quinta-feira, 30 de março de 2006
Terça estava felicissima. Era meu primeiro dia de férias e finalmente tinha conseguido marcar a última entrevista que faltava pra minha dissertação. Tava no encalço do bruto desde o ano passado.
De quebra, depois ainda ia encontrar um dos meus professores amados pra ele me dar umas dicas sobre a parte que falo da história da cidade do Rio de Janeiro e história da gare da Central do Brasil e a descrição do entorno nos dias de hoje. Ele participou da banca da qualificação e tava me prometendo uma reunião pra me entregar a cópia do texto onde ele fez as anotações e indicar alguns livros. Aproveitando a paralização na Uerj ele me convidou ao seu cafofo.
Saí de casa feliz com o céu azul. Botei blusa verde, minha cor favorita. Tinha marcado 13h no café do Odeon com O Entrevistado. Ansiosa, eu andava de um lado pra outro pela porta do cinema, já tinha dado uma batida nos dois andares do café e nada. Às 13h10 liguei pra saber se ele já tava chegando. "Ih, achei que você que tava atrasada, tô no Amarelinho vem pra cá". Tá, né? Vc manda.
Cheguei lá e ele tinha feito o favor de pegar uma mesa na beira da rua. Terça-feira, Cinelândia, 13h15. Fiquei com medo da fita não ficar boa (sim, eu ainda uso um gravador com fitas, mas isso é outra história), cada vez que ele virava o rosto pra longer do gravador enquanto falava eu quase chorava. Mas a entrevista foi linda, emocionante e ele foi ótimo. Esqueci o barulho e saí sorridente. Fui encontrar minha irmã na Cavé pra comemorar.
Ah, mas antes que vcs se animem a cobrar posts por conta dos meus dias em casa, só tirei férias pra terminar a dissertação. Achei que não seria preciso, queria muito tirar férias depois que terminasse, pra descansar, mas não deu. Desde 2003 só tiro férias por causa do mestrado. Naquele ano foi pra estudar pra prova. Depois que comecei passei a tirar férias em duas etapas, ao final dos semestres pra fazer os trabalhos finais. Agora lá vou eu de novo pra terminar o irajazinho.
Eu bem que tento me manter alheia à cafonalha reinante. Tudo isso me ofende sobremaneira. Pânico na TV, A Diarista, Domingão do Faustão, Hebe, Luciana Gimenez, fico muito vergonha do mundo quando sou obrigada a ver essas coisas. Meu namorado, infelizmente, é viciado em TV e acha "divertido" esses "programas populares". Eu acho triste. Não consigo achar graça na espetacularização da miséria. Acho humilhante. Às vezes zapeando ele pára em algum canal bizarro, na mesma hora eu fecho os olhos e digo "Troca rápido! quando eu abrir os olhos não quero ver isso de novo".
Não agüento mais ver essa porra dessa lenga-lenga de astronauta brasileiro. Que saco, que cafonalha, reparam no sotaque do bruto? E o corte de cabelo dele e dos familares? Tá, tá certo, a mala vai ficar flutuando em gravidade zero, mas precisa chorar na televisão? Precisa as criancinhas da escola onde ele estudou por três anos cantando uma porra duma musiquinha cafona e dando tchauzinho? (Fosse meu filho eu proibiria!) Precisa essa firula toda? E essa palhaçada ainda vai durar oito dias? A cidade onde o bruto nasceu deve mesmo ser uó pra fazer essa festa toda por causa de tão pouca merda.
Apesar de não conhecer o bruto pessoalmente (felizmente), já não gosto! Se algum dia tiver oportunidade piso no pé sem dó.
Caralhos, caguei baldes pra tudo isso!
terça-feira, 21 de março de 2006
sexta-feira, 10 de março de 2006
quinta-feira, 9 de março de 2006
Lar para uma linda gatinhaEssa coisa fofa foi encontrada pelo meu cunhado da protetora Tatiana toda encolhida em uma praça no bairro de Olaria.
Ele achou que a gatinha estava doente e recolheu pra cuidar... que nada! "Devia ser só medo pois ela está ótima! É muito carinhosa, adora colo, tem um pêlo super macio e adora uma brincadeira. Tem apenas 2 meses e foi vermifugada. Ahhhh, é super limpinha", garante a Tatiana. :)
Só que essa lindeza precisa ser adotada com urgência, pois está em um lar temporário e a pessoa que a abrigou já tem 10 gatos e não tem condições de assumir mais um.
Se você quiser ser mais feliz e adotar essa fofolucha escreve que a gente leva na sua casa. Contato: Tatiana - doacaodeanimais@gmail.com
quarta-feira, 8 de março de 2006
Com licença poética,
Adélia Prado
Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:vai carregar bandeira.Cargo muito pesado pra mulher,esta espécie ainda envergonhada.Aceito os subterfúgios que me cabem,sem precisar mentir.Não sou feia que não possa casar,acho o Rio de Janeiro uma beleza eora sim, ora não, creio em parto sem dor.Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.Inauguro linhagens, fundo reinos— dor não é amargura.Minha tristeza não tem pedigree,já a minha vontade de alegria,sua raiz vai ao meu mil avô.Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.Mulher é desdobrável. Eu sou.
domingo, 5 de março de 2006
sábado, 4 de março de 2006
Comecei na sexta de carnaval os festejos de Momo comemorando meu aniversário, no bailinho à fantasia do Cabaret Kalesa. O balacobaco ia ser no Grito de Carnaval do Pagode da Tia Doca, no Cordão do Bola Preta, mas como eles resolveram antecipar o horário não deu. Com a transferência de local não tive tempo de confeccionar uma fantasia e fui apenas com meus chifrinhos de diaba de outros carnavais.
Ano passado fui ao Sambósio ver o desfile das campeãs. Esse ano não vou. Só iria se meu Império fosse desfilar ou a Tijuca tivesse sido campeã.
Tá calor, estou com dor de cabeça e tenho uma prova amanhã. Tinha também um convite pra ir comer Angu à baiana na casa da Ana Paula, mas declinei. Estou mal humorada e em TPM, mas a má notícia é que esse mês esqueci de tomar meu complexo anti-TPM. Ui, quem viver verá!
Enquanto me coço irritada (mau humor me dá coceiras) esperando meu almoço ficar pronto, vou fornecer meu relatório de carnaval. Talvez eu não seja tão divertida, não escolha as melhores palavras para descrever as situações, sorry, estou de saco cheio.
Nem sei por onde começar. Ordem cronológica, cronológica inversa, à bangu?
sexta-feira, 3 de março de 2006
A sucessão de festas de fim de ano, aniversário emendando com carnaval não foi feliz para minhas medidas. Meu namorado meu deu de presente um lindo vestido pra eu usar no meu aniversário. Humpf. Não fechou. Comprei duas bermudas pra badalar no carnaval. Humpf. Não entraram. Em uma semana aumentei um tamanho de roupa.
Acho que esse é o momento estratégico pra eu voltar pro Vigilantes do Peso.
No domingo de carnaval meu tio foi assaltado e espancado por uma gangue de "bate-bolas" em Madureira.
Meu tio não chega a ser um velhinho, mas é um senhor. Teve um derrame há uns dois anos e ficou com algumas seqüelas: apesar de independente, anda devagarinho. Ele mora com um dos filhos, que estava viajando. Tava sozinho, claro que não reagiu. Roubaram tudo, jogaram ele no chão e ficaram batendo. Pra sorte dele, um grupo de outras pessoas passou e começou a gritar, espantando os bandidos.
O mundo é estranho.
quinta-feira, 2 de março de 2006
Sou portela de coração, desfilo no Império Serrano e simpatizo com a Unidos da Tijuca. Não vou comentar o resultado, não era o que eu esperava, mas a Vila é uma escola simpática.
Bom, Portela em 7º e Império em 8º, na frente da Mocidade, Imperatriz e Salgueiro, até que no fim das contas tamos bem.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2006
ou A banalização da nudez
Ontem liguei pra minha amiga Camilinha, que não vejo há algum tempo, pra uma sessãozinha básica de maledicência. Falamos dos gatinhos dela, Sushi e Tutu, de gatos em geral, cachorrinhos e tal.
Aí mudando de assunto comentei que tinha ido pegar minha fantasia. "Mas é pelada?", perguntou. Não entendi.
– Como assim?
– Sua fantasia é vestida ou pelada?
– Vestida!
– Ah, sei lá, podia ser pelada.
– Camila! Sou uma jovem senhora! Não tenho idade pra sair pelada!
– A minha irmã vai sair de fio dental em cima de um carro alegórico.
– Ah, a sua irmã é mais jovem e mais magra que eu!
– Acho que como já tem uma pelada na família tô achando normal.
Detalhe bizarro: sairemos eu, Nara e Nandap na mesma ala. Já imaginou as três peladas? Nãããão!
Liguei pra Nara e contei. "É que a irmã dela vai sair pelada no abre-alas". Banalizou.
É enorme! São três pacotes, um com a "cabeça e ombros", outro com a roupa propriamente dita, as sandálias e uns avulsos ainda não identificados e outro com a "bandeja de medalhas", que ainda não descobri como se prende na roupa.
Mas o pior é que a roupa propriamente dita deve ser quente pra cacete: calça e mangas compridas. Pelo menos o "calçado" é uma sandalhota, ano passado era uma bota que acabou com meu pé.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2006
Já peguei minha fantasia hoje e é linda!!!
Sim, já na madrugada da Terça-feira Gorda adentrarei a Sapucaí linda de "Vendedora de Amuletos", na Ala dos Devotos do Império Serrano!
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2006
Uma amiga minha de blog disse que tinha feito uma fantasia de galinha "Vai no Simpatia? Se vir uma galinha sou eu"*.
Fiquei com invejinha imediata e perguntei "Como? Como? Como?". Ela me explicou que concebeu e confeccionou uma fantasia de galinha (ou frango) de espuma pintada com tinta de tecido. AMEI, é claro! Ela me enviou um pps explicativo passo a passo, um luxo!
Não sei se vou ter tempo de comprar os componentes pra confeccionar a minha, mas amei! Enviei pra todos os meus amigos com a proposta de criarmos o Bloco da Franga. Quer participar?
* É que somos amigas há um tempão, mas na verdade nunca nos vimos, nos conhecemos de blog, e-mail, icq...
Enviei o e-mail convite da festa que ia ser no Bola Preta pra quase todo mundo, aquele que comentei. Causou espécie e comentários. Várias pessoas responderam que adoraram ou acharam curiosa a maneira que fiz o convite. Uma amiga disse que vai guardar de modelo pro dela do ano que vem. Juro que não sabia do meu talento pra redigir convites de aniversário inusitados.
Enviei o segundo e-mail hoje pra quase todo mundo, faltam uns avulsos, vou fazer isso agora.
Mesmo com os percalços de ter que trocar o local, a comemoração está mantida na sexta.
Espero que seja tão boa quanto ontem.
Confesso que não estou muito animada, que não é o meu aniversário mais aguardado ou comemorado, mas tá tudo bem. Lembrei do de 30, que eu tava quase deprimida, e acabou sendo o melhor ano da minha vida.
Ana Paula me ligou pra dar parabéns e avisou que já tinha feito meu presente. Não entendi o verbo empregado mas deixei seguir.
– Não é só você que dá presents hand made! Eu FIZ o seu presente e me deu um trabalho do caralho. Acho bom você gostar, hein?!
Ah, tá! Que gentileza me avisar! Assim não importa o que seja, vou dizer "A-M-E-I! Ana, era exatamente o que eu queria e estava precisando! O melhor presente que já ganhei na vida".
Confesso que estou curiosíssima pra ver o que é, principalmente por conhecer o talento (desconhecido) da Ana para trabalhos manuais. Se fosse a irmã dela, Luciana, eu nem estranharia, mas a Ana...
No Natal minha irmã me deu uma blusa de uma loja que eu não gosto. Era até bonita, mas com restrições que expliquei e comprovei. Avisei que não gosto da loja supracitada, que raramente tem algo que eu considere bonito e que, mesmo quando parece bonito na vitrine, na mão vejo que não é satisfatório. Pedi pra não ganhar mais nada da tal loja.
Ok, simples né?
Eis que ontem minha irmã me dá uma sacola da tal loja. Abri e era um vestido cor de rosa. Era até bonito, com algumas restrições. Não era um vestido que eu compraria, mas até usaria. Não deu em mim e terá que se trocado.
Perguntei por que ela comprou algo da tal loja. "Porquê adoro as coisas dessa loja e não me conformo de você não gostar, vou te convencer a gostar". Ah, tá! Agora que você explicou considere que me convenceu e pode parar de comprar coisa lá pra mim.
Meu aniversário foi ótimo! Sai mais cedo do trabalho, jantei com a minha família e ganhei vários presentes lindos. Só um precisa ser trocado!
Minha irmã se superou e a comida estava deliciosa. A torta de brigadeiro também estava ótima, embora eu prefira a outra que ela sempre compra.
Vários amigos telefonaram, mandaram e-mails e deixaram recados no orkut. Adorei.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2006
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2006
É o dia mais feliz do ano, é o meu aniversário!
Pouco importa o porteiro velho com penteado de "pega emprestado pra cobrir a careca", pouco importa a chefa da tribo, a entrevista, a topada e tudo mais. Caguei um balde cheio pra todos e quero é mais.
Vou comemorar porque estou viva e sou feliz. Sou linda, inteligente, tenho 4 gatinhos lindos, um namorado fofo, uma família doida e alguns dos melhores amigos que alguém pode ter.
Tá, eu tenho (quase) 35 anos e sinto todos eles, mas e daí? Aniversário é aniversário e eu adoro comemorar, ficar mais velha é só um detalhe.
E a merda segue...
Eu tinha marcado a comemoração de aniversário no Grito de Carnaval do Pagode da Tia Doca, sexta-feira, dia 24, a partir das 20h, na sede do Cordão do Bola Preta. Antes de me decidi telefonei pra confirmar a programação, preços e talz. Realmente eles não primam pelo atendimento telefônico ao público, mas confirmaram.
Na sexta comecei a expedir os e-mails de convite, fui enviando por "grupos temáticos": o pessoal da faculdade, "as meninas", meus ex-cálega de sirviço, o pessoal do mestrado. Ficaram faltando alguns poucos grupos e umas creaturas que, embora queridas, não se encaixavam em nenhum grupo temático e iam ficar pros "avulsos". Felizmente não envei pra todos.
Eis que hoje descubro que mudaram o horário do pagode da Tia Doca pras 18h!!!! Tá, eu entendo que no dia seguinte tem o desfile às 9h da manhã, mas 18h é sacanagem, né? Não rola. Tá cancelada a comemoração.
Fui avisar minha chefa (nem vem dizer que quem tem chefe é índio, sou bugre e sei disso) que amanhã troquei de horário com uma cálega pra sair mais cedo e jantar com a minha família. "Vocês não conseguem ficar quietas no horário de vocês, né? Têm sempre que trocar", disse com cara de quem comeu e não gostou. Respondi apenas "é meu aniversário".
Raramente peço pra trocar o horário, mesmo porque detesto os outros horários mais do que detesto o meu, mas não me nego a trocar quando alguma cálega pede. Se vai ter uma filha-da-puta (nós, os bugres) em cada horário, que diferença faz qual delas chegou em qual horário?
O mundo é estranho.
Em geral sou conformada, não esquento a cabeça com merda pouca, vida que segue, sempre. Mas eis que após a topada me irritei, justo na hora que adentrava o logradouro de mau agouro onde ganho meu sustento. Todos os dias eu passo na recepção, coloco meu crachá e dou boa tarde sorrindo pro porteiro. O filho da puta nunca me respondeu, hoje foi igual. Me deu vontade de mandar ele encher aquele cu velho e gordo de rola pra ver se ele se manifestava.
A partir de amanhã não vou dar mais "boa tarde" nem vou colocar o crachá. E se ele me barrar vou virar as costas e vou embora. Me aborreci.
Rumei pra Cinelândia pra pegar o 180 pra ir pro trabalho. Já tava preparada psicologicamente pra mofar no ponto - aliás, mofar não, derreter pq tava um calor do caralho. Pra quem não sabe, o 180 é um desgraçado dum ônibus que demora pra caralho pra passar e quando vem é xexelento, barulhento, velho, sujo e cheios de baratas, como todos os da Viação São Silvestre. Odeio o 180.
Mas né que mal parei no meio fio do ponto e ele chegou quase que ao mesmo tempo?! E nem tinha mendigo dentro! Uau, que cagada!
Como sou uma mulher ciente da pouca sorte que me cabe na vida, já fui com medo de ser assaltada ou o ônibus bater, mas consegui descer do coletivo ilesa. Fui andando olhando bem para os lados, com medo de caminhão desgovernado ou coisa que o valha.
Quase me convenci que minha sorte tinha mudado e entrei na farmácia pra comprar uma tintinha pra dar uma cor na peruca. Rá! Claro que não tinha meu Movida 64 Castanho Acobreado e na saída dei uma topada e arrebentei a frente da sandália quase nova.
Acho que se tivesse tendo sessão de descarrego na filial da Igreja Universal que ocupa o antigo Cine Pathé eu tinha entrado!
Disse também que não recebeu meu e-mail explicando minha pesquisa. O outro que preciso entrevistar disse o mesmo. Que merda!
Já de manhã começou tudo dando errado. Houve um mega acidente de trânsito perto da minha casa e passei a manhã sem luz. O acidente gerou outro acidente. O tráfego foi desviado e eu não conseguia descobrir por onde estavam passando os ônibus. Já quase atrasada, me joguei no primeiro ônibus que passou, lerdo e não ia pra onde eu precisava ir. Consegui trocar de condução e chegar a tempo no meu compromisso, mas não deu tempo de fazer umas cositas antes.
Tudo tem dado errado. Meu fim de semana foi péssimo. Chorei, senti dor e não me diverti.
Queria ir a praia e não consegui companhia. Queria ir ao ensaio da Unidos da Tijuca e tive uma terrível dor de coluna. Fui tomar um chope pra espairecer e...sei lá.... fiquei pior ainda, com uma tristeza enorme quenão me deixou mais. A vida nos prega cada peça....
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2006
Hoje estava muito feliz pois recebi o presente de aniversário que queria. Já tinha conversado com minhas bonequinhas da sorte que ganhei da Camila (como já contei aqui, foi o melhor presente que já ganhei na vida) e sabia que ia ganhar, minha bonequinhas são infalívies e eu não abuso. Chegou hoje e fiquei exultante, era tudo o que eu queria.
Só que agora estou triste de novo. Quero outro presente, quero conseguir lares pelo menos pra persinha fumaça e o branquinho carinhoso. Tenho certeza que um gatinho vai fazer sua vida muito mais feliz, me escreve que eu levo eles pra você!
* Dois filhotinhos micros (com aproximadamente 1 mês e meio) estão bem, meio magros mas espertinhos e brincalhões, algo do tipo... "não tenho noção da merda de lugar que estou"
* Duas filhotinhas de uns 4 meses bonitas (uma tricolor peluda) mas eram assustadas.
* Alguns adolescentes ou adultos, mas não deu para precisar a idade pois eram assustados.
A oferta vale para todos. Delivery de lindos gatinhos vacinados e vermifugados. Nos responsabilizamos pela castração e você por dar amor e carinho. É só me escrever.
Mais uma emergência felina. Uma protetora amiga minha escreveu pedindo ajuda. Ela foi no CCZ hoje tirar fotos dos animais pra divulgar no blog de adoções de cães e gatos.
Que ia ser triste e que havia muuuitos animais ela já sabia, só que uma persinha precisa de ajuda urgente e nos comoveu muito. É uma fêmea cor fumaça, muito dócil e carinhosa. Parece animal que tinha dono, minha amiga acha que foi usada como reprodutora até o limite e então quando não servia mais foi descartada. Muito triste. A bichinha está magérrima e deprimida, mas temos certeza que com cuidado e carinho se voltará a ser uma gata linda.
Você não quer ter uma linda gata persa? A gente entrega na sua casa já vacinada e "engordada". Quando ela estiver totalmente recuperada nos responsabilizamos pela castração também. Tudo que ela precisa é de um lar e muito amor.
Se vc quiser essa gatinha escreva para shaisha@hotmail.com ou doacaodeanimais@gmail.com, mas seja rápido. Chegaram duas persas no CCZ, uma já morreu.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2006
Como todos sabem, O Orientador é gateiro emérito, tem 6 filhos felinos lindos. Confesso que fico com saudade dos peludos, tava doida pra afofar aquelas lindezas. Achei a gataria mais magra, mas tavam em dieta mesmo.
A boa supresa foi o surto de sociabilidade festiva do Proust. Ele costuma ser arredio e eu nunca tinha conseguido nem carinhar aquele pescocinho gostoso, imagina afofar a barriga. Né que ele chegou e ficou se esfregando nas minhas pernas? Tirei o pé da sandália pra brincar com ele e o bichano começou a se coçar na minha sandália. Forçava o focinho e queixo com força na beira. Achei que ia roer, mas ficou só na esfregação. Depois de auto-coçar bastante deixou abraçado com a sandália e dormiu. Lindo! Fiquei com remorso de pegar de volta.
Enquanto isso, Gigi absoluta deitou recostada na minha bolsa e Alain se enroscou do meu lado. Bibi, como sempre, sobre o aparelho de DVD. Coelho acho que estava na cozinha e Abygail dormindo nas cadeiras. Minha próxima investida será uma aproximação com Aby, ela é a gata mais gostosa que conheço, sou louca pra afofar aquela barriguinha. Minhas Nina e Mimi que não me ouçam...
Hoje estive na casa de O Orientador para definir os próximos passos da minha pesquisa. Ler sobre representações, fazer as entrevistas e escrever os relatórios de campo, como eu pretendia (tirando a parte de representações, achei que essa etapa estava superada). Acho que isso vai dar uma arejada, pq sinceramente, não sabia mais o que escrever.
Quando reli o texto que já tenho amei, mas vício de jornalista, não conseguia ver o que mais escrever, além de consertar os erros de revisão, botar força na peruca da metodologia e escrever a dupla sinistra Introdução&Conclusão. Com as entrevistas e diários de campo surge a deixa pra escrever mais e mais.
O Orientador disse que não preciso ficar ansiosa nem preocupada, que meu trabalho está muito bem encaminhado e quase pronto. Ele não é lindo? Agora a má notícia. Ele acha que não vai dar pra apresentar até 5 de abril, acha que fica "lá pra junho". É, pra ajudar a Uerj em ruínas está interditada e soube que tenho que entregar uma cópia na secretaria um mês antes da defesa (pra que tanto tempo?!).
Bom, vida que segue, vou continuar trabalhando como se fosse pro começo de abril.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2006
Ele tinha sumido e não respondia minhas mensagens, assuntei com os outros orientandos se ele tava viajando ou tirando uns dias pra ficar acamado. Viajando. Eu não gosto de incomodar as pessoas emsuas férias, afinal ele não ia me orientar por celular de onde estivesse, né? Mas acabei ligando pra saber qndo voltava e pedir orientação. Ele chega segunda, vou tentar ser recebida na terça.
O carro dele tinha acabado de ser roubado perto da USP. Sair do Rio pra ser assaltado, deve ser ruim viver numa cidade violenta assim, né? Não se pode sair da universidade e encontrar seu carrinho estacionado!
Bom, impagável como sempre ele avisou: "vou chegar na rodoviária igual a um retirante, cheio de sacolinhas". Duvide-ó-dó!
Em outra jogada da minha retomada, encaminhei o texto que tenho pros outros orientandos de O Orientador e pra alguns amigos que já fizeram mestrado. Obviamente exigi críticas e comentários.
Acabei de receber a primeira resposta, fiquei até sem graça. Uma amiga que já terminou o mestrado respondeu "A propósito: estou lendo agora o texto da sua quali e... ESTOU AMANDO!!!! Robertex, quando eu crescer quero escrever como você!".
Fiquei podre de besta!
Eu tava meio que com medo de terminar, com medo de não ter o vínculo com o mestrado. Eu sou mestranda, faço mestrado, depois eu ia fazer o que, ia ser o que? Tá, é maluquice, não precisa responder, já passou.
Depois dessa tarde fiquei animadíssima pra concluir minha dissertação. Quero fazer as entrevistas, quero ler, quero escrever quero que meu Orientador volte de viagem, quero orientação, quero tudo!
Sim, estou com a cachorra, tô atacada, quase eufórica! E olha que estou na TPM...
Tomadas as providências, o passo seguinte foi reler o texto pra lembrar o que escrevi e poder retormar o trabalho. Hoje fui para o trabalho lendo o que escrevi para a qualificação.
Achei muitos erros de concordância, digitação, frases truncadas. Escrevi correndo por causa do prazo e não agüentava mais reler aquilo, não foi feita revisão. Fiz hoje. Mas mesmo com todos os errinhos fiquei emocionada, quase não acreditava que tinha sido eu mesma que tinha escrito aquela lindeza.
Eu ia lendo e dava umas paradas pra pensar, ria sozinha, olhava pela janela do ônibus e sorria para minha cidade, pras ruas, pelas pessoas caminhando. Adoro o Rio de Janeiro, é o meu lugar no mundo. Adoro minha pesquisa, meu tema, o meu texto, adoro tudo. Acho que é por isso que o texto fica bom, escrevo com paixão.
Segunda-feira caiu a ficha que o mês de janeiro tava acabando e também meu prazo pra terminar a dissertação. Liguei pra secretaria do mestrado e ouvi o que temia "o prazo da sua turma termina no dia 5 de abril".
É, é isso mesmo, até 5 de abril eu tenho que ter apresentado a dissertação. Logo tenho que estar com ela concluidinha, linda, impressa e encadernada pra entregar pra banca. Não preciso dizer que fui tomada de pavor instantâneo, seguido de riso nervoso.
Pelo menos não fiquei paralisada. Na mesma hora recomecei a trabalhar. Liguei para O Orientador pra saber quando ele voltava de viagem, alinhavei o agendamento das entrevista e outras providências. Ufa, vamos lá. No final tudo dá certo.
terça-feira, 24 de janeiro de 2006
O Orkut me proporciona emoções variadas. Hj minha amiga Valquiria deixou um scrap lindo que me emocionou. Em compensação flanando por comunidades de amigos vi a foto de um Belzebu Coroado, que filme de terror. Fora o constrangimento que eventualmente passamos por ser (re)encontrados por pessoas dispensáveis. Pensando bem, talvez eu compreenda os que se deletam....
Tava relendo os scraps e tesminonials que meus amigos já deixaram pra mim no Orkut.
São todos tão doces e generosos. Como sempre digo, tenho alguns dos melhores amigos que alguém pode ter.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2006
Falar no assunto, semana passada um leitor me escreveu pedindo sugestões de programas. Segundo me informou, é paulistano e mudou recentemente pro Rio. Quer saber onde pessoas de cerca de 35 anos se divertem.
Bem, eu quase não tenho saído, mas aconselhei ir à praia e ao samba. Alguém aí tem idéia melhor?
Fim de semana de sol, feriadão na canícula de São Sebastião do Rio de Janeiro. Fui à praia sexta e sábado com minha amiga Narinha. Acordava meio-dia, chegava na praia às 3h, ficava até quase o pôr-do-sol e emendava num chopinho. Nem saí à noite, chegava em casa quase meia-noite pra tomar banhinho, comer alguma coisa e ir dormir o soninho dos justos e semi-alcoolizados.
Nada mais gostoso do que solzinho quentinho, cervejinha gelada e preguicinha sentada na cadeira de praia. Foi um fim de semana feliz.
Falar nisso, falta menos de 1 mês pro dia mais feliz do ano, o meu aniversário!!!!
Dia 21 de fevereiro completo 35 aninhos de pura travessura. Ando tão enrolada que ainda nem sei onde vou comemorar, mas é claro que vou comemorar! Se já adoro anivesário, ainda mais data redonda, bonita que nem 35. Podem ir comprando meus presentes maravilhosos, eu mereço.
terça-feira, 17 de janeiro de 2006
ou porque me ufano de Nara Franco
Fui botar minha leitura de Bulhufas em dia e dou de cara com o seuginte post:
Uma máxima, um estilo de vida: Cu não se pede; se oferece.
Saudade da sabedoria de Narinha. Nos divertimos juntas. Se bem que ela bota a máxima na conta de outra sábia amiga nossa, Camila. Saudade de Camila tb, realmente ela tem frases impagáveis. Nunca vou esquecer o dia que estávamos falando mal de um desafeto em comum e contei que a criatura tinha ficado tirando onda perto de mim que ganhava uma quantia x. Obviamente quantia exorbitante que nenhuma de nós ganhava. Camila deu uma porrada na mesa e esbravejou "chupa meu pau que aquela xxx ganha isso". Foi perfeito.
Levei meu gatinhoLillo pra castrar hoje e estou morrendo de dózinho do meu filhinho. Deixei ele no vet de manhã e minha irmã foi buscar no fim da tarde. Ele chorou o caminho todo, tava tanto calor e engarrafamento. Pobre do meu bebê. Eu fico telefonando o tempo todo pra saber como ele está. Minha mãe disse que ele ainda tá groguinho e vomitou duas vezes.
Ele não fez um aninho ainda, mas já é um mocinho e tava querendo namorar. Sei que sou uma boba e a cirurgia é super simples. Sei que é necessário, afinal ele mesmo foi salvo das ruas - não posso permitir que outros gatinhos venham ao mundo. Mas que estou morrendo de dózinho do meu bebê, estou.
Quero ir pra casa mimar meu gatinho, colocar ele na minha cama, coçar, fazer carinho. Ele adora deitar em cima da minha barriga, fica ronronando. Quero meu bebê.
O Orientador já havia decretado quenão freqüenta mais o Nova Capela. Segundo ele, doeu abandonar aquele cabritinho, mas não vai por os luxuosos pezinhos em lugar onde não se permite fumar. Não fumo, mas sou solidária.
Sexta passada foi a comemoração do aniversário da minha amiga Clarisse Cintra. Como eu, Cla é uma mulher conservadora e sempre festeja no Nova Capela, sentada na mesa embaixo do quadro do "Filho da Puta", atendida pelo garçom Cícero. É uma tradição!
segunda-feira, 16 de janeiro de 2006
sexta-feira, 13 de janeiro de 2006
Podiam estar marcando churrascos. Já havia anunciado minha resolução de não mais participar de "churrascos em nível de evento". Os motivos são óbvios: gordurento e indigesto. Come-se carne demais, sorve-se cerveja demais e quase sempre paga-se mico no final.
Sem falar que....tem coisa mais caída a combinação carne, arroz, farofa e maônese! Eu nem como maônese!
Dilema: tenho um churrasco com amigos queridos, na casa de uma amigona, no próximo dia 20. E agora José, vou ou não?
E parece que está mesmo aberta a temporada de feijoadas. Comidinha light e frugal, adequada a esses dias de verão na canícula de São Sebastião. Tenho uma marcada pro dia 28 com outros amigos, Kelly vai marcar o dia que quiser, tem a tradicional de aniversário de I.V., e outras estão sendo anunciadas.
Vou já, já comprar meu estoque de Luftal Max, segundo Nara Franco, o melhor remédio do mundo.
Minha amiga Kelly, a Quéli Cachorra, escreveu mandando a gente se preparar pra feijoada que ela tá chegando.
Dessa vez é de vez, pelo menos por enquanto. Kelly, além de linda e inteligente, não gosta de âncoras e não pára muito tempo em lugar nenhum. Ela tava em Buenos Aires fazendo mestrado, já apresentou a dissertação e chega dia 20 de mala, cuia e namorado argentino.
Vamos comemorar o retorno de Kelly como comemoramos cada vinda dela nas férias: feijoada, caipirinha, praia e torta de chocolate.
Seja bem-vinda de volta, vc faz falta.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2006
segunda-feira, 9 de janeiro de 2006
sexta-feira, 6 de janeiro de 2006
- 1 macho preto, 1 macho preto e branco e 1 fêmea mestiça de siamês (acredito que sejam irmãos pois foram jogados juntos)
- 3 fêmeas preto e branco e 1 macho preto e branco (das fotos)
- 2 fêmeas branco e amarelo e 1 macho branco e amarelo (predomina o branco)
- 1 cinza com umas listras, lindo!!!
- 1 fêmea escama de tartaruga (da foto)
- 1 fêmea vermelhinha e branca (da foto)
A fêmea tricolor que aparece nas fotos foi adotada essa semana. E o machinho tigrado da outra foto faleceu (fugiu e foi atacado por cães).
Soube hoje de uma história horrível e estou tentando ajudar, embora não conheça os personagens.
A Rose está com 13 filhotes de gato para doar (todos foram abandonados na porta da casa dela) porém ela foi expulsa por causa dos animais e está se mudando até o final da próxima semana. Infelizmente o local pra onde ela vai não aceita nenhum bicho. Pelo que soube essa já é a segunda vez que ela é despejada pro causa dos animais.
Como o mundo é estranho, parece que os mesmos vizinhos que provacaram o despejo dela são os jogam filhotes em sua porta. Pelo que eu entendi há também 3 machos adultos já castrados.
Tenho o telefone e o e-mail dela para contato, não vou divulgar aqui por motivos óbvios. Quem tiver interesse me escreva (shaisha@hotmail.com) que eu coloco em contato com a Rose.
TODA DIVULGAÇÃO É BEM-VINDA!
quarta-feira, 4 de janeiro de 2006
terça-feira, 3 de janeiro de 2006
Chovia e os taxistas também estavam de ressaca em casa. Logo, era uma guerra conseguir um táxi. Driblamos umas bibas marombadas que tavam na esquina andando um pouco e logramos êxito! O motorista era meio lelé e o táxi era meio caindo aos pedaços, mas me levando pra casa tava servindo.
Chuva e engarrafamento. Quase frio no ar condicionado do táxi. Finalmente chegamos e, felicidade geral, o churrasco que nos aguardava já tinha terminado. Yes.
Aliás, uma das minhas primeiras resoluções de Ano Novo é não participar mais de churrascos enquanto evento. Não sou vegetariana, só gosto e pronto, acho cafona.
Acordamos às 14h e o anfitrião estava largado, chapado no sofá fazendo que lia o jornal. Ao nos ver ele sentenciou "tenho 44 anos e estou sentindo todos eles". É meu amigo, como disse o JXB "a ressaca é nossa amiga, pois se não fosse por ela, a gente bebia todo dia".
Tomamos um (balde de) café com bolo de nozes pra espantar a ressaca. Tomei um banhinho pra acordar de vez. Nisso chegaram (voltaram) os convidados da noite anterior pra almoçar o que sobrou da ceia: praticamente tudo pq havia moita comida e o povo comeu pouco.
Todos de volta já (semi) dormidos, mas pelo menos com outros trajes. Eu e Lobão ainda com a indumentária de festa, que merda.
Almoçamos, vimos as fotos, assistimos uns programas bocós na TV (ninguém nem reparava no que tava vendo) e fomos embora. Duas convivas ainda ficaram lá, semi-desmaiadas no sofá.
Foi ótimo. Eu estava linda no meu vestido longo branco com desenhos em tons de verde, azul e amarelo limão, sandálias rasteira prateadas, bolsa de palha verde e colar de madeira. Ah, coloquei duas pulseiras largas, uma azul e outra verde remanescente do réveillon passado, completaram maravilhosamente o visual.
Lobão também estava bem de calça gelo, camisa branca bordada e chinelos de couro marrom. Mas o que causou espécie e inveja foi seu lindo colar de madeira escura. Rá!
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O dia não começou muito bem, me aborreci por motivos que prefiro não enumerar e chorei. Depois tomei um a banho de rainha e me refiz. Me arrumei com calma e saí de casa sem estar atrasada. Estava cansadíssima, mas até bem.
Tínhamos marcado 21h e chegamos na festa às 8h40. Foi bom que deu tempo de ajudarmos nos útlimos preparativos, cortar pão pra torradas, colocar a comida nas vasilhas de servir, essas coisas. Começamos na cervejota e logo passamos pra champanhota, quando chegaram os outros convidados.
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A festa foi divertida, pessoas legais, inteligentes e divertidas. Música ok (nem reparei na trilha sonora, pra ser sincera), comida e bebida maravilhosas. Comentaram que eu estava mais quieta que o normal, mas pro início de dia que tive eu esta muito bem! Só cansada mesmo. Confesso que costumo ser mais falante e alegre. A festa era calma também, não era festa de dançar, mas de conversar. Gosto de falar, mas também gosto de dançar. Não cheguei a sentir falta, mas acho que estranhei um pouco.
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Comi e bebi muuuito mesmo. Lá pelas 23h eu tava bem bebinha, aí fui jantar. Pronto, cortou a onda e na hora dos fogos eu tava de cara. Queria estar mais doida. Enchi a cara de lombinho, rosbife e uma salada que não lembro do que era, mas tava boa pra caralho. De sobremesa musse de chocolate, torta de chocolate e pudim de leite. Pra completar, depois um bolo com sorvete.
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Na hora da viradas estávamos na Av. Atlântica, próximos ao Sofitel. Além dos fogos houve chuva de papel prateado, que achei linda. Bebemos champanhe, nos abraçamos, tiramos fotos e desejamos feliz 2006. O pessoal voltou pra festa e eu fui pular minhas sete ondas e entregar pra Yemanjá o kit oferenda que comprei no Mercadão de Madureira.
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Lobão segurou minhas sandálias prateadas e eu levantei o vestido na altura da coxa pra não molhar e entrei na água. Comecei a pular as tais 7 ondas e bater um papo com Yemanjá. Ela levou meu anel novo de presente. Cansei de segurei o vestido e deixei molhar. Voltei pra festa e me acharam nojenta por entrar no mar.
Senti falta de minha amiga Inês, que entra no mar com tudo, mas ela tava lá em frente ao Marriot, muito longe. Não daria tempo de encontrá-la. Ano que vem vou marcar de pularmos as sete ondas juntas de novo. :)
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Na volta me encantei com a multidão de branco nas ruas de Copacabana. Lindo.
No apartamento pegamos mais uma taça, continuamos bebendo e comendo e conversando.
Fomos dormir com o dia claro, caímos na casa do anfitrião mesmo.
