Sou pra casar, mas não quero
Outro dia na casa de Kelly, a dra Cachorra, Vicente nos contou que seu pai está frenético para ser avô. Parece seu Carlos Magno o interpelou sobre os planos a cerca do herdeiro. "Você tem que namorar, se não namorar como vai casar? Por que você não namora a Roberta? Vai, pega o telefone, liga pra ela!".
Rá! Sou a norinha que papai pediu a Deus!
E olha que seu Carlos Magno me conhece. Sabe que adoro gatos e não acredito em Deus, enquanto ele odeia gatos e é casado com uma catequista. Não sei se ele sabe que detesto crianças.
quinta-feira, 14 de dezembro de 2006
quarta-feira, 13 de dezembro de 2006
O estranho mundo do Natal
Felizmente eu já consegui abolir a instituição do "Amigo Oculto" da minha vida. Como muitas outras coisas, sempre detestei, mas demorei pra ter coragem de admitir isso até pra mim mesma, quanto mais pro mundo. AGora digo "odeio amigo oculto, não vou participar". Simples assim, fácil assim. Ai, como é bom ser uma mulherzinha intragável. Ninguém nem insiste nem contraia.
Atualmente apenas me regozijo ao ver minhas amigas putas e enlouquecidas com seus amigos ocultos. A verdade é que ninguém gosta, mas acaba entrando. Uma amiga minha tá possessa porque seu sorteado pediu uma cadeira de praia. Porra, tem mesmo que ser muito espírito de porco pra pedir uma cadeira de praia de presente de amigo oculto. Agora vai ela pro comércio comprar uma porra duma cadeira, sair batendo com ela em todo mundo na rua e no ônibus, levar pra casa e "embrulhar", se é que isso é possível. No dia da "entrega" vai sair de casa no cu da manhã carregando uma porra duma cadeira, vai pegar o ônibus cheio com o trambolho e entrar na empresa se sentindo uma pateta. Sei não, mas acho que essa cadeira vai quebrar rapidinho.
Outra amiga não sabe se teve sorte ou azar: seu amigo oculto pediu 30 raspadinhas. Sim, o mundo é estranho.
Felizmente eu já consegui abolir a instituição do "Amigo Oculto" da minha vida. Como muitas outras coisas, sempre detestei, mas demorei pra ter coragem de admitir isso até pra mim mesma, quanto mais pro mundo. AGora digo "odeio amigo oculto, não vou participar". Simples assim, fácil assim. Ai, como é bom ser uma mulherzinha intragável. Ninguém nem insiste nem contraia.
Atualmente apenas me regozijo ao ver minhas amigas putas e enlouquecidas com seus amigos ocultos. A verdade é que ninguém gosta, mas acaba entrando. Uma amiga minha tá possessa porque seu sorteado pediu uma cadeira de praia. Porra, tem mesmo que ser muito espírito de porco pra pedir uma cadeira de praia de presente de amigo oculto. Agora vai ela pro comércio comprar uma porra duma cadeira, sair batendo com ela em todo mundo na rua e no ônibus, levar pra casa e "embrulhar", se é que isso é possível. No dia da "entrega" vai sair de casa no cu da manhã carregando uma porra duma cadeira, vai pegar o ônibus cheio com o trambolho e entrar na empresa se sentindo uma pateta. Sei não, mas acho que essa cadeira vai quebrar rapidinho.
Outra amiga não sabe se teve sorte ou azar: seu amigo oculto pediu 30 raspadinhas. Sim, o mundo é estranho.
A cafonalha de Natal
Detesto essa cafonalha, sou doida pra quebrar o presepinho da minha irmã, abomino a árvores de Natal e a guirlanda da porta. É engarrafamento, tudo lotado, uma sucessão de festas, chopes, encontros quase obrigatórios. Entro janeiro endividada e gorda. Mas tudo bem, resmungo mas na hora eu bem que gostcho. Na noite do dia 24 eu até choro por estar com a minha família maluca (mãe, irmã e cunhado, tudo doido, só eu de normal) e meus quatro gatinhos amados, peludos e gulosos.
Já escolhi os presentes de todo mundo, só falta disposição pra enfrentar o shopping. Também pretendo fazer uma incursão ao Saara ou ao Mercadão de Madureira pra comprar coisas pra mim.
No final das contas, mas só no final, Natal até faz feliz.
Detesto essa cafonalha, sou doida pra quebrar o presepinho da minha irmã, abomino a árvores de Natal e a guirlanda da porta. É engarrafamento, tudo lotado, uma sucessão de festas, chopes, encontros quase obrigatórios. Entro janeiro endividada e gorda. Mas tudo bem, resmungo mas na hora eu bem que gostcho. Na noite do dia 24 eu até choro por estar com a minha família maluca (mãe, irmã e cunhado, tudo doido, só eu de normal) e meus quatro gatinhos amados, peludos e gulosos.
Já escolhi os presentes de todo mundo, só falta disposição pra enfrentar o shopping. Também pretendo fazer uma incursão ao Saara ou ao Mercadão de Madureira pra comprar coisas pra mim.
No final das contas, mas só no final, Natal até faz feliz.
Reveillon
Siiim, também já fechei a programação da noite de Ano Novo, só falta comprar o vestido, mas também já escolhi a cor: vou passar de vermelho.
Esse ano quero fazer algo totalmente diferente do que fazia nos outros, quero marcar uma nova fase, uma mudança radical na minha vida. Roberta 2007, repaginada.
Siiim, também já fechei a programação da noite de Ano Novo, só falta comprar o vestido, mas também já escolhi a cor: vou passar de vermelho.
Esse ano quero fazer algo totalmente diferente do que fazia nos outros, quero marcar uma nova fase, uma mudança radical na minha vida. Roberta 2007, repaginada.
segunda-feira, 11 de dezembro de 2006
domingo, 10 de dezembro de 2006
Ah, e antes que alguém venha me dizer que sou fútil, chata, rasa, insensível ou sei lá o que, que venha dizer que não é errado ser cafona ou burro, defender os religiosos ou idiotas (ops, não é a mesma coisa?), aviso: cagueie. Vá tomar no cu, vá se fuder e não me encha a paciência. Espero que você também morra, seu imbecil.
E se você se enquadra em algum dos predicados relacionados e se ofendeu... foda-se. Azar o seu que é um merda, espero que você morra logo e pare de consumir oxigênio e produzir esgoto.
E se você se enquadra em algum dos predicados relacionados e se ofendeu... foda-se. Azar o seu que é um merda, espero que você morra logo e pare de consumir oxigênio e produzir esgoto.
ODEIO
Quem exibe alegria indígena sem pudor.
Religiosos em geral.
Quem não respeita meu direito de ser mal humorada.
Quem usa sapatos feios.
Quem pinta o cabelo de louro-mijo.
Pessoas mal vestidas
Homens de pau fino.
Quem sai na rua com o cabelo emplastrado de creme.
Gente que exala perfume com cheio de talco.
Gente com camisa de linho, crochê ou crepe amassadinho.
Quem não limpa o umbigo tb não merece meu respeito.
Gente feia, burra e cafona devia pagar mais imposto. Agora, quem acumula dois desses atributos tem é que morrer mesmo. Ah, também não gosto das pessoas de dentes feios.
Mas acima de tudo, antes de tudo, mais do que tudo, odeio os sóbrios. Nunca se deve confiar nesses desgraçados que não usam drogas, lícitas ou não. Morte lenta e dolorosa aos sóbrios!
Quem exibe alegria indígena sem pudor.
Religiosos em geral.
Quem não respeita meu direito de ser mal humorada.
Quem usa sapatos feios.
Quem pinta o cabelo de louro-mijo.
Pessoas mal vestidas
Homens de pau fino.
Quem sai na rua com o cabelo emplastrado de creme.
Gente que exala perfume com cheio de talco.
Gente com camisa de linho, crochê ou crepe amassadinho.
Quem não limpa o umbigo tb não merece meu respeito.
Gente feia, burra e cafona devia pagar mais imposto. Agora, quem acumula dois desses atributos tem é que morrer mesmo. Ah, também não gosto das pessoas de dentes feios.
Mas acima de tudo, antes de tudo, mais do que tudo, odeio os sóbrios. Nunca se deve confiar nesses desgraçados que não usam drogas, lícitas ou não. Morte lenta e dolorosa aos sóbrios!
A gota dágua
O suplício estava perto do fim, mas eu tinha que esperar o carro da redação vir me buscar. Eu tava na rua, na esquina, esperando o bravo piloto vir fazer o resgate da mala. Claro que eu tava de cara emburrada, com a roupa amarfanhada, aspecto de quem mal dormiu, meio desgrenada e com o rosto meio franzido por causa da claridade. Tô eu lá, com uma aparência de meter medo, braços cruzados, revista e bolsa debaixo do braço, maldizendo a minha sorte e minha profissão.
Eis que, de repente, surgida não sei de onde surge uma mulher de uns 50 anos. Tinha aquele cabelo pintado de louro urina e a cara bolachuda. Usava batom cor de rosa, uma blusa verde exército de linho e fedia a talco. Como eu sei o cheiro da bruta? PORQUE ELA ME ABRAÇOU! Sim, amigos.
Não deu nem tempo de empurrar, de sair correndo, de dizer sai fora, sua piranha que eu arrebento a sua cara. Antes que eu entendesse o que estava acontecendo ela me abraçou. Passou os braços no meu pescoço e me abraçou. Eu não me movi, fiquei estática, com os braços cruzados enquanto a infeliz, que por sinal exibia um ofensivo sorriso de alegria indígena, me abraçava.
Logo eu que odeio que desconhecidos me toquem, tenho nojo do toque não autorizado de pele que não é de amigo meu.
Como o mundo é estranho e as pessoas loucas, ela ainda me disse "quem vai trazer alegria ao seu coração é jesus". Sorriu e foi embora. CARALHO! Eu não perguntei nada! Quem disse que eu quero alegria no meu coração? Quem disse que eu permito que jesus, seja lá quem for esse idiota, traga alegria ao meu coração? Quem disse que ele tem autorização? Quem perguntou alguma coisa, sua velha podre desgraçada?!!!!
Continuei imóvel. Ela me soltou e foi. Eu poderia ter dito "vai tomar no cu sua puta velha escrota desgraçada, morra". Poderia ter dito "pau no cu de jesus" ou "jesus de cu é rola, e das grossas". Poderia simples e deliciosamente ter dado uma porrada na cara daquela pessoa sórdida e sem noção. Podia tê-la empurrado no chão e pisado na cara dela pra ver aqueles dentinhos amarelados cheios de sangue. Não fiz nada. Fiquei imóvel pensando como às vezes a vida é horrível e como certas pessoas são mais que dispensáveis ao mundo, são perniciosas. Essa mulher precisa morrer!
O suplício estava perto do fim, mas eu tinha que esperar o carro da redação vir me buscar. Eu tava na rua, na esquina, esperando o bravo piloto vir fazer o resgate da mala. Claro que eu tava de cara emburrada, com a roupa amarfanhada, aspecto de quem mal dormiu, meio desgrenada e com o rosto meio franzido por causa da claridade. Tô eu lá, com uma aparência de meter medo, braços cruzados, revista e bolsa debaixo do braço, maldizendo a minha sorte e minha profissão.
Eis que, de repente, surgida não sei de onde surge uma mulher de uns 50 anos. Tinha aquele cabelo pintado de louro urina e a cara bolachuda. Usava batom cor de rosa, uma blusa verde exército de linho e fedia a talco. Como eu sei o cheiro da bruta? PORQUE ELA ME ABRAÇOU! Sim, amigos.
Não deu nem tempo de empurrar, de sair correndo, de dizer sai fora, sua piranha que eu arrebento a sua cara. Antes que eu entendesse o que estava acontecendo ela me abraçou. Passou os braços no meu pescoço e me abraçou. Eu não me movi, fiquei estática, com os braços cruzados enquanto a infeliz, que por sinal exibia um ofensivo sorriso de alegria indígena, me abraçava.
Logo eu que odeio que desconhecidos me toquem, tenho nojo do toque não autorizado de pele que não é de amigo meu.
Como o mundo é estranho e as pessoas loucas, ela ainda me disse "quem vai trazer alegria ao seu coração é jesus". Sorriu e foi embora. CARALHO! Eu não perguntei nada! Quem disse que eu quero alegria no meu coração? Quem disse que eu permito que jesus, seja lá quem for esse idiota, traga alegria ao meu coração? Quem disse que ele tem autorização? Quem perguntou alguma coisa, sua velha podre desgraçada?!!!!
Continuei imóvel. Ela me soltou e foi. Eu poderia ter dito "vai tomar no cu sua puta velha escrota desgraçada, morra". Poderia ter dito "pau no cu de jesus" ou "jesus de cu é rola, e das grossas". Poderia simples e deliciosamente ter dado uma porrada na cara daquela pessoa sórdida e sem noção. Podia tê-la empurrado no chão e pisado na cara dela pra ver aqueles dentinhos amarelados cheios de sangue. Não fiz nada. Fiquei imóvel pensando como às vezes a vida é horrível e como certas pessoas são mais que dispensáveis ao mundo, são perniciosas. Essa mulher precisa morrer!
Vida de repórti
Peguei no silviço hoje às 9h. Não sou uma pessoa diurna, pelo contrário. Pior, sou burra, lerda e mal humorada de manhã. Compromissos profissionais levaram-me a um lugar onde eu jamais poria meus lindos pezinhos por vontade própria.
E era demorado. E eu tava sozinha. E meus pés doíam. E eu tava com sono. E também tava com fome. E não havia nada comestível ao meu alcance. E foi me dando dor de cabeça. E as pessoas eram feias e chatas. E falavam coisas que me dão raiva. E sorriam pra mim. Não poderia acabar bem.
Bebi uns quatro cafezinhos. Bebi água. Li a edição inteira de certa revista de informação semanal que me dá engulhos, mas era o tinha no momento pra distrair.
Para não sucumbir ao tédio e tentar o suicídio ralar os pulsos no muro de chapisco até cortarem, resolvi praticar um dos meus esportes prediletos: o patrulhamento estético. É mais divertido em dupla, mas na falta de um companheiro retratista me entreguei à prática sozinha mesmo. Caralhos, não tinha um sapato que se aproveitasse! Odeio gente de sapatos feios. E as roupitchas? Quem anda pro aí de camisa de crepe amassadinho bege? Putaqueoparalho! Meu salário não inclui ficar vendo gente feia, burra e mal vestida, não ganho pra isso!
Peguei no silviço hoje às 9h. Não sou uma pessoa diurna, pelo contrário. Pior, sou burra, lerda e mal humorada de manhã. Compromissos profissionais levaram-me a um lugar onde eu jamais poria meus lindos pezinhos por vontade própria.
E era demorado. E eu tava sozinha. E meus pés doíam. E eu tava com sono. E também tava com fome. E não havia nada comestível ao meu alcance. E foi me dando dor de cabeça. E as pessoas eram feias e chatas. E falavam coisas que me dão raiva. E sorriam pra mim. Não poderia acabar bem.
Bebi uns quatro cafezinhos. Bebi água. Li a edição inteira de certa revista de informação semanal que me dá engulhos, mas era o tinha no momento pra distrair.
Para não sucumbir ao tédio e tentar o suicídio ralar os pulsos no muro de chapisco até cortarem, resolvi praticar um dos meus esportes prediletos: o patrulhamento estético. É mais divertido em dupla, mas na falta de um companheiro retratista me entreguei à prática sozinha mesmo. Caralhos, não tinha um sapato que se aproveitasse! Odeio gente de sapatos feios. E as roupitchas? Quem anda pro aí de camisa de crepe amassadinho bege? Putaqueoparalho! Meu salário não inclui ficar vendo gente feia, burra e mal vestida, não ganho pra isso!
sábado, 9 de dezembro de 2006
Minha amiga IS
Conheço IS há singelos 25 anos. Sim, somos amigas desde os 10 anos de idade, portanto tenho intimidade pra ligar no meio da madrugada me oferecendo como hóspede. Ela tava me esperando na janela.
Acabou sendo uma ótima oportunidade de conhecer a casa de IS e seus fofilhotes. Ela é a mãe dedicada de dois cachorros, Nala e Léo, e um gato, o Neném. Claro que me fartei de carinhar e coçar Neném, coisa mais fofa, todo branquinho de olhões verdes. Mimado, cheio de vontades e ciente que é o reizinho da casa, como convem a um gato.
IS disse que ele não é de dar muita trela pras visitas, mas brincou comigo, veio no meu colo e até me mordeu. Coisa gostosa! Ele é um amo e tanto e sabe adestrar sua escrava humana muito bem. Admirável.
Quando eu já tava deitada ligou Pedro perguntando se eu tava bem e se tinha descolado abrigo. Insistiu se eu tava bem mesmo. Não é meu fofo?
Acabou sendo uma noite ótima. Fofocamos sobre nossos amores e desamores, conheci seus bordados (ela jura que vai me ensinar a bordar algum dia), vi as fotos da viagem à Índia e outro lugar "exótico" que não lembro o nome. Tailândia! Isso, Tailândia. IS é mulher viajada e viajadoira.
Amiga fofa, ela acordou comigo às 7h e preparou uma merenda pra eu trazer pra repartição. Não digo que tenho os melhores amigos que alguém pode ter?
Conheço IS há singelos 25 anos. Sim, somos amigas desde os 10 anos de idade, portanto tenho intimidade pra ligar no meio da madrugada me oferecendo como hóspede. Ela tava me esperando na janela.
Acabou sendo uma ótima oportunidade de conhecer a casa de IS e seus fofilhotes. Ela é a mãe dedicada de dois cachorros, Nala e Léo, e um gato, o Neném. Claro que me fartei de carinhar e coçar Neném, coisa mais fofa, todo branquinho de olhões verdes. Mimado, cheio de vontades e ciente que é o reizinho da casa, como convem a um gato.
IS disse que ele não é de dar muita trela pras visitas, mas brincou comigo, veio no meu colo e até me mordeu. Coisa gostosa! Ele é um amo e tanto e sabe adestrar sua escrava humana muito bem. Admirável.
Quando eu já tava deitada ligou Pedro perguntando se eu tava bem e se tinha descolado abrigo. Insistiu se eu tava bem mesmo. Não é meu fofo?
Acabou sendo uma noite ótima. Fofocamos sobre nossos amores e desamores, conheci seus bordados (ela jura que vai me ensinar a bordar algum dia), vi as fotos da viagem à Índia e outro lugar "exótico" que não lembro o nome. Tailândia! Isso, Tailândia. IS é mulher viajada e viajadoira.
Amiga fofa, ela acordou comigo às 7h e preparou uma merenda pra eu trazer pra repartição. Não digo que tenho os melhores amigos que alguém pode ter?
Mudança de planos
Lembram que ontem ia para o ensaio técnico do Império Serrano na Sapucaí? Ia do verbo não fui. Fiquei presa no trabalho. Quando consegui desenrolar e tava saindo minha amiga IV ligou. "Tá chegando? Então nem vem porque já tamos entrando na avenida". Putaquepariu. Ontem foi um dia difícil, com tudo dado errado em seqüência ao longo do dia. Pois é.
Como esse programa furou, fui pro Escravos da Mauá encontrar minha amiga IS. Tudo bem, cervejota, sambinha, muvuda - o de sempre. Encontrei menina Mariana e quando IS resolveu ir embora fomos pro Beco do Rato, na Lapa. Mais cerveja, mais sambinha, mais muvuca, mas eu tinha que acordar cedo pra tralhar hoje. Me despedi das meninas e fui embora. Tô eu lá catando um táxi na confusão e ouço alguém gritar "Robeeeeeeertaaaaaaa". Olho é né que tá Vicente Magno de camisa do Framengo dentro de um Fiat Uno vinho? Tentei ligar pro puto mas o celular dele tava desligado. Ai como eu queria ficar na Lapa até o dia clarear, ai como tava bom. Fui embora.
Eis que, sortuda toda vida, chego em casa por volta de 1h30 e...e....e... o elevador social estava desligado, quebrado. As portarias não se comunicam e eu não tava com a chave dos fundos. Não havia ninguém em casa pra vir abrir a porta pra mim. Sim, amigos, eu fiquei trancada do lado de fora, tendo saído da farra porque precisava dormir, tendo que acordar cedaço. Se não fosse véspera de plantão eu chegaria já de manhã e o porteiro estaria acordado. Êita mulher de sorte!
Mas não tem nada não, sabe porque? Porque tenho alguns dos melhores amigos que alguém pode ter. Comecei a acordar a putada, alguém ia ter que me dar abrigo. JK tava numa festa em Botafogo. Disse pra eu ir lá pegar a chave e ir dormir na casa dela no Leme. Menino Pedro, meu doce, tava no Oi Noites Cariocas e perguntou se eu queria que ele fosse embora pra eu dormir na casa dele, no Flamengo. Não meu amor, curte tua festa, dou meu jeito. Ele disse que quando fosse embora me ligaria pra ver se eu tinha arrumado pra onde ir. Na pior das hipóteses eu iria pro Lamas esperá-lo.
Glorinha, que estava a alguns quarteirões, devia estar chapada e não atendeu o celular. Pois é. O celular de Vicente continuava desligado, lembrei que ele disse que tava pra ficar sem bateria. Cheguei a pensar em acordar O Orientador, que também estava a poucas quadras, mas lembrei que ele ia viajar. Liguei para IS, afinal ela tinha ido embora não muito mais cedo que eu. Ela tava acordada, mandou eu ir que já arrumar minha cama e descolar uma camisola. Ela mora na Lapa.
Contei a história pro motorista do táxi, que riu da minha cara. Saí do fervo sem estar com o menor sono e doida pra beber até de manhã só pra gastar R$ 40 de táxi e desperdiçar mais de 1h de sono. Nisso já eram mais de 2h30.
Lembram que ontem ia para o ensaio técnico do Império Serrano na Sapucaí? Ia do verbo não fui. Fiquei presa no trabalho. Quando consegui desenrolar e tava saindo minha amiga IV ligou. "Tá chegando? Então nem vem porque já tamos entrando na avenida". Putaquepariu. Ontem foi um dia difícil, com tudo dado errado em seqüência ao longo do dia. Pois é.
Como esse programa furou, fui pro Escravos da Mauá encontrar minha amiga IS. Tudo bem, cervejota, sambinha, muvuda - o de sempre. Encontrei menina Mariana e quando IS resolveu ir embora fomos pro Beco do Rato, na Lapa. Mais cerveja, mais sambinha, mais muvuca, mas eu tinha que acordar cedo pra tralhar hoje. Me despedi das meninas e fui embora. Tô eu lá catando um táxi na confusão e ouço alguém gritar "Robeeeeeeertaaaaaaa". Olho é né que tá Vicente Magno de camisa do Framengo dentro de um Fiat Uno vinho? Tentei ligar pro puto mas o celular dele tava desligado. Ai como eu queria ficar na Lapa até o dia clarear, ai como tava bom. Fui embora.
Eis que, sortuda toda vida, chego em casa por volta de 1h30 e...e....e... o elevador social estava desligado, quebrado. As portarias não se comunicam e eu não tava com a chave dos fundos. Não havia ninguém em casa pra vir abrir a porta pra mim. Sim, amigos, eu fiquei trancada do lado de fora, tendo saído da farra porque precisava dormir, tendo que acordar cedaço. Se não fosse véspera de plantão eu chegaria já de manhã e o porteiro estaria acordado. Êita mulher de sorte!
Mas não tem nada não, sabe porque? Porque tenho alguns dos melhores amigos que alguém pode ter. Comecei a acordar a putada, alguém ia ter que me dar abrigo. JK tava numa festa em Botafogo. Disse pra eu ir lá pegar a chave e ir dormir na casa dela no Leme. Menino Pedro, meu doce, tava no Oi Noites Cariocas e perguntou se eu queria que ele fosse embora pra eu dormir na casa dele, no Flamengo. Não meu amor, curte tua festa, dou meu jeito. Ele disse que quando fosse embora me ligaria pra ver se eu tinha arrumado pra onde ir. Na pior das hipóteses eu iria pro Lamas esperá-lo.
Glorinha, que estava a alguns quarteirões, devia estar chapada e não atendeu o celular. Pois é. O celular de Vicente continuava desligado, lembrei que ele disse que tava pra ficar sem bateria. Cheguei a pensar em acordar O Orientador, que também estava a poucas quadras, mas lembrei que ele ia viajar. Liguei para IS, afinal ela tinha ido embora não muito mais cedo que eu. Ela tava acordada, mandou eu ir que já arrumar minha cama e descolar uma camisola. Ela mora na Lapa.
Contei a história pro motorista do táxi, que riu da minha cara. Saí do fervo sem estar com o menor sono e doida pra beber até de manhã só pra gastar R$ 40 de táxi e desperdiçar mais de 1h de sono. Nisso já eram mais de 2h30.
Fudeu
Ontem já tava com o dedo anular direito dolorido. Tava uma merda pra digitar, mas dava pra segurar. Hoje acordei com todo o braço direito doendo pra caralho. Claro, como todo castigo pra corno é pouco, tô de plantão e tive que fazer quatro matérias de manhã. Amanhã tem mais. Caralhos. Não preciso dizer que terei que poupar meu braço e o blog, que não paga minhas contas, será o prejudicado.
Ontem já tava com o dedo anular direito dolorido. Tava uma merda pra digitar, mas dava pra segurar. Hoje acordei com todo o braço direito doendo pra caralho. Claro, como todo castigo pra corno é pouco, tô de plantão e tive que fazer quatro matérias de manhã. Amanhã tem mais. Caralhos. Não preciso dizer que terei que poupar meu braço e o blog, que não paga minhas contas, será o prejudicado.
sexta-feira, 8 de dezembro de 2006
Ressaquinha...
Ontem a festa foi ótima. O negócio é que começava cedo (era um jantar na verdade), cheguei lá de barriga vazia e mandei ver no vinho branco, que era forte. Quando o jantar foi servido já tava bebinha e antes de 23h já tava chamando urubu de meu lôro.
Lembro que comentei com Glorinha que podíamos esticar e ela foi chamar um amigo pra ir conosco pra Casa da Matriz. "Pode ser, só sei que fica em Botafogo. Mas vamos mais tarde, é cedo ainda". Nisso olhei o relógio e ainda faltavam 10 minutos pras 23h. Sem noção!
O amigo de Glorinha era divertido. Na hora do jantar rolava mó fila. Chamamos ele pra fumar um cigarro. "Pra sobremesa não tem fila. Vamos começar pelos doces?". Um homem que nos chama pra encher a cara de doce é divertido, né? Acabou que fumamos o cigarro, comemos a "janta" e depois emburacamos nos doces.
Como diz um amigo meu, bêbado acha que pode fazer coisas que na verdade não pode. Comi quase todas as sobremesas: musse de maracujá, torta de limão, torta de chocolate e alguma coisa de manga, que não sei o que era, mas tava bom. Logo eu que levo a vida fingindo que os doces não existem.
Sei que à meia-noite já távamos em casa, indo dormir completamente bêbadas. Vazamos sem dar tchau pro amigo de Glorinha, que deve ter achado que a gente era doida. Bobagem, né? De onde ele tirou uma idéia dessas?
Ontem a festa foi ótima. O negócio é que começava cedo (era um jantar na verdade), cheguei lá de barriga vazia e mandei ver no vinho branco, que era forte. Quando o jantar foi servido já tava bebinha e antes de 23h já tava chamando urubu de meu lôro.
Lembro que comentei com Glorinha que podíamos esticar e ela foi chamar um amigo pra ir conosco pra Casa da Matriz. "Pode ser, só sei que fica em Botafogo. Mas vamos mais tarde, é cedo ainda". Nisso olhei o relógio e ainda faltavam 10 minutos pras 23h. Sem noção!
O amigo de Glorinha era divertido. Na hora do jantar rolava mó fila. Chamamos ele pra fumar um cigarro. "Pra sobremesa não tem fila. Vamos começar pelos doces?". Um homem que nos chama pra encher a cara de doce é divertido, né? Acabou que fumamos o cigarro, comemos a "janta" e depois emburacamos nos doces.
Como diz um amigo meu, bêbado acha que pode fazer coisas que na verdade não pode. Comi quase todas as sobremesas: musse de maracujá, torta de limão, torta de chocolate e alguma coisa de manga, que não sei o que era, mas tava bom. Logo eu que levo a vida fingindo que os doces não existem.
Sei que à meia-noite já távamos em casa, indo dormir completamente bêbadas. Vazamos sem dar tchau pro amigo de Glorinha, que deve ter achado que a gente era doida. Bobagem, né? De onde ele tirou uma idéia dessas?
quinta-feira, 7 de dezembro de 2006
O mundo é estranho
Acho que terei que começar a ser dissimulada. Dura essa vida de locomotiva social e mulherzinha intragável, sabe? Acho que vou começar a me fazer de mulherzinha fresca e frágil.
Na sexta um perguntou se eu sou sapatão. No sábado um amigo de um amigo mal me conheceu já tava me tratando como homem. Tá, eu tenho muitos amigos e eles me tratam como igual, até gosto disso, mas recém conhecidos? Não que eu quisesse pegar o bruto, nada disso, mas sei lá, sabe? Fiquei pensando que assim nunca mais eu vou pegar ninguém, pelo menos ninguém sóbrio.
Semana que vem vou pintar as unhas e dar uma batida no meu armário pra ver as roupas de mulherzinha que tenho. Mas o negócio é meu jeito. Vou parar de falar palavrão, ameaçar apertar o saco dos caras e comentar a bunda das mulheres. Mas vocês tão pensando que eu não consigo? Rá! Lembro uma vez, há alguns anos, que encontrei com Vicente Magno saindo do jornal. Ele me perguntou se eu tava fantasiada. Eu tava de saia florida, sapato alto e toda paramentada. Respondi que não, que ia encontrar um bruto. Ele começou a rir. Contei que o bruto tadinho, dizia que eu era tão delicada que ele tinha até receio de me tocar, pois eu parecia uma bonequinha de louça. Rá! Vou voltar a bancar a bonequinha, nem que seja só por esporte.
Acho que terei que começar a ser dissimulada. Dura essa vida de locomotiva social e mulherzinha intragável, sabe? Acho que vou começar a me fazer de mulherzinha fresca e frágil.
Na sexta um perguntou se eu sou sapatão. No sábado um amigo de um amigo mal me conheceu já tava me tratando como homem. Tá, eu tenho muitos amigos e eles me tratam como igual, até gosto disso, mas recém conhecidos? Não que eu quisesse pegar o bruto, nada disso, mas sei lá, sabe? Fiquei pensando que assim nunca mais eu vou pegar ninguém, pelo menos ninguém sóbrio.
Semana que vem vou pintar as unhas e dar uma batida no meu armário pra ver as roupas de mulherzinha que tenho. Mas o negócio é meu jeito. Vou parar de falar palavrão, ameaçar apertar o saco dos caras e comentar a bunda das mulheres. Mas vocês tão pensando que eu não consigo? Rá! Lembro uma vez, há alguns anos, que encontrei com Vicente Magno saindo do jornal. Ele me perguntou se eu tava fantasiada. Eu tava de saia florida, sapato alto e toda paramentada. Respondi que não, que ia encontrar um bruto. Ele começou a rir. Contei que o bruto tadinho, dizia que eu era tão delicada que ele tinha até receio de me tocar, pois eu parecia uma bonequinha de louça. Rá! Vou voltar a bancar a bonequinha, nem que seja só por esporte.
E-mail faz feliz
Minha caixa postal está abarrotada e quem não responde sou eu. Não tô dando conta. É engraçado, às vezes passo meses sem receber um e-mail de leitor, ou só me escrevem os de sempre. Ultimamente tem tido e-mail de leitor novo todo dia!
Sorry, queridos. Amo vocês e prentendo responder TODOS, mas ando enroladíssima de trabalho e projeto paralelos, mal tô dando conta de blogar e manter a depilação em dia, quanto mais de responder e-mails. Sejam pacientes. ;)
Minha caixa postal está abarrotada e quem não responde sou eu. Não tô dando conta. É engraçado, às vezes passo meses sem receber um e-mail de leitor, ou só me escrevem os de sempre. Ultimamente tem tido e-mail de leitor novo todo dia!
Sorry, queridos. Amo vocês e prentendo responder TODOS, mas ando enroladíssima de trabalho e projeto paralelos, mal tô dando conta de blogar e manter a depilação em dia, quanto mais de responder e-mails. Sejam pacientes. ;)
Estão abertos os trabalhos
Começa hoje minha agenda de pista. Vou a um festão 0800 com uma amiga. Estou em dúvida se vou de vestido preto ou verde. Como vou direto do trabalho não vou ter tempo nem oportunidade de exibir uma toalete impecável, mas tudo bem, sou linda de qualquer jeito.
Ontem tinha o bota-fora de um queridíssimo, mas arreguei. Tinha acordado super cedo pros meus padrões e vinha numa batida de dormir uma média de 4 horas por noite há muitos dias. Tava com uma dor de cabeça do caralho e fui pra casa dormir.
Começa hoje minha agenda de pista. Vou a um festão 0800 com uma amiga. Estou em dúvida se vou de vestido preto ou verde. Como vou direto do trabalho não vou ter tempo nem oportunidade de exibir uma toalete impecável, mas tudo bem, sou linda de qualquer jeito.
Ontem tinha o bota-fora de um queridíssimo, mas arreguei. Tinha acordado super cedo pros meus padrões e vinha numa batida de dormir uma média de 4 horas por noite há muitos dias. Tava com uma dor de cabeça do caralho e fui pra casa dormir.
quarta-feira, 6 de dezembro de 2006
Pista
Uma amiga que também adora dançar (ela já largou um estágio porque ficava cansada pra ir pro forró) está recém solteira e firme na pista. Acabamos de combinar dançar pelo menos 50 vezes essa música:
Esse cara
Quem é esse homem que me consome
Não sei o seu nome ou número do telefone
Meu mundo pára toda vez que ele passa
Eu perco a fala, mas no fundo eu acho graça
O suor corre frio
Eu sinto um arrepio
O coração dispara um segundo vai a mil
Falo e não me calo
Faço o bem-me-quer
Eu jogo a moeda e seja o que Deus quiser
Um dia eu vou estar à toa
E você vai estar na mira
Eu sei que você sabe
Que eu sei que você sabe
Que é difícil te dizer
O meu coração é um músculo involuntário
E ele pulsa por você
Um dia eu vou estar contigo
E você vai estar na minha
Esse cara
Hum.. Que me consome
Nem sei seu nome ou numero do telefone
Por ele me desfaço, não disfarço, não me acho
Eu não sou super-mulher, nem fui feita de aço
O suor corre frio
Eu sinto um arrepio
O coração dispara um segundo vai a mil
Falo e não me calo
Faço o bem-me-quer
Eu jogo a moeda e seja o que Deus quiser
Um dia eu vou estar à toa
E você vai estar na mira
Eu sei que você sabe
Que eu sei que você sabe
Que é difícil te dizer
O meu coração é um músculo involuntário
E ele pulsa por você
Um dia eu vou estar contigo
E você vai estar na minha
(Que nego é esse?)
Que despertou meu interesse
(Que nego é esse?)
Que eu to ganhando há vários meses
(Que nego é esse?)
Não marco toca, não dou blefe
(Que nego é esse?)
Te pego qualquer dia desses
Deus de ébano, sua ginga é o melhor
Aaai eu me sinto tão só
Desafio a gravidade
O mundo gira gira à toa
Na certeza que um dia
Ficaremos numa boa
Eu sei.....
Um dia eu vou estar à toa
E você vai estar na mira
Eu sei que você sabe
Que eu sei que você sabe
Que é difícil te dizer
O meu coração é um músculo involuntário
E ele pulsa por você
Um dia eu vou estar contigo
E você vai estar na minha
Se for atração
(eu não sei não)
E se for paixão
(eu não sei não)
Se for do coração
(eu não sei não)
Eu tô que tô
Tomada pela emoção
O suor corre frio
Eu sinto um arrepio
O coração dispara um segundo vai a mil
Falo e não me calo
Faço o bem-me-quer
Eu jogo a moeda e seja o que Deus quiser
Um dia eu vou estar à toa
E você vai estar na mira
Eu sei que você sabe
Que eu sei que você sabe
Que é difícil te dizer
O meu coração é um músculo involuntário
E ele pulsa por você
Um dia eu vou estar contigo
E você vai estar na minha
Uma amiga que também adora dançar (ela já largou um estágio porque ficava cansada pra ir pro forró) está recém solteira e firme na pista. Acabamos de combinar dançar pelo menos 50 vezes essa música:
Esse cara
Quem é esse homem que me consome
Não sei o seu nome ou número do telefone
Meu mundo pára toda vez que ele passa
Eu perco a fala, mas no fundo eu acho graça
O suor corre frio
Eu sinto um arrepio
O coração dispara um segundo vai a mil
Falo e não me calo
Faço o bem-me-quer
Eu jogo a moeda e seja o que Deus quiser
Um dia eu vou estar à toa
E você vai estar na mira
Eu sei que você sabe
Que eu sei que você sabe
Que é difícil te dizer
O meu coração é um músculo involuntário
E ele pulsa por você
Um dia eu vou estar contigo
E você vai estar na minha
Esse cara
Hum.. Que me consome
Nem sei seu nome ou numero do telefone
Por ele me desfaço, não disfarço, não me acho
Eu não sou super-mulher, nem fui feita de aço
O suor corre frio
Eu sinto um arrepio
O coração dispara um segundo vai a mil
Falo e não me calo
Faço o bem-me-quer
Eu jogo a moeda e seja o que Deus quiser
Um dia eu vou estar à toa
E você vai estar na mira
Eu sei que você sabe
Que eu sei que você sabe
Que é difícil te dizer
O meu coração é um músculo involuntário
E ele pulsa por você
Um dia eu vou estar contigo
E você vai estar na minha
(Que nego é esse?)
Que despertou meu interesse
(Que nego é esse?)
Que eu to ganhando há vários meses
(Que nego é esse?)
Não marco toca, não dou blefe
(Que nego é esse?)
Te pego qualquer dia desses
Deus de ébano, sua ginga é o melhor
Aaai eu me sinto tão só
Desafio a gravidade
O mundo gira gira à toa
Na certeza que um dia
Ficaremos numa boa
Eu sei.....
Um dia eu vou estar à toa
E você vai estar na mira
Eu sei que você sabe
Que eu sei que você sabe
Que é difícil te dizer
O meu coração é um músculo involuntário
E ele pulsa por você
Um dia eu vou estar contigo
E você vai estar na minha
Se for atração
(eu não sei não)
E se for paixão
(eu não sei não)
Se for do coração
(eu não sei não)
Eu tô que tô
Tomada pela emoção
O suor corre frio
Eu sinto um arrepio
O coração dispara um segundo vai a mil
Falo e não me calo
Faço o bem-me-quer
Eu jogo a moeda e seja o que Deus quiser
Um dia eu vou estar à toa
E você vai estar na mira
Eu sei que você sabe
Que eu sei que você sabe
Que é difícil te dizer
O meu coração é um músculo involuntário
E ele pulsa por você
Um dia eu vou estar contigo
E você vai estar na minha
Canícula medonha
Que delícia esse quentinho gostoso na canícula de São Sebastião!
Acordei mal humoradíssima, mas agora estou ótema. Tomei três chopinhos no almoço com O Orientador, rimos bastante e a vida ficou linda. Quer dizer, já tinha ficado linda antes, mas depois melhorou ainda mais.
Hoje dei aula pra uma turma dele de Teoria. Falei sobre pesquisa de campo, expliquei como construí minha pesquisa e a importância (e a delícia) de ir a campo, da observação participante, de se jogar na cidade, descobrir personagens. Também falei um pouco de teoria, apresentei uns conceitos que acho interessantes, mas a idéia era mostrar como eles são colados no cotidiano e como, se você escolheu um objeto que te instiga, a pesquisa flui sem (muita) dor.
Quarta que vem devo repetir a dose pra outra turma. Acho que vou aproveitar pra divulgar meus blogs também. :P
Que delícia esse quentinho gostoso na canícula de São Sebastião!
Acordei mal humoradíssima, mas agora estou ótema. Tomei três chopinhos no almoço com O Orientador, rimos bastante e a vida ficou linda. Quer dizer, já tinha ficado linda antes, mas depois melhorou ainda mais.
Hoje dei aula pra uma turma dele de Teoria. Falei sobre pesquisa de campo, expliquei como construí minha pesquisa e a importância (e a delícia) de ir a campo, da observação participante, de se jogar na cidade, descobrir personagens. Também falei um pouco de teoria, apresentei uns conceitos que acho interessantes, mas a idéia era mostrar como eles são colados no cotidiano e como, se você escolheu um objeto que te instiga, a pesquisa flui sem (muita) dor.
Quarta que vem devo repetir a dose pra outra turma. Acho que vou aproveitar pra divulgar meus blogs também. :P
terça-feira, 5 de dezembro de 2006
Domingo
Praia! Acordei com o torpedo da Ana Paula. "Praia? Me liga". Craro, cróvis! Fomos nós, lindas, louras e japonesas, tostar nossas belíssimas celulites ao sol da Barra da Tijuca. Tá, eu prefiro a praia de Ipanema, mas é bom circular por outros lugares.
Ventava pra caralho, a água estava um gelo e só tinha gente chata onde ficamos, mas foi ótemo. O sol tava quentinho, a areia morninha, o biscoito globo crocante e a coca light gelada. Quase perfeito.
Almoçamos e corremos pra casa pra não perder a matéria sobre o HTP no Domingo Espetacular. Humpf. Tomamos banho correndo num intervalo do programa, morrendo de medo de perder o grande momento. Humpf. Assistimos o programa das 18h às 21h. Pois é.
No final das contas foi um fim de semana divertido, apesar da decep~çaõ de domingo.
Praia! Acordei com o torpedo da Ana Paula. "Praia? Me liga". Craro, cróvis! Fomos nós, lindas, louras e japonesas, tostar nossas belíssimas celulites ao sol da Barra da Tijuca. Tá, eu prefiro a praia de Ipanema, mas é bom circular por outros lugares.
Ventava pra caralho, a água estava um gelo e só tinha gente chata onde ficamos, mas foi ótemo. O sol tava quentinho, a areia morninha, o biscoito globo crocante e a coca light gelada. Quase perfeito.
Almoçamos e corremos pra casa pra não perder a matéria sobre o HTP no Domingo Espetacular. Humpf. Tomamos banho correndo num intervalo do programa, morrendo de medo de perder o grande momento. Humpf. Assistimos o programa das 18h às 21h. Pois é.
No final das contas foi um fim de semana divertido, apesar da decep~çaõ de domingo.
O trem parou, rapaziada, tá na hora de tomar uma gelada...
Encontrei amiga Glorinha no metrô e rumamos para a gare da Central do Brasil, onde menino Pedro nos aguardava. Demos uma pinta rápida no show e fomos nos estapear por um bilhete pra entrar na plataforma. A fila era imensa e maior ainda a confusão na boca do guichê. Garota esperta, fui dar uma rosetada e descobri que no balcão de informações também estavam vendendo bilhetes - sem fila nem confusão.
Na plataforma 2, de onde saem os paradores, descobrimos que muita gente tinha deixado pra pegar o último trem. Os vagões estavam abarrotados. Fomos andando até o início da composição e, como não havia música, tinha lugar até pra sentar. Nos acomodamos conformados. Pedro reclamou que a saída tava marcada pras 21h40 e o trem só saiu às 21h. Sabe como é, né? Ele gosta de tudo homologado e protocolado em quatro vias carimbadas. Não é errado ser assim e a amizade continua a mesma. Rá! Né que o vagão foi enchendo e parou na nossa frente justamente o pessoal da Portela? Fomos vips, de camarote, de pé sem cima do banco (o vagão ficou tão abarrotado quanto os outros) cantando até Oswaldo Cruz.
Depois de vencer a procissão pra sair da estação, resolvemos ir direto pro Palco 2, na Átila da Silveira. Desencontramos Vicente, demos pinta, fomos ao banheiro químico e, antes que começassemos a dançar Pedro decretou que ia embora. Tinha um aniversário numa boate em Ipanema. "Pedro! Aquilo tem todo dia, aqui é só uma vez por ano". Ele argumentou que marca tantos compromissos que não dá conta. Ai, eu compreendo, essa vida de locomotiva social é realmente complicada. Depois de negociar com o taxista o traslado Oswaldo Cruz-Copacabana, com escala no Flamengo, Pedro e Glorinha foram embora. Voltei pra muvuca e logo encontrei Vicente e amigos. Pronto.
Sei que comemos surrasquinho, bebemos muita cerveja, falamos muita bobagem, demos pinta nos três palcos, nos jogamos e nos perdemos, flanando pelo emaranhado de ruas que eu desconhecia, mas fervilham atrás do Conjunto. Pulamos um murinho, enfiamos os pés em poças, atravessamos a pontezinha sórdida sobre o rio fétido. Claro que não havia coca light disponível, mas ainda assim adorei conhecer outros buracos, outros rodas de samba, outras esquinas.
Confesso que às 2h30 eu e Vic já não tinhamos mais pernas e fomos embora. Ano que vem pretendo dormir o dia inteiro pra poder me jogar nos pagodes até o dia clarear.
Encontrei amiga Glorinha no metrô e rumamos para a gare da Central do Brasil, onde menino Pedro nos aguardava. Demos uma pinta rápida no show e fomos nos estapear por um bilhete pra entrar na plataforma. A fila era imensa e maior ainda a confusão na boca do guichê. Garota esperta, fui dar uma rosetada e descobri que no balcão de informações também estavam vendendo bilhetes - sem fila nem confusão.
Na plataforma 2, de onde saem os paradores, descobrimos que muita gente tinha deixado pra pegar o último trem. Os vagões estavam abarrotados. Fomos andando até o início da composição e, como não havia música, tinha lugar até pra sentar. Nos acomodamos conformados. Pedro reclamou que a saída tava marcada pras 21h40 e o trem só saiu às 21h. Sabe como é, né? Ele gosta de tudo homologado e protocolado em quatro vias carimbadas. Não é errado ser assim e a amizade continua a mesma. Rá! Né que o vagão foi enchendo e parou na nossa frente justamente o pessoal da Portela? Fomos vips, de camarote, de pé sem cima do banco (o vagão ficou tão abarrotado quanto os outros) cantando até Oswaldo Cruz.
Depois de vencer a procissão pra sair da estação, resolvemos ir direto pro Palco 2, na Átila da Silveira. Desencontramos Vicente, demos pinta, fomos ao banheiro químico e, antes que começassemos a dançar Pedro decretou que ia embora. Tinha um aniversário numa boate em Ipanema. "Pedro! Aquilo tem todo dia, aqui é só uma vez por ano". Ele argumentou que marca tantos compromissos que não dá conta. Ai, eu compreendo, essa vida de locomotiva social é realmente complicada. Depois de negociar com o taxista o traslado Oswaldo Cruz-Copacabana, com escala no Flamengo, Pedro e Glorinha foram embora. Voltei pra muvuca e logo encontrei Vicente e amigos. Pronto.
Sei que comemos surrasquinho, bebemos muita cerveja, falamos muita bobagem, demos pinta nos três palcos, nos jogamos e nos perdemos, flanando pelo emaranhado de ruas que eu desconhecia, mas fervilham atrás do Conjunto. Pulamos um murinho, enfiamos os pés em poças, atravessamos a pontezinha sórdida sobre o rio fétido. Claro que não havia coca light disponível, mas ainda assim adorei conhecer outros buracos, outros rodas de samba, outras esquinas.
Confesso que às 2h30 eu e Vic já não tinhamos mais pernas e fomos embora. Ano que vem pretendo dormir o dia inteiro pra poder me jogar nos pagodes até o dia clarear.
Que bom que tenho amigos
Além de não ficar abandonada em banheiros públicos, meus amigos cuidam do meu bem estar também. Eu tinha combinado almoçar com a minha mãe, mas não tinha forças pra sair. Narinha sentenciou: é fraqueza. Me deu uma sopinha de pacote pra dar uma levantada e depois me levou pra almoçar e avisou "tu precisa de sustança, que não come carne que nada". Pedimos um churrasco misto e né que terminei o almoço outra pessoa?!
Foi o tempo de voltar pra casa, tomar banho, me arrumar e seguir pro Trem do Samba!
Além de não ficar abandonada em banheiros públicos, meus amigos cuidam do meu bem estar também. Eu tinha combinado almoçar com a minha mãe, mas não tinha forças pra sair. Narinha sentenciou: é fraqueza. Me deu uma sopinha de pacote pra dar uma levantada e depois me levou pra almoçar e avisou "tu precisa de sustança, que não come carne que nada". Pedimos um churrasco misto e né que terminei o almoço outra pessoa?!
Foi o tempo de voltar pra casa, tomar banho, me arrumar e seguir pro Trem do Samba!
Decadência, teu nome é Roberta
Não sei quanto tempo fiquei sentada em cima da tampa do vaso, com a cabeça encostada na parede, vomitando na lata de lixo, mas sei que vomitei muito. Percebi que o som parou e acenderam as luzes fora do banheiro. Na minha cabeça de bêbada surgiu o medo que trancassem a casa e me esquecessem lá. Claro que iam limpar o banheiro e me achar, mas sabe como é bêbado, né?
Consegui reunir forçar pra catar o celular dentro da bolsa e ir até o nome do meu amigo DJ. "Tô no banheiro, me pega aqui". Ele me resgatou e me desovou em casa. Até entrei no prédio andando!
Tomei um banho e desmaiei. Acordei à 1h tonta, como fome e estômago embrulhado.
Não sei quanto tempo fiquei sentada em cima da tampa do vaso, com a cabeça encostada na parede, vomitando na lata de lixo, mas sei que vomitei muito. Percebi que o som parou e acenderam as luzes fora do banheiro. Na minha cabeça de bêbada surgiu o medo que trancassem a casa e me esquecessem lá. Claro que iam limpar o banheiro e me achar, mas sabe como é bêbado, né?
Consegui reunir forçar pra catar o celular dentro da bolsa e ir até o nome do meu amigo DJ. "Tô no banheiro, me pega aqui". Ele me resgatou e me desovou em casa. Até entrei no prédio andando!
Tomei um banho e desmaiei. Acordei à 1h tonta, como fome e estômago embrulhado.
Relatório de pista
Depois ir trabalhar semi-virada na sexta passada, na ressaca do aniversário de Glorinha, me acabei de dançar até o sábado clarear, como convém a uma locomotiva social. Saí do trabalho, tomei um banhinho e rumei pra Lapa. Encontrei amiga K. no Beco do Rato. Cervejota pra lá, cervejota pra cá, rumamos pra certo cafofo sórdido de Botafogo, onde um amigo meu tava tocando.
Chegamos por volta de 1h e a casa ainda tava meio vazia. Subimos, descemos e minha amiga não levou fé, preferiu voltar pra Lapa. Avisei que lá entra gente até de manhã, eu mesma já cheguei às 4h. Adepta dos rapazes hippies tardios, quase mendigos e militantes do PSTU, ela preferiu voltar pro Beco pra socializar com os sujinhos. Tô fora.
A casa foi enchendo e ficou ótema, cheia na proporção perfeita pra se poder dançar à vontade. Dancei e moito. Bebi e fumei. Me diverti realmente. Lá pelas tantas chega um carinha com um aspecto beeem chapado. Minha amiga fala algo como "olha o fulano! Vc e ele!" e me apresenta. Era a deixa pra eu pegar o bruto, mas nesse momento eu não tinha condições de articular palavras ou me mover. Completamente chapada fiquei olhando pra ele e pensando "Fulano... nome de anjo. Adoro homem com nome de anjo..."
Depois de ficar me olhando inerte, o pobre tentou andar. Num arroubo de agilidade, segurei o braço dele. Não consegui falar nada. Deixei ele ir e fui pro banheiro vomitar.
Depois ir trabalhar semi-virada na sexta passada, na ressaca do aniversário de Glorinha, me acabei de dançar até o sábado clarear, como convém a uma locomotiva social. Saí do trabalho, tomei um banhinho e rumei pra Lapa. Encontrei amiga K. no Beco do Rato. Cervejota pra lá, cervejota pra cá, rumamos pra certo cafofo sórdido de Botafogo, onde um amigo meu tava tocando.
Chegamos por volta de 1h e a casa ainda tava meio vazia. Subimos, descemos e minha amiga não levou fé, preferiu voltar pra Lapa. Avisei que lá entra gente até de manhã, eu mesma já cheguei às 4h. Adepta dos rapazes hippies tardios, quase mendigos e militantes do PSTU, ela preferiu voltar pro Beco pra socializar com os sujinhos. Tô fora.
A casa foi enchendo e ficou ótema, cheia na proporção perfeita pra se poder dançar à vontade. Dancei e moito. Bebi e fumei. Me diverti realmente. Lá pelas tantas chega um carinha com um aspecto beeem chapado. Minha amiga fala algo como "olha o fulano! Vc e ele!" e me apresenta. Era a deixa pra eu pegar o bruto, mas nesse momento eu não tinha condições de articular palavras ou me mover. Completamente chapada fiquei olhando pra ele e pensando "Fulano... nome de anjo. Adoro homem com nome de anjo..."
Depois de ficar me olhando inerte, o pobre tentou andar. Num arroubo de agilidade, segurei o braço dele. Não consegui falar nada. Deixei ele ir e fui pro banheiro vomitar.
segunda-feira, 4 de dezembro de 2006
Agenda semanal de pista
Meu horóscopo me aconselhava a dar um tempo nos compromissos sociais e me poupar. Vou acatar, vou marcar apenas uma pista por dia essa semana e só a partir de quarta. Nem vem que terça vou dormir cedo!
Quarta tenho um bota-fora; quinta tenho um festão; sexta tem ensaio técnico do Império Serrano na Sapucaí; sábado... tô livre e domingo... chope com amiga Glorinha.
Meu horóscopo me aconselhava a dar um tempo nos compromissos sociais e me poupar. Vou acatar, vou marcar apenas uma pista por dia essa semana e só a partir de quarta. Nem vem que terça vou dormir cedo!
Quarta tenho um bota-fora; quinta tenho um festão; sexta tem ensaio técnico do Império Serrano na Sapucaí; sábado... tô livre e domingo... chope com amiga Glorinha.
Outros blogs II
Já decidi reativar meus Classificados Estranhos, mas também estou namorando a idéia de criar outro blog. Nesse outro trataria apenas da minha vida acadêmica. Os encontros do grupo de pesquisa que faço parte - o CAC - recomeçaram semana passada e estou animadíssima. Além disso, no próximo semestre devo começar como ouvinte no programa de doutorado no qual pretendo entrar. Tô pensando em criar um blog pra contar minhas peripécias de wannabe doutoranda e, na fé de zambi, de doutoranda em futuro próximo. Falarei dos textos que leio, do que estou produzindo, minhas agruras e alegrias. Como só vou pensar no projeto ano que vem vou amadurecer melhor a idéia.
Já decidi reativar meus Classificados Estranhos, mas também estou namorando a idéia de criar outro blog. Nesse outro trataria apenas da minha vida acadêmica. Os encontros do grupo de pesquisa que faço parte - o CAC - recomeçaram semana passada e estou animadíssima. Além disso, no próximo semestre devo começar como ouvinte no programa de doutorado no qual pretendo entrar. Tô pensando em criar um blog pra contar minhas peripécias de wannabe doutoranda e, na fé de zambi, de doutoranda em futuro próximo. Falarei dos textos que leio, do que estou produzindo, minhas agruras e alegrias. Como só vou pensar no projeto ano que vem vou amadurecer melhor a idéia.
Outros blogs
Hoje chegou mais um informativo da Ala Devotos do Samba, onde desfilo defendendo a honra e a glória da Corte Imperial. Sou uma das "Devotas mais devotas" e vou ganhar até carteirinha, viu? Mas o caso não é esse. O negócio é que, além das instruções para pagamento da fantasia, o e-mail alertava para o lançamento do livro do Marcelo Moutinho, outro devoto muito devoto e sugeria uma visita ao blog dele. Fui lá e adorei, se eu fosse você ia também. O endereço é http://pentimento.zip.net/
Hoje chegou mais um informativo da Ala Devotos do Samba, onde desfilo defendendo a honra e a glória da Corte Imperial. Sou uma das "Devotas mais devotas" e vou ganhar até carteirinha, viu? Mas o caso não é esse. O negócio é que, além das instruções para pagamento da fantasia, o e-mail alertava para o lançamento do livro do Marcelo Moutinho, outro devoto muito devoto e sugeria uma visita ao blog dele. Fui lá e adorei, se eu fosse você ia também. O endereço é http://pentimento.zip.net/
Não foi dessa vez
Bem que eu tentei, mas meu último naco de vergonha na cara continua intacto. Tirei a máscara de palhaça, motrei a cara numa entrevista sobre o HTP, mas na edição do programa a matéria caiu. Não foi dessa vez que vocês puderam conferir a beleza e graça da minha tez morena, minha voz de sereia e meu sorriso enebriante. Menos mal, já tenho muito pretendentes apaixonados - ia ser difícil gerenciar todos os convites para aparecer em programas, declinar educamente os pedidos de casamento e ainda ajeitar uma ida à Ilha de Caras.
Bem que eu tentei, mas meu último naco de vergonha na cara continua intacto. Tirei a máscara de palhaça, motrei a cara numa entrevista sobre o HTP, mas na edição do programa a matéria caiu. Não foi dessa vez que vocês puderam conferir a beleza e graça da minha tez morena, minha voz de sereia e meu sorriso enebriante. Menos mal, já tenho muito pretendentes apaixonados - ia ser difícil gerenciar todos os convites para aparecer em programas, declinar educamente os pedidos de casamento e ainda ajeitar uma ida à Ilha de Caras.
sexta-feira, 1 de dezembro de 2006
Pérolas de Pedro
Tava no tel com Pedro (ele é completamente viciado em celular) e comentei alguma coisa. "Eu li no blog!". Ai, que delícia ser famosa.
– Agora virou meu leitor, né?
– Ai, é viciante. Eu leio todo dia. Quando você não posta eu fico ansioso "que droga ela não escreveu nada hoje".
Ai, ai, ai... como é dura essa vida de blogstar. ;)
Tava no tel com Pedro (ele é completamente viciado em celular) e comentei alguma coisa. "Eu li no blog!". Ai, que delícia ser famosa.
– Agora virou meu leitor, né?
– Ai, é viciante. Eu leio todo dia. Quando você não posta eu fico ansioso "que droga ela não escreveu nada hoje".
Ai, ai, ai... como é dura essa vida de blogstar. ;)
"Os lugares íntimos são tantos quantos as ocasiões em que as pessoas verdadeiramente estabelecem contato. Como são estes lugares? São transitórios e pessoais. Podem ficar gravados no mais profundo da memória e, cada vez que são lembrados, produzem intensa satisfação, mas não são guardados como instantâneos o álbum da família nem percebidos como símbolos comuns."
TUAN, Yi-Fu. Topofilia. Um estudo da percepção, atitudes e valores do meio ambiente. São Paulo: Difel, 1980.
TUAN, Yi-Fu. Topofilia. Um estudo da percepção, atitudes e valores do meio ambiente. São Paulo: Difel, 1980.
II. A Cultura como intrumento de resignificação espacial – Samba e Cidade
De acordo com o geógrafo humanista chinês, Yi-Fu Tuan (1983), as idéias de espaço e lugar não podem ser definidas uma sem a outra, tanto que na experiência o significado de espaço freqüentemente se funde com o de lugar. O conceito de "espaço" é mais abstrato do que o de "lugar", o que começa como espaço indiferenciado pode se transformar em lugar à medida que o conhecemos melhor e o dotamos de valor. O espaço passa a ser um lugar à medida que adquire significado. O lugar é um centro de significados construído pela experiência. A esse elo que une o indivíduo ao lugar Tuan chamou de "topofilia", a afeição pelo lugar.
Tuan reconhece que grande parte da importância do conceito reside em sua amplitude: inclui todos os laços afetivos dos indivíduos com o meio ambiente material, podendo diferir em intensidade, sutileza e modo de expressão. A topofilia pode surgir como resposta a um estímulo estético ou tátil, no entanto, mais profundo e difícil de expressar seriam os sentimentos que temos para com um lugar quando construídos pela vivência cotidiana. "A topofilia não é a emoção humana mais forte. Quando é irresistível, podemos estar certos de que o lugar ou meio ambiente é o veículo de acontecimentos emocionalmente fortes ou é percebido como símbolo." (1980, p.5).
Outro trecho da minha dissertação de mestrado.
De acordo com o geógrafo humanista chinês, Yi-Fu Tuan (1983), as idéias de espaço e lugar não podem ser definidas uma sem a outra, tanto que na experiência o significado de espaço freqüentemente se funde com o de lugar. O conceito de "espaço" é mais abstrato do que o de "lugar", o que começa como espaço indiferenciado pode se transformar em lugar à medida que o conhecemos melhor e o dotamos de valor. O espaço passa a ser um lugar à medida que adquire significado. O lugar é um centro de significados construído pela experiência. A esse elo que une o indivíduo ao lugar Tuan chamou de "topofilia", a afeição pelo lugar.
Tuan reconhece que grande parte da importância do conceito reside em sua amplitude: inclui todos os laços afetivos dos indivíduos com o meio ambiente material, podendo diferir em intensidade, sutileza e modo de expressão. A topofilia pode surgir como resposta a um estímulo estético ou tátil, no entanto, mais profundo e difícil de expressar seriam os sentimentos que temos para com um lugar quando construídos pela vivência cotidiana. "A topofilia não é a emoção humana mais forte. Quando é irresistível, podemos estar certos de que o lugar ou meio ambiente é o veículo de acontecimentos emocionalmente fortes ou é percebido como símbolo." (1980, p.5).
Outro trecho da minha dissertação de mestrado.
"O espaço não é para o vivido um simples quadro e como o sujeito vive através de um modo de apropriação, a atividade prática vai mudando constantemente o espaço e os seus significados, marcando e renomeando os lugares, acrescentando, por sua vez, traços novos e distintos que trazem novos valores, presos aos trajetos construídos e percorridos."
"São as relações que criam o sentido dos "lugares" da metrópole. Isto porque o lugar só pode ser compreendido em suas referências, que não são específicas de uma função ou de uma forma, mas produzidas por uma conjunto de sentidos, impressos pelo uso."
CARLOS, Ana Fani Alessandri. O lugar no/do mundo. São Paulo: Hucitec, 1996.
"São as relações que criam o sentido dos "lugares" da metrópole. Isto porque o lugar só pode ser compreendido em suas referências, que não são específicas de uma função ou de uma forma, mas produzidas por uma conjunto de sentidos, impressos pelo uso."
CARLOS, Ana Fani Alessandri. O lugar no/do mundo. São Paulo: Hucitec, 1996.
III. O Dia Nacional do Samba
Quinta-feira, 2 de dezembro de 2004, fim da tarde nas cercanias da Central do Brasil. Como todos os dias, milhares de pessoas se dirigem ao terminal ferroviário. Várias vêm pelo Metrô, centenas descem dos ônibus e, apesar da chuva fina, muitas caminham em direção à estação. A cena é rotineira, mas hoje é diferente. Se as roupas não chegam a mudar muito, o clima é totalmente outro. No lugar do cansaço de um dia de trabalho, animação. No lugar da pressa de chegar em casa, ansiedade pelo que será a noite, afinal dia 2 de dezembro é o Dia Nacional do Samba.
O terminal, um dos maiores do país, por onde passam cerca de 600 mil passageiros por dia , uma vez por ano recebe uma turba diferente. Já do Panteão de Caxias se ouve o batuque do samba. Melhor apressar o passo. O “esquenta” no palco montado em frente à entrada principal da gare está animado. Nas plataformas o tumulto é em ritmo de bloco. A multidão não é composta apenas de trabalhadores voltando aos subúrbios após o dia de trabalho, há pessoas de todos os bairros, alguns vindos direto do trabalho, outros da aula, muitos saídos de casa, arrumados para a festa. Cinco trens, com oito vagões cada, vão levar quase dez mil pessoas à Oswaldo Cruz , lugar onde não existe uma agência bancária ou dos Correios, sem prédios oficiais ou sedes de empresas, nem mesmo hospitais, clínicas ou postos de saúde há. No entanto, uma vez por ano, o pacato bairro residencial se torna talvez a segunda maior centralidade da cidade do Rio de Janeiro .
Em 1996 o grupo de jovens sambistas do movimento "Acorda Oswaldo Cruz", preocupados com a decadência do bairro e liderados pelo compositor Marquinhos de Oswaldo Cruz, criaram o evento revivendo a viagem que, no início do século XX, Paulo Benjamin de Oliveira, o Paulo da Portela , fazia todos os dias ao voltar do trabalho. Paulo trabalhava na Lapa e pegava o trem das 18h04, na Central do Brasil e descia em Oswaldo Cruz.
Na época de Paulo da Portela, o samba era perseguido pelas autoridades oficiais, e o único lugar onde podiam compor, cantar e combinar o carnaval era dentro do trem. A Portela ainda não tinha sede. Como Paulo era o líder dos sambistas e voltava para casa no trem que saía às 18h04 em direção à Deodoro, todos iam ao seu encontro, alguns nem sequer trabalhavam no Centro, mas pegavam o trem apenas para fazer samba da Central à Oswaldo Cruz. Em 1996, quando resolveram reeditar o "Trem do Samba", os sambistas ocuparam apenas alguns bancos do último vagão do mesmo trem das 18h04.
Apesar de portelense ter nascido, Marquinhos de Oswaldo Cruz conta que nem sequer sabia da história de que Paulo da Portela fazia samba no trem das 18h04, sabia apenas que era tradição vir cantando sambas quando o carnaval estava próximo. Quando teve a idéia de fazer um "trem do samba" chegou a se valer da cultura como recurso "inventado" que seria uma homenagem à Candeia, que teria feito 60 anos se fosse vivo. Segundo Marquinhos, era preciso um motivo para convencer até mesmo os sambistas de outras localidades a ir para Oswaldo Cruz. Assim foi reinventada a tradição de comemorar o Dia Nacional do Samba com um pagode no trem. Somente alguns anos depois Marquinhos soube que os fundadores da Portela faziam o mesmo no início do século.
Hoje o samba não é mais perseguido, pelo contrário, é festejado, e não são necessárias mais "histórias" para convencer ninguém de ir comemorar o Dia Nacional do Samba em Oswaldo Cruz. Lá, milhares de outras pessoas aguardam as que vêm de trem. São os moradores da região que vieram à pé, os dos bairros vizinhos lotando os ônibus e ainda outros que chegam em carros e vans, apesar de não saberem onde vão conseguir estacionar. Shows em três palcos, rodas de samba programadas e outras surgidas espontaneamente do "lado de cá" e do "lado de lá". Até o clarear do dia 35 mil pessoas circularão pelas ruas mal conservadas, bebendo cerveja, cantando, interagindo. Não há organização ligada à administração pública ou governos, apenas a dos moradores e sambistas. O trânsito não é interrompido, não há policiamento ou estacionamento. Banheiros químicos apareceram pela primeira vez na edição de 2005. Ninguém se importa. Muitas dessas pessoas só vêm à Oswaldo Cruz no dia 2 de dezembro, provavelmente jamais viriam se não fosse o Trem do Samba. Há quem chegue, olhe da estação mesmo e volte em outro trem. Há quem deambule pelo bairro sem saber muito bem para onde ir e acabe voltando. Há uns precavidos que levam "mapas" publicados nos jornais para tentar achar as rodas de samba. Há alguns disputando os poucos táxis que se aventuram na confusão. Há quem fique até alta madrugada, há quem amanheça na roda de samba e vá trabalhar virado na sexta-feira e há ainda quem durma em algum canteiro e acorde com o sol do no rosto.
Assim, Oswaldo Cruz se insere em um mapa especial da cidade, na cartografia afetiva construída no cotidiano dos atores sociais. O jogo da cultura, da força da expressão popular, diz que um lugar existe. Sua existência irá marcar profundamente a identidade do território.
Trecho da minha dissertação de mestrado.
Quinta-feira, 2 de dezembro de 2004, fim da tarde nas cercanias da Central do Brasil. Como todos os dias, milhares de pessoas se dirigem ao terminal ferroviário. Várias vêm pelo Metrô, centenas descem dos ônibus e, apesar da chuva fina, muitas caminham em direção à estação. A cena é rotineira, mas hoje é diferente. Se as roupas não chegam a mudar muito, o clima é totalmente outro. No lugar do cansaço de um dia de trabalho, animação. No lugar da pressa de chegar em casa, ansiedade pelo que será a noite, afinal dia 2 de dezembro é o Dia Nacional do Samba.
O terminal, um dos maiores do país, por onde passam cerca de 600 mil passageiros por dia , uma vez por ano recebe uma turba diferente. Já do Panteão de Caxias se ouve o batuque do samba. Melhor apressar o passo. O “esquenta” no palco montado em frente à entrada principal da gare está animado. Nas plataformas o tumulto é em ritmo de bloco. A multidão não é composta apenas de trabalhadores voltando aos subúrbios após o dia de trabalho, há pessoas de todos os bairros, alguns vindos direto do trabalho, outros da aula, muitos saídos de casa, arrumados para a festa. Cinco trens, com oito vagões cada, vão levar quase dez mil pessoas à Oswaldo Cruz , lugar onde não existe uma agência bancária ou dos Correios, sem prédios oficiais ou sedes de empresas, nem mesmo hospitais, clínicas ou postos de saúde há. No entanto, uma vez por ano, o pacato bairro residencial se torna talvez a segunda maior centralidade da cidade do Rio de Janeiro .
Em 1996 o grupo de jovens sambistas do movimento "Acorda Oswaldo Cruz", preocupados com a decadência do bairro e liderados pelo compositor Marquinhos de Oswaldo Cruz, criaram o evento revivendo a viagem que, no início do século XX, Paulo Benjamin de Oliveira, o Paulo da Portela , fazia todos os dias ao voltar do trabalho. Paulo trabalhava na Lapa e pegava o trem das 18h04, na Central do Brasil e descia em Oswaldo Cruz.
Na época de Paulo da Portela, o samba era perseguido pelas autoridades oficiais, e o único lugar onde podiam compor, cantar e combinar o carnaval era dentro do trem. A Portela ainda não tinha sede. Como Paulo era o líder dos sambistas e voltava para casa no trem que saía às 18h04 em direção à Deodoro, todos iam ao seu encontro, alguns nem sequer trabalhavam no Centro, mas pegavam o trem apenas para fazer samba da Central à Oswaldo Cruz. Em 1996, quando resolveram reeditar o "Trem do Samba", os sambistas ocuparam apenas alguns bancos do último vagão do mesmo trem das 18h04.
Apesar de portelense ter nascido, Marquinhos de Oswaldo Cruz conta que nem sequer sabia da história de que Paulo da Portela fazia samba no trem das 18h04, sabia apenas que era tradição vir cantando sambas quando o carnaval estava próximo. Quando teve a idéia de fazer um "trem do samba" chegou a se valer da cultura como recurso "inventado" que seria uma homenagem à Candeia, que teria feito 60 anos se fosse vivo. Segundo Marquinhos, era preciso um motivo para convencer até mesmo os sambistas de outras localidades a ir para Oswaldo Cruz. Assim foi reinventada a tradição de comemorar o Dia Nacional do Samba com um pagode no trem. Somente alguns anos depois Marquinhos soube que os fundadores da Portela faziam o mesmo no início do século.
Hoje o samba não é mais perseguido, pelo contrário, é festejado, e não são necessárias mais "histórias" para convencer ninguém de ir comemorar o Dia Nacional do Samba em Oswaldo Cruz. Lá, milhares de outras pessoas aguardam as que vêm de trem. São os moradores da região que vieram à pé, os dos bairros vizinhos lotando os ônibus e ainda outros que chegam em carros e vans, apesar de não saberem onde vão conseguir estacionar. Shows em três palcos, rodas de samba programadas e outras surgidas espontaneamente do "lado de cá" e do "lado de lá". Até o clarear do dia 35 mil pessoas circularão pelas ruas mal conservadas, bebendo cerveja, cantando, interagindo. Não há organização ligada à administração pública ou governos, apenas a dos moradores e sambistas. O trânsito não é interrompido, não há policiamento ou estacionamento. Banheiros químicos apareceram pela primeira vez na edição de 2005. Ninguém se importa. Muitas dessas pessoas só vêm à Oswaldo Cruz no dia 2 de dezembro, provavelmente jamais viriam se não fosse o Trem do Samba. Há quem chegue, olhe da estação mesmo e volte em outro trem. Há quem deambule pelo bairro sem saber muito bem para onde ir e acabe voltando. Há uns precavidos que levam "mapas" publicados nos jornais para tentar achar as rodas de samba. Há alguns disputando os poucos táxis que se aventuram na confusão. Há quem fique até alta madrugada, há quem amanheça na roda de samba e vá trabalhar virado na sexta-feira e há ainda quem durma em algum canteiro e acorde com o sol do no rosto.
Assim, Oswaldo Cruz se insere em um mapa especial da cidade, na cartografia afetiva construída no cotidiano dos atores sociais. O jogo da cultura, da força da expressão popular, diz que um lugar existe. Sua existência irá marcar profundamente a identidade do território.
Trecho da minha dissertação de mestrado.
É amanhã!
Dia 2 de dezembro, Dia Nacional do Samba, dia do "Pagode do Trem" ou "Trem do Samba", como preferirem. É claro que estarei lá, totalmente pinto no lixo, indo de um palco para outro até o dia clarear. A vangatem é que esse ano não preciso fazer trabalho de campo, não vou "em nível" de pesquisadora! Claro, não dá pra evitar certos vícios, mas que vou tratar de me embebedar e aproveitar muito não tenham dúvida.
Acho que vai ser muito emocionante. Afinal, esse evento que só acontece uma vez por ano fez parte da minha vida durante todos os dias dos últimos 30 meses - período que levei pra concluir meu mestrado.
"O trem parou rapaziada, tá hora de tomar uma gelada", já dizia Marquinhos de Oswaldo Cruz.
Dia 2 de dezembro, Dia Nacional do Samba, dia do "Pagode do Trem" ou "Trem do Samba", como preferirem. É claro que estarei lá, totalmente pinto no lixo, indo de um palco para outro até o dia clarear. A vangatem é que esse ano não preciso fazer trabalho de campo, não vou "em nível" de pesquisadora! Claro, não dá pra evitar certos vícios, mas que vou tratar de me embebedar e aproveitar muito não tenham dúvida.
Acho que vai ser muito emocionante. Afinal, esse evento que só acontece uma vez por ano fez parte da minha vida durante todos os dias dos últimos 30 meses - período que levei pra concluir meu mestrado.
"O trem parou rapaziada, tá hora de tomar uma gelada", já dizia Marquinhos de Oswaldo Cruz.
É sexta!
Tô semi-virada, semi-ressacada, com muito sono, mas com muita pilha pra sair hoje.
Ontem fui com Ana Paula e Kelly pra festa de Glorinha. Tava ótima, mas um pouco vazia por causa da chuva. Dançamos, bebemos, rimos, o de sempre. Amiga Valesca chegou tarde, linda num vestido azul florido, mas disfarçada: cortou uma franja, quase não reconheci.
Ana e Kelly arregaram cedo pois tinha compromissos matinais. Eu e Val seguimos firmes. Encontramos um amigo dela e fomos comer uma pizza. A pizarria fechou e fomos pro Nova Capela. Bebemos, rimos, trocamos quase-segredos, confissões inconfessáveis e conselhos sentimentais, além de algumas maledicências, é claro, até o dia clarear. Fechamos o Capela. Confesso que lá pelas tantas parei de beber ou não agüentaria sair hoje de novo.
É isso aí amigos, dormi das 6h às 10h, com algums interrupções. Estou com um sono do caralho, mas pista que segue!
Tô semi-virada, semi-ressacada, com muito sono, mas com muita pilha pra sair hoje.
Ontem fui com Ana Paula e Kelly pra festa de Glorinha. Tava ótima, mas um pouco vazia por causa da chuva. Dançamos, bebemos, rimos, o de sempre. Amiga Valesca chegou tarde, linda num vestido azul florido, mas disfarçada: cortou uma franja, quase não reconheci.
Ana e Kelly arregaram cedo pois tinha compromissos matinais. Eu e Val seguimos firmes. Encontramos um amigo dela e fomos comer uma pizza. A pizarria fechou e fomos pro Nova Capela. Bebemos, rimos, trocamos quase-segredos, confissões inconfessáveis e conselhos sentimentais, além de algumas maledicências, é claro, até o dia clarear. Fechamos o Capela. Confesso que lá pelas tantas parei de beber ou não agüentaria sair hoje de novo.
É isso aí amigos, dormi das 6h às 10h, com algums interrupções. Estou com um sono do caralho, mas pista que segue!
quinta-feira, 30 de novembro de 2006
A entrevista
Embora a matéria fosse sobre o HTP, pelo que percebi o mote era a morte do Jece Valadão. As perguntas com a expressão "cafajeste" eram recorrentes.
Expliquei que praticamente não uso essa palavra no meu blog. Além de achar muito pesada, acho que não define bem o ethos do HTP. Na minha opinião, o tipo de cafa personificado pelo Jece Valadão está fora de moda, datado, não atrai mais as mulheres (se é que algum dia atraiu).
Outra coisa que fiz questão de falar foi que nosso mote é sempre o humor. Não pretendemos nos vingar, expor ou humilhar. Temos bom humor suficiente pra rir das situações. Se expomos alguém, somos nós mesmas.
Contei que uma vez uma leitora escreveu contando uma palhaçada e pedindo ajuda pra "bolar" uma vingança pro bofe. Respondi explicando que não nos vingamos, não "armamos" viganças. Pra gente basta contar a história fazendo piada e que o próprio palhaço se reconheça, saiba que agiu mal e é piada na rede, embora não identifiquemos ninguém.
Falei sobre como as palhaçadas podem ser resumidas na frase "não precisava". Não precisava mentir, sumir, enrolar, tratar mal. A única coisa que pedimos é que os palhaços nos tratem com educação. Isso já bastaria.
Vamos ver como vai ficar a edição do programa.
Embora a matéria fosse sobre o HTP, pelo que percebi o mote era a morte do Jece Valadão. As perguntas com a expressão "cafajeste" eram recorrentes.
Expliquei que praticamente não uso essa palavra no meu blog. Além de achar muito pesada, acho que não define bem o ethos do HTP. Na minha opinião, o tipo de cafa personificado pelo Jece Valadão está fora de moda, datado, não atrai mais as mulheres (se é que algum dia atraiu).
Outra coisa que fiz questão de falar foi que nosso mote é sempre o humor. Não pretendemos nos vingar, expor ou humilhar. Temos bom humor suficiente pra rir das situações. Se expomos alguém, somos nós mesmas.
Contei que uma vez uma leitora escreveu contando uma palhaçada e pedindo ajuda pra "bolar" uma vingança pro bofe. Respondi explicando que não nos vingamos, não "armamos" viganças. Pra gente basta contar a história fazendo piada e que o próprio palhaço se reconheça, saiba que agiu mal e é piada na rede, embora não identifiquemos ninguém.
Falei sobre como as palhaçadas podem ser resumidas na frase "não precisava". Não precisava mentir, sumir, enrolar, tratar mal. A única coisa que pedimos é que os palhaços nos tratem com educação. Isso já bastaria.
Vamos ver como vai ficar a edição do programa.
É dos cafajestes que elas gostam?
Havíamos marcado no cyber café de uma livraria. Havia uma meia dúzia de computadores enfileirados. A mulher que estava no ao lado do que ocupei vazou rapidinho. Sobraram três homens. Sentei meio de costas para eles e mandei ver. Acessamos o site e comentamos as palhaçadas. Depois a repórter me fez algumas perguntas. Conforme eu ia falando os rapazes começaram a rir. Eu não via, mas ela disse que eles faziam cara de quem se identificava com as situações narradas. Não digo que é tudo palhaço?
Ao final da entrevista eles se animaram e gravaram depoimentos. Um deles chamou a atenção para a falta de comunicação entre homens e mulheres. Concordo, mas quem não fala normalmente é o homem, né neném? Depois questionou as escolhas femininas. Disse que queremos os cafajestes por serem supostamente melhores de cama, mas depois reclamamos. Nananinãonão! Primeiro que ninguém traz crachá de palhaço ou cafa. Segundo que o cafa contemporâneo é refinado, é sutil e envolvente. O modelo cafajeste do falecido Jece Valadão tá pra lá de datado.
O outro rapaz se confessou cafa. Disse que quando estava solteiro era cafajeste mesmo e não se arrepende. Mas depois deve ter ficado com medo de apanhar e fez uma declaração de amor e saudade da namorada. Sei...
Depois a equipe ainda foi gravar um "povo fala" na rua, mas não acompanhei pois tinha compromisso.
Havíamos marcado no cyber café de uma livraria. Havia uma meia dúzia de computadores enfileirados. A mulher que estava no ao lado do que ocupei vazou rapidinho. Sobraram três homens. Sentei meio de costas para eles e mandei ver. Acessamos o site e comentamos as palhaçadas. Depois a repórter me fez algumas perguntas. Conforme eu ia falando os rapazes começaram a rir. Eu não via, mas ela disse que eles faziam cara de quem se identificava com as situações narradas. Não digo que é tudo palhaço?
Ao final da entrevista eles se animaram e gravaram depoimentos. Um deles chamou a atenção para a falta de comunicação entre homens e mulheres. Concordo, mas quem não fala normalmente é o homem, né neném? Depois questionou as escolhas femininas. Disse que queremos os cafajestes por serem supostamente melhores de cama, mas depois reclamamos. Nananinãonão! Primeiro que ninguém traz crachá de palhaço ou cafa. Segundo que o cafa contemporâneo é refinado, é sutil e envolvente. O modelo cafajeste do falecido Jece Valadão tá pra lá de datado.
O outro rapaz se confessou cafa. Disse que quando estava solteiro era cafajeste mesmo e não se arrepende. Mas depois deve ter ficado com medo de apanhar e fez uma declaração de amor e saudade da namorada. Sei...
Depois a equipe ainda foi gravar um "povo fala" na rua, mas não acompanhei pois tinha compromisso.
A gravação
Sequei o cabelo com secador e vesti minha blusa da sorte - eu a uso em todas as ocasiões importantes da minha vida (usei na qualificação de mestrado, defesa da dissertação e na sessão de fotos pra matéria do Estadão). Pra falar a verdade, coloquei exatamente a mesma roupa do dia da defesa da disserta. Chovia a cântaros, ruas semi-alagadas, engarrafamentos. Eu, linda, loura e japonesa, cheguei no local combinado - do outro lado da cidade em relação à minha residência - amarfanhada, ensopada e descabelada. Pelo menos cheguei com apenas 10 minutos de atraso.
Como o que não tem remédio remediado está, nem quis me olhar no espelho, afinal não ia ter jeito mesmo. Passei a mão no cabelo e disse que tava pronta pra começar a entrevista. Portanto, queridos, não se assustem com minha peruca descabelada. Meu capacete já está por cortar, depois de exposto às condições meteorológicas não favoráveis deve ter ficado um horror.
Sequei o cabelo com secador e vesti minha blusa da sorte - eu a uso em todas as ocasiões importantes da minha vida (usei na qualificação de mestrado, defesa da dissertação e na sessão de fotos pra matéria do Estadão). Pra falar a verdade, coloquei exatamente a mesma roupa do dia da defesa da disserta. Chovia a cântaros, ruas semi-alagadas, engarrafamentos. Eu, linda, loura e japonesa, cheguei no local combinado - do outro lado da cidade em relação à minha residência - amarfanhada, ensopada e descabelada. Pelo menos cheguei com apenas 10 minutos de atraso.
Como o que não tem remédio remediado está, nem quis me olhar no espelho, afinal não ia ter jeito mesmo. Passei a mão no cabelo e disse que tava pronta pra começar a entrevista. Portanto, queridos, não se assustem com minha peruca descabelada. Meu capacete já está por cortar, depois de exposto às condições meteorológicas não favoráveis deve ter ficado um horror.
Lá se foi meu último naco de vergonha na cara...
ou "Cai um mito" ou ainda "Eu vi a Roberta na TV e ela é linda!"
Sim, amigos desse blog, dileta audiência, respeitável público... hoje eu, Roberta Carvalho, a mulher, o mito, a lenda, mostrei o rosto. Quer dizer, mostrar o rosto eu mostro todos os dias, afinal não ando por aí de máscara, só que dessa vez decidi mostrar a cara na TV.
Hoje à tarde gravei uma entrevista para o programa Domingo Espetacular da Record sobre o HTP. Abdiquei da tracional máscara de palhaço. Eu, jornalista, mestre em Comunicação, blogueira e dona de circo me deixei filmar de cara limpa.
O programa será exibido no próximo domingo, a partir das 18h. Cuidado, não fiquem muito ansiosos, cuidado para não se apaixonarem (e também para não terem pesadelos).
ou "Cai um mito" ou ainda "Eu vi a Roberta na TV e ela é linda!"
Sim, amigos desse blog, dileta audiência, respeitável público... hoje eu, Roberta Carvalho, a mulher, o mito, a lenda, mostrei o rosto. Quer dizer, mostrar o rosto eu mostro todos os dias, afinal não ando por aí de máscara, só que dessa vez decidi mostrar a cara na TV.
Hoje à tarde gravei uma entrevista para o programa Domingo Espetacular da Record sobre o HTP. Abdiquei da tracional máscara de palhaço. Eu, jornalista, mestre em Comunicação, blogueira e dona de circo me deixei filmar de cara limpa.
O programa será exibido no próximo domingo, a partir das 18h. Cuidado, não fiquem muito ansiosos, cuidado para não se apaixonarem (e também para não terem pesadelos).
Classificados estranhos
Para quem não sabe, os "Classificados Estranhos da Roberta" foi umblog que mantive de 28 de março de 2003 a 18 de março de 2004. Durante um ano rifei amigos, leitores e desconhecidos que me enviavam um "e-mail anúncio". Muita gente arrumou namorado, beijou na boca, copulou ou apenas se divertiu. Eu só me diverti, mas valeu. Depois comecei o mestrado, fiquei sem tempo e abandonei o blog. Vou reativar. Classificados rulez!
Quem tiver encalhado, meio na seca, com o carnê do Baú da Felicidade atrasado ou simplesmente a fim de conhecer gente nova pode começar a redigir o anúncio e me enviar. Claro, não garanto a procedência do material e é cada um por sua conta e risco.
Fui lá e o blog ainda tá no ar, mas tá sem imagens e com link muito antigos. Vou pedir pro meu gerente de blog dar uma guaribada enquanto preparo o edital do "Concurso para namorado da Roberta 2007".
Para quem não sabe, os "Classificados Estranhos da Roberta" foi umblog que mantive de 28 de março de 2003 a 18 de março de 2004. Durante um ano rifei amigos, leitores e desconhecidos que me enviavam um "e-mail anúncio". Muita gente arrumou namorado, beijou na boca, copulou ou apenas se divertiu. Eu só me diverti, mas valeu. Depois comecei o mestrado, fiquei sem tempo e abandonei o blog. Vou reativar. Classificados rulez!
Quem tiver encalhado, meio na seca, com o carnê do Baú da Felicidade atrasado ou simplesmente a fim de conhecer gente nova pode começar a redigir o anúncio e me enviar. Claro, não garanto a procedência do material e é cada um por sua conta e risco.
Fui lá e o blog ainda tá no ar, mas tá sem imagens e com link muito antigos. Vou pedir pro meu gerente de blog dar uma guaribada enquanto preparo o edital do "Concurso para namorado da Roberta 2007".
Decisão decidida II
Em o bruto sendo lançado ao mar à guisa de oferenda meu picadeiro fica vazio. Encerrei a conta e oferendei tudo quanto era palhaço. Sabe como é, espetáculo repetido é tedioso.
Que que eu vou fazer? Vou relançar o sensacional "Concurso para namorado da Roberta", com edital revisado e atualizado. Aproveito o ensejo e reativo meus Classificados Estranhos.
Em o bruto sendo lançado ao mar à guisa de oferenda meu picadeiro fica vazio. Encerrei a conta e oferendei tudo quanto era palhaço. Sabe como é, espetáculo repetido é tedioso.
Que que eu vou fazer? Vou relançar o sensacional "Concurso para namorado da Roberta", com edital revisado e atualizado. Aproveito o ensejo e reativo meus Classificados Estranhos.
Diálogos II
Amiga me liga convidando para almoçar na casa dela domingo desses. Fofocamos, comentamos nossas empreitadas, nossas estratégias de abordagem e persuasão, como às vezes o elemento consegue se evadir mas noutras logramos êxito na operação deflagrada e talz.
Quando mudamos de assunto pra combinar a visita, que foi motivo da ligação, a filhinha dela pergunta com quem ela tá falando. Eu do lado de cá da linha escuto a conversa.
– Com a Roberta, amiga da mamãe.
– Ela tem filha?
– Não, ela tem quatro gatos.
– Ah! Quando ela vier aqui em casa ela pode trazer um?
– Não, não vai dar.
– Ah, mãe, só um!
Pobre criança filha única de mãe solteira sem nem um gatinho pra brincar!
Os meus eu não dou nem empresto, mas se minha amiga deixar levo um filhotinho bem sapeca pra elas adotarem. Um não, dois que gatos se tem aos pares. Hummm, bem... acho que se eu chegar lá com dois gatos perco a amiga. Melhor levar uma caixa de chocolates ou um gatinho de pelúcia pra menina.
Amiga me liga convidando para almoçar na casa dela domingo desses. Fofocamos, comentamos nossas empreitadas, nossas estratégias de abordagem e persuasão, como às vezes o elemento consegue se evadir mas noutras logramos êxito na operação deflagrada e talz.
Quando mudamos de assunto pra combinar a visita, que foi motivo da ligação, a filhinha dela pergunta com quem ela tá falando. Eu do lado de cá da linha escuto a conversa.
– Com a Roberta, amiga da mamãe.
– Ela tem filha?
– Não, ela tem quatro gatos.
– Ah! Quando ela vier aqui em casa ela pode trazer um?
– Não, não vai dar.
– Ah, mãe, só um!
Pobre criança filha única de mãe solteira sem nem um gatinho pra brincar!
Os meus eu não dou nem empresto, mas se minha amiga deixar levo um filhotinho bem sapeca pra elas adotarem. Um não, dois que gatos se tem aos pares. Hummm, bem... acho que se eu chegar lá com dois gatos perco a amiga. Melhor levar uma caixa de chocolates ou um gatinho de pelúcia pra menina.
Diálogos
ou Não gosto de homens cafejestes, mas de um bonitinho mas ordinário...
– Estou obcecada por um gatinho bonitinho mas ordinário.
– Os ordinários sempre são passíveis de obsessão.
– Sim!
– Como disse outra amiga hoje, é pelos ordinários que nos apaixonamos.
– Isso eu nunca entendi, porque um homem ordinário é sempre interessante
– Não é? Mistérios da vida.
ou Não gosto de homens cafejestes, mas de um bonitinho mas ordinário...
– Estou obcecada por um gatinho bonitinho mas ordinário.
– Os ordinários sempre são passíveis de obsessão.
– Sim!
– Como disse outra amiga hoje, é pelos ordinários que nos apaixonamos.
– Isso eu nunca entendi, porque um homem ordinário é sempre interessante
– Não é? Mistérios da vida.
Tô na pista pra negócio!
Felizmente hoje começa minha movimentada agenda de pista. Ai, ai, ai. Tô com a programação completa, mas não necessariamente fechada.
O problema é que da última vez que fiz isso - me agendei tanto com tanta antecedência - a programação tava tão fechada, eram tantos compromissos sociais diários, que não tive tempo de dar atenção aos tchutchucos!
Aí fim de semana passado deixei pra decidir tudo na hora, também não logrei êxito. Sabe como é, as prestações do meu Carnê do Baú estão pra vencer, e eu detesto inadimplência. Agora resolvi me programar sim, mas preparada pra refazer a agenda se necessário, digamos assim.
Felizmente hoje começa minha movimentada agenda de pista. Ai, ai, ai. Tô com a programação completa, mas não necessariamente fechada.
O problema é que da última vez que fiz isso - me agendei tanto com tanta antecedência - a programação tava tão fechada, eram tantos compromissos sociais diários, que não tive tempo de dar atenção aos tchutchucos!
Aí fim de semana passado deixei pra decidir tudo na hora, também não logrei êxito. Sabe como é, as prestações do meu Carnê do Baú estão pra vencer, e eu detesto inadimplência. Agora resolvi me programar sim, mas preparada pra refazer a agenda se necessário, digamos assim.
quarta-feira, 29 de novembro de 2006
A Palavra Seda
Desde que cedi à obsessã essa poesianão me sai da cabeça. É uma das minhas favoritas e já postei várias vezes,mas dessa vez estou enlouquecendo de tanto repetí-la mentalmente. O que é pior é que o objeto da minha obsessão, que me obseda e desperta, nunca deve tê-la ouvido e, se ouvisse, não ia entender. Como sempre digo, o mundo é muito estranho.
A atmosfera que te envolve
atinge tais atmosferas
que transforma muitas coisas
que te concernem, ou cercam.
E como as coisas, palavras
impossíveis de poema:
exemplo, a palavra ouro,
e até este poema, seda.
É certo que tua pessoa
não faz dormir, mas desperta;
nem é sedante, palavra
derivada da de seda.
E é certo que a superfície
de tua pessoa externa,
de tua pele e de tudo
isso que em ti se tateia,
nada tem da superfície
luxuosa, falsa, acadêmica,
de uma superfície quando
se diz que ela é "como seda".
Mas em ti, em algum ponto,
talvez fora de ti mesma,
talvez mesmo no ambiente
que retesas quando chegas,
há algo de muscular,
de animal, carnal, pantera,
de felino, da substância
felina, ou sua maneira,
de animal, de animalmente,
de cru, de cruel, de crueza,
que sob a palavra gasta
persiste na coisa seda.
Desde que cedi à obsessã essa poesianão me sai da cabeça. É uma das minhas favoritas e já postei várias vezes,mas dessa vez estou enlouquecendo de tanto repetí-la mentalmente. O que é pior é que o objeto da minha obsessão, que me obseda e desperta, nunca deve tê-la ouvido e, se ouvisse, não ia entender. Como sempre digo, o mundo é muito estranho.
A atmosfera que te envolve
atinge tais atmosferas
que transforma muitas coisas
que te concernem, ou cercam.
E como as coisas, palavras
impossíveis de poema:
exemplo, a palavra ouro,
e até este poema, seda.
É certo que tua pessoa
não faz dormir, mas desperta;
nem é sedante, palavra
derivada da de seda.
E é certo que a superfície
de tua pessoa externa,
de tua pele e de tudo
isso que em ti se tateia,
nada tem da superfície
luxuosa, falsa, acadêmica,
de uma superfície quando
se diz que ela é "como seda".
Mas em ti, em algum ponto,
talvez fora de ti mesma,
talvez mesmo no ambiente
que retesas quando chegas,
há algo de muscular,
de animal, carnal, pantera,
de felino, da substância
felina, ou sua maneira,
de animal, de animalmente,
de cru, de cruel, de crueza,
que sob a palavra gasta
persiste na coisa seda.
Gorda Safada
Ia postar "Vaca Gorda" à guisa de título, mas não mereço ser cahamda de vaca. Vaquinhas são boazinhas, legais e fofas. Gente gorda é safada e pronto. Vacas não são safadas e não merecem que se comparem gordos a elas. Estou uma gorda safada.
Vou me dar um desconto (pequeno) pois estou menstruada e inchada, mas acho que engordei. Cheugei em casa hoje, com quase todo o mau humor do mundo e tomei meu banhinho quentinho pra melhorar. Usei um sabonete bem cheiroso e peguei uma toalha laranja bem cheirosa no armário. Tava até melhorando, depois de mandar uns comprimidos de buscopan composto pra dentro. Vou me vestir e....e.... a bermuda jeans que há duas semanas tava frouxa, quase ridicula de tão larga está quase apertada na cintura! Horror! Horror! Horror!
Ia postar "Vaca Gorda" à guisa de título, mas não mereço ser cahamda de vaca. Vaquinhas são boazinhas, legais e fofas. Gente gorda é safada e pronto. Vacas não são safadas e não merecem que se comparem gordos a elas. Estou uma gorda safada.
Vou me dar um desconto (pequeno) pois estou menstruada e inchada, mas acho que engordei. Cheugei em casa hoje, com quase todo o mau humor do mundo e tomei meu banhinho quentinho pra melhorar. Usei um sabonete bem cheiroso e peguei uma toalha laranja bem cheirosa no armário. Tava até melhorando, depois de mandar uns comprimidos de buscopan composto pra dentro. Vou me vestir e....e.... a bermuda jeans que há duas semanas tava frouxa, quase ridicula de tão larga está quase apertada na cintura! Horror! Horror! Horror!
terça-feira, 28 de novembro de 2006
Velotrol urgente
Acho que preciso voltar a tomar meu Velotrol, apelido dado por Nara às minhas smart drugs. Ando completamente desmemoriada, esqueço de pagar as contas, esqueço de telefonar pras pessoas, esqueço tudo.
Há umas três semanas percebi que estou sem minha carteira de identidade. Já vasculhei todas as bolsas e parece que perdi. Raramente me pedem identidade, então não dei falta e também não tenho a manor idéia de onde a esqueci. Só posso ter esquecido, já que a carteira onde guardo os outros documentos continua em minha posse. Como ainda me lembro quem sou, caguei pra carteira de identidade.
Ontem percebi que perdi minha bolsa. A bolsa grande, que uso pra trabalhar. Daquelas boas que dá pra pendurar atravessada no corpo e enfiar gravador, celular, bloco e toda a tranqueira que repórti carrega. Não tenho a menor idéia de onde está, mas tenho uma desconfiança de ter deixado em um táxi, no domingo à noite. Felizmente eu tinha tirado a carteira pois ia sair. Ia passar na casa de uma amiga pra desovar a bolsa grande e íamos tomar cerveja. Pior ainda, nem sei o que tava na bolsa, por enquanto só dei falta da minha agenda. Carteira e celular estão comigo, por enquanto.
Caralho, tá foda. Vou voltar a tomar meu Velotrol urgente. Amanhã, se eu lembrar.
Acho que preciso voltar a tomar meu Velotrol, apelido dado por Nara às minhas smart drugs. Ando completamente desmemoriada, esqueço de pagar as contas, esqueço de telefonar pras pessoas, esqueço tudo.
Há umas três semanas percebi que estou sem minha carteira de identidade. Já vasculhei todas as bolsas e parece que perdi. Raramente me pedem identidade, então não dei falta e também não tenho a manor idéia de onde a esqueci. Só posso ter esquecido, já que a carteira onde guardo os outros documentos continua em minha posse. Como ainda me lembro quem sou, caguei pra carteira de identidade.
Ontem percebi que perdi minha bolsa. A bolsa grande, que uso pra trabalhar. Daquelas boas que dá pra pendurar atravessada no corpo e enfiar gravador, celular, bloco e toda a tranqueira que repórti carrega. Não tenho a menor idéia de onde está, mas tenho uma desconfiança de ter deixado em um táxi, no domingo à noite. Felizmente eu tinha tirado a carteira pois ia sair. Ia passar na casa de uma amiga pra desovar a bolsa grande e íamos tomar cerveja. Pior ainda, nem sei o que tava na bolsa, por enquanto só dei falta da minha agenda. Carteira e celular estão comigo, por enquanto.
Caralho, tá foda. Vou voltar a tomar meu Velotrol urgente. Amanhã, se eu lembrar.
Hoje é um péssimo dia
Morreu um dos motorista da repartição onde eu trabalho. Era o meu favorito, o mais divertido e com quem eu tinha mais assunto. Gorducho bonachão, botafoguense gente boa - como todos que conheço -, torcia pela Beija-Flor e adorava uma Skol. Nós sempre conversávamos sobre política, futebol, samba e o preço da cerveja. Ele morava em Mesquita, na Baixada Fluminense, e sempre brincava comigo que se tivesse nascido aqui seria crente porque achava a cerveja muito cara no Rio. Eu sempre retrucava que era só ir beber em birosca de favela.
Outros repórteres não gostavam dele, achavam que era grosso. Realmente eu o vi ser grosseiro com outros colegas, mas nunca tive reclamação, sempre foi gente boa, divertido e solícito comigo. Nunca me negou nenhum favor nem deixou furo. Sei lá, vai ver que como também sou grossa e gosto de cerveja e samba a gente se dava bem.
A gente tinha ido pra uma daquelas agendas furadas na Baixada numa semana e na outra ele foi internado. Tava no trabalho e se sentiu mal, foi ao hospital e não saiu mais. Tinha a minha idade, mas ao contrário de mim, dois filhos pequenos. Sempre que acontece algo assim fico bolada. Lembro que tenho que viver todos os dias como se fossem o último da minha vida, afinal pode ser mesmo.
Morreu um dos motorista da repartição onde eu trabalho. Era o meu favorito, o mais divertido e com quem eu tinha mais assunto. Gorducho bonachão, botafoguense gente boa - como todos que conheço -, torcia pela Beija-Flor e adorava uma Skol. Nós sempre conversávamos sobre política, futebol, samba e o preço da cerveja. Ele morava em Mesquita, na Baixada Fluminense, e sempre brincava comigo que se tivesse nascido aqui seria crente porque achava a cerveja muito cara no Rio. Eu sempre retrucava que era só ir beber em birosca de favela.
Outros repórteres não gostavam dele, achavam que era grosso. Realmente eu o vi ser grosseiro com outros colegas, mas nunca tive reclamação, sempre foi gente boa, divertido e solícito comigo. Nunca me negou nenhum favor nem deixou furo. Sei lá, vai ver que como também sou grossa e gosto de cerveja e samba a gente se dava bem.
A gente tinha ido pra uma daquelas agendas furadas na Baixada numa semana e na outra ele foi internado. Tava no trabalho e se sentiu mal, foi ao hospital e não saiu mais. Tinha a minha idade, mas ao contrário de mim, dois filhos pequenos. Sempre que acontece algo assim fico bolada. Lembro que tenho que viver todos os dias como se fossem o último da minha vida, afinal pode ser mesmo.
Diálogos
Amiga querida me telefona bolada com o sumiço do peguete-quase-namorado. O cara tava fazendo o tipo todo educado, gentil, galanteador, apaixonado. Ligava todo dia, ia pegar no trabalho, falava como se namorados fossem. Depois de um mês sumiu sem deixar vestígio. O clááááássico número do desaparecimento. Recém-solteira, minha amiga não tá escolada ainda.
– Eu posso com isso? O gatinho sumiu!
– Ele é meio maluco, né?
– Meio maluco? Ele é muito maluco, não tô podendo!
– Vai ver que nem fez por mal. Vai ver que é só maluco mesmo e nem notou que sumiu.
– Ai, ele é muito agitado, tem que tomar rivotril!
– Já tá prescrevendo, né?
– Ah, eu medico logo.
– Amiga, pensa assim, se ele sumir de vez pelo menos você aproveitou bem, colocou seu carnê do Baú da Felicidade em dia...Deve até ter adiantado umas prestações, né?
– Ih, amiga, vou te contar. O rendimento era tão bom que até botei na poupança!
– Ah, amiga! Então! Taca o palhaço no mar que é oferenda, você tá no lucro. Carnê adiantado e depósito na poupança!
Amiga querida me telefona bolada com o sumiço do peguete-quase-namorado. O cara tava fazendo o tipo todo educado, gentil, galanteador, apaixonado. Ligava todo dia, ia pegar no trabalho, falava como se namorados fossem. Depois de um mês sumiu sem deixar vestígio. O clááááássico número do desaparecimento. Recém-solteira, minha amiga não tá escolada ainda.
– Eu posso com isso? O gatinho sumiu!
– Ele é meio maluco, né?
– Meio maluco? Ele é muito maluco, não tô podendo!
– Vai ver que nem fez por mal. Vai ver que é só maluco mesmo e nem notou que sumiu.
– Ai, ele é muito agitado, tem que tomar rivotril!
– Já tá prescrevendo, né?
– Ah, eu medico logo.
– Amiga, pensa assim, se ele sumir de vez pelo menos você aproveitou bem, colocou seu carnê do Baú da Felicidade em dia...Deve até ter adiantado umas prestações, né?
– Ih, amiga, vou te contar. O rendimento era tão bom que até botei na poupança!
– Ah, amiga! Então! Taca o palhaço no mar que é oferenda, você tá no lucro. Carnê adiantado e depósito na poupança!
segunda-feira, 27 de novembro de 2006
Se você quiser eu vou te dar um amor
Desses de cinema
Não vai te faltar carinho,
Plano ou assunto ao longo do dia
Se você quiser eu largo tudo
E vou pro mundo com você, meu bem
Nessa nossa estrada
Só terá belas praias e cachoeiras
Aonde o vento é brisa
Onde não haja quem possa
Com a nossa felicidade
Vamos brindar a vida meu bem
Aonde o vento é brisa
E o céu claro de estrelas
O que a gente precisa
É tomar um banho de chuva,
um banho de chuva.
Desses de cinema
Não vai te faltar carinho,
Plano ou assunto ao longo do dia
Se você quiser eu largo tudo
E vou pro mundo com você, meu bem
Nessa nossa estrada
Só terá belas praias e cachoeiras
Aonde o vento é brisa
Onde não haja quem possa
Com a nossa felicidade
Vamos brindar a vida meu bem
Aonde o vento é brisa
E o céu claro de estrelas
O que a gente precisa
É tomar um banho de chuva,
um banho de chuva.
sexta-feira, 24 de novembro de 2006
quinta-feira, 23 de novembro de 2006
Meu amigo Pedro
Ele me liga todos os dias, freqüentemente mais de uma vez por dia. "É que eu tô acompanhando sua vida sexual que nem novela". Ok, também acompanho a novela dele.
Outro dia ele me ligou às 2h da madrugada pra chamar pra dançar. Eu tava numa festa e declinei o convite. No dia seguinte ligou às 11h da manhã pra dizer como acabou a noite e saber da minha. Ontem acabou a bateria do meu celular, quando liguei de novo havia uma ligação perdida dele.
Hoje me chamou no msn porque tava num impasse sentimental. Tá com vários carnês do Baú da Felicidade e não sabia qual colocoar em dia no fim de semana. Ele é apegado a todos os carnês, sabe? Isso que dá mantar tantos carnês ao mesmo tempo.
Avisou "estou com um problema, vou te contar e quero uma solução". Solucionei. ;)
Ele me liga todos os dias, freqüentemente mais de uma vez por dia. "É que eu tô acompanhando sua vida sexual que nem novela". Ok, também acompanho a novela dele.
Outro dia ele me ligou às 2h da madrugada pra chamar pra dançar. Eu tava numa festa e declinei o convite. No dia seguinte ligou às 11h da manhã pra dizer como acabou a noite e saber da minha. Ontem acabou a bateria do meu celular, quando liguei de novo havia uma ligação perdida dele.
Hoje me chamou no msn porque tava num impasse sentimental. Tá com vários carnês do Baú da Felicidade e não sabia qual colocoar em dia no fim de semana. Ele é apegado a todos os carnês, sabe? Isso que dá mantar tantos carnês ao mesmo tempo.
Avisou "estou com um problema, vou te contar e quero uma solução". Solucionei. ;)
Diálogos
Tava com Pedro no msn. Ele me constrangendo a ler o blog de uma mala psicopata e dizendo que era muito divertido. Chaaato. Acabou de acabar com meu humor.
Mudo de assunto e comento com ele que tô com o carnê do Baú da Felicidade atrasado.
– Humpf. Pelo seu ritmo você tá é com prestação adiantada!
– Nada, semana passada não paguei a prestação, nem dei uma passadinha na loja do Baú da Felicidade. Essa semana tenho que colocar em dia.
– Roberta, a prestação do Baú é mensal!
– Ah, me desculpe, mas a minha é semanal! Vai que passo a pagar mensal e perco a chance de ser sorteada?!
Tava com Pedro no msn. Ele me constrangendo a ler o blog de uma mala psicopata e dizendo que era muito divertido. Chaaato. Acabou de acabar com meu humor.
Mudo de assunto e comento com ele que tô com o carnê do Baú da Felicidade atrasado.
– Humpf. Pelo seu ritmo você tá é com prestação adiantada!
– Nada, semana passada não paguei a prestação, nem dei uma passadinha na loja do Baú da Felicidade. Essa semana tenho que colocar em dia.
– Roberta, a prestação do Baú é mensal!
– Ah, me desculpe, mas a minha é semanal! Vai que passo a pagar mensal e perco a chance de ser sorteada?!
O carnê do Baú da Felicidade
Hoje acordei com o telefone. Era uma amiga querida que tem licença pra me acordar. "E aí amiga? tem pago seu carnê do Baú da Felicidade?". Gargalhada.
Pior que não, tô com o pagamento atrasado, avisei. Ouvi uma bronca: como ela me lembrou, não pode deixar carnê atrasado, afinal, só pra colocar em dia qualquer mixaria basta. Pois é. Claro, a safada tava tripudiando porque foi sorteada.
Hoje acordei com o telefone. Era uma amiga querida que tem licença pra me acordar. "E aí amiga? tem pago seu carnê do Baú da Felicidade?". Gargalhada.
Pior que não, tô com o pagamento atrasado, avisei. Ouvi uma bronca: como ela me lembrou, não pode deixar carnê atrasado, afinal, só pra colocar em dia qualquer mixaria basta. Pois é. Claro, a safada tava tripudiando porque foi sorteada.
quarta-feira, 22 de novembro de 2006
Por onde andarei:
23 de Novembro (quinta-feira) às 18h - Auditório 53 (5º andar)
Mesa Redonda: "GENTE DO RIO"
Profª Drª Aureanice de Mello Corrêa (coordenação de mesa)
* "As Negras de Ganho: as Donas do Pedaço" – Profª Drª Marilene Rosa Nogueira da Silva (História – UERJ)
* "Espaços e Lugares no Universo da Estrela Marlene" – Prof. Dr. João Baptista Ferreira de Mello (Geografia – UERJ)
23 de Novembro (quinta-feira) às 18h - Auditório 53 (5º andar)
Mesa Redonda: "GENTE DO RIO"
Profª Drª Aureanice de Mello Corrêa (coordenação de mesa)
* "As Negras de Ganho: as Donas do Pedaço" – Profª Drª Marilene Rosa Nogueira da Silva (História – UERJ)
* "Espaços e Lugares no Universo da Estrela Marlene" – Prof. Dr. João Baptista Ferreira de Mello (Geografia – UERJ)
Por onde tenho andado durante meu sumiço:
III SEMINÁRIO SOBRE O RIO DE JANEIRO
22 de Novembro às 18h - Auditório 53 (5º andar)
Mesa Redonda: "NO RIO DE FESTAS E CLAMORES"
Prof. Dr. João Maia (coordenação de mesa)
* "A Festa de Santo Antônio no Largo da Carioca: Ritual Simbólico Secular" – Profª Adriana Pires Marcial (Mestrado em Geografia – UERJ)
* "Manifestações Espaciais e Políticas Públicas na Parada Gay na Maravilhosa Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro" – Profª Elizandra Ferreira Dias (Pós-Graduada – UERJ)
* "Jogos Pan-2007, a Cidade Espetáculo" – Prof. Dr. Gilmar Mascarenhas de Jesus (Geografia – UERJ)
* "Território da Prostituição na Praça Tiradentes e o alcance espacial da DASPU" – Prof. Dr. Miguel Ângelo Campos Ribeiro (Geografia – UERJ)
* "No Balé do Lugar e nos Ritmos do Samba e das Eternas Marchinhas do Bola Preta ao Subúrbio de Oswaldo Cruz"- Prof. Roberta Carvalho (Mestre em Comunicação – UERJ)
III SEMINÁRIO SOBRE O RIO DE JANEIRO
22 de Novembro às 18h - Auditório 53 (5º andar)
Mesa Redonda: "NO RIO DE FESTAS E CLAMORES"
Prof. Dr. João Maia (coordenação de mesa)
* "A Festa de Santo Antônio no Largo da Carioca: Ritual Simbólico Secular" – Profª Adriana Pires Marcial (Mestrado em Geografia – UERJ)
* "Manifestações Espaciais e Políticas Públicas na Parada Gay na Maravilhosa Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro" – Profª Elizandra Ferreira Dias (Pós-Graduada – UERJ)
* "Jogos Pan-2007, a Cidade Espetáculo" – Prof. Dr. Gilmar Mascarenhas de Jesus (Geografia – UERJ)
* "Território da Prostituição na Praça Tiradentes e o alcance espacial da DASPU" – Prof. Dr. Miguel Ângelo Campos Ribeiro (Geografia – UERJ)
* "No Balé do Lugar e nos Ritmos do Samba e das Eternas Marchinhas do Bola Preta ao Subúrbio de Oswaldo Cruz"- Prof. Roberta Carvalho (Mestre em Comunicação – UERJ)
sexta-feira, 17 de novembro de 2006
É festa
Ontem fui ao lançamento de um filme com tema central eleições. Na verdade são três curtas produzidos pelo Nós do Cinema, Nós do Morro e Cufa.
A festa foi na Casa do Tá na Rua, na Lapa, e tava linda. Tinha esquecido como aquele lugar é quente e não estava com uma roupa adequada, por isso não dancei muito. Tava derretendo. Depois uma cervejota no Arco-íris pra dormir feliz.
O lançamento de verdade, com a exibição do filme, vai ser sábado no Odeon, às 23h.
Ontem fui ao lançamento de um filme com tema central eleições. Na verdade são três curtas produzidos pelo Nós do Cinema, Nós do Morro e Cufa.
A festa foi na Casa do Tá na Rua, na Lapa, e tava linda. Tinha esquecido como aquele lugar é quente e não estava com uma roupa adequada, por isso não dancei muito. Tava derretendo. Depois uma cervejota no Arco-íris pra dormir feliz.
O lançamento de verdade, com a exibição do filme, vai ser sábado no Odeon, às 23h.
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