pintar, mas a gente mesma pintar.... NUNCA MAIS!
Já faz muitos anos, mais de 10, mas nunca esquecemos esse ensinamento. Toda vez que alguém diz que vai pintar a própria casa ficamos apavoradas e contamos nossa experiência. E olha que o quarto nem era grande e éramos duas...
Mas que que isso tem a ver com saudade de O Orientador? Ah, claro, eu ia vê-lo na fexta e não vi. Papo semi-desconexo e fragmentado assim é a cara dele.
O estranho mundo da repartição
Falar no Mendonça, ele continua ressabiado comigo. Pobre Mendonça. Hoje (segunda) reclamou que eu tava muito sorridente. Toda hora entrava na minha sala e, ao me flagrar rindo para o computador ou ao telefone, esbravejava "Pára de rir, Roberta!". E eu ria mais, né?
Lá pelas tantas não se conteve. Levantou os bracinhos e fez seu número, engrossando a voz. "É proibido rir, isso aqui é um lugar de tristeza!". Que eu posso fazer se sou uma mulher feliz?
Falar no Mendonça, ele continua ressabiado comigo. Pobre Mendonça. Hoje (segunda) reclamou que eu tava muito sorridente. Toda hora entrava na minha sala e, ao me flagrar rindo para o computador ou ao telefone, esbravejava "Pára de rir, Roberta!". E eu ria mais, né?
Lá pelas tantas não se conteve. Levantou os bracinhos e fez seu número, engrossando a voz. "É proibido rir, isso aqui é um lugar de tristeza!". Que eu posso fazer se sou uma mulher feliz?
Ai, vida dura
Pois é, minha agenda etílica da semana começa hoje (terça). Mendonça propôs um chope na quarta. Agendei outro, nem lembro mais com quem, na quinta. Sexta, vocês sabem como é... é dia de Skol na mão e calcinha no chão. Sábado já marquei um chope à tarde e estou em negociação pra outro à noite. Ai, ai, ai. Se alguém quiser me convidar pra alguma coisa estou com o domingo livre.
Pois é, minha agenda etílica da semana começa hoje (terça). Mendonça propôs um chope na quarta. Agendei outro, nem lembro mais com quem, na quinta. Sexta, vocês sabem como é... é dia de Skol na mão e calcinha no chão. Sábado já marquei um chope à tarde e estou em negociação pra outro à noite. Ai, ai, ai. Se alguém quiser me convidar pra alguma coisa estou com o domingo livre.
Isabelouca chegou!
Sim, sim, sim! Minha amiga querida e amada, Isabella Sepúlveda está de volta ao Brasil. A safada tinha se bandeado pra Inglaterra e depois pro Canadá. Andava dando pinta no estrangeiro há mais de quatro anos e finalmente voltou. Que saudade da minha Isabelouca!
Vocês não têm loção do que eu e Isabelouca já aprontamos juntas, das nossas andanças, porres e pegações no tempo de faculdade. Vocês não têm noção de como Isabelouca é louca! Pra vocês terem uma idéia, foi ela quem me ensinou a sambar....
Ai, estou felicíssima! A vida é muito mais alegre com Isabella por perto. Claaaaaro que já marcamos de beber juntas pra colocar a fofoca em dia!
Sim, sim, sim! Minha amiga querida e amada, Isabella Sepúlveda está de volta ao Brasil. A safada tinha se bandeado pra Inglaterra e depois pro Canadá. Andava dando pinta no estrangeiro há mais de quatro anos e finalmente voltou. Que saudade da minha Isabelouca!
Vocês não têm loção do que eu e Isabelouca já aprontamos juntas, das nossas andanças, porres e pegações no tempo de faculdade. Vocês não têm noção de como Isabelouca é louca! Pra vocês terem uma idéia, foi ela quem me ensinou a sambar....
Ai, estou felicíssima! A vida é muito mais alegre com Isabella por perto. Claaaaaro que já marcamos de beber juntas pra colocar a fofoca em dia!
sexta-feira, 18 de maio de 2007
O mundo é estranho
Apesar do despertador que me acordou às 6h da madrugada, apesar do frio do capeta que senti quando tomei banho, apesar do gatinho Pipoca lanhando minhas canelas, apesar de não ter nada pra tomar café de manhã em casa, apesar do ônibus que demorou pra passar e lerdou no caminho.... continuo feliz da vida hoje.
Ando numa alegria indígena, sabe?
Bom, mas hoje, pra não piorar a crise de Mendonça, o chefe da repartição, resolvi não me maquiar, mesmo porque se o fizesse o resultado poderia ser desastroso. Quinta-feira é o dia que sou ouvinte na aula do doutorado na UFF. Acordo no cu da manhã pra me despencar pra Niterói. Da aula vou direto pra repartição. Chego em casa longas 14 horas depois de ter saído. Minha cara ia ficar borrada.
Enfim, mas pra não atiçar os delírios persecutórios do chefe, coloquei uma calça jeans já meio surrada, uma bata branca e melissinha rasteira. Pra ele ver meu despojamento até deixei pingar picolé na blusa (adoro picolé), mas depois me arrependi. Vai que num surto rodriguiano, ele lembre de “nem bem ficou viúva e já tá chupando chicabom” e pense “nem trocou de emprego ainda e já ta chupando chicabom, em plena luz do dia e ainda se deixa respingar sem a menor cerimônia! Mulher infiel!”. Pobre Mendonça, não quero isso pra ele.
Enfim, tô aqui com uma cara de sono, dor no corpo, roupa amassada e sorriso indefectível na cara. Será que to ficando maluca de novo?
Apesar do despertador que me acordou às 6h da madrugada, apesar do frio do capeta que senti quando tomei banho, apesar do gatinho Pipoca lanhando minhas canelas, apesar de não ter nada pra tomar café de manhã em casa, apesar do ônibus que demorou pra passar e lerdou no caminho.... continuo feliz da vida hoje.
Ando numa alegria indígena, sabe?
Bom, mas hoje, pra não piorar a crise de Mendonça, o chefe da repartição, resolvi não me maquiar, mesmo porque se o fizesse o resultado poderia ser desastroso. Quinta-feira é o dia que sou ouvinte na aula do doutorado na UFF. Acordo no cu da manhã pra me despencar pra Niterói. Da aula vou direto pra repartição. Chego em casa longas 14 horas depois de ter saído. Minha cara ia ficar borrada.
Enfim, mas pra não atiçar os delírios persecutórios do chefe, coloquei uma calça jeans já meio surrada, uma bata branca e melissinha rasteira. Pra ele ver meu despojamento até deixei pingar picolé na blusa (adoro picolé), mas depois me arrependi. Vai que num surto rodriguiano, ele lembre de “nem bem ficou viúva e já tá chupando chicabom” e pense “nem trocou de emprego ainda e já ta chupando chicabom, em plena luz do dia e ainda se deixa respingar sem a menor cerimônia! Mulher infiel!”. Pobre Mendonça, não quero isso pra ele.
Enfim, tô aqui com uma cara de sono, dor no corpo, roupa amassada e sorriso indefectível na cara. Será que to ficando maluca de novo?
quinta-feira, 17 de maio de 2007
Mas como tem gente crédula nesse mundo, hein?
Outro dia, na hora de pagar a conta do bar, um amigo sacou de um cartão de crédito com uma etiqueta daquelas de "Cartão bloqueado" toda xexelenta. Inquerido, ele confessou que não tira as etiquetas na esperança de que, em caso de roubo ou furto, o ladrão ache que os cartões dele estão bloqueados e não use. Ah, claro!
Outro dia, na hora de pagar a conta do bar, um amigo sacou de um cartão de crédito com uma etiqueta daquelas de "Cartão bloqueado" toda xexelenta. Inquerido, ele confessou que não tira as etiquetas na esperança de que, em caso de roubo ou furto, o ladrão ache que os cartões dele estão bloqueados e não use. Ah, claro!
O mundo é estranho
Hoje acordei alegre da vida. Assim, sem motivo mesmo. Perdi a hora sem culpa. A água do banho tava morninha, o sabonete cheirosinho, o gatinho Pipoca não me atacou no chuveiro (ele morde minhas pernas sempre que estou distraída)... sabe quando tudo vai bem? Pois é.
Depois de seco, meu cabelo estava tão bonito que resolvi sair me sentindo mais linda que o normal. Coloquei uma blusa nova, minha calça preta favorita (me deixa com aparência magra) e minha sapatilha roxa amada. Pra completar resolvi me maquiar, coisa rara. Passei um pouco de sombra rosa pálido, lápis cinza chumbo e rímel transparente. Um pouco de batom rosa pálido e um pouco de gloss e tava me sentindo
leeeeeenda.
Cheguei na repartição sorridente e dando boa-tarde a todos. Mendonça, o chefe da repartição, ficou me olhando esquisito. Pobre Mendonça, teve uma crise de ciúme.
– Que foi, chefe?
– Por que você tá toda maquiada?
Silêncio. Não respondi, apenas sorri.
– Você foi procurar emprego! Você tá procurando emprego! Você foi fazer entrevista! Foi fazer entrevista de emprego, por isso tá maquiada!
Silêncio e sorriso. Não desfiz a fantasia dele, apenas sorri mais e perguntei se tinha gostado da minha blusa nova. Aliás, fiquei de pé e perguntei se tava bem com aquela roupa. Ele ficou resmungando "Porra, você vai embora, isso é sacanagem. Isso é sacanagem! Tá toda pintada, foi fazer entrevista!".
Pobre atormentado Mendonça. Ficou o dia todo me olhando com cara de corno sabido. Por que será que homens têm mania de que estão sendo cornos? Não podem ver mulher feliz que se sentem traídos, ainda que seja (fosse) uma traição profissional? Pobre Mendonça. Agora que sei que ele tem medo que eu vá embora acho que vou aproveitar pra pedir aumento. Rá!
Hoje acordei alegre da vida. Assim, sem motivo mesmo. Perdi a hora sem culpa. A água do banho tava morninha, o sabonete cheirosinho, o gatinho Pipoca não me atacou no chuveiro (ele morde minhas pernas sempre que estou distraída)... sabe quando tudo vai bem? Pois é.
Depois de seco, meu cabelo estava tão bonito que resolvi sair me sentindo mais linda que o normal. Coloquei uma blusa nova, minha calça preta favorita (me deixa com aparência magra) e minha sapatilha roxa amada. Pra completar resolvi me maquiar, coisa rara. Passei um pouco de sombra rosa pálido, lápis cinza chumbo e rímel transparente. Um pouco de batom rosa pálido e um pouco de gloss e tava me sentindo
leeeeeenda.
Cheguei na repartição sorridente e dando boa-tarde a todos. Mendonça, o chefe da repartição, ficou me olhando esquisito. Pobre Mendonça, teve uma crise de ciúme.
– Que foi, chefe?
– Por que você tá toda maquiada?
Silêncio. Não respondi, apenas sorri.
– Você foi procurar emprego! Você tá procurando emprego! Você foi fazer entrevista! Foi fazer entrevista de emprego, por isso tá maquiada!
Silêncio e sorriso. Não desfiz a fantasia dele, apenas sorri mais e perguntei se tinha gostado da minha blusa nova. Aliás, fiquei de pé e perguntei se tava bem com aquela roupa. Ele ficou resmungando "Porra, você vai embora, isso é sacanagem. Isso é sacanagem! Tá toda pintada, foi fazer entrevista!".
Pobre atormentado Mendonça. Ficou o dia todo me olhando com cara de corno sabido. Por que será que homens têm mania de que estão sendo cornos? Não podem ver mulher feliz que se sentem traídos, ainda que seja (fosse) uma traição profissional? Pobre Mendonça. Agora que sei que ele tem medo que eu vá embora acho que vou aproveitar pra pedir aumento. Rá!
Da memória e do esquecimento
Gente, a aula de hoje foi ma-ra-vi-lho-sa. Falamos das estruturas da memória e do esquecimento, dos quadros sociais da memória e da memória coletiva. Foi a melhor aula até agora. Eu confesso que fiquei emocionada em vários momentos.
A aula de hoje mudou tudo. Retomei o gosto por estudar. Agora quero estudar, mais e muito. Agora a coisa que mais quero na minha vida, esse ano, é entrar pro doutorado.
Pior que, agora que tô tomei gosto, só faltam três aulas pra acabar o período, que lástima! Eu demorei pra pegar amizade pela aula, sabe? Fui uma das diletas de João, ele me mimou e me estragou. Quando cheguei lá estranhei e não entendi. Pensava o tempo todo "não, não, não, não é o João! Mentira! Tudo mentira, João nunca me disse isso e ele não mente pra mim. Vocês mentem, feios, feios, bobos e cara de mamão!". Sim, ele tava certo quando disse que eu precisava conhecer outros olhares e outras bibliografias.
Mas que saco, mas logo agora que deixei de ser coqueiro e aprendi a apreciar a lindeza da aula vai acabar?
Gente, a aula de hoje foi ma-ra-vi-lho-sa. Falamos das estruturas da memória e do esquecimento, dos quadros sociais da memória e da memória coletiva. Foi a melhor aula até agora. Eu confesso que fiquei emocionada em vários momentos.
A aula de hoje mudou tudo. Retomei o gosto por estudar. Agora quero estudar, mais e muito. Agora a coisa que mais quero na minha vida, esse ano, é entrar pro doutorado.
Pior que, agora que tô tomei gosto, só faltam três aulas pra acabar o período, que lástima! Eu demorei pra pegar amizade pela aula, sabe? Fui uma das diletas de João, ele me mimou e me estragou. Quando cheguei lá estranhei e não entendi. Pensava o tempo todo "não, não, não, não é o João! Mentira! Tudo mentira, João nunca me disse isso e ele não mente pra mim. Vocês mentem, feios, feios, bobos e cara de mamão!". Sim, ele tava certo quando disse que eu precisava conhecer outros olhares e outras bibliografias.
Mas que saco, mas logo agora que deixei de ser coqueiro e aprendi a apreciar a lindeza da aula vai acabar?
quarta-feira, 16 de maio de 2007
Diálogos
ou Da dura vida de blogstar....
Ainda tô deitada quando toca meu celular. Reconheço o número, era um amigo-leitor.
– Você escreve, hein?!
– Ué, fiquei vários dias sem blogar...
– Parece uma metralhadora de palavras!
– Olha, hoje à noite eu não vou blogar, vc lê metade agora e o resto depois.
– Não consigo, eu me perco!
– Se eu sumo vocês reclamam, se blogo muito reclamam.
Ele quer um post por dia, então assim será. Pelo menos por hoje.
ou Da dura vida de blogstar....
Ainda tô deitada quando toca meu celular. Reconheço o número, era um amigo-leitor.
– Você escreve, hein?!
– Ué, fiquei vários dias sem blogar...
– Parece uma metralhadora de palavras!
– Olha, hoje à noite eu não vou blogar, vc lê metade agora e o resto depois.
– Não consigo, eu me perco!
– Se eu sumo vocês reclamam, se blogo muito reclamam.
Ele quer um post por dia, então assim será. Pelo menos por hoje.
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