sábado, 13 de junho de 2009

Acontecimentos pouco auspiciosos

Quando acordei encontrei uma barata grande morta embaixo da mesa do computador. A mesa tem tampo de vidro e fiquei escrevendo e olhando a barata de barriga pra cima, com preguiça de ir buscar vassoura e pá para remover o cadáver. Tudo bem, teria sido pior encontrar uma barata viva, mas odeio começar o dia dando de cara com uma barata na minha casa. Na verdade, lembrei que ontem à noite tinha visto a barata enquanto tirava os brincos.

Após a remoção da invasora, tomei banho e fui tomar café. Resolvi que tava na pilha de comer torradas. Acredita que meu pão de forma tava congelado? É, criou gelo no pão dentro da geladeira e olha que o termostato tava no "médio" e não no "máximo". Joguei a merda do pão com gelo fora e bebi café puro. Tá, reconheço, minha geladeira é meio vazia, mas pô, tem água com e sem gás, coca zero, light e comum, cerveja, pão de forma, requeijão, queijo amarelo fatiado, margarina e iogurte! Ah, e pó de café, é claro. Acho que tem até uns legumes murchos no gavetão, sem falar nuns frascos de molho e coisas parecidas. Eu e Narinha vivemos anos numa ração de pão de forma, queijo amarelo fatiado, suco de laranja de caixinha, cerveja e coca light... agora tô até luxando.

Relatório de pista

A Noite dos Solteiros ontem foi óóótema, melhor do que eu esperava, apesar da chuva e do frio. E olha que eu tava cansadíssima e havia me equivocado ao escolher uma bota que pouco uso: meus dedinhos do pé tavam dormentes.

Mas depois dou o relatório completo. Acordei há pouco e vou fazer a revisão no projeto. Sim, eu consegui fazer o projeto. Vou tomar banho e partir para a casa de O Orientador para trabalharmos. À noite, Mãe Camila recebe para jantar em comemoração do seu aniversário.

Amanhã, quem sabe sou uma mulher de sorte e não preciso mais trabalhar no projeto, quem sabe, posso dormir até o corpo doer e ir a um cineminha ou tomar uma cervejinha na Lapa. Ai-ai.

Personare me manda ir pra pista!

Abertura social
Vênus em trigono com Lua natal
De: 11/06, 14h39, até 22/06, 9h02

Entre os dias 11/06 e 22/06, o planeta Vênus no céu estará formando um aspecto harmônico à Lua do seu mapa de nascimento, Roberta. Este ciclo está associado a uma idéia de popularidade, charme social, boas situações envolvendo lazer, festas, encontros e reuniões. É um excelente momento para conhecer as pessoas certas, que poderão lhe beneficiar de alguma forma no seu trabalho ou em sua vida afetiva, ou até na vida espiritual. A qualidade natural deste momento envolve um bem-estar que está associado a uma busca por tudo aquilo que é bom e belo na sua concepção das coisas. É um período conveniente para interagir, fazer-se ver, conhecer gente nova. Suas emoções estarão fluindo a contento, e as pessoas em geral estarão lhe percebendo como alguém simpático. E é justamente por esta qualidade maior de simpatia neste momento que você tenderá a conseguir as coisas sem muito esforço, valendo-se mais do sorriso e da elegância.

Num sentido geral, esta tende a ser uma excelente fase para comprar roupas novas, embelezar-se ou ao seu ambiente doméstico, estrear um novo penteado, ou mesmo um novo estilo de visual. A vaidade é uma marca deste momento, e pode ser claramente aproveitada. A beleza, apesar de não ser a coisa mais importante do mundo, não deixa de ter sua importância, afinal! Cuidar de si, sentir-se bem é a ordem do momento, Roberta!


Vou aproveitar que estou linda e vou comprar umas roupinhas novas!

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Péssimas escolhas

Certos especialistas já não me agradam. Hoje, por exemplo, havia algo como uma palestra ou avaliação ou programa nutricional na minha repartição. Como era de graça mesmo, apesar de estar fazendo muita coisa, fui lá ver qual era com as caléga tudo.

Rapaz, subi numa tal duma balança que me arrasou. Disse que minha idade metabólica é de 47 anos e que estou em estado de obesidade. Envelheci 9 anos assim, numa subidinha numa balança e ainda virei obesa. Vai tomar no cu, né não?

Ainda disseram que vão me mandar um tal de um questionário por e-mail e pra eu ir pegar meu planejamento nutricional mês que vem. Tá bom, me aguarde.

Das minhas alegrias

Vou terminar minha cervejota e vou dormir, que faz bem pra pele. Tô achando a minha meio oleosa, com os poros abertos, sabe? De repente amanhã rola uma máscara de argila. Como disse o Beto, "puta que pariu, fica com a cara toda dura, não pode nem atender o telefone". É isso aí, e depois fico maravilhosa. Se bem que comecei a usar meu sabonete facial mousse e o serum. Já dá pra notar a diferença. Linda, linda, linda!

Preciso é marcar outra consulta com a dermatologista, mas isso é outra história. Tô viciada em dermatologista. É muito mais legal que fazer terapia e a pele ainda fica bonita. Ai, vou marcar muitos médicos em julho. Tô precisando me sentir segura e protegida como somente uma receita prescrita por um especialista pode me proporcionar.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Em casa

Essa semana foi dura, mas pelo menos foi curta. E eu, que tanto desejei esta sexta-feira em plena quarta, tô em casa, não saí.

Ia jantar com uma companhia masculina (e como me ensinou Mãe Camila há muito tempo, não se dispensa uma companhia masculina para jantar). Ia, do verbo tomei um perdido. Não foi assim um perdido perdido, foi só uma volta. O catiço me ligou no fim da tarde pra dizer que tava virado e ia pra casa dormir até ressuscitar: teria passado a madrugada trabalhando. "Eu tava animado pra essa parada, mas não vai rolar". Essa "parada" que outrora o animava era sair comigo. Como ele vai viajar no feriado, nosso compromisso está adiado por tempo indeterminado. É a vida e ele a minha companhia masculina favorita, deixa rolar.

Saí do trabalho e fui para a missa em memória do filho do meu cunhado. De lá, vim direto para casa, aproveitando a carona de Mendonça. Este ia encher a cara em casa mesmo, na dileta companhia da patroa. Até me convidou, mas preferi ficar na minha.

Mal cheguei, Lolita G me convidou pro aniversário de Dani no Samba Luzia. Até fiquei cogitei, mas não tava animada. Ir pro samba com cara de cu não rola. Também tava num impasse se ia ou se estudava. Supostamente, entrego meu projeto de doutorado na segunda-feira. Qual projeto de doutorado? O que vou escrever amanhã, oras.

Lolita G sentenciou: quero muito que você vá, mas também quero muito que vc faça seu projetinho. Se for pra ficar em casa triste, vamos pro samba. É, mas acabei ficando em casa triste. Mas não é muito triste não, sabe? Só não dava motivo pra sair.

Se estudei? Terminei de ler um texto que era necessário, mas não escrevi uma linha sequer. Como diz outro amigo meu, na hora sai.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Frita

Ou "Programa pentelho nunca mais"

Fiz minha segunda sessão de depilação definitiva hoje. Ela fritou muito mais. Ao mesmo tempo que doeu mais, doeu menos porque eu já conhecia a dor. Quer saber? Tô nem aí, quero é fritar os pentelho tudo!

Ela é piriguete, mas é minha amiga

gracianamartins.blogspot.com

Divirtam-se.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Do lixo ao luxo

Entre as opções para a noite dos solteiros no dia dos namorados, estava promover a festa do Lixo ao luxo, onde cada uma das convivas levaria um amigo "em quem não tenha interesse físico, mas que seja solteiro e hétero, afinal, o que é lixo para uma pode ser luxo para outra".

Adorei a idéia. Assim teríamos uma festa apenas com héteros solteiros e todos com selo de qualidade "amigo de amiga", sem falar na mesma proporção de homens e mulheres. A idéia é tão boa que resolvemos poupar para outra ocasião, afinal, o que não vai faltar na sexta vai ser "festa de solteiros". Vamos guardar o convescote "Do lixo ao luxo" para outra ocasião, digamos assim, de seca pior.

Dia dos namorados dos solteiros

Ou Solteiras no Rio de Janeiro

O mulherio tá no maior fervo para programar uma noite de solteiros na sexta. Tem quem queira se esconder, quem sugira uma incursão ao convento de Santo Antonio, quem prefira se embriagar em casa. Eu já disse que pretendo ir pra uma festa de solteiros, no esquema "guerra é guerra" e arrumar um namorado pro uma noite. Como disse uma das meninas "adoro mentiras sinceras e amores relâmpago que terminam com o clarear do dia". Era mais ou menos isso. Como observou outra, por mais que sejam amores de uma noite, pelo menos sabemos que não vai ter cafajeste, pois não dá pra dar perdido na patroa no dia dos namorados.

Bom, sei que ficaram num bate-papo por e-mail o dia todo e, ao fim, Menina Graciana consolidou a programação em seu blog. Até já apareceram uns candidatos a acompanhante e até um candidato a ser amarrado, drogado com viagra e aproveitado por 12 mulheres loucas por dias a fim. Pobre de cristo deste moço. Sei não. Sei que nossa programação está lá e é aberta a adesões. De preferência, de solteiros bonitos.

Tudo safado

Até hoje ninguém me mandou as fotos do chope. Acho que vou ter que abrir a mão e comprar uma câmera se quiser fotos dos nossos convescotes.

O mundo é estranho

Entrei na agência do Itaú do Bairro de Fátima por volta de 14h de domingo pra fazer um saque. Tô lá num dos caixas e logo em seguida para um rapaz com uma garotinha na máquina ao lado. Ouço ele dizer pra menina "vamos sair daqui que tem macumba, vamos" e passou pro guichê do meu outro lado. Eu, repórter e fofoqueira que sou, perguntei "macumba? como assim macumba?". Ele me mandou olhar. Tinha um alguidar com frutas e moedas no cantinho. Sim, arriaram uma obrigação no caixa eletrônico!

Fico imaginando a imagem gravada na câmera de segurança com o cidadão se abaixando pra colocar o alguidar no chão. Será que ele disfarçou até estar vazio ou nem se abalou e fez na frente de todo mundo? Será que é pra trazer prosperidade aos correntistas daquela agência ou o contrário?

Como sempre digo, o mundo é estranho.

Fotos do chope!

http://picasaweb.google.com/bartz.camila/ChopeJunho

Tristeza que segue

Agora vou dormir. Amanhã tenho mil coisas pra resolver, inclusive pagar meu aluguel que venceu na sexta e foi esquecido na confusão. Amanhã é outro dia e vida que segue, sempre.

Ah, não quero falar sobre o assunto. Se quiserem comentar no blog, ok, mas não esperem resposta. Não quero que me telefonem pra falar disso. Se me encontrarem, não toquem no assunto, por favor. Não existe nada que você diga que vá mudar alguma coisa. Não existe nada que vc diga que vá me consolar. Só vai me lembrar e me cansar.

domingo, 7 de junho de 2009

Tristeza infinita IV

Claro que não dormi. Dormitei e pesadelei. O carro ia passar pra me pegar às 9h para seguirmos pro cemitério em Sulacap. Levantei às 7h30, já que não dormia mesmo. Pelo jeito, o motorista também não, pois chegou às 8h50. Pegamos Mendonça e fomos. Engarrafamento. Chegamos lá às 10h30. O corpo ainda não tinha chegado. O Alex já tava lá desde antes das 10h, além do avô.

Fomos resolver a parte burocrática e depois esperar as pessoas chegarem. Vieram os amigos do Cachambi e os de São João de Meriti, os amigos do futebol, os amigos da repartição. Veio muita gente. Meu cunhado e minha irmã estavam acabados.

No dia anterior eu segurei bem, chorei discretamente, só desabei de chorar quando estava sozinha em casa. Quase sempre eu seguro a onda. Mas lá no cemitério, quando vi minha irmã chorando, quando abracei minha irmã não segurei mais. Chorei até não ter mais lágrimas. Devia ter me drogado antes de sair de casa. As pessoas tentavam me convencer de sei lá o que, mas nada adiantava. Quanto mais eu via a família chorar, mais desconsolada ficava.

Depois do enterro, perguntei a Mendonça "Vamos almoçar e encher a cara?". "Que mais nos resta", ele respondeu. Nem almoçamos, só bebemos. Quando cheguei em casa, depois das 22h, chorei como nunca tinha chorado. Quando não aguentava mais chorar, liguei para única pessoa no mundo que sabe me consolar, que sabe me acalmar. Nos momnentos difíceis, quando estou desesperada, sempre ligo para ele. Ele diz sempre "Calma menina bonita, tudo vai ficar bem". Pronto, basta. Ele nunca mentiu para mim e se está dizendo que tudo vai ficar bem é porque vai ficar. Eu me acalmo e paro de chorar. Celular desligado. Tomei um rivotril e deitei. Lá pra uma da manhã, ele ligou o celular e viu minhas ligações perdidas. Perguntou se eu queria que ele fosse pra minha casa, tentou me consolar. Eu tava chapada e nem falava coisa com coisa. Agradeci, mas disse que não precisava, eu ia dormir. Chapei.

Acordei ao meio-dia de domingo e decidi que não queria ir a lugar nenhum nem ver ninguém. Saí pra andar na rua e voltei. Comi uma lasanha congelada e chorei depois de cada vez que minha irmã ligou. Ela queria que eu fosse almoçar com ela, mas se fosse ia chorar mais ainda. Preferi ficar em casa.

Nem sei porque escrevi isso tudo. Acho que precisava contar, mas como não quero falar com ninguém, escrevi. O blog não tenta me consolar, não me diz que blábláblá. Não quero ouvir ninguém. Não quero falar com ninguém. Quero ficar sozinha.

Tristeza infinita III

Quase 22h, conseguimos liberar o corpo e sair do hospital. Deixamos a repórter em casa. Ainda atordoada, a pobre ficou lá com a gente o tempo todo. Nunca vou esquecer o rosto dela quando eu contei que ele tinha morrido. Eu disse "Julia, eu tô me sentindo culpada, eu que arrumei esse emprego pra ele" e ela "Roberta, e eu que pedi pra fazer outro caminho?". Nos abraçamos e choramos discretamente, para não ofender a dor legítima da família.

Passamos na repartição pra pegar copias dos documentos do rapaz e fomos pro IML. Outro périplo burocrático sem sentido. O corpo tinha chegado há pouco, mas se não houvesse sei lá quais documentos, só seria liberado no dia seguinte. Precisavam de um parente direto, pai, mãe ou irmão. Nos entendemo, mas não vamos esperar nem vamos trazer a família. Eu sou a tia.

O cara que me atendeu na parte de dentro do prédio era algo entre idiota, trincado ou alienígena. Fungava e coçava a barriga. Não entendia o que eu dizia e perguntava a mesma coisa três ou quatro vezes. Queria a minha certidão de nascimento pra conferir a filiação e sobrenomes. "Você não entendeu ainda? Nâo sou parente direta, não tenho o mesmo sobrenome dele". "Você casou com o pai do falecido?". "Não, minha irmã casou". "Então você casou com o falecido?". "Não, o pai dele é meu cunhado". "Então você não é tia dele". "Não, eu te disse isso logo que cheguei".

Aí ele decidiu que precisava de uma cópia da minha carteira de identidade. "É preciso realmente? Sou funcionária pública federal, não saio por aí roubando cadáveres em IMLs". "É preciso", foi taxativo. "Então vou buscar em casa, moro aqui perto". "Não é mais fácil a senhor tirar uma cópia aí fora?". "Moço, são meia-noite de sexta-feira. Onde eu vou arrumar uma máquina de xerox? O senhor pode tirar pra mim aí?". "Aqui não". Fui em casa buscar a cópia do documento. Ele levou uma hora pra preencher um formulário idiota com os dados do falecido e os meus. Eu levaria 15 minutos pra fazer aquilo. Terminada esta tarefa, era a hora do reconhecimento. Mendonça me poupou desta. Ele disse que sabia que era o Ronaldo, mas que não reconhecia o rosto sem vida.

Agora só restava esperar o agente funerário. "Quero uma cópia do crachá do agente funerário". "Moço, onde vamos arrumar isso a essa hora?". "Tem que ter, ele sabe disso". "Ele sabe, mas foi uma emergência". Foi o agente funerário pela noite da Lapa tentar tirar uma cópia do crachá. Voltou meia-hora depois sem ter conseguido. Após um resmungo, o barnabé se conformou "então tá, me traz amanhã". Fomos nós no estacionamento outra vez. Ele calçou luvas e foi transferir o corpo pra van da funerária. Virei de costas. Nisso, chegou Alex, o melhor amigo do pai do rapaz, que iria até a funerária cuidar desta etapa. Entregamos a ele os documentos e pertences, inclusive o crachá ensanguentado.

Como Alex assumiria daí pra frente, eu, Mendonça e Dona Mendonça, fomos comer alguma coisa e tentar nos embebedar, pois era a única coisa que nos restava. Já eram duas da manhã.

Tristeza infinita II

Fui avisada no celular pelo pessoal do trabalho dele, pois não tinham o contato do pai e sabiam que minha irmã não é uma pessoa para quem se dá uma notícia dessas. Até então só sabíamos que o Naldinho tinha levado um tiro e tava em uma clínica em Vaz Lobo. Eu liguei pro pai dele pra avisar. Como se diz para um pai que o filho dele levou um tiro? Não sei, mas eu disse. Eu adoro meu cunhado mas tive que dizer isso pra ele.

Atordoada, saí do trabalho e peguei um táxi pra tal da Climed. Tudo engarrafado, não sabia que Vaz Lobo era tão distante, afinal eu já tava na Av. Brasil. No caminho, ia tentando obter notícias por celular. Meu coração tava tão apertado pelo rapaz, que eu conhecia desde criança, como pelo pai dele, dirigindo sozinho pra lá sem saber se o filho tava vivo.

Quando cheguei na clínica, meu cunhado e Mendonça já tavam lá. O rapaz tinha sido transferido pro Hospital Getúlio Vargas há alguns instantes. A repórter, com quem trabalhei, tinha ido à delegacia prestar depoimento. Deixei Mendonça cuidando dos trâmites burocráticos e fui pro HGV com meu cunhado. Tivemos uma crise de choro abraçados, mas recobramos o prumo, pois havia muita coisa a fazer.

Ligamos pro irmão do meu cunhado, que tava fora da cidade e voltou imediatamente. Do HGV avisamos à mãe e irmã do rapaz. Combinamos não avisar à minha mãe, a avó e a bisavó do Naldinho, pois todas têm mil problemas de saúde e iam passar mal, deixaríamos pra dizer que tava tudo bem, pra falar pessoalmente quando voltássemos pra casa. Nosso medo era que a imprensa noticiasse e elas soubessem pela TV. Para não ficar expostos à curiosidade alheia, levamos todos para a cantina do hospital, aguardando notícias entre um café e outro.

Desde que cheguei na clínica em Vaz Lobo, de alguma maneira eu sabia que ele não ia resistir, mas não queria admitir. Eu me forçava a ter esperança e me enganar que ele ficaria vivo, que ele sobreviveria. Era um rapaz jovem e forte. No HGV, a cada notícia contraditória dos médicos, mais eu me enganava que ele ia sobreviver, ao mesmo tempo que no fundo mais eu sabia que ele não ia sobreviver.

A cada parente que chegava e eu ia buscar do lado de fora do hospital antes que fossem abordados pelos repórteres, eu sentia uma vergonha e uma culpa infinitas e irremediáveis, pois no íntimo me sentia responsável e achava que cada um me olhava sabendo que a culpa era minha.

Depois da notícia que havia terminado a segunda cirurgia e ele ia ser transferido pro CTI cheguei a respirar aliviada. O chefe do plantão da noite chamou Mendonça. A conversa demorou. Eu tentava tranquilizar a família, mas tava gelada e com dor no estômago. Quando Mendonça chegou e me chamou num canto, eu soube. Quando Mendonça segurou meus braços sem dizer nada por instantes infinitos, eu soube. Mas enquanto ele não disse, não me permiti acreditar. Chamei o tio e falei, levei pra conversar com o médico. Não tive coragem de dizer para os pais. Chamei os pais e levei para a sala do médico, saí e fechei a porta. Eles que contassem, disso eu não tive coragem. Do lado de fora a notícia se espalhou e pelo choro todos ficaram sabendo.

Tive que tirar todos do local, pois o corpo ia passar por ali. Levei todo mundo pra sala de informações, que é envidraçada. A imprensa filmando do lado de fora. Precisamos contar logo para as avós. Preciso tirar eles desta vitrine. Fui ver se o corpo já tinha passado pra gente voltar pra cantina. Tava passando. Esperei alguns instantes pra ter certeza que eles não veriam nada e os trouxe de volta pra cantina. Enquanto isso, Mendonça se informava quais os próximos passos. Precisávamos aguardar a liberação do corpo no hostitap e a 27DP mandar o rabecão para levar o corpo pro IML. Aconselhamos à família ir pra casa que nós resolveríamos tudo.

Mendonça cuidou desta parte. Um périplo por formulários, papéis e salinhas sujas e sórdidas onde se assinava livros ensebados e se ouvia pérolas. Mendonça disse que se sentiu o Waldomiro Pena, lidando com aquele emaranhado burocrático de inspetores e barnabés.

Ao lado da cantina, fui tentar telefonar pra minha mãe, pra dizer que ela não se preocupasse, pois minha irmã tava comigo. Também tentei enviar um torpedo para O Orientador, com quem eu ia viajar e dei um perdido. Meu celular Claro não pegava lá, tentei subir um pouco mais a ladeirinha e tive o desprazer de ver o rabecão com as portas abertas e os corpos dentro. Em uma daquelas caçambas estava ele.

Tristeza infinita

Na sexta à noite morreu o filho do meu cunhado, enteado da minha irmã. Ele foi baleado em um assalto sem sequer reagir. Os bandidos atiraram antes deles saírem do carro e miraram também na jornalista que tava com ele. Felizmente, ela escapou.

A história toda já foi contada pelo Mendonça, não preciso repetir. O que só eu sei é como estou me sentindo. Eu que tinha indicado ele para a vaga de motorista na minha ex-repartição. Ele tinha 21 anos e até então trabalhava na loja do tio, nunca tinha tido emprego "de verdade", ainda não tinha nem carteira de trabalho. Tava todo orgulhoso, comprou camisas de botão novas pra ir trabalhar. Não recebeu nem o primeiro salário, com o qual ele pretendia dar um churrasco pros amigos pra comemorar o emprego, pagar as contas e dar o restante pra mãe.

Agora ele tá morto e enterrado e eu me sinto culpada. Eu sei que não tenho culpa, que foi uma tragédia aleatória, como tantas outras. Sei que o caso dele não é diferente dos outros baleados em assaltos que vi chegar no hospital enquanto esperava notícias dele. Racionalmente, sei que é simplesmente uma questão de sorte ou azar. Como sou agnóstica e não acredito em deus, destino, alma, espírito, desígnios divinos, sei que é simplesmente, meramente, sorte ou azar, por mais duro que isso pareça. Não vou fingir que acredito que "era o destino", "era a hora dele", "ele foi pra um lugar melhor", "foi a vontade de Deus", "Deus sabe o que faz", "ele está na paz infinita" ou sei lá o que das frases que me ouvi. Sei que todos queriam me confortar. Sei que é muito menos dolorido acreditar nisso. Mas, infelizmente, isso não é pra mim. Ele simplesmente não vive mais e o lugar pra onde ele foi é pra baixo da terra, se decompondo em um caixão frio.

Sei perfeitamente que ele deu azar de passar ali naquela hora. Sou muito prática e racional, afinal, não acredito em Deus porque não faz sentido e não é explicável. Mas sou gente que nem todo mundo e gente também não faz sentido. Apesar de saber de tudo, emocionalmente não consigo deixar de me sentir responsável. De pensar que eu não tinha nada que ter me metido na vida dele. Não consigo deixar de pensar que preferia ele desempregado e vivo. Não esqueço do sorriso dele no almoço do dia das mães me agradecendo a oportunidade.

Eu sei que minha dor não se compara à do pai, da mãe, da irmã, dos tios, dos avós, da bisavó dele e até da madrasta, a minha irmã. Mas só eu sei como estou me sentindo. Meu rosto já tá machucado de tanto chorar e não consigo parar. Não consigo parar de pensar no sorriso dele de aparelho nos dentes. Não consigo parar de pensar que se eu não tivesse me metido na vida dele, hoje provavelmente ele estivesse vivo. Não consigo parar de pensar que agora não existe nada que eu possa fazer, que não tem como voltar atrás, que eu tô viva e ele tá morto.

Sei que ninguém prometeu que o mundo seria justo e que realmente não é, mas não consigo me conformar que ele tá morto e eu tô viva. Não consigo deixar de me sentir culpada.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Escangalhada da estrela

ou Ressaca, teu nome é Roberta

Dói, dói, cabeça dói. Infelizmente, estou na repartição. Obviamente, cheguei atrasada e me arrastando.

O chope dos leitores de ontem foi óóótemo, dos melhores até hoje. Só perde pro que acabou em rodízio de pão na chapa. Bebemos até às 2h da manhã, a conta deu quase 700 reais. Eu fui pra casa porque sou moça trabalhadora, mas a putada mais louca e mais jovem que eu ainda seguiu pro Democráticos. Há fotos confirmando. Agora tô recebendo e-mails confessando que ainda não chegaram no trabalho ou chegaram, mas não passam de uma panqueca sentada em frente ao computador, com os olhos abertos a base de red bull.

Nossa, nem sei o que dizer. Foi tanta gente, conheci tantos leitores novos. Nem dá pra fazer relatório. Conforme for lembrando, vou dando os highlights.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

É hoje!

Então, putada, chegou a hora: é hoje o nosso chope dos leitores. Daqui a poucas horas estaremos tomando chope, conversando e rindo. Sabe que já tô com saudade? Adoro essa nossa tradição inventada. Não esqueçam de levar câmeras fotográficas, quero muitas fotas!

O primeiro que chegar me liga que eu desço... é praticamente na minha esquina. Da última vez esperei sozinha mais de meia-hora antes de aparecer algum puto.


Serviço
Quinta-feira, 4 de junho, a partir das 19h
Bar Mas será o Benedito
Rua Gomes Freire, 599, Lapa
Rio de Janeiro - RJ

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Para quem quiser esticar:

Nossa amiga e leitora Eugenia está fazendo uma promo no seu site Agenda Samba&Choro. Estão sendo sorteados 25 convites duplos pro show de hoje à noite, no 3o andar da casa. Corre lá que ainda dá tempo de participar!

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Puta que pariu

Que frio do capeta! Sou bicho de calor, alguém quer por favor desligar o freezer?

Pouca sorte

Saí do trabalho uma hora mais cedo, correndo pra ortodontista, que esta semana me arrumou um horário merda. Pra minha sorte, mal cheguei no ponto e havia uma van. Eu acho pouco digno andar de van, mas naquela situação agradeci aos céus e entrei. Cheguei na Tijuca apenas 7 minutos atrasada. A Ortodontista me atendeu 20 minutos atrasada. Não sei porque levo ela a sério e corro. Enfim.

Para minha sorte (ou não), ela apenas trocou o aro superior por um mais grosso e as borrachas da inferior. Só senti uma pressãozinha quando tava indo embora agora já passou. Pensei que ela ia me meter o borrachão assassino, mas vai ficar pra outra semana. Por enquanto, ela tá botando fé na mola que tá empurrando meu canino.

Saí esbaforida e me joguei no metrô, morrendo de fome. Até que não tava abarrotado ainda, apenas cheio. Liguei para o consultório da dermatologista avisando que ia atrasar. "Ih, mas hoje ela tá no horário, não sei se vai dar tempo de vc chegar. Você vem de qualquer jeito e a gente vê o que dá pra fazer."

Cumequié? Da outra vez esperei quase duas horas. Quando fui marcar esta sessão questionei o horário, apertado para mim, e a recepcionista me tranquilizou "liga não, ela sempre atrasa no mínimo uma hora".

Desci na estação Siqueira Campos e peguei o metrô de superfície. Quando ele tá chegando no Arpoador toca o cel. "Dona Roberta, ela já tá indo embora, não vai dar tempo. Me liga amanhã que a gente remarca pra segunda". Porra, por que não remarcou logo pra segunda quando eu disse que tava atrasada?". Ca-ga-lho! Me despenquei da Tijuca pra Ipanema à toa! Da Praça Saens Pena tem um ônibus que passa na minha porta!

Desci na estação seguinte, General Osório, e tentei aproveitar pra comprar umas tranqueiras antes de vir pra casa. Entrei na Americanas Express e enchi a cestinha de buginganga úteis, como xampu, esmalte, meias, calcinhas, essas coisas que nunca são demais, pra ver se me acalmava. No caixa, começa uma confusão. Só uma mocinha não exatamente safa para atender e muitas velhotas impacientes na fila. Uma delas quer fazer uma troca e a mocinha não sabe fazer. Mocinha liga pra outra mocinha vir ajudar. Soltei um "puta-que-pariu, não vou comprar merda nenhuma", larguei a cestinha no balcão e fui embora bufando. Ca-ga-lho.

Estou quase sem xampu e pasta de dente! Até pensei em entrar numa farmácia, mas com aquela friaca, desisti. Me joguei num 464 e vim pra casa congelando no ônibus. Dei uma arrumada na casa que tava um pandemônio, comi minha ração noturna com um copo de coca zero e vim blogar, porque alguma alegria eu tenho que ter na vida.

Pensar que eu poderia ter feito meu roteiro de farmácias tijucanas com calma, ainda ido na Dermage comprar meu mousse facial, tomado um café expresso no Palheta da Drogaria Venâncio e vindo pra casa alegrinha, alegrinha com minha sacola de compras de farmácia, minhas favoritas. A esta altura teria vários xampus e condicionadores pra escolher, cremes, hidratantes, bisnagas de Sensodyne de diversos calibres e sabores, um frascão de 1l de Plax transparente, quem sabe até um sabonete líquido ou esfoliante bem cheiroso pra alegrar meu banho de amanhã... ai, ai, ai. Como a vida é injusta às vezes.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Autoflagelo

Amanhã vou sair correndo do trabalho, pegar o 665 e rezar para não perder a hora da ortodontista. É dia de apertar o aparelho. Sabe-se lá que torturas novas ela está maquinando, mas anda toda animadinha a me meter elásticos entre as arcadas.

Depois pego o metrô e corro mais em direção à Ipanema, rezando para não ser esmagada na hora do rush e pra dermatologista atrasar tanto quanto o de costume. É dia da minha segunda sessão de depilação definitiva, sairei de lá com a virilha frita. Claro, na saída marcarei a terceira sessão e outra consulta pra tostar mais alguns hemangiomas, isso se os primeiros nao virarem quelóides. Quem sabe, agendo até de começar a queimar a cara pra descascar que nem cobra, como disse uma leitora. Tô nem aí, como disse a dermatologista, tudo que é bom dói e mulher aguenta o tranco.

Não quero pensar no meu mau humor quando estiver voltando pra casa, morrendo de fome, com os dentes doendo e querendo andar de pernas abertas. Ah, claro, vou ter que ir de saia, mesmo com esse frio do capeta. Dizem por aí que biscate não sente frio, mas sou mega friorenta.

É, acho que amanhã não vai ser um dia melhor.

Tá, eu confesso

Não estou mais com raiva, depois que tantos amigos me escreveram avisando que me amavam e era pra eu descer do queijo. Agora tô só um pouquinho tristebunda, mas só um pouquinho. Vou dormir que melhora.

Não seja idiota

É claro que se eu te escrevi você pode e deve ignorar a solicitação anterior e me responder, afinal, também odeio quem não responde meus e-mails.

Hoje é um péssimo dia

Por favor, não me telefone nem escreva. Me esqueça.

Raiva

Eu sou uma pessoa que sente raiva. Sinto muita raiva de muita coisa e de muita gente. Não me dou ao trabalho de matar ninguém, mas ficaria mais alegre se algumas pessoas morressem. Acho que alguns óbitos, inclusive, mereceriam champagne pra comemorar.

Meus ódios são todos de estimação, não pretendo me abrir mão deles. Se um dia se forem, tudo bem, mas não vou trabalhar para isso. São que nem meus preconceitos, tudo coisa de estimação: não fere ninguém, não serve pra nada, mas tenho apego. Além do que, eu pago meu macarrão e posso odiar à vontade. Não acho errado, não tenho culpa, nem considero falta de educação. Eu posso pensar o que quiser e bem entender do que e/ou quem quiser e bem entender. Posso até pensar que você é um repolho mutante. Indelicado seria eu te contar isso.

Não odeio só pessoas, atitudes e idéias, sabe? Odeio também algumas cidades, com a implicância resvalando para os nascidos em tal localidade desgraçada. Odeio formatos de cabeça, cores de esmalte, tipos de sapato, cortes de cabelo. Claro, o portador de tais itens personifica meu desprazer e passa a ser o objeto do meu ódio. Como eu disse, nada grave. Afinal não é errado ser assim, só é odioso, mas não vou matar ninguém. Só vou... odiar.

Quer saber? Eu te odeio. Morra. Eu quero que você morra. Às vezes fantasio dar um tiro na sua cabeça, mas como não vou fazer isso (sequer sei manusear arma de fogo e, de qualquer jeito, acho anti-higiênico), apenas aguardo o dia triunfante do seu velório. Se for morte dolorosa melhor. Fantasio pogar ensadecida no seu enterro e cuspir na sua sepultura, mas não vou me dar a esse trabalho. Apenas sorrirei e, talvez, brindarei.

Já que você é uma bosta ambulante que não serve para nada - além de tornar o mundo um lugar pior de se viver - e sua existência é perniciosa ao equilíbrio do universo, por favor, tenha a delicadeza de falecer, faça alguma coisa que preste pelo menos.


O que? Quem eu odeio com tanta sofreguidão? Jamais saberás.

Mau humor

Melhor seria dizer péssimo humor.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Samba

Ai, quero samba. Como diz minha amiga Eugenia, só existe o samba.

domingo, 31 de maio de 2009

Chope dos leitores

É, meus amigos, vem aí outra primeira quinta-feira do mês e outro chope dos leitores. Todos sabem que sou uma mulher conservadora, mas desta vez resolvi experimentar outro lugar: o tal do Mas será o Benedito, que nunca consigo ir.

Se você quer ir mas fica com receio porque não me conhece ainda, me manda um e-mail que passo o número do meu celular. Juro que não é pegadinha.

Então é isso queridos, vejo vocês lá na quinta-feira, dia 4/6, a partir das 19h. Para quem não sabe, o Mas será o Benedito fica na Rua Gomes Freire, 599 (quase esquina com Mem de Sá), na Lapa, Rio de Janeiro, RJ. ;)

sábado, 30 de maio de 2009

Ressaca

Acordei agora com toda a ressaca do mundo. Na verdade, talvez, eu ainda esteja bêbada. Minha cabeça dói, meu olhos doem e ardem, estou meio tonta. Cometer excessos é uma delícia, mas no dia seguinte dá uma dor de cabeça...

Dormi maquiada e parece que todo o rímel, perdão, máscara preta passaram pra fronha que eu tinha trocado ontem. Pior que como queria ficar com olhos de boneca, tinha passado várias camadas da Volume Clubbing Ultra black Bourjois. Como diz a embalagem: "mascara intensité maximum. Dramatic look. Regard intense. Extreme volume. Ultra resistence". Pois é, vcs imaginam o estado da fronha branca.

A casa tava uma zona. Havia uma lata vazia de coca comum, chocolate quebrado em cima da mesa, a cobertura de sorvete aberta e uma pocinha de cobertura no chão, além de pingos na mesa. Pelo menos o sorvete voltou pro freezer. Quando estou bêbada esqueço que não sou magra e como.

Aliás, vou comer alguma coisa bem calórica pra rebater a rebordosa e deitar. Mais tarde, quando a ressaca passar, dou o relatório pormenorizado, mas adianto que a festa foi ótema!

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Excessos

Hoje eu preciso cometer excessos.

Vou começar agora meu ritual de beleza e daqui a pouco vou pra Santa Teresa encontrar companheira Lolita G. A esta hora a bruta tá fazendo uma tatuagem na coxa direita. Vai pra festa recém rabiscada mesmo. Vamos encher a cara, dançar moito e... cometer excessos.

Relatório pormenorizado em futuro próximo.

Dor de cabeça

Ela voltou. Acordei exausta e com o nariz escorrendo, mas bem. No ônibus pro trabalho minha cabeça começou a doer. Agora está explodindo.

Blogstar em São Paulo

Nova coordenadas. Chego sexta, 19, no início da tarde e volto segunda, 22, muito cedo, direto pro trabalho. Vou ficar hospedada na Vila Madalena, na casa do Flávio, que estará em Goiás e gentilmente me ofereceu o apartamento em troca de eu alimentar o labrador dele.

Você não seria ninguém sem seu blog!

Como sou cara de pau, levei menina Krakovics pro chope da Carrie.

- De onde você conhece ela?
- De blog.
- Como assim? Você não seria ninguém sem esse blog, não conheceria ninguém, não teria amigos, não seria nada!

Krakovics é uma pândega, mas não deixa de ter razão. Sim, é verdade, não seria ninguém mesmo. Hoje em dia, 60% dos meus amigos que vejo com frequência conheci por blog; meus últimos três namorados eram leitores e fãs. Aliás, o blog é a única possibilidade de memória que me restou. Ainda bem que tenho esses registros pra reaprender quem fui no últimos sete anos.

É, não imagino a vida sem meus blogs. Não há vida sem blog.

Dotôra!

Acabei de chegar do chope de comemoração da defesa de doutorado em História da minha amiga Aline, vulgo Carrie, a estranha. Não fui ao eveinto porque era à tarde, na UFF, mas não perderia o chopex (no Devassa do Largo do Machado) por nada no mundo. Gentem, levou das 13h30 às 18h! Quero mais fazer doutorado não, a defesa é uma tortura! Mas o que importa é que acabou, passou, foi lindo e agora ela é dotôra! Ai, que orgulho da minha amiga!

Ao mesmo tempo que doeu, deve ter sido ótimo tirar esse peso das costas, ter concluído essa etapa. Mas, para mim, a pergunta que não cala é "e agora?". Zoei ela "sobre o que você vai falar no blog agora?". Lembrei de quando defendi meu mestrado. Adiei até não poder mais porque tinha medo de deixar de ser mestranda. Imagina deixar de ser doutorando, que medo deve dar!

Só por hoje

Como todos sabem - ou deveriam - estou desmemoriada. Eu que tinha excelente memória não lembro de quase nada. A neurologista jura que o quadro será gradativamente revertido e, de qualquer jeito, já desencanei. Faço piada, acho graça dos meus esquecimentos e aprendi a lidar com a memória de outra maneira. Meus amigos também já entraram na pilha e quando comentam "vc não lembra?", riem logo em seguida, pois é claor que não lembro.

Outro dia foi com a minha irmã. Ela insistia em algum acontecimento e eu não tinha o menor registro. Finalmente ela gargalhou "Agora vou te chamar de 'Só-Por-Hoje'. Sem passado e o futuro ainda não chegou, só existe o dia de hoje. Tu não lembra de mais nada, né?". Agora ela só me chama de 'Só-Por-Hoje'.

Bom, se até minha irmã se conformou, espero que vocês não insistam mais em "ué, vc não lembra?". Não, não lembro.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Quer ser meu aluno?

Curso "Rio, Samba e Cultura Popular"

Até o dia 3 de julho, das 9h às 17h, estarão abertas as inscrições para o curso "Rio, Samba e Cultura Popular" na Universidade do Estado do Rio de Janeiro. As inscrições podem ser feitas no primeiro andar do Pavilhão João Lyra Filho, Bloco A, sala 1006 ou pelo endereço na Internet http://www.cepuerj.uerj.br.

A duração é de um mês e meio, às quartas-feiras, das 19h às 22h e será ministrado por três Mestres em Comunicação da área de Cultura Popular: Luiza Real, Roberta Carvalho e Vicente Magno.

O curso pretende analisar o conceito de cultura popular interligado à espacialidade da cidade do Rio de Janeiro e o samba como símbolo de brasilidade. O valor parcelado é de R$ 300,00 (R$ 100,00 de matrícula e uma parcela de R$ 200,00), ou à vista com 10% de desconto. Tel: (21) 2587-7875

terça-feira, 26 de maio de 2009

Bingo!

Perdi a hora de novo, tô me sentindo muito cansada. E olha que ontem deitei antes de 23h, cedo pros meus padrões. Quase não consegui sair da cama hoje de manhã, só fui porque sinto multa culpa quando perco aula. Sempre acho que vou deixar de aprender algo que jamais será recuperado. Tá, exagero, mas não é errado ser assim. Fui, atrasada, mas fui.

Quando cheguei lá me arrastando... bingo! As professoras faltaram de novo! Fui na secretaria e me informaram que o marido de uma delas sofreu uma cirurgia, mas semana que vem a aula será normal. Supostamente o monitor da turma teria avisado a todos por e-mail. Todos menos a meia dúzia de cornos que, como eu, tava lá na porta da sala com cara de pateta.

Tô um bagaço. Às vezes, a vida é dura.

Pequenas ambições

Quero aprender a andar de bicicleta. Quem se habilita a me ensinar?

Blogstar em São Paulo

No dia 20 de junho, um sábado, vou a um casamento em São Paulo. Pretendo chegar na véspera, dia 19. Que tal um chope com os leitores paulistanos? Quem se habilita? Organizem tudo, por favor.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Sono, muito sono

Quase não dormi noite passada. Cheguei em casa tarde, mais de 1h da manhã e um vendaval de pensamentos não me deixou dormir. Tava agitada, mas feliz. Hoje passei o dia com muito sono. Queria contar um monte de coisas, mas vou deitar, terça é dia de aula. Não quero ficar sonolenta na aula e ainda vou terminar de ler o texto. Amanhã vai ser dia de Duby: História social e ideologias da sociedade. Talvez também role um melhores momentos do texto da aula anterior, que não houve, mas era pra ter sido Chartier, História intelectual e história das mentalidades: uma dupla reavaliação.

Adoro estudar.

Remendada

Depois do trabalho fui na dermatologista. Ela tirou alguns sinais vermelhos meus, vulgo hemangiomas. Eu queria tirar mais, mas ela só tirou três pra ver se faz queloide. Se não fizer, ela tira o resto. Também comecei a preparação da pele para o peeling. Daqui a pouco estarei descascada, além de remendada. Também estou fazendo depilação definitiva, o que me rende a virilha frita. No momento, a crise é grave, mas juro que renascerei mais linda ainda.

Segunda-feira estranha

Hoje perdi a hora e acordei atrasadíssima. Sabe quando vc desliga o despertador sem nem perceber e dorme gostoso? Pois é. Acordei com algum barulho na rua quase na hora que deveria chegar no trabalho. Tudo bem, é a vida. Me arrumei rápido, mas sem correr. Apenas pulei etapas, como meus cremes e o pão. Tomei apenas café puro e saí.

Tô no ponto e nada de ônibus. Demorando pra caralho. Daí vejo um homem cambaleante atravessando a rua. Quando chegou na calçada ele deitou. Ficou alguns instantes e levantou de novo. Ao chegar no ponto de ônibus ele parou, olhou pra todo mundo e abaixou as calças. Que coisa, começar a semana vendo o pau de um mendigo bêbado.

Um trabalhador da obra do Cores da Lapa, do outro lado da rua, começou a gritar "ô cara, veste as calças!". Contrariado, ele se vestiu e foi embora.

Como sempre digo, o mundo é estranho.

sábado, 23 de maio de 2009

Então é isso!

Confio no Personare e nada me faltará, seguirei seus conselhos, já que os solicitei: vou à praia dar um mergulho e à noite vou tomar uma cervejota na Lapa com minha amiga FKrako que está no Rio. A vida é bela.

Personare

CLAREANDO E COMPREENDENDO MELHOR AS QUESTÕES AFETIVAS

Vênus em sextil com Mercúrio natal

DE: 23/05 (Hoje), 3h16
ATÉ: 02/06 , 6h39


Entre os dias 23/05 (Hoje) e 02/06, o planeta Vênus estará entrando em contato de forma harmoniosa com o planeta Mercúrio do seu mapa astral, Roberta. A qualidade maior deste período envolve um melhor entendimento no que diz respeito à sua vida afetiva. Neste período, você estará mais consciente de coisas que você precisa melhorar para que as suas relações amorosas se tornem mais proveitosas. Talvez você venha a receber conselhos, toques, ou mesmo simplesmente tomar consciência das coisas que precisam ser mudadas. Mas o processo envolve também você receber alguns elogios a respeito de suas melhores qualidades nas relações. As pessoas em geral - amigos, amantes, familiares - estarão salientando suas virtudes, e falando mais delas. É legal ouvir essas coisas, mesmo quando já sabemos quais são nossas qualidades. Um melhor estímulo para a auto-estima é a marca registrada destes dias.

Outra qualidade marcante para o período, Roberta, envolve você provavelmente ter idéias mais harmoniosas, percebendo em si uma tendência mais apaziguadora e razoável.

Tarot do Personare!

9 de Copas
Goze a vida!


O 9 de Copas emerge como arcano de conselho neste momento de sua vida, Roberta. Trata-se de um aviso para que você possa gozar melhor os prazeres da vida, permitindo-se situações e encontros que lhe proporcionem felicidade. Você merece, após tantas coisas, passar por uma fase de satisfação do ego. Divirta-se! Procure, neste momento, afastar-se voluntariamente das coisas e pessoas que lhe causam desprazer. Estimule tudo o que lhe parecer satisfatório, principalmente no que diz respeito à satisfação dos sentidos: as coisas belas, gostosas, estimulantes. Observe também que, quando nos colocamos na direção da felicidade, muitas pessoas tentam nos dar opiniões insolicitadas, nem sempre com más intenções, que – se ouvidas – nos afastam dos nossos verdadeiros objetivos. Confiança, portanto, em sua própria intuição!

Conselho: Procure se dar prazer sem culpa. Curta a vida!

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Partiu?

Hoje é dia de samba na The Maze com show da Thaís Villela. Estarei lá, acompanhada da minha gangue de amigas. Nos vemos mais tarde.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Resgatado dos arquivos

Pérola de Tio Guigo psotada no dia 19 de dezembro de 2002:
"Ao contrário do q a mídia prega, qndo as coisas não vão bem o melhor a se fazer é se drogar e se entorpecer".

É, continua valendo.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Na ortodontista

Hoje foi dia de ortodontista. Passei a consulta quinzenal de segunda de manhã para quarta-feira à tarde, depois da repartição. Acabo perdendo a academia, mas não chego atrasada no trabalho. Ossos do ofício.

Pois bem, tinha esquecido de contar, na segunda à noite, ao comer a esfiha que meu amigo me trouxe, senti algo duro. "Ih, tinha uma pedra nessa porra". Nada, era um bréquete. Sim, o último brequete, o do siso superior esquerdo, caiu e foi engolido. Só percebi quando senti o fio de arame me machucar. "Ih, vou botar um pedaço de cera nessa porra". Porra nenhuma, quando abri a boca tava lá o arame solto enfiado na lateral interna da minha boca.

Como o que não tem remédio, remediado está, cortei as borrachas com o alicate de unha e arranquei o arame. Ontem liguei pra ortodontista, mas como a consulta era hoje ela disse pra esperar. Então, hoje ela lixou o dente e colou outro bréquete. A sessão durou muito mais que o esperado e não deu tempo de ir à academia. Saco. Espero que essa merda não caia de novo.

Lástima

Chove e acabou a coca zero. Tô ouvindo Zeca Baleiro e conversando com Lolita G. no GTalk. Vocês já sabem como acaba essa história, né? Vou sair de pijama pra comprar coca-cola.

Blog da Curinga

Tá lindo o blog do Baile Curinga, agora todo arrumadinho. Vai lá só olhar.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Dia estranho

Acordei atrasada e exausta. Ainda não me recuperei da maratona de choro de ontem. Terça é o dia da aula que assisto como ouvinte no doutorado da ECO-Ufrj. Saí meio correndo e caminhei até o ponto de ônibus. O puto demorou pra cacete. Ufa, veio. Dei bom-dia para o motorista e cobrador, paguei a passagem com moedas no valor exato e sentei no banco alto, como todos os dias. Quando o ônibus saiu do ponto levantei e gritei "Não!". Tava no ônibus para o trabalho, terça não é um dia como todos os dias, é dia de pegar o 433!

Desci um ponto depois e caminhei pra Rua do Riachuelo. O ônibus demorou um bocado. Olho o relógio: 10h, hora da aula começar. Cheguei esbaforida e encontrei a sala vazia. Uma meia dúzia de gatos pingados semi-desorientados aguardava no fim do corredor. As professoras não apareceram. Como faltei a última aula, não sabia de nada. Parece que parte da turma também. Aguardei até às 11h, como elas não chegaram, fui à xerox colocar em dia minhas fotocópias dos textos e depois segui pra repartição.

Mal saí do portão e olhei pro ponto, vi que tava lá o 484B paradão. Que sorte! Corri e consegui pegar. Paguei a passagem com dinheiro trocadinho e sentei no banco alto. Até que a vida não é ruim sentada no ar condicionado, vendo a enseada de Botafogo num dia de céu azul pela janela do ônibus. Quando cheguei no trabalho vi que tinha puxado um fio do meu casaquinho. Não se pode ganhar sempre.

I love Salominho


Minha amiga Graciana adotou um bebê gato que estava sofrendo pré-maus tratos. É um pretico petiquinho de nada, que ainda deveria estar mamando, mas já entrou na ração seca para filhotes e galopa miento pela sala da Graci. Estamos todas apaixonadas.

Salominho tem a barriginha grisalha, chora quase o tempo todo e tem o pelo ralo e arrepiado, dando ainda mais uma impressão de carente. Foi batizado Salomão Martins, mas como é só um tico de gato, decidimos que ele não passa de um Salominho. Com amor, carinho e comidinha, crescerá lindo pra um dia ser um Salomão.

Eu quis roubar Salominho, confesso. Aliás, penso nele constantemente e sinto muita saudade. Salominho é tudo!

Como sempre digo, tenho alguns dos melhores amigos que alguém pode ter

Sol na casa 1, lua na casa 11
De 19/05 (Hoje), 11h38 até 21/05, 17h51

Momento de estar com os amigos, Roberta. No período que vai de 19/05 (Hoje) a 21/05, seu sentimento de bem-estar emocional estará associado aos seus amigos queridos, aos grupos em que você aprecia estar. Este é um momento particularmente propício para se unir a outras pessoas com objetivos em comum, ou simplesmente para vocês terem momentos de prazer e diversão em conjunto. É bem possível que alguma pessoa amiga venha a lhe ajudar com seus problemas neste momento, ou mesmo você irá ajudar algum amigo muito querido neste momento. Este período favorece as trocas, as ajudas mútuas. É incrível como os problemas sérios dos outros podem ser resolvidos por nós com grande facilidade, e vice-versa! Neste ciclo, você compreenderá que nunca estamos sós quando temos amigos que nos querem bem. É possível também que pessoas queridas que há muito tempo você não vê surjam novamente, com alguma mensagem pra lhe passar: tenha atenção!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Ah, se eu fosse marinheiro...

Meu amor me deixou
Levou minha identidade
Não sei mais bem onde estou
Nem onde há realidade...

Ah, se eu fosse marinheiro
Era eu quem tinha partido
Mas meu coração ligeiro
Não se teria partido...

Ou se partisse colava
Com cola de maresia
Eu amava e desamava
Sem peso e com poesia...

Ah, se eu fosse marinheiro
Seria dôce meu lar
Não só o Rio de Janeiro
A imensidão e o mar...

Leste, Oeste, Norte, Sul
Onde o homem se situa
Quando o sol sobre o azul
Ou quando no mar há a lua...

Não buscaria conforto
Nem juntaria dinheiro
Um amor em cada porto
Ah, se eu fosse marinheiro
Não pensaria em dinheiro
Um amor em cada porto
Ah! se eu fosse marinheiro...

Linda, Linda

Tomei algumas latinhas de cerveja e tô ótema, me sentindo linda na minha tristeza. Tô de camisola de preta de bolinhas brancas, minha estampa favorita.

Me animei com os elogios às minhas madeixas e toda hora vou me olhar no espelho. Aliás, cadê o espelho que ficava ao lado do computador? Sou tão exibida que mantenho sempre um espelho por perto pra me olhar.

Também estou com um perfume ótimo nas mãos, daí digito com uma só e fico cheirando a outra. Pena que tenho que dormir, acho que blogaria sandices a noite inteira.

Jabuticaba

É a cor do verniz das minhas unhas dos pés e das mãos. Adorei, mas na quinta vou trocar por um vermelhão.

Linda

Por falar no meu cabelo, todos tão elogiando!
E eu que tava pensando em cortar, desisti. Incrível, acho que nunca minha peruca recebeu tantos elogios numa mesma semana.

Das coisas boas da vida

Há coisas doces, mesmo na tristeza profunda. Um amigo veio me ver, trouxe esfiha e kibe do Largo do Machado, tomou cerveja comigo e elogiou meu cabelo e meu sorriso. Também disse que adora meu apartamento, que acha muito maneiro e bem decorado. Consegui me distrair, rimos juntos de nós mesmos e mesmo quando falei dos meus problemas eles pareceram uma história que li.

Dentro das possibilidades ao meu alcance, esta visita foi a melhor coisa que podia acontecer nesta noite.

Não sei mesmo, sabe?

Não quero falar no assunto pra não chorar mais, mas o negócio é que não sei mesmo, sabe? Mas também não vou ficar pensando. Com o tempo a gente acostuma e banaliza a dor. Daí um dia nem sente mais. Fica a cicatriz, mas se vc não futucar nem lembra dela.

Não tão mau

Estou bem, estou melhor. Passei um dia péssimo, chorando o tempo todo. Fui pro médico em Botafogo de óculos escuros, tentei ler um livro na sala de espera (e que espera), tentei pensar na vida, tentei não pensar na vida, tentei roer as unhas, tentei futucar as cutículas, reparar no sapato dos outros, arrancar uns fios de cabelo. Nada deu resultado. Nada me distraiu ou prendeu minha atenção. Tava obcecada por um pensamento que me fazia chorar, me trazia uma dor e uma angústia sem solução. Odeio quando fico neste estágio de achar que os problemas são sem solução. Sempre tem solução e, se não tiver, é só esperar passar. Afinal, o que não tem remédio, remediado está. Mas há dias que esqueço e fico louca.

Na verdade, fui a uma médica. Dra. Cristiane. Nosso "relacionamento" já dura 10 anos, também temos uma espécie de amizade. Só que ela quer me repassar pra uma tal de Carla, segundo ela, especialista no meu caso. Tenho apego aos meus médicos, não sei se quero a dra. Carla. Ela riu de mim, prometi pensar. Ela me receitou uma bola que, segunda ela, deve resolver minha dor de cabeça, memória bichada e falta de concentração. Vamos ver. Fora isso, pediu quilos de exames. Tenho programação médica pro resto do ano.

Saí do consultório da Cristiane quase na mesma hora que saio da repartição. Tinha dentista marcado. Vou ou não vou? Vou. Peguei um ônibus pra Tijuca. Não via minha dentista há meses, quem vejo quinzenalmente é a ortodontista. Precisei marcar uma consulta pois uma restauração quebrou. Ela consertou rapidinho e sem anestesia. Não foi ruim sentir dor, desviou minha atenção. Adoro minha dentista. Ela é quase tão boa quanto uma terapeuta, só faltava me receitar bola. Ela sempre me apóia, elogia, incentiva. Dra. Sheila é sensacional. Ela é meio careira, mas considero que o apoio psicológico está incluído. Quem me apresentou a ela foi a Ana Paula e eu já levei a Carla pra lá. Todos amam dra. Sheila.

Hoje é um dia muito pior que a média

Estou péssima. Não dormi, estou com dor de cabeça e a cara inchada de tanto chorar. Não fui trabalhar. Vou ao médico às 13h.

Não sei, sabe?

sábado, 16 de maio de 2009

Com cerveja!

Narinha tinha razão, era falta de cerveja. Acabei de descer de Santa, onde fui tomar uma cervejota vespertina com minha amiga Lolita G. Eu até tava com dor de estômago, mas agora tô ótema. Vou me arrumar pra ir pro Estrela da Lapa. A vida é bela.

Maresia

Ah, se eu fosse marinheiro...

Em casa

É amigos, a locomotiva social está parada para reparos. Estou de piriri desde ontem. Na verdade, não estou mais com piriri propriamente dito, mas com dor na barriga e dor de estômago. Resolvi amargar uma sexta-feira em casa pra tentar salvar o sábado. Se saísse hoje e bebesse amanhã ia continuar com dor. Ou não, sei lá. Diz a Nara que tudo é falta de cerveja. De qualquer jeito eu tava cansada. Foi bom para ficar sozinha e pensar. Se bem que, como dizem por aí, pensar enlouquece, né?

O mundo é estranho

Estou meio triste, mas estou feliz, sabe? Pois é.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Era disso que eu precisava!

DINAMIZAÇÃO MENTAL - Marte em sextil com Mercúrio natal
DE: 14/05 (Ontem), 19h05
ATÉ: 26/05, 16h08

Dinamização mental, Roberta! Esta frase sintetiza perfeitamente o período que vai de 14/05 (Ontem) até 26/05 em sua vida, quando o Marte do céu estará formando um ângulo harmonioso ao Mercúrio do seu mapa de nascimento. A sensação nesta fase pode ser a de uma aceleração dos seus processos mentais, um período positivo e produtivo no que diz respeito às atividades intelectuais, favorecendo muito as leituras, os estudos, os testes. Provavelmente você estará vendo as coisas com mais clareza, estando com uma maior disposição para encarar desafios intelectuais.

Também é uma fase interessante para ter aquela conversa objetiva que há tempos você gostaria de ter com alguém. Os debates e conversas, neste momento de sua vida, tendem a gerar resultados práticos eficientes, ou seja, você sente que sai ganhando.

Este é um período particularmente bom para iniciar algum estudo novo, aprofundar-se em alguma atividade intelectual, e até para fazer pequenas viagens ou passeios. É um período de maior força para as suas convicções pessoais. E é justamente quando temos mais segurança em nós mesmos que mais transmitimos confiança para os outros. Por conseqüência, esta é uma boa fase para fazer acordos, assinar contratos e, principalmente, para resolver pequenas questões burocráticas. Também é uma fase boa para compras e vendas, você tende a fazer bons negócios neste período. Afinal, o lado bom da esperteza estará em alta!

A saga do Palhaço Trena

Divirta-se no HTP.

Programa para hoje


Eu não vou não porque ainda tô de piriri, mas se eu fosse você, iria. :P

O Jardim Secreto da Danny

Minhas amigas vivem pergutando onde comprei minha linda carteira vermelha de póas. Agora não preciso mais dizer "minha amiga Danny que faz, quer que eu encomende uma?".

Danny, minha amiga desde os idos tempos da 8ª série no José de Alencar, agora tem uma loja virtual. Lá você pode comprar não só as carteiras, mas também os lindos colares, prendedores e outros mimos que ela faz.

Divirta-se: http://jardimsecreto.elo7.com.br

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Alegria, alegria

Mas apesar do piriri renitente, estou feliz. Flanando e stalkeando pelo Orkut encontrei algo que muito me alegrou, fiquei orgulhosa mesmo. Logo em seguida um amigo queridíssimo ligou pra dar uma notícia maravilhosa.

Ai, ai. Como é bom ter alguns dos melhores amigos que alguém pode ter.

Dias difíceis

Ontem resolvi ir bem pimpona pro trabalho, pra ver se levantava o astral. Coloquei um dos meu colares favoritos, muito fáxion, eu até "economizava" ele. Caiu no caminho, quando desci do ônibus tava sem.

Hoje acordei de piriri, que persiste até agora.

É difícil ser feliz começando os dias assim.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Hoje não é um bom dia

Acordei novamente com dor de cabeça antes do despertador tocar e fiquei deitada na cama, olhando para o teto e pensando na minha vida. Levantei atrasada como sempre, me arrumei e fui ao médico. Estou indo a vários médicos pesquisar o motivo da minha dor de cabeça, embora eu desconfie que não é coisa que se resolva em médico. Acho que é coisa que se resolva no RH pedindo demissão.

Saí do médico com um pedido de exame e uma receita não-convincente e uma imensa vontade de chorar. Nem dava tempo de comprar algum mimo pra aplacar meu vazio, porque precisava correr para o trabalho. Infelizmente, nem sequer vir chorando no ônibus eu pude, porque a caixa dos óculos escuros tava vazia. Caminhei até a Presidente Vargas pensando se devia parar e comprar um óculos escuros pra poder chorar com privacidade, mas acabei chegando no ponto e o maldito 484 tava me esperando. Fui para o trabalho odiando tudo e todos. Sim, eu já te odiei muito hoje. Odiei todos que conheço e os que não conheço, os que já morreram e os que ainda vão nascer. Por quê? Porque eu quero, foda-se.

Quando abri meu e-mail tava lá a mensagem do Personare.
Neste período, que vai de 11/05 (Hoje) a 14/05, a passagem da Lua pelo setor das crises pessoais pode significar um transbordamento de emoções e problemas que você tem tentado evitar nos últimos dias, Roberta. O Sol em trânsito pela Casa 1 lhe chama à consciência, à clareza em relação a si mesmo. A Lua neste momento pede que você não faça de conta que não existem coisas que lhe incomodam e que dê atenção a estes pontos. O Sol na 1 lhe ajuda a ver as coisas com maior clareza, e a ter a coragem de romper com hábitos, padrões, pensamentos ou pessoas que não lhe servem mais. Reflexão para o período: do que eu preciso me libertar?

Sim, eu sei do que eu preciso me libertar.

O primeiro chato que me disser que horóscopo é feito por um robozinho e se repete pras pessoas.... estou mandando tomar no cu preventivamente. Vá tomar no seu cu e não me encha o saco. Se eu quiser acreditar em repolhos ou nabos o problema é meu. Vá se fuder, chupar cocô ou lamber sabão, mas não me encha o saco. Não sou idiota e sei disso, mas o fato é que os trânsitos do Personare sempre são perfeitos pra mim, sempre caem exatamente com o momento que estou vivendo. São muito úteis e me poupam uma grana em terapia.

Ai-ai-ai.

De repente, depois do almoço e do me café expresso da alegria eu melhoro. Pode ser só TPM.

Reflexões

Eu me amo e é recíproco. Ai, como o amor é lindo e a vida é bela.

Das coisas que eu odeio

Eu adoro tomar banho, sabe? É o meu momento pessoal, de prazer, só meu. Adoro ficar lá naquela água quentinha, sabonete cheiroso, me sentindo feliz e sozinha. Saber que estou me cuidando. Adoro.

Daí que fico puta, muito puta, mas muito puta mesmo quando o telefone toca no meio do banho. Claro, acontece com grande frequência. Agora levo o fixo e o celular pro banheiro porque, mesmo que não atendesse, já tinha estragado meu banho mesmo ficar ouvindo o barulho do telefone tocando. Então, já que meu prazer foi estragado, melhor saber quem me liga. Além do que, normalmente, a mala liga pro fixo e quando não atendo tenta o celular. Como também não atendo, liga de novo e em seguida manda um sms. ÓDEO!

Odeio as pessoas que me ligam no meio do banho, mesmo as que eu amo.

sábado, 9 de maio de 2009

Era pegadinha

Ontem eu tava prontinha pra nem sair, ia ficar em casa descansando minha beleza, mas as amigas Lolita G. e Madame Valente botaram pilha pra irmos pro Juarez, que supostamente teria voltado a ter roda de samba. Parece que a assesoria de imprensa mandou um e-mail para a Agenda Samba&Choro divulgando o retorno da função. Eugenia, que está empreendidíssima na missão de busca e apreensão de um imóvel em Botafogo, não iria, mas resolvemos subir o morro e pegar um sambinha naquele fim-de-mundo. Tá bom...

O balacobaco supostamente começava às 21h30. Marquei 22h na esquina da Gomes Freire com Madame Valente. Esta passaria de táxi e me resgataria. Subiríamos para Santa, fazendo uma parada no Guimarães pra pegar Lolita G. Desconsiderando o fato irrelevante de que Madame Valente apareceu depois das 23h, tudo correu como esperado. Até este ponto, que fique claro.

O táxi subia, subia, subia e nunca chegava aquela merda. Numa encruzilhada da ribanceira, uma blitz. Os PMs eram imensos, negões belzebu bombados de fuzil na mão. O primeiro já resmungou que o táxi não estava devagar o suficiente. O motorista reduziu. Havia uma kombi branca parada sendo revistada um pouco a frente. Ainda bem que não fizemos a pobrinha, pois tínhamos cogitado subir na komba. Daí outro puliça mandou a gente passar rápido "anda, anda, vai que eles tão armados". Que emocionante.

Subimos mais e finalmente logramos êxito, atingimos nosso objetivo e chegamos ao caralho o Bar do Juarez? O samba? Também não sei. Tudo fechado e apagado. Era pegadinha.

- Bora pra Lapa!
- E agora, moço? a gente não pode voltar porque eles tavam armados, pode estar tendo tiroteio!
- É, vai em frente!
- Não, em frente a gente pode cair em alguma favela, em Santa é perigoso ir em frente sem saber pra onde vai se não for nos trilhos do bonde.

O taxista, que já devia estar se divertindo com nosso papo no caminho, cortou a mulherada maluca. "Vou dar a volta e descer por onde viemos!".

Ao passar pela blitz de novo, os "armados" eram pós-adolescente magrinhos ajoelhados na calçada, de cara pro muro, esperando pra tomar porrada. Havia algo ou alguém caído no chão atrás da viatura, sendo vigiado por um PM de fuzil na mão. Mandaram a gente passar rápido de novo.

- Esse policiais são bombados!
- Eles tão cheirados!
- São bombados e cheirados e vão espancar os garotos!

É a vida, mundo cruel, mas não fui eu que fiz ele assim. Vamos atrás de outro samba.

***

Descemos na esquina da Riachuelo e fomos tratar de obter uma cerveja pra clarear as idéias e decidir nosso rumo. O samba baratinho de negócio de R$ 3 e cerveja de garrafa que a gente ia saiu por R$ 30 de táxi. Tudo bem.

Tomamos uma no depósito em frente a Silvio Romero e fomos dar uma pinta na Casa da Cachaça.

- Vamos pra lá que lá sempre tem gatinho.
- Gatinho? Lá só tem mendigo!
- Nada, tem gatinho.
- Onde, na Casa da Cachaça? Difícil gatinho lá, hein...
- Gatinho mendigo, sujo e maltrapilho. De repente, se der um banho...
- Ah, eu gosto de sujinho.
- Tudo bem, não é errado ser assim, gostar de copular com sujinhos. A amizade continua a mesma, mas prefiro limpinhos.
- A gente tem farol pra pobre, né?

Enquanto entabulávamos tão edificante diálogo, nos encaminhamos para o estabelecimento supracitado. Claro que só havia mendigos. Tomamos uma cerveja enquanto decídiamos se era melhor ir pro Galocantô no Mofo Up ou pra festa Dínamo no Multifoco. Resolvemos ir pro samba e, se tivesse caído, íriamos pro rock, afinal essa festa ia até mais tarde.

***

Chegamos no intervalo e demos uma dançadinha no esquenta pra segunda parte do show, claro, munidas de chopinhos. Enquanto moças exibidas, fomos lá pra frente do palco, no gargarejo. Havia muitas cálegas loucas e fizemos logo amizade. Também havia muitos ex-namorados *, daqueles que dá vergonha, sabe? Pois é.

Enfim, o show foi legal, sambamos bastante e só não bebi mais porque tava cheio pra caralho e ficava difícil ir até o bar. Logo que acabou o show, partimos, pois estávamos numa noite acelerada e precisámos exibir nossa beleza em vários lugares, afinal, o povo merece.

***

Partimos para a Dínamo. Por isso (também) que amo a Lapa: do samba ao rock verde em pouco mais de uma quadra. A festa estava como eu esperava, portanto fiquei apenas 15 minutos - contados no relógio e dos mais longos da minha vida - mas não me arrependo de ter ido. Na verdade, fui mais pra apoiar companheira Lolita G., que tava pilhadaça. Assim que vi que ela tava animadinha com sua cervejota na mão, acompanhada de Madame Valente, animadinha com sua caipirinha na mão, ambas dançando, avisei que ia partir.

Foi uma ótima decisão. Fui pra casa linda, loira e cansadinha, dormir o soninho dos bêbados justos.

***

Sabe, o Multifoco é um lugar muito simpáticos, os donos são amigos de amigos, sempre rola alguma festa lá. O negócio é que é quente pra danar, o banheiro é lamacento de fuder e a cerveja nunca tá gelada como deveria. Sabe como é, sou chata, sou uma velha chata. Daí, por melhor que esteja a festa e por mais amigos que encontre, sempre fico mal-humorada e quase-arrependida de ter ido. Por tomei uma decisão drástica: por mais amigo que seja quem convida, não vou mais lá em eventos noturnos. No máximo, dou pinta num lançamento de livro ou coisa parecida. Claro, eu mudo de opinião sem o menor constrangimento ou pudor, mas minha opinião hoje é que nunca mais vou lá.

Homem é tudo palhaço, até as bibas

Pois é, meus amigos. Gays também são palhaços, afinal, são homens, né?

Tava conversando com um amigo meu sobre dor de corno. Ganhei dele o CD Até Sangrar, da Áurea Martins. É maravilhoso, tão bom que me deu vontade até de ter uma dor de corno pra poder ouvir realmente até sangrar, ou como completou meu amigo, chorando e se giletando (amei o "se giletar", eu dizia esfregar os pulsos no chapisco até cortar, mas gostei mais da dramaticidade de se giletar em uma dor de corno).

Já me imaginei com o som nas alturas, me cortando e chorando, ensandecida gritando o nome de um caboclo. Tá, só na imaginação, mas foi divertido. Nunca faria isso porque por pior que seja a dor de corno, sempre passa, sempre vem um novo amor e o amor do momento é sempre o melhor de todos, afinal, ele é o meu amor (até a palhaçada derradeira, é claro). Daí imagina a grana que eu ia gastar em procedimentos estéticos pra encobrir as cicatrizes da giletação? Ai, não. Já gasto muito em cremes e vou começar um tratamento com laser agora.

Então, tava falando com meu amigo que nem tenho por quem chorar, pois sou biscatinha. Estou disponível para fornicação (após um breve processo seletivo, é claro. Sou facinha, mas tenho meus caprichos), mas não para namoro. Estou numa ótima fase solteira. Se apaixonar é uma delícia, mas ser piranha também é muito divertido. Daí meu amigo contou que também está sozinho:

- Também tô sem ninguém. Pior: o penúltimo era lindo como Rick Martin, com dois carros, dentista, 32 anos, atencioso e me deixou por torpedo. Nunca mais nos falamos. Só e-mail no Natal e olhe lá. O último tinha 20 anos. Você o viu comigo na Lapa. Foi trabalhar em Riad, na Arábia. Tenha dó, né? Como no disco da Marlene: "...perguntei ao coração/se queria descansar/ele disse que não/que não queria..."

Comentei minhas últimas três separações e ele se divertiu:

- Estórias estranhas esse pessoal arruma pra dizer adeus. Isso quando dizem adeus, né? Teve um outro que morou comigo por quatro anos e foi embora sem dizer adeus. Depois de meses queria voltar. Imagina. Nunca mais falei com o guapo. Era bonito só por fora.

Como somos otimistas, no fim da conversa ele concluiu:

- Como no disco da Marlene "eu começo e recomeço a minha vida toda hora sem medo nenhum". Daqui a pouco você arruma um grande amor.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

É samba!

Partiu o bonde das mulheres loucas pro Juarez. Vamos?

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Parece até sacanagem!

A Claro tá uma merda hoje e meu celular fica em "só emergência" o tempo todo. Se vc me ligar e cair na caixa postal não esquenta. Vai no chope e me procura! Tô indo pra lá daqui a pouco.

Quero nem saber se o pato é macho...

...quero é mais ovo!

Tô com uma dor de dente, ou melhor, nos dentes, do capeta. Acho que nem na primeira apertada do aparelho, quando foi "ativado" doeu tanto. Desta vez ela incluiu os cisos, então além da dor, os brequetes cortam minha boca. Claro, estar com dois aros na parte superior não ajuda. Muito menos o "batente de resina" que ela teve que colocar no cisos inferiores pra poder encostar nos superiores. Ah, a cereja do bolo é a mola no canino inferior direto. Além de mal falar e não conseguir fechar a boca direito, tudo isso me rende uma sensacional dor de cabeça.

Mas quer saber? Quero nem saber. Vou é beber!
Te vejo mais tarde no Boteco do Gomes.

É chope, e é hoje!

Então queridos, é hora de rever os amigos, beber, rir e ser feliz.
Nesta quinta teremos mais uma edição do Chope dos Leitores do OMEE e HTP.

Decidi fazer edições mensais, sempre na primeira quinta-feira do mês.
Esta será, novamente, no nosso escritório: Boteco do Gomes. Esquina das ruas Gomes Freire com Riachelo, na Lapa. Estarei lá a partir das 19h. Qualquer dúvida, gritem.

Quem vai e ainda não me conhece me escreva para eu passar meu telefone, mas prometo desta vez ser mais esperta e avisar ao garçom.

Vejo vocês lá.

O mundo é estranho

Sábado vou numa festa de aniversário à fantasia, às 18h, na casa de uma amiga de infância. Sim, ela tem a minha idade e vai dar uma festa vespertina à fantasia. Os quitutes serão, digamos assim, vintage: ela preparou o que se servia em festinhas de aniversário quando éramos crianças.

Adorei a idéia.

Alegria, alegria

Ando alegre, sabe? Otimista, sei lá. Fase boa.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Uma vida gauche

Amiga e companheira de pista, menina Graciana está divulgando seu blog.

http://gracianamartins.blogspot.com

Também acho que hoje é um bom dia pra socar alguém. ;)

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Me adota!

 
Posted by Picasa


Somos duas irmãzinhas, na verdade somos três: falta a outra tigradinha. Somos carinhosas e arteiras e precisamos de um lar. Que você acha de nos levar pra sua casa?

Saco

Odeio lidar com idiotas.

Saudade...

O meu amor me deixou
Levou minha identidade
Não sei mais bem onde estou
Nem onde a realidade

Ah, se eu fosse marinheiro
Era eu quem tinha partido
Mas meu coração ligeiro
Não se teria partido

Ou se partisse colava
Com cola de maresia
Eu amava e desamava
Sem peso e com poesia

Ah, se eu fosse marinheiro
Seria doce meu lar
Não só o Rio de Janeiro
A imensidão e o mar

Leste oeste norte e sul
Onde um homem se situa
Quando o sol sobre o azul
Ou quando no mar a lua

Não buscaria conforto nem juntaria dinheiro
Um amor em cada porto
Ah, se eu fosse marinheiro.


Na voz de Adriana Calcanhoto...

domingo, 3 de maio de 2009

Domingo

Hoje foi um dia estranho. Acordei, após três horas de sono, com o telefone e a má notícia da devolução de dois gatos. Levantei com dor de cabeça e resolvi ir almoçar na casa da minha mãe. No ônibus comecei a me sentir triste, triste e chorei a viagem toda. Lá também tive uma crise de choro conversando com a minha irmã na cozinha. Acho que era sono mesmo. Depois do almoço dei uma dormidinha e a tristeza passou. Como já comentei, sempre que estou muito cansada fico triste.

Agora à noite estou alegrinha. :P

Sábado

Acordei tarde, aliás, pouquíssimo dormi, mas fui feliz. Tinha combinado de almoçar na casa da minha mãe, mas dei um perdido na velha. Sábia decisão. Lá para o meio-dia me liga Ana Paula. Tava adquirindo itens para sua casa nova nas imediações e convocou minha presença para dar pitaco. Amei tudo, ótimas compras. Aproveitamos pra dar uma pinta rápida na Feirinha da Lavradio, almoçamos na Taberna do Juca, com direito a vista rápida da minha amiga Bella, tomamos um café na delicatessen nova (que não sei o nome) e ainda demos uma passada no Mercado Mistureba. Ai, que difícil essa vida de blogstar e locomotiva social. Fui para casa ansiosa por um soninho de beleza e saúde, afinal, ninguém é de ferro.

À noite, dormida, linda, loira e japonesa, conforme relatado previamente, participei de uma incursão ao Bukowski. Foi um sábado muito feliz e produtivo. ;)

Sexta-feira

Não lembro bem o que fiz durante o dia, mas acho que dormi e vegetei. Tava na pilha de sair, mas não encontrei companhia pra dançar, então aderi à quadrilha de mulheres loucas que ia para a The Maze. Madame S. passou pra me pegar e fomos buscar Eugenia em casa. Após uma rápida parada, partimos pra pista lindas, maquiadas e alegres. Como disse Eugenia quando telefonei pra avisar que ia junto "Claro amiga, você não pode ficar em casa, tem que espalhar sua beleza pelo mundo".

Chegamos cedo, mas já tava cheio e logo ficou lotado. Muita gente bonita, muita gente divertida e alguns conhecidos. Havia uma amiga de uma amiga fazendo aniversário e, claro, fizemos algumas novas amizades. Eu já tinha ido lá duas vezes com amiga Stella, mas tá bem diferente.

Eugenia, que parece até uma candidata a vereadora em campanha de tanta gente que conhece, tem uma mania feia de me apresentar pra todo mundo como "essa é minha amiga Roberta, ela é jornalista e edita um site chamado Homem é tudo palhaço". Sabe como é, Às vezes, é melhor abafar o caso. Ela me apresentou pra dois palhacinhos amigos.

"Você não é amiga também da Graci? Você não tava na festa Canibal? Lembro de vc de lá". Cagalho, que memória! A festa foi no Cine Glória, que é bem escuro e eu cheguei já tarde e bêbada (foi neste dia que não consegui tirar a bota e meti a tesoura). Bom, ele foi gentil e não citou meu estado alcoolico.

Já o outro palhacinho amigo dela garantiu seu lugar no picadeiro. Em breve, no HTP.

Foi uma noite agradável, surpreendente e auspiciosa. ;)

Comentários auspiciosos

Na quinta, antes de ir para o Espaço Hombu, passei no Parada da Lapa para dar parabéns ao meu amigo André, que também fazia aniversário. Pena não poder ficar pra festa dele. André é leitor e fã que virou amigo, confidente e conselheiro, sem falar nas aulas de sinuca e forró que ele me prometeu. Tão querido, tava tão tchutchuco de fantasia de aniversário. Gentil, quando íamos nos despedir, sorridente ele avisou "Preciso te dizer uma coisa, você está muito bonita, tá mais alegre, mais bonita, mais jovem, mais viva. Essa é a palavra, viva". Tão fofo!

Menino André é tão fofo que, certa ocasião, quando um palhaço me deixou na poeira em Brasília, eu liguei pra ele chorosa pedindo socorro. André me resgatou, me deu de beber e comer e ainda me fez rir. Adoro meus amigos de infância que fiz pelo blog.

Mas então, voltando ao assunto, tão auspicioso começar a noite já assim, com um amigo isento me avisando que estou linda, né?

***

Pois é, sábado peguei um táxi pra buscar minha amiga Graci em Botafogo antes de partirmos pro Bukowski. O motorista era todo animadinho. Foi contando que só trabalha à noite, apesar dos malucos bêbados é mais divertido, que odeia acordar cedo e só começa a trabalhar na quarta. Às segundas e terças ele vai à praia e ao cinema. Fofo, né? Então, daí na Praia do Flamengo ele perguntou se eu preferia que fechasse um pouco o vidro para o vento não dessarumar meu cabelo. Aceitei.

- Quero que a senhora chegue na festa tão bonita quanto entrou no meu táxi. Aliás, com todo respeito, a senhora é muito bonita, tem um sorriso lindo e essa sua produção ficou perfeita. Cabelo, maquiagem, vestido... Com todo respeito, a senhora é linda.
- Muito obrigada, você é muito gentil.
- Não é gentileza não, se a senhora fosse feia eu não falava nada.

Ainda perguntou o que eu queria ouvir pra animar e colocou um sambinha. Muito auspicioso começar duas noites com elogios, né?

Relatório de pista

O feriado foi bem divertido, dormi e saí bastante, embora menos do que eu pretendia e gostaria. Ai, tava precisada.

Quinta-feira fui na festa de aniversário de um casal de amigos no Espaço Hombu. Foi divertido, mas era aquilo, festa de amigo, só gente conhecida e a maioria jornalista. Fui com a companheira Gisele e até o casal Mendonça compareceu. Bizarrinho tinha confirmado presença, mas não apareceu.

Enquanto tomávamos uma cervejota na porta encontrei meu amigo João Baptista, que tinha acabado um de seus Roteiros Geográficos. Você já foi? São maravilhosos, super indico.

Como sou uma estrela, mal cheguei a aniversariante me puxou. Queria me apresentar pra ma amiga que é leitora e fã ardorosa. "Já conheci o Mendonça e o Paulinho, seu negão gostoso!, meu álbum de figurinhas tá virando filme!". Super fofa, convidei para o chope de quinta.

Na saída da festa, fomos rebatar a larica no Barbieri. Lá encontrei uma amiga jornalista blogueira acompanhada de um palhacinho raivoso que outro dia, ao me conhecer, disse que queria ter uma faca para enfiar no meu peito. Desta vez ele estava menos beligerante. Aliás, tenho que escrever esta pro HTP.

Poooooodre de famosa!

Na dúvida se ia pro Galocantô no Estrela da Lapa ou pro Baixo Santa do Alto Glória, acabei no Bukwoski com as companheiras G., Madame Lobato e sua irmã caçula, a Jovem Senhorita Lobato.

Chegamos cedo demais e tava cheio pra caralho. Eu sempre chegava lá já bêbada no meio da madrugada, daí acho que não reparava. Às vezes parecia que íamos ser esmagadas na pista de dança. Só ficou bom depois das 3h. Quer dizer, não sei se esvaziou ou eu fiquei bêbada, enfim. G. E Madame Lobato foram embora cedo. Eu e Senhorita Lobato ficamos dançando, fizemos amizade com bizarrinhos fumando narguilé e com anões sorridentes na pista de dança. Foi uma noite divertida. Claro, rendeu espétáculos circenses.

No meio da noite, enquanto ainda tava cheio pra caralho, tínhamos ido respirar na área aberta quando três moças nos interceptam na porta. "Oi, você é a Roberta Carvalho?". Rá, eram leitoras, fui reconhecida mesmo naquele muquifo fumacento!
Renata, Marcela e Cintia são leitoras e fãs do HTP. Disseram que sou um exemplo. Convidei as três pro chope de quinta.

Ai, como é chata essa vida de estrela, não se pode nem enfiar o pé na jaca que nos reconhecem. Ai-ai-ai. Morram de inveja, meus detratores!

Dor de cabeça

Ela voltou. Tinha ido dormir às 7h30. Às 10h tocou meu cel, era uma adotante querendo devolver dois gatos. "Ué, você tava dormindo?". Pois é, tava.

Vou tentar dormir cedo pra ver se melhoro, acho que desta vez é sono mesmo.

sábado, 2 de maio de 2009

Adeus, dor de cabeça

Acho que era falta de cachaça. Ontem fui na The Maze e tomei uma caipirinha de maracujá, além de algumas cervejas. Né que hoje acordei ótema e sem dor nenhuma?

Ai, ai. A vida é bela.

Podre de famosas

http://almocodedomingo.wordpress.com/

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Saco cheio

Estou irritada, de saco cheio da vida e das pessoas burras. Sim, continuo com dor de cabeça. Quer saber? Foda-se. Hoje à noite tem um festão com muitos amigos. Vou beber e amanhã dormir até o corpo doer. É o que me resta.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

E lá vamos nós

O quarto dia consecutivo de dor de cabeça vai bem.