Novos hábitos
Falar em drink, apesar de acordar cedo pra caralho, não consigo dormir cedo. Fico morrendo de sono o dia todo, a tarde toda, a noite toda, mas quando deito pra dormir não pego no sono. Fico atormentada por pensamentos desnecessários até bem tarde, tão tarde quanto eu costumava dormir quando meu ixpidiente começa va às 14h. Raramente saio durante a semana, durante a tarde só penso em ir pra casa, tomar banho e deitar, sempre sonolenta, mas dormir que é bom...pouco. Cortei o café após às 15h. Nada. Comecei a tomar calmantes fitoterápicos. Nada. Comecei a tomar calmantes não tão fitorápicos assim. Nada. E o drink? Pois é, comecei a tomar uma cervejota antes de dormir. É, ajudou. Ontem parti pra uma cachacinha aromatizada. Mandou bem também. Vou comprar outros aperitivos noturnos para alegrar meu soninho de beleza. Estas olheiras não me pertencem.
Definitivamente, a vida sóbria não faz o menor sentido. Talvez eu possa comprar uma garrafinha daquelas de metal e contrabandear um aperitivozinho pro trabalho, assim já chego em casa relaxada.
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Grupo de apoio da Mãe Camila
ou Das pérolas recolhidas no mercado negro da psicanálise
Segunda-feira da semana passada não agüentei e solicitei auxílio expresso do grupo de apoio da Mãe Camila, mesmo sabendo que ela estava viajando a trabalho. Eu tava no limite do choro em plena repartição. Triste de doer, me sentindo deprimidíssima. O pior? Apesar das dívidas e dos problemas de saúde meus e da minha mãe, de resto a vida vai bem, obrigada. Tudo tá dando certo, melhor do que eu imaginava ou sonhava. Tenho recebido excelentes notícias caídas diretamente do céu em meu colinho, tudo se encaminhando maravilhosamente. Até minhas dívidas tenho perspectiva de saldar em futuro próximo! Minha saúde... bem, eu confio na medicina, nas vacinas e nos grandes laboratórios transnacionais. A saúde da minha mãe... bem, o que não tem remédio, remediado está.
Tá, eu tava de TPM e cansadíssima, mas eu tava no limite do choro, oras. Eu tinha acordado cedo pra caralho, mais caralho do que o habitual, para ir a uma consulta médica antes do expediente da repartição. O consultório fica em Copacabana, na altura da Rua República do Peru. Fui de táxi, afinal eu mereço e não queria me atrasar. Estava uma linda manhã, já quente às 7h da madrugada, o que para mim é uma delícia pois sou bicho de calor. Na saída, antes de seguir para o trabalho, tomei café em uma lanchonete simpática. Me dei ao luxo de mais calorias do que o habitual, afinal, quem acorda no cu da manhã tem direito. Peguei um ônibus com ar-condicionado que proporcionou a alegria de vestir meu lindo cardigã preto novo, que só anda amarrado ao meu belíssimo pescoço. Talvez eu devesse ter ido de táxi pro trabalho também, só que aí faria menos exposição da minha bela figura e eu tava exibida, me achando linda e alegre. Pois é, tava. Sei que cheguei à repartição ainda felizinha, mas no decorrer da manhã fui murchando, entristecendo, me aborrecendo. Queria fugir, tocar fogo em tudo e ir pra casa chorar até dormir. Sei lá.
Mãe Camila, sempre doce, me consolou via e-mail e me ligou à noite. Mas nem eu sei o que precisava. Talvez um drink resolvesse.
ou Das pérolas recolhidas no mercado negro da psicanálise
Segunda-feira da semana passada não agüentei e solicitei auxílio expresso do grupo de apoio da Mãe Camila, mesmo sabendo que ela estava viajando a trabalho. Eu tava no limite do choro em plena repartição. Triste de doer, me sentindo deprimidíssima. O pior? Apesar das dívidas e dos problemas de saúde meus e da minha mãe, de resto a vida vai bem, obrigada. Tudo tá dando certo, melhor do que eu imaginava ou sonhava. Tenho recebido excelentes notícias caídas diretamente do céu em meu colinho, tudo se encaminhando maravilhosamente. Até minhas dívidas tenho perspectiva de saldar em futuro próximo! Minha saúde... bem, eu confio na medicina, nas vacinas e nos grandes laboratórios transnacionais. A saúde da minha mãe... bem, o que não tem remédio, remediado está.
Tá, eu tava de TPM e cansadíssima, mas eu tava no limite do choro, oras. Eu tinha acordado cedo pra caralho, mais caralho do que o habitual, para ir a uma consulta médica antes do expediente da repartição. O consultório fica em Copacabana, na altura da Rua República do Peru. Fui de táxi, afinal eu mereço e não queria me atrasar. Estava uma linda manhã, já quente às 7h da madrugada, o que para mim é uma delícia pois sou bicho de calor. Na saída, antes de seguir para o trabalho, tomei café em uma lanchonete simpática. Me dei ao luxo de mais calorias do que o habitual, afinal, quem acorda no cu da manhã tem direito. Peguei um ônibus com ar-condicionado que proporcionou a alegria de vestir meu lindo cardigã preto novo, que só anda amarrado ao meu belíssimo pescoço. Talvez eu devesse ter ido de táxi pro trabalho também, só que aí faria menos exposição da minha bela figura e eu tava exibida, me achando linda e alegre. Pois é, tava. Sei que cheguei à repartição ainda felizinha, mas no decorrer da manhã fui murchando, entristecendo, me aborrecendo. Queria fugir, tocar fogo em tudo e ir pra casa chorar até dormir. Sei lá.
Mãe Camila, sempre doce, me consolou via e-mail e me ligou à noite. Mas nem eu sei o que precisava. Talvez um drink resolvesse.
domingo, 24 de agosto de 2008
Pérolas de Mãe Camila
Tava saindo de casa pra Matriz e toca o celular. ERa Mãe Camila às gargalhadas. Ela estava em algum bar no Jardim Botânico esperando duas amigas para assistirem a final do vôlei (eu, eu, eu o brasil se deu mal.... ) e resolveu ler OMEE enquanto aguardava. Não aguentou e ligou. "Caralho, a sua na loja americana seguida da sua mãe ahcando que iam te envenenar no trabalho, puta que pariu, tive que ligar, não paro der rir". Ri, safada, ri pq não foi tu.
Tava saindo de casa pra Matriz e toca o celular. ERa Mãe Camila às gargalhadas. Ela estava em algum bar no Jardim Botânico esperando duas amigas para assistirem a final do vôlei (eu, eu, eu o brasil se deu mal.... ) e resolveu ler OMEE enquanto aguardava. Não aguentou e ligou. "Caralho, a sua na loja americana seguida da sua mãe ahcando que iam te envenenar no trabalho, puta que pariu, tive que ligar, não paro der rir". Ri, safada, ri pq não foi tu.
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Confissão
Sim, eu capitulei, confesso. Marquei para o dia 25 a primeira consulta com a ortodontista. Vamos apenas "conversar", mas estou disposta a colocar o aparelho nos dentes. Sim, terei um sorriso lindo no meu aniversário de 40 anos. Como? Nunca mais vou ter dinheiro pra comprar uma roupinha nova? E daí? Sou linda de em qualquer modelito, mesmo maltrapilha, e ficarei mais linda ainda com meu sorriso perfeito.
Sim, eu capitulei, confesso. Marquei para o dia 25 a primeira consulta com a ortodontista. Vamos apenas "conversar", mas estou disposta a colocar o aparelho nos dentes. Sim, terei um sorriso lindo no meu aniversário de 40 anos. Como? Nunca mais vou ter dinheiro pra comprar uma roupinha nova? E daí? Sou linda de em qualquer modelito, mesmo maltrapilha, e ficarei mais linda ainda com meu sorriso perfeito.
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Esses são os meus amigos
Domingo desses fui à festa de 1 ano da filha da minha amiga I.V., Babinha, a careca (que atualmente exibe uma franja meio emo). Acordei quase às 14h e lembrei que tinha esquecido do balacobaco e não havia comprado um mimo para a criança. Tá certo que bebê de 1 ano não sabe nem o que é aniversário, mas daí a eu chegar de mãos abanando é outra coisa.
Nara me ligou que ia sair de casa às 16h. Ela havia adquirido um chocalho, mas ainda não tinha embrulhado. Eu havia me aconselhado previamente com pessoas habituadas ao convívio com crianças sobre o que comprar. Ouvi que era melhor dar roupa, pois criança de um ano brinca com qualquer merda mesmo e meia dúzia de chocalhos e bolas coloridas que os avós já compraram basta. Ok. Me joguei na operação de busca e apreensão de um mimo infantil às 16h de um domingo.
No Centro, impossível. Rumei para o Escada Shopping, o mais próximo de casa e do evento. Hmmmm.... mais de 16h. Tô atrasada. Onde comprar um mimo para um bebê? Nenhuma loj ainfantil no primeiro piso. Merda. Aha! L.A. (vulgo Lojas Americanas), meu templo de consumo, logo no subsolo! Compro um brinquedinho e pronto. Me joguei.
Olha, não sei se aquela filial é muquirana ou se a L.A. já não é a mesma de outrora. O negócio é que tava caidaço de chocalhos e afins. Ok, comprei uns monstrinhos pra afogar na banheira, muito útil caso ela venha a ter um irmãozinho meio chato no futuro, já tem prática de afogamento. Um pacote de presente. Cadê os pacotes de presente? Cadê os caralhos dos pacotes de presente?
- Oi, boa tarde, com licença. O senhor pode me informar onde ficam as embalagens de presente que eu já rodei a loja três vezes e não achei - perguntei ao único funcionário que encontrei, depois da terceira volta na loja.
- Não tem.
- Não tem?! Não tem?! Como assim a Americanas não vende embalagem de presente?
- Tinha, mas não tem mais. Só papel de presente.
- SÓ PAPEL DE PRESENTE?! Tá. Onde fica que nem isso achei.
- No caixa.
Rumei para o caixa pra pagar os caralhos dos monstrinhos aquáticos e ver os tais dos papéis de presente, achando que era mais jogo entrar em uma papelaria e implorar pra embrulharem. Como a esperança é a última que morre, perguntei ao rapaz do caixa se ele tinha embalagem pra presente, aqueles sacos coloridos que já vêm com uma fita para fechar.
- Não tem mais não, só papel de presente.
- E vcs embrulham? - não custa nada dar uma de joão-sem-braço.
- Se a senhora fizer um cartão das Lojas Americanas eu mesmo embrulho.
- Se vc embrulhar eu te beijo na boca.
- Não precisa, basta a senhora fazer o cartão.
- Onde eu faço essa merda?
- Me acompanhe por favor, na volta a senhora paga suas compras já no seu cartão novo.
- ....
Como em momentos de desesperos ficamos frágeis e meio burros, topei. Ele me levou até o fundo da loja e me deixou com uma mocinha que faria meu cartão.
- Isso demora? Tudo que euquero é que alguém embrulhe um brinquedo pra eu ir embora, tô atrasada.
- Só leva um minutinho, senhora.
Deu vontade de dizer que já tava levando dezenas de minutinhos, mas... deixa pra lá.
- Senhora, tem uma pendência no seu CPF e a senhora não pode obter crédito.
- Não tem pendência nenhuma no meu CPF pq eu não sou caloteira e eu só quero pagar a porcaria do presente, o papel de ursinhos e o rolo de durex e que me emprestem uma tesoura pq não tinha nenhuma pra vender!
- Senhora, tentei de novo e consta uma pendência. A senhora deve estar entrando em contato com o seu banco para resolver. Depois a senhora pode estar retornando que faremos o seu cartão rapidinho.
- Vc não tá entendendo, eu nem sequer queria essa merda desse cartão que eu ia cancelar amanhã. Acontece que eu fui chantageada pelo funcionário do caixa! E sabe porque que meu CPF está com uma pendência?! Pq eu usei o meu cartão de crédito nesta bosta de loja outro dia e algum funcionário bandido clonou e fez uma compra de mais de 2 mil reais. Tem que ser muito pobre pra se dar ao trabalho de clonar um cartão e ir fazer compras nas lojas americanas. Puta que pariu. E não vou entrar em contato com banco nada, que não tenho nada a ver com isso e não vou ser refém, vcs que se entendam e resolvam. Tá, eu sei que vc não tem nada a ver com isso, que isso não é problema seu e vc nem sequer entendeu o que eu falei. Que vc é só uma loura burra corna que passa o domingo com cara de cu enganando velhinhas desavisadas e pessoas desesperadas vendendo esse cartão falcatrua pra tungar as pessoas. Eu sei que vc repete esse seu discurso automaticamente, mesmo pq vc nem sabe pensar mesmo, eu sei que acha que sou louca ou mal amada e vai rir no lanche com as cálega de sirviço. Quer saber? Tomara que a loja americana pegue fogo!
Levantei e fui pisando firme até o caixa. "Ó, não teve jeito e ainda fui chamada de caloteira". Tu vai embrulhar esse troço ou vai ver só..."
- Mas nem tudo está perdido senhora! A senhora ainda pode aproveitar a promoção do dia comprando a boneca caralhuda por apenas R$ 29,90. Olha que promoção!
- Não obrigada.
- Mas a senhora não está indo para uma festa infantil, leve dois presentes!
- A aniversariante tá fazendo um ano, ainda não brinca com barbies genéricas.
- Mas a senhora não tem fihos, não tem crianças na família?
- Não, eu odeio crianças e quero que todas morram. Dá pra registrar minha compra e fazer o meu embrulho?
- Claro senhora, para desfazer sua má impressão a senhora nem precisa comprar o durex, eu lhe empresto um da loja!
Depois a bicha-pão-com-ovo-gordito-safado me levou até um balcão desativado e me passou pra outra biba cafona, essa com gel no cabelo. Disparou "Embrulha o presente dessa senhora" e se mandou, o tratante!
- Ih, eu não sei fazer embrulho não...
- Eu sei, me empresta a merda da tesoura e do durex.
Ele me entregou uma tesoura que não cortava reto, era daquelas que fazem um desenho no corte e um rolo de durex daqueles que arrebentam, cortam torto e embolam. Ele colava nas reentrâncias da tesoura e embolava tudo. Fiz o pior pacote de presentes da minha vida e virei pra ir embora.
- Senhora, sobrou uma folha inteira e a metada da que a senhora usou!
- Isso vc doa pra próxima pobre de cristo que chegar aqui precisando fazer um embrulho.
****
Ataquei um táxi na porta do shopping e dei o endereço da festa, já achando que não encontraria mais cachorrinhos-quentes. Ufa, logrei êxito e cheguei na festa por volta de 17h. Assim que entrei encontrei a mãe da aniversariante, que riu ao me ver esbaforida.
- Perguntei cadê Roberta e a Nara disse "ó, foi atrás de um preente". Não precisava, a Bárbara nem sabe o que tá acontecendo.
- Eu sei, mas pô, não queria chegar de mãos abanando.
- Ó, a Nara e a Vanessa tão ali. Tem cerveja, cachorrinho-quente, hamburguinho, mini-pizza, batata frita, pão de queijo.... Cai dentro.
- Vou lá.
Narinha e Vanessa já estavam adiantadas na cervejota, enquanto o marido de Vavs vigiava a pequena e linda Alice se escoriando nos brinquedos. Fui obrigada a uma performance especial para alcançá-las. Nos alternavámos na tarefa de assaltar o trenzinho que servia os acepipes ou ir à cozinha pegar cerveja, pq a garçonete não dava conta da nossa produção. Depois de uma horinha, fui ao toalete, afinal cerveja faz xixi. Quando tô saindo encontro o pai da aniversariante, que eu ainda não havia visto. Muito diligente, em todas as festas fica ocupadíssimo reabastecendo tudo e todos.
- Então é isso, né? A pessoa chega na festa e vai direto fazer cocô, nem fala com os amigos!
Domingo desses fui à festa de 1 ano da filha da minha amiga I.V., Babinha, a careca (que atualmente exibe uma franja meio emo). Acordei quase às 14h e lembrei que tinha esquecido do balacobaco e não havia comprado um mimo para a criança. Tá certo que bebê de 1 ano não sabe nem o que é aniversário, mas daí a eu chegar de mãos abanando é outra coisa.
Nara me ligou que ia sair de casa às 16h. Ela havia adquirido um chocalho, mas ainda não tinha embrulhado. Eu havia me aconselhado previamente com pessoas habituadas ao convívio com crianças sobre o que comprar. Ouvi que era melhor dar roupa, pois criança de um ano brinca com qualquer merda mesmo e meia dúzia de chocalhos e bolas coloridas que os avós já compraram basta. Ok. Me joguei na operação de busca e apreensão de um mimo infantil às 16h de um domingo.
No Centro, impossível. Rumei para o Escada Shopping, o mais próximo de casa e do evento. Hmmmm.... mais de 16h. Tô atrasada. Onde comprar um mimo para um bebê? Nenhuma loj ainfantil no primeiro piso. Merda. Aha! L.A. (vulgo Lojas Americanas), meu templo de consumo, logo no subsolo! Compro um brinquedinho e pronto. Me joguei.
Olha, não sei se aquela filial é muquirana ou se a L.A. já não é a mesma de outrora. O negócio é que tava caidaço de chocalhos e afins. Ok, comprei uns monstrinhos pra afogar na banheira, muito útil caso ela venha a ter um irmãozinho meio chato no futuro, já tem prática de afogamento. Um pacote de presente. Cadê os pacotes de presente? Cadê os caralhos dos pacotes de presente?
- Oi, boa tarde, com licença. O senhor pode me informar onde ficam as embalagens de presente que eu já rodei a loja três vezes e não achei - perguntei ao único funcionário que encontrei, depois da terceira volta na loja.
- Não tem.
- Não tem?! Não tem?! Como assim a Americanas não vende embalagem de presente?
- Tinha, mas não tem mais. Só papel de presente.
- SÓ PAPEL DE PRESENTE?! Tá. Onde fica que nem isso achei.
- No caixa.
Rumei para o caixa pra pagar os caralhos dos monstrinhos aquáticos e ver os tais dos papéis de presente, achando que era mais jogo entrar em uma papelaria e implorar pra embrulharem. Como a esperança é a última que morre, perguntei ao rapaz do caixa se ele tinha embalagem pra presente, aqueles sacos coloridos que já vêm com uma fita para fechar.
- Não tem mais não, só papel de presente.
- E vcs embrulham? - não custa nada dar uma de joão-sem-braço.
- Se a senhora fizer um cartão das Lojas Americanas eu mesmo embrulho.
- Se vc embrulhar eu te beijo na boca.
- Não precisa, basta a senhora fazer o cartão.
- Onde eu faço essa merda?
- Me acompanhe por favor, na volta a senhora paga suas compras já no seu cartão novo.
- ....
Como em momentos de desesperos ficamos frágeis e meio burros, topei. Ele me levou até o fundo da loja e me deixou com uma mocinha que faria meu cartão.
- Isso demora? Tudo que euquero é que alguém embrulhe um brinquedo pra eu ir embora, tô atrasada.
- Só leva um minutinho, senhora.
Deu vontade de dizer que já tava levando dezenas de minutinhos, mas... deixa pra lá.
- Senhora, tem uma pendência no seu CPF e a senhora não pode obter crédito.
- Não tem pendência nenhuma no meu CPF pq eu não sou caloteira e eu só quero pagar a porcaria do presente, o papel de ursinhos e o rolo de durex e que me emprestem uma tesoura pq não tinha nenhuma pra vender!
- Senhora, tentei de novo e consta uma pendência. A senhora deve estar entrando em contato com o seu banco para resolver. Depois a senhora pode estar retornando que faremos o seu cartão rapidinho.
- Vc não tá entendendo, eu nem sequer queria essa merda desse cartão que eu ia cancelar amanhã. Acontece que eu fui chantageada pelo funcionário do caixa! E sabe porque que meu CPF está com uma pendência?! Pq eu usei o meu cartão de crédito nesta bosta de loja outro dia e algum funcionário bandido clonou e fez uma compra de mais de 2 mil reais. Tem que ser muito pobre pra se dar ao trabalho de clonar um cartão e ir fazer compras nas lojas americanas. Puta que pariu. E não vou entrar em contato com banco nada, que não tenho nada a ver com isso e não vou ser refém, vcs que se entendam e resolvam. Tá, eu sei que vc não tem nada a ver com isso, que isso não é problema seu e vc nem sequer entendeu o que eu falei. Que vc é só uma loura burra corna que passa o domingo com cara de cu enganando velhinhas desavisadas e pessoas desesperadas vendendo esse cartão falcatrua pra tungar as pessoas. Eu sei que vc repete esse seu discurso automaticamente, mesmo pq vc nem sabe pensar mesmo, eu sei que acha que sou louca ou mal amada e vai rir no lanche com as cálega de sirviço. Quer saber? Tomara que a loja americana pegue fogo!
Levantei e fui pisando firme até o caixa. "Ó, não teve jeito e ainda fui chamada de caloteira". Tu vai embrulhar esse troço ou vai ver só..."
- Mas nem tudo está perdido senhora! A senhora ainda pode aproveitar a promoção do dia comprando a boneca caralhuda por apenas R$ 29,90. Olha que promoção!
- Não obrigada.
- Mas a senhora não está indo para uma festa infantil, leve dois presentes!
- A aniversariante tá fazendo um ano, ainda não brinca com barbies genéricas.
- Mas a senhora não tem fihos, não tem crianças na família?
- Não, eu odeio crianças e quero que todas morram. Dá pra registrar minha compra e fazer o meu embrulho?
- Claro senhora, para desfazer sua má impressão a senhora nem precisa comprar o durex, eu lhe empresto um da loja!
Depois a bicha-pão-com-ovo-gordito-safado me levou até um balcão desativado e me passou pra outra biba cafona, essa com gel no cabelo. Disparou "Embrulha o presente dessa senhora" e se mandou, o tratante!
- Ih, eu não sei fazer embrulho não...
- Eu sei, me empresta a merda da tesoura e do durex.
Ele me entregou uma tesoura que não cortava reto, era daquelas que fazem um desenho no corte e um rolo de durex daqueles que arrebentam, cortam torto e embolam. Ele colava nas reentrâncias da tesoura e embolava tudo. Fiz o pior pacote de presentes da minha vida e virei pra ir embora.
- Senhora, sobrou uma folha inteira e a metada da que a senhora usou!
- Isso vc doa pra próxima pobre de cristo que chegar aqui precisando fazer um embrulho.
****
Ataquei um táxi na porta do shopping e dei o endereço da festa, já achando que não encontraria mais cachorrinhos-quentes. Ufa, logrei êxito e cheguei na festa por volta de 17h. Assim que entrei encontrei a mãe da aniversariante, que riu ao me ver esbaforida.
- Perguntei cadê Roberta e a Nara disse "ó, foi atrás de um preente". Não precisava, a Bárbara nem sabe o que tá acontecendo.
- Eu sei, mas pô, não queria chegar de mãos abanando.
- Ó, a Nara e a Vanessa tão ali. Tem cerveja, cachorrinho-quente, hamburguinho, mini-pizza, batata frita, pão de queijo.... Cai dentro.
- Vou lá.
Narinha e Vanessa já estavam adiantadas na cervejota, enquanto o marido de Vavs vigiava a pequena e linda Alice se escoriando nos brinquedos. Fui obrigada a uma performance especial para alcançá-las. Nos alternavámos na tarefa de assaltar o trenzinho que servia os acepipes ou ir à cozinha pegar cerveja, pq a garçonete não dava conta da nossa produção. Depois de uma horinha, fui ao toalete, afinal cerveja faz xixi. Quando tô saindo encontro o pai da aniversariante, que eu ainda não havia visto. Muito diligente, em todas as festas fica ocupadíssimo reabastecendo tudo e todos.
- Então é isso, né? A pessoa chega na festa e vai direto fazer cocô, nem fala com os amigos!
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Diálogos com mamãe maluca
- Filha, amanhã acorda mamãe de manhã pra fazer café pra vc.
- Não precisa.
- Precisa sim!
- Não, deixa, eu tomo café no trabalho. A gente faz café todo dia lá.
- Vc que faz?
- ...sim... às vezes...todo mundo faz...
- Só toma se vc fizer, porque podem te envenenar. Se outra pessoa fizer não toma!
- Mãe, eu sei que sou chata, mas só trabalho lá há um mês! É pouco tempo pra eles quererem me envenenar...
- Humpf. Vc que pensa. Quando a gente chega já eram o serviço completo, eles sabem de tudo...onde a gente mora, onde vai, quem é a família, que time torce...
Pois é....
- Filha, amanhã acorda mamãe de manhã pra fazer café pra vc.
- Não precisa.
- Precisa sim!
- Não, deixa, eu tomo café no trabalho. A gente faz café todo dia lá.
- Vc que faz?
- ...sim... às vezes...todo mundo faz...
- Só toma se vc fizer, porque podem te envenenar. Se outra pessoa fizer não toma!
- Mãe, eu sei que sou chata, mas só trabalho lá há um mês! É pouco tempo pra eles quererem me envenenar...
- Humpf. Vc que pensa. Quando a gente chega já eram o serviço completo, eles sabem de tudo...onde a gente mora, onde vai, quem é a família, que time torce...
Pois é....
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Vai ter mania de blog assim no caralho
591 posts no HTP em quase sete anos de blog. Só perde pro OMEE que tem quase seis mil posts.
Boquete, ops, quis dizer enquete:
Qual seu post favorito aqui e no HTP?
Qual dos dois blogs vc gosta mais?
Eu adoro o HTP pq sou pândega, adoro fazer piada, adoro contar histórias, mas o OMEE eu acho bom pra caralho.
591 posts no HTP em quase sete anos de blog. Só perde pro OMEE que tem quase seis mil posts.
Boquete, ops, quis dizer enquete:
Qual seu post favorito aqui e no HTP?
Qual dos dois blogs vc gosta mais?
Eu adoro o HTP pq sou pândega, adoro fazer piada, adoro contar histórias, mas o OMEE eu acho bom pra caralho.
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Sou safada semi-sumida, mas cumpro o que prometo!
Tinha combinado que quando a comunidade do HTP no Orkut completasse 2 mil membros teríamos um chope de comemoração. Ok, podem marcar, desde que seja no mês que vem, é claro. Assim comemoramos minha posse na nova repartição, os 2 mil membros e.... surpresa! O restante é segredito.
Tinha combinado que quando a comunidade do HTP no Orkut completasse 2 mil membros teríamos um chope de comemoração. Ok, podem marcar, desde que seja no mês que vem, é claro. Assim comemoramos minha posse na nova repartição, os 2 mil membros e.... surpresa! O restante é segredito.
Semi-sumida
Pois é amigos, diletos leitores, querida audiência, sei que estou inadimplente com minhas obrigações bloguísticas: tenho postado ridiculamente pouco. O negócio é essa minha mania wannabe doutoranda. Ando empenhadíssima no meu projeto de doutorado, mais ainda, podemos dizer que no projeto doutorado. Pouquíssimo tenho saído ou visto amigos.
Para completar, já que sou louca e safada (para não dizer que sou foda, quiça fodástica), ainda me embrenhei em dois projetos ludo-literários e estou tramando mais dois. Sou uma máquina de projetos! Como a vida não pára, ainda tenho que cuidar da minha mamãe-maluca e trabalhar no meu emprego novo, afinal, alguém tem que pagar por tudo isso.
Tanta coisa acontecendo, tanta novidade caducando sem ser publicada, tantos posts pensados no ônibus mas não digitados. É a vida. Mas tem nada não que ela é dura, mas é bela. No final tudo acaba bem e depois da tempestade vem a bonança, então me aguardem que logo-logo volto a postar compulsivamente.
Me aguardem!
Sobre os comentários, reclamem com Gibi!
Pois é amigos, diletos leitores, querida audiência, sei que estou inadimplente com minhas obrigações bloguísticas: tenho postado ridiculamente pouco. O negócio é essa minha mania wannabe doutoranda. Ando empenhadíssima no meu projeto de doutorado, mais ainda, podemos dizer que no projeto doutorado. Pouquíssimo tenho saído ou visto amigos.
Para completar, já que sou louca e safada (para não dizer que sou foda, quiça fodástica), ainda me embrenhei em dois projetos ludo-literários e estou tramando mais dois. Sou uma máquina de projetos! Como a vida não pára, ainda tenho que cuidar da minha mamãe-maluca e trabalhar no meu emprego novo, afinal, alguém tem que pagar por tudo isso.
Tanta coisa acontecendo, tanta novidade caducando sem ser publicada, tantos posts pensados no ônibus mas não digitados. É a vida. Mas tem nada não que ela é dura, mas é bela. No final tudo acaba bem e depois da tempestade vem a bonança, então me aguardem que logo-logo volto a postar compulsivamente.
Me aguardem!
Sobre os comentários, reclamem com Gibi!
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Meus amigos Rockers drogaditos
Tenho alguns amigos rockers drogaditos, do tipo que viaja para ir a shows em outras cidades. São meus contemporâneos, têm mais de 30 anos (ou quase 40) e um gosto musical algo datado, algo verde. Dia desses contaram que foram a Curitiba em grupo para um festival (de rock, é claro) e sofreram um choque de gerações.
Chegaram obnubilados, pois as meninas os abordavam a todo momento perguntando se tinham algo para passar e se tinham bala. Sabe como é, eu sei o que é uma “bala”, um “doce”, mas sempre que alguém me pergunta se eu quero/tenho bala penso em halls ou coisa parecida. Doce me remete a chocolate. Leva uns dois ou três segundos pra eu ligar o nome à “pessoa”.
Constatamos que, no nosso tempo, as drogas eram bagulho e pó. Claro que havia outras, mas eram caras ou raras demais. Obviamente não incluo a possibilidade de cheirar solvente e congêneres. O usual era cheirar pó e fumar maconha mesmo. Hoje em dia, enquanto jovens senhores, nossa droga costumeira é álcool. Bebemos cerveja, (vinho, uísque, champanhe, cachaça, vodka, etc) e, de vez em quando, fumamos um baseadinho.
Um dos rapazes estava em certo famoso bar de rockers na cidade quando uma jovem o abordou perguntando se ele estava com “os cariocas”. Ele, todo pimpão, achou que ser carioca era onda e que ia pegar a moça. Rá. Ao ouvir a resposta afirmativa ela não titubeou “você tem alguma coisa para passar?”. Puto nas cuecas com a decepção e a repetição da pergunta, ele disse que sim e que nem ia cobrar, cederia a ela as balas. Encheu a mão da bruta de balas muquiranas que ele havia pego junto com o troco na churrascaria onde almoçaram. A garota ficou indignada e ficou repetindo “você não podia ter feito isso”. Ele voltou ao grupo dos “cariocas” e não se afastou mais. Aquela juventude era muito esquisita e pouco amistosa. Um outro, algo mais beligerante, respondeu a outra garota que, se ela quisesse, ele passava a pica nela. Se eu não fosse solidária ao choque de gerações o mandaria para o HTP.
Pobres dos meus amigos jovens senhores rockers drogaditos.
Tenho alguns amigos rockers drogaditos, do tipo que viaja para ir a shows em outras cidades. São meus contemporâneos, têm mais de 30 anos (ou quase 40) e um gosto musical algo datado, algo verde. Dia desses contaram que foram a Curitiba em grupo para um festival (de rock, é claro) e sofreram um choque de gerações.
Chegaram obnubilados, pois as meninas os abordavam a todo momento perguntando se tinham algo para passar e se tinham bala. Sabe como é, eu sei o que é uma “bala”, um “doce”, mas sempre que alguém me pergunta se eu quero/tenho bala penso em halls ou coisa parecida. Doce me remete a chocolate. Leva uns dois ou três segundos pra eu ligar o nome à “pessoa”.
Constatamos que, no nosso tempo, as drogas eram bagulho e pó. Claro que havia outras, mas eram caras ou raras demais. Obviamente não incluo a possibilidade de cheirar solvente e congêneres. O usual era cheirar pó e fumar maconha mesmo. Hoje em dia, enquanto jovens senhores, nossa droga costumeira é álcool. Bebemos cerveja, (vinho, uísque, champanhe, cachaça, vodka, etc) e, de vez em quando, fumamos um baseadinho.
Um dos rapazes estava em certo famoso bar de rockers na cidade quando uma jovem o abordou perguntando se ele estava com “os cariocas”. Ele, todo pimpão, achou que ser carioca era onda e que ia pegar a moça. Rá. Ao ouvir a resposta afirmativa ela não titubeou “você tem alguma coisa para passar?”. Puto nas cuecas com a decepção e a repetição da pergunta, ele disse que sim e que nem ia cobrar, cederia a ela as balas. Encheu a mão da bruta de balas muquiranas que ele havia pego junto com o troco na churrascaria onde almoçaram. A garota ficou indignada e ficou repetindo “você não podia ter feito isso”. Ele voltou ao grupo dos “cariocas” e não se afastou mais. Aquela juventude era muito esquisita e pouco amistosa. Um outro, algo mais beligerante, respondeu a outra garota que, se ela quisesse, ele passava a pica nela. Se eu não fosse solidária ao choque de gerações o mandaria para o HTP.
Pobres dos meus amigos jovens senhores rockers drogaditos.
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Cretinices infantis
O relato foi feito dia desses no aniversário de Nara, comemorado no Trapiche Gamboa. Dia desses não, dia 11 de julho. A atração da noite foi a imitação de Mendoncinha dançando o créu feita pelo pai indignado. Logo a afeição infantil pelo Créu se tornou o assunto da roda.
Amiga Glorinha disse que quando o sobrinho pré-adolescente executou a coreografia na sua frente foi obrigada a fechar os olhos e pedir "Lindinho, não faz isso na frente da tia não que ela fica muito ofendida".
Já Vanessa achou engraçadissímo o dia que sua filha de três anos viu a Mulher Melancia pela primeira vez na TV. A pequena Alice arregalou os olhos e exclamou "Pelada!", como quem diz "Como não tive essa idéia antes?!", arrancou a roupa e começou a movimentar a cintura repetindo créu. Vanessa, às gargalhadas, disse que parecia que ela tava rodando bambolé.
Quando fomos tomar a saideira na Taberna do Juca o assunto continuou sendo sobre as cretinices infantis. Quando fomos expulsos e migramos para a CAsa da Cachaça eu, que não tenho filhos, sucumbi. Frio pra caralho, chuviscando e dia quase amanhecendo. Fui pra casa.
Garotona aniversariante estava ótema, colocadéssima como só a vejo em seus aniversários. Ela achava o tempo todo que tinha perdido a sacola de presentes, mesmo tendo me delegado a responsabilidade de manter os mimos em segurança. Aniversários da Nara são sempre divertidíssimos.
O relato foi feito dia desses no aniversário de Nara, comemorado no Trapiche Gamboa. Dia desses não, dia 11 de julho. A atração da noite foi a imitação de Mendoncinha dançando o créu feita pelo pai indignado. Logo a afeição infantil pelo Créu se tornou o assunto da roda.
Amiga Glorinha disse que quando o sobrinho pré-adolescente executou a coreografia na sua frente foi obrigada a fechar os olhos e pedir "Lindinho, não faz isso na frente da tia não que ela fica muito ofendida".
Já Vanessa achou engraçadissímo o dia que sua filha de três anos viu a Mulher Melancia pela primeira vez na TV. A pequena Alice arregalou os olhos e exclamou "Pelada!", como quem diz "Como não tive essa idéia antes?!", arrancou a roupa e começou a movimentar a cintura repetindo créu. Vanessa, às gargalhadas, disse que parecia que ela tava rodando bambolé.
Quando fomos tomar a saideira na Taberna do Juca o assunto continuou sendo sobre as cretinices infantis. Quando fomos expulsos e migramos para a CAsa da Cachaça eu, que não tenho filhos, sucumbi. Frio pra caralho, chuviscando e dia quase amanhecendo. Fui pra casa.
Garotona aniversariante estava ótema, colocadéssima como só a vejo em seus aniversários. Ela achava o tempo todo que tinha perdido a sacola de presentes, mesmo tendo me delegado a responsabilidade de manter os mimos em segurança. Aniversários da Nara são sempre divertidíssimos.
Em uma outra ocasião, Mendoncinha foi passar uns dias na casa da avô paterna, na companhia dos primos. Mendonça ligou para o filho.
- Filho, vamos embora? Papai vai te buscar.
- Não, quero ficar aqui.
- Mas meu filho, sua mãe está com saudade de vc, papai vai te buscar hoje quando sair do trabalho.
- Então eu vou levar o som.
Silêncio.
- Mas filho, lá em casa tem som!
- Esse aqui eu posso mexer.
E depois Mendonça se surpreende com a descoberta precoce do filho de que o créu é dele.
- Filho, vamos embora? Papai vai te buscar.
- Não, quero ficar aqui.
- Mas meu filho, sua mãe está com saudade de vc, papai vai te buscar hoje quando sair do trabalho.
- Então eu vou levar o som.
Silêncio.
- Mas filho, lá em casa tem som!
- Esse aqui eu posso mexer.
E depois Mendonça se surpreende com a descoberta precoce do filho de que o créu é dele.
Coisas de Mendonça
Eu tenho cá minha desconfiança que ele conta o patrimônio todo dia antes de ir pra repartição. Certa feita A Noiva pediu a Dona Mendonça
dois CDs emprestados pra copiar. Prometeu devolver no dia seguinte. Dona Mendonça, ciente das idiossincrasias do esposo, concordou, mas não
falou nada. Saiu cedo de casa para o trabalho, como fazia todos os dias, deixando seu bem ainda entregue aos braços de morfeu na alcova do
casal. Pegou os CDs, colocou na bolsa e se mandou. A encomenda seria entregue a A Noiva na hora do almoço. No meio da manhã toca o celular.
- Faz favor de trazer de volta os dois CDs que vc levou.
- Não levei nada, Mendonça.
- Levou sim. É pra emprestar pra quem? Quero meus CDs de volta, traz de volta à noite!
Eu tenho cá minha desconfiança que ele conta o patrimônio todo dia antes de ir pra repartição. Certa feita A Noiva pediu a Dona Mendonça
dois CDs emprestados pra copiar. Prometeu devolver no dia seguinte. Dona Mendonça, ciente das idiossincrasias do esposo, concordou, mas não
falou nada. Saiu cedo de casa para o trabalho, como fazia todos os dias, deixando seu bem ainda entregue aos braços de morfeu na alcova do
casal. Pegou os CDs, colocou na bolsa e se mandou. A encomenda seria entregue a A Noiva na hora do almoço. No meio da manhã toca o celular.
- Faz favor de trazer de volta os dois CDs que vc levou.
- Não levei nada, Mendonça.
- Levou sim. É pra emprestar pra quem? Quero meus CDs de volta, traz de volta à noite!
A compreesão espaço tempo chegou a Santa Tereza
Mendoncinha está vivendo sua primeira crise de rebeldia adolescente... aos 4 anos. Atordoado, Mendonça-pai não sabe se expulsa o rebento de casa ou desce-lhe a chinela.
Como todos sabem, Mendonça é muito Botafogo, já tendo sugerido inclusive que eu virasse casaca para poder acompanhá-lo ao Engenhão. Eis que ele se recorda que, levado pelo avô, do alto dos seus três anos assistiu pela primeira vez uma partida no Maracanã. Botafogo e XXXX. Homem conservador, quis repetir tradição inventada por Vovô Mendonça com Mendoncinha. Humpf. Desde aquele dia, toda vez que o pequeno ouve barulho de futebol na TV vem correndo do quarto e, bracinho levantado, grita "Gooooool do Flamengo!" no meio da sala. Olha o pai de soslaio e volta para seus aposentos infantis. É, Mendonça, chupa essa manga. Vais criar um rubro-negro.
Não contente com a afronta esportiva, o mini-rebelde resolveu atacar noutra frente e escolheu outra das predileções do pai: a música. Eis que Mendonça chega cansado da repartição, pensando em tomar um banho e mas talagadas, e ao abrir a porta se depara com Mendoncinha, aquela coisinha pequenininha que ele trocou tanta fralda, fazendo movimentos circulares com a cintura enquanto repetia "créu, créu, créu...". Chocado, Medonça não se conteve.
- Pára com isso, que coisa horrível!
- O créu é meu - disse o pequeno, com olhar de desprezo, caminhando para o quarto.
Da porta, Mendonça viu seu filho de olhos fechados e mãozinhas apoiadas na parede continuar a evolução. Agora toda vez que toca Tom Jobim o pequeno começa a apresentação do créu, que, afinal de contas, é dele.
Nem parece aquela criança que, há um ano, ao ser perguntado sobre o que queria ser quando crescesse, respondeu "Quero crescer pra tomar chope, ficar bêbado pelado!". Obviamente até então o pai era sua inspiração.
Para quem não sabe, Mendonça é um ser um tanto quanto retógrado, datado, que nem sempre dá conta das questões contemporâneas. Some-se a isso uma espécie de TOC musical. Em sua casa há uma vastissíma coleção de CDs e LPs, sendo as bolachonas sua maior riqueza. Há uma ordem para os discos serem tocados. Não é por estilo ou vertente musical. Muito menos alfabética ou cronológica. Em hipótese alguma essa ordem pode ser quebrada. Não importa se vc é visita na casa dele e pede pra ouvir uma música. Ele responde "não posso", afinal de contas, não é ele quem faz as regras, né?
Mendoncinha está vivendo sua primeira crise de rebeldia adolescente... aos 4 anos. Atordoado, Mendonça-pai não sabe se expulsa o rebento de casa ou desce-lhe a chinela.
Como todos sabem, Mendonça é muito Botafogo, já tendo sugerido inclusive que eu virasse casaca para poder acompanhá-lo ao Engenhão. Eis que ele se recorda que, levado pelo avô, do alto dos seus três anos assistiu pela primeira vez uma partida no Maracanã. Botafogo e XXXX. Homem conservador, quis repetir tradição inventada por Vovô Mendonça com Mendoncinha. Humpf. Desde aquele dia, toda vez que o pequeno ouve barulho de futebol na TV vem correndo do quarto e, bracinho levantado, grita "Gooooool do Flamengo!" no meio da sala. Olha o pai de soslaio e volta para seus aposentos infantis. É, Mendonça, chupa essa manga. Vais criar um rubro-negro.
Não contente com a afronta esportiva, o mini-rebelde resolveu atacar noutra frente e escolheu outra das predileções do pai: a música. Eis que Mendonça chega cansado da repartição, pensando em tomar um banho e mas talagadas, e ao abrir a porta se depara com Mendoncinha, aquela coisinha pequenininha que ele trocou tanta fralda, fazendo movimentos circulares com a cintura enquanto repetia "créu, créu, créu...". Chocado, Medonça não se conteve.
- Pára com isso, que coisa horrível!
- O créu é meu - disse o pequeno, com olhar de desprezo, caminhando para o quarto.
Da porta, Mendonça viu seu filho de olhos fechados e mãozinhas apoiadas na parede continuar a evolução. Agora toda vez que toca Tom Jobim o pequeno começa a apresentação do créu, que, afinal de contas, é dele.
Nem parece aquela criança que, há um ano, ao ser perguntado sobre o que queria ser quando crescesse, respondeu "Quero crescer pra tomar chope, ficar bêbado pelado!". Obviamente até então o pai era sua inspiração.
Para quem não sabe, Mendonça é um ser um tanto quanto retógrado, datado, que nem sempre dá conta das questões contemporâneas. Some-se a isso uma espécie de TOC musical. Em sua casa há uma vastissíma coleção de CDs e LPs, sendo as bolachonas sua maior riqueza. Há uma ordem para os discos serem tocados. Não é por estilo ou vertente musical. Muito menos alfabética ou cronológica. Em hipótese alguma essa ordem pode ser quebrada. Não importa se vc é visita na casa dele e pede pra ouvir uma música. Ele responde "não posso", afinal de contas, não é ele quem faz as regras, né?
sábado, 2 de agosto de 2008
Rescaldo...
Já ia esquecendo de contar. Nauele sábado, após o Encontro Internet Carnaval, rumei para o studio para atualizar o layout num banhinho de saúde e parti pra pista. No Mofo novo me esperavam Krakovis , S.M. e Xica. Tínhamos marcado uma incursão desde a viagem para Paraty, pois Krako queria conhecer a famosa tábua de caipirinhas, mas com inauguração da filial Centro mudamos os planos. Pena que, como havia sido inagurado na quinta tava cheio pra caralho, bombado de moderninhos e famosinhos. Some-se a isso o barulho que vazava no segundo andar onde há shows e pronto. Mal dava pra conversar. Pelo menos a caipirinha de Maracujá e o croquete de carne estavam tão bons quanto eu lembrava.
Não há previsão de outra visita de menina Krakovics. Sábado passado ela comemorou aniversário, tenho que escrever pra saber como foi a feijoada com pagode à beira da piscina. Que coisa Brasília... acreditam que eu cogitei ir? Se não estivesse falida com a mudança de emprego teria ido. Como o mundo é estranho, eu até aprendi a gostar daquela cidade estranha.
Já ia esquecendo de contar. Nauele sábado, após o Encontro Internet Carnaval, rumei para o studio para atualizar o layout num banhinho de saúde e parti pra pista. No Mofo novo me esperavam Krakovis , S.M. e Xica. Tínhamos marcado uma incursão desde a viagem para Paraty, pois Krako queria conhecer a famosa tábua de caipirinhas, mas com inauguração da filial Centro mudamos os planos. Pena que, como havia sido inagurado na quinta tava cheio pra caralho, bombado de moderninhos e famosinhos. Some-se a isso o barulho que vazava no segundo andar onde há shows e pronto. Mal dava pra conversar. Pelo menos a caipirinha de Maracujá e o croquete de carne estavam tão bons quanto eu lembrava.
Não há previsão de outra visita de menina Krakovics. Sábado passado ela comemorou aniversário, tenho que escrever pra saber como foi a feijoada com pagode à beira da piscina. Que coisa Brasília... acreditam que eu cogitei ir? Se não estivesse falida com a mudança de emprego teria ido. Como o mundo é estranho, eu até aprendi a gostar daquela cidade estranha.
O que eu quero é sambar...
No dia do Encontro sobre Internet e Carnaval, após a mesa redonda, houve uma apresentação de sambas. Eu que tava toda sorumbática, ao ouvir alguns dos meus favoritos, concluí "Não preciso de cartomante, preciso é de samba!". Lembrei da frase se Eugenia "Amiga, só existe o samba". Me veio a lembrança um dia do ano passado que, tristebunda, resolvi reagir. Me arrumei, subi na mnha sandália mais alta e rumei pro Clube dos Democráticos. Foi uma noite maravilhosa: recordei que a vida é bela.
É, Eugenia, só existe o samba.
No dia do Encontro sobre Internet e Carnaval, após a mesa redonda, houve uma apresentação de sambas. Eu que tava toda sorumbática, ao ouvir alguns dos meus favoritos, concluí "Não preciso de cartomante, preciso é de samba!". Lembrei da frase se Eugenia "Amiga, só existe o samba". Me veio a lembrança um dia do ano passado que, tristebunda, resolvi reagir. Me arrumei, subi na mnha sandália mais alta e rumei pro Clube dos Democráticos. Foi uma noite maravilhosa: recordei que a vida é bela.
É, Eugenia, só existe o samba.
Oráculos
Outro dia descorri meu rosário de preocupações para esta amiga. Contei de tudo que me tira o sono, das questões que me atormentam, das dúvidas que me açodam.
"Você precisa de uma cartomante. Conheço uma ótima em Vila Isabel", sentenciou. Quero não, tenho preguiça.
Comentei o veridito para minha Biba Amiga Feiticenta e ele, que adora uma cartomante, concordo na hora. "Vai ser ótimo pra vc procurar uma cartomante!".uma cartomante, vive aconselhando os amigos a procurar uma.
- Mas cartomante não resolver problema, oras.
- Não resolve, mas aplaca a ansiedade.
- Dã! pra isso existem ansiolíticos!
Jogo o tarot do personare que é de graça e nem precisa sair de casa e fico feliz do mesmo jeito. Bom mesmo é ir a um bom médico que atenda em um consultório bem moderno e freqüente congressos para estar a par da novidades. Saio de lá com uma receita na mão e vou a uma farmácia adquirir meus remedinhos, de um agrande laboratório, é claro. Bom mesmo é me sentir medicada, saber que graças aos avanços da ciência estou segura. Com isso sim gasto meu rico dinheirinho feliz.
Não, não sou hipocondríaca. Apenas me cuido e gosto de saber que não tenho problema algum por meio de laudos emitidos por especialistas e baseados em exames minuciosos. Claro, é preciso repetir os exames anualmente, todos. Se tenho algum problema quero saber logo. Se tiver um remedinho pra tomar... alegria, alegria!
Outro dia descorri meu rosário de preocupações para esta amiga. Contei de tudo que me tira o sono, das questões que me atormentam, das dúvidas que me açodam.
"Você precisa de uma cartomante. Conheço uma ótima em Vila Isabel", sentenciou. Quero não, tenho preguiça.
Comentei o veridito para minha Biba Amiga Feiticenta e ele, que adora uma cartomante, concordo na hora. "Vai ser ótimo pra vc procurar uma cartomante!".uma cartomante, vive aconselhando os amigos a procurar uma.
- Mas cartomante não resolver problema, oras.
- Não resolve, mas aplaca a ansiedade.
- Dã! pra isso existem ansiolíticos!
Jogo o tarot do personare que é de graça e nem precisa sair de casa e fico feliz do mesmo jeito. Bom mesmo é ir a um bom médico que atenda em um consultório bem moderno e freqüente congressos para estar a par da novidades. Saio de lá com uma receita na mão e vou a uma farmácia adquirir meus remedinhos, de um agrande laboratório, é claro. Bom mesmo é me sentir medicada, saber que graças aos avanços da ciência estou segura. Com isso sim gasto meu rico dinheirinho feliz.
Não, não sou hipocondríaca. Apenas me cuido e gosto de saber que não tenho problema algum por meio de laudos emitidos por especialistas e baseados em exames minuciosos. Claro, é preciso repetir os exames anualmente, todos. Se tenho algum problema quero saber logo. Se tiver um remedinho pra tomar... alegria, alegria!
Falar em arrumar dinheiro...
Tava conversando com uma amiga minha que comprou a casa onde mora. Perguntei onde, onde, onde e como, minha nossa senhora dos pentelhos grandes, ela tinha descolado a bufunfa. Por que eu arrumar dinheiro pra comprar uma casa à vista é inimaginável. "Ai, amiga, eu não tinha esse dinheiro não e nem sei te explicar como consegui. Raspei a poupança, o FGTS, vendi meu cabelo, um rim e o sangue dos meus cachorros. Fiquei endividada, mas deu. Pra pagar a documentação coloquei uma plaquetinha na porta 'Boquete 10 reais'".
De repente ela me empresta a plaquetinha e eu coloco meu aparelho nos dentes.
Mas, de qualquer jeito vou ter que esperar, pois minha amiga está viajando. Ela tinha uma pendência bastante complicada para resolver. Rodou oráculos, terreiros, pais e mães de santo de todo o Rio de Janeiro, arriou muita obrigação, preparou muito ebó e nada. Como não logrou êxito, tirou férias e foi atrás de uma renomada macumbeira em certa capital nordestina. O contato dela no local apurou que O tal feitiço sob encomenda sairia pela singela quantia de 3 mil reais. "Eu não tenho esse dinheiro, mas sabe como é... chego lá e boto uma plaquetinha na porta "Boquete carioca - 10 reais".
Ela já viajou há mais de uma semana e ainda não mandou notícias, deve estar com cãimbra no maxilar.
Tava conversando com uma amiga minha que comprou a casa onde mora. Perguntei onde, onde, onde e como, minha nossa senhora dos pentelhos grandes, ela tinha descolado a bufunfa. Por que eu arrumar dinheiro pra comprar uma casa à vista é inimaginável. "Ai, amiga, eu não tinha esse dinheiro não e nem sei te explicar como consegui. Raspei a poupança, o FGTS, vendi meu cabelo, um rim e o sangue dos meus cachorros. Fiquei endividada, mas deu. Pra pagar a documentação coloquei uma plaquetinha na porta 'Boquete 10 reais'".
De repente ela me empresta a plaquetinha e eu coloco meu aparelho nos dentes.
Mas, de qualquer jeito vou ter que esperar, pois minha amiga está viajando. Ela tinha uma pendência bastante complicada para resolver. Rodou oráculos, terreiros, pais e mães de santo de todo o Rio de Janeiro, arriou muita obrigação, preparou muito ebó e nada. Como não logrou êxito, tirou férias e foi atrás de uma renomada macumbeira em certa capital nordestina. O contato dela no local apurou que O tal feitiço sob encomenda sairia pela singela quantia de 3 mil reais. "Eu não tenho esse dinheiro, mas sabe como é... chego lá e boto uma plaquetinha na porta "Boquete carioca - 10 reais".
Ela já viajou há mais de uma semana e ainda não mandou notícias, deve estar com cãimbra no maxilar.
Sabedoria da dra Sheila
Por falar em dívidas, minha dentista quer porque quer me meter um aparelho nos dentes. Meu tratamento tá terminando, talvez eu ainda faça mais uma sessãozinha de laser no caninos pra ficar com um reluzente sorriso de pérolas, mas isso é coisa que se resolve numa consulta. Ela fica só lançando as sementes do mal na minha cabecinha. "Você ficaria tão linda, muito mais linda. É uma coisa pra você, pra vida toda. É tão higiênico cuidar dos dentes. Seu sorriso vai arrasar na balada". Ai-ai-ai. Eu devo as calcinhas pra ela, mas e agora? Será que ela aceita um rim como pagamento?
Ela sempre me diz "Não se aperta pra me pagar, compra roupinha nova pra andar bonita, pinta o cabelo no salão que em casa fica uma merda, faz a unha toda semana pra se sentir cuidada. Dívida é pra vida toda, se eu soubesse disso mais nova não teria me aborrecido tanto". É, talvez também não tivesse dois consultórios lindos. Devo a ela esse ensinamento. Uma amiga minha sempre comenta "Nossa, essa sua dentista é melhor do que um analista!".
Por falar em dívidas, minha dentista quer porque quer me meter um aparelho nos dentes. Meu tratamento tá terminando, talvez eu ainda faça mais uma sessãozinha de laser no caninos pra ficar com um reluzente sorriso de pérolas, mas isso é coisa que se resolve numa consulta. Ela fica só lançando as sementes do mal na minha cabecinha. "Você ficaria tão linda, muito mais linda. É uma coisa pra você, pra vida toda. É tão higiênico cuidar dos dentes. Seu sorriso vai arrasar na balada". Ai-ai-ai. Eu devo as calcinhas pra ela, mas e agora? Será que ela aceita um rim como pagamento?
Ela sempre me diz "Não se aperta pra me pagar, compra roupinha nova pra andar bonita, pinta o cabelo no salão que em casa fica uma merda, faz a unha toda semana pra se sentir cuidada. Dívida é pra vida toda, se eu soubesse disso mais nova não teria me aborrecido tanto". É, talvez também não tivesse dois consultórios lindos. Devo a ela esse ensinamento. Uma amiga minha sempre comenta "Nossa, essa sua dentista é melhor do que um analista!".
Quero luxo!
Ando meio em cólicas pois dois casacos que vi ficam gritando lá da loja que querem vir pra minha casa, que querem morar no meu Bartirão. É justo, pois assim que os vi percebi que eram meus, tinham sido feitos pra mim. A merda é essa minha mania de pobre de ter medo de fazer dívida. Mendonça sempre me admoestava "vc vive dura pq tem essa mania feia de pagar contas". Sou chata, sabe? Pago tudo em dia. Dever, só ao banco.
Ando meio em cólicas pois dois casacos que vi ficam gritando lá da loja que querem vir pra minha casa, que querem morar no meu Bartirão. É justo, pois assim que os vi percebi que eram meus, tinham sido feitos pra mim. A merda é essa minha mania de pobre de ter medo de fazer dívida. Mendonça sempre me admoestava "vc vive dura pq tem essa mania feia de pagar contas". Sou chata, sabe? Pago tudo em dia. Dever, só ao banco.
Odeio pobreza!
Ah, e por falar em cartão, acredita que clonaram o meu? Ladrão pobre, fez compras nas Lojas Americanas. Fala sério! Como sou uma mulher cntemporânea não me abati. Lancei mão do cartão reserva! Vê se eu ia deixar um ladrãozinho pão-com-ovo atrapalhar meu lazer na liqüi de inverno, logo a minha favorita.
Ah, e por falar em cartão, acredita que clonaram o meu? Ladrão pobre, fez compras nas Lojas Americanas. Fala sério! Como sou uma mulher cntemporânea não me abati. Lancei mão do cartão reserva! Vê se eu ia deixar um ladrãozinho pão-com-ovo atrapalhar meu lazer na liqüi de inverno, logo a minha favorita.
Liquidações
Só uma coisa tem me preocupado mais do que a seleção pro doutorado, a doença da minha mãe, meu projeto de emagrecimento, minha falência financeira, minha possível mudança de casa e minha adaptação ao novo emprego: as liquidações de inverno!
Continuo achando muito estranho que a liquidação comece na primeira semana de julho, menos de 15 dias depois do início da estação, mas e daí, né? Eu quero é comprar roupinha nova! Melhor ainda que seja assim, pois não preciso esperar o tempo mudar pra usar as peças recém adquiridas. Minha amiga M.B. também é frenética freqüentadora de liqüis. Sempre trocamos dicas. Quase compulsiva, ela me mandou um SMS às 2h39 da madrugada pra avisar que já tinha começado a liqüi da MNG. Ela passou na porta e ficou indignada, pois a vendedora havia informado que seria na primeira semana de agosto. Tem nada não, ela se vingou: foi lá e gastou 700 paus. Voltou na outra semana e torrou mais 289. Rá! Eu, que estou temporariamente falida, adquiri apenas uma calça, dois casacos e quatro blusas, gastando módicos R$ 250 parcelados em 3x. Estou coberta de brotoejas, mas tô me segurando pra não voltar lá: chegaram novas peças hoje.
Eu e M.B. temos sanha por casacos. Se eu tirar uma foto do interior do meu armário e colocar num blog sem dizer onde moram vão chutar que sou de Curitiba, tal a quantidade e potência dos casacos, cachecóis, botas de cano alto, galochas. Discorrendo sobre nossa pulsão por peças de inverno, concluí que devo ter sido moradora de rua na europa em outra vida e morrido congelada. Só pode ser.
Como dívida é coisa pra vida toda, também dei uma batida no Shopping Vertical. Fraco. Dois vestidos, uma bata e dois colares. Nem chegou a 200 reau a conta, parcelada em 2x no cartão. Ai, como é difícil essa vida de mulherzinha assalariada urbana contemporânea, como cansa ser uma perdulária bem vestida.
Agora, sacanagem mesmo foi descobrir que os sapatos boneca da Sollas não entram na promoção por serem ubíquos a todas às coleções. Tá certo que é bom saber onde encontrar um sapatinho boneca pra me fazer feliz em qualquer época do ano, mas não podiam pelo menos mudar as cores e me dar a alegria de comprá-los com descontinho? São uns bobos, pois certamene eu compraria muito mais pares. Para castigá-los, comprei um par novo na Pelle Rara do Largo do Machado. Acho que vou voltar para adquirir um de cada dos outros dois modelos, tudo parcelado em 3x sem juros no cartão.
Só uma coisa tem me preocupado mais do que a seleção pro doutorado, a doença da minha mãe, meu projeto de emagrecimento, minha falência financeira, minha possível mudança de casa e minha adaptação ao novo emprego: as liquidações de inverno!
Continuo achando muito estranho que a liquidação comece na primeira semana de julho, menos de 15 dias depois do início da estação, mas e daí, né? Eu quero é comprar roupinha nova! Melhor ainda que seja assim, pois não preciso esperar o tempo mudar pra usar as peças recém adquiridas. Minha amiga M.B. também é frenética freqüentadora de liqüis. Sempre trocamos dicas. Quase compulsiva, ela me mandou um SMS às 2h39 da madrugada pra avisar que já tinha começado a liqüi da MNG. Ela passou na porta e ficou indignada, pois a vendedora havia informado que seria na primeira semana de agosto. Tem nada não, ela se vingou: foi lá e gastou 700 paus. Voltou na outra semana e torrou mais 289. Rá! Eu, que estou temporariamente falida, adquiri apenas uma calça, dois casacos e quatro blusas, gastando módicos R$ 250 parcelados em 3x. Estou coberta de brotoejas, mas tô me segurando pra não voltar lá: chegaram novas peças hoje.
Eu e M.B. temos sanha por casacos. Se eu tirar uma foto do interior do meu armário e colocar num blog sem dizer onde moram vão chutar que sou de Curitiba, tal a quantidade e potência dos casacos, cachecóis, botas de cano alto, galochas. Discorrendo sobre nossa pulsão por peças de inverno, concluí que devo ter sido moradora de rua na europa em outra vida e morrido congelada. Só pode ser.
Como dívida é coisa pra vida toda, também dei uma batida no Shopping Vertical. Fraco. Dois vestidos, uma bata e dois colares. Nem chegou a 200 reau a conta, parcelada em 2x no cartão. Ai, como é difícil essa vida de mulherzinha assalariada urbana contemporânea, como cansa ser uma perdulária bem vestida.
Agora, sacanagem mesmo foi descobrir que os sapatos boneca da Sollas não entram na promoção por serem ubíquos a todas às coleções. Tá certo que é bom saber onde encontrar um sapatinho boneca pra me fazer feliz em qualquer época do ano, mas não podiam pelo menos mudar as cores e me dar a alegria de comprá-los com descontinho? São uns bobos, pois certamene eu compraria muito mais pares. Para castigá-los, comprei um par novo na Pelle Rara do Largo do Machado. Acho que vou voltar para adquirir um de cada dos outros dois modelos, tudo parcelado em 3x sem juros no cartão.
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Linda e magra
ou Sibutramina, pra que te quero?
Emagreci horrores recentemente. Uma delícia, mas ainda quero me desfazer de mais uns cinco quilinhos que insistem em não largar desse meu lindo corpinho que não lhes pertence. Tô me sentindo maravilhosa e não canso de ficar olhando no espelho do meu bartirão como estou gostosa. Tomo banho e passo creme me admirando, principalmente minha barriga magra. Depois que eu cortar o cabelo então, ui! aí me como.
ou Sibutramina, pra que te quero?
Emagreci horrores recentemente. Uma delícia, mas ainda quero me desfazer de mais uns cinco quilinhos que insistem em não largar desse meu lindo corpinho que não lhes pertence. Tô me sentindo maravilhosa e não canso de ficar olhando no espelho do meu bartirão como estou gostosa. Tomo banho e passo creme me admirando, principalmente minha barriga magra. Depois que eu cortar o cabelo então, ui! aí me como.
Carnaval e Internet
Acabou que nem comentei com vocês como foi o encontro de Internet e Carnaval do qual participei. Adorei. Ainda não conhecia o Centro cultural José Bonifácio, na Gamboa. Como eu disse na abertura da minha fala, que maravilha a internet, ou não estaríamos lá, naquela tarde ensolarada deliciosa, naquele casarão maravilhoso, unidos por nossa paixão comum pelo Samba. Foi tudo ótemo. Fui brindada até com a presença dos meus amigos IS, João Baptista, Vicente-vem-dar-o-cu-pra-gente. Pra completar a honraria, tive oportunidade de conhecer o Meu Leitor! Sim, finalmente ele deu o ar da graça. Gente boa e timido, foi assistir ao evento e ficou até o final!
No final, tudo deu certo, mas foi um dia estranho. Eu tava bem e feliz, até que recebi uma ligação da minha irmã me acausando de ter tirado a bateria do aparelho de pressão da minha mãe. Para tentar evitar ir fazer um exame, minha doce progenitora afirmava estar passando mal. Minha irmã, crédula, quis medir a pressão da velha safada pra ver se levava pra clínica pra fazer a tomografia ou pra emergência do hospital. Eis que o aparelho não funcionava e mamãe mandou que eu tinha tirado a bateria. É, tipo assim, pra que eu tiraria a bateria da porra do aparelho de pressão da minha mãe? Antes de se fazer essa pergunta, minha irmã ligou ríspida. Eu que já não andava boa da cabeça desabei numa crise de choro e esqueci até quem eu era. Felizmente, tenho os melhores amigos que alguém pode ter, entre eles, Vicente. Liguei pra ele que me acalmou e me mandou descer do queijo, parar de frescura e ir pra porra do evento logo. Lá, como eu afirmava não saber o que era samba, muito menos que diabos era internet, ele fez uma pauta pra eu seguir. Claro, com o apoio dele subi no palquinho (o de meu direito, não o queijo do piti) e mal comecei a falar lembrei de quase tudo. Foi tudo ok.
Acabou que nem comentei com vocês como foi o encontro de Internet e Carnaval do qual participei. Adorei. Ainda não conhecia o Centro cultural José Bonifácio, na Gamboa. Como eu disse na abertura da minha fala, que maravilha a internet, ou não estaríamos lá, naquela tarde ensolarada deliciosa, naquele casarão maravilhoso, unidos por nossa paixão comum pelo Samba. Foi tudo ótemo. Fui brindada até com a presença dos meus amigos IS, João Baptista, Vicente-vem-dar-o-cu-pra-gente. Pra completar a honraria, tive oportunidade de conhecer o Meu Leitor! Sim, finalmente ele deu o ar da graça. Gente boa e timido, foi assistir ao evento e ficou até o final!
No final, tudo deu certo, mas foi um dia estranho. Eu tava bem e feliz, até que recebi uma ligação da minha irmã me acausando de ter tirado a bateria do aparelho de pressão da minha mãe. Para tentar evitar ir fazer um exame, minha doce progenitora afirmava estar passando mal. Minha irmã, crédula, quis medir a pressão da velha safada pra ver se levava pra clínica pra fazer a tomografia ou pra emergência do hospital. Eis que o aparelho não funcionava e mamãe mandou que eu tinha tirado a bateria. É, tipo assim, pra que eu tiraria a bateria da porra do aparelho de pressão da minha mãe? Antes de se fazer essa pergunta, minha irmã ligou ríspida. Eu que já não andava boa da cabeça desabei numa crise de choro e esqueci até quem eu era. Felizmente, tenho os melhores amigos que alguém pode ter, entre eles, Vicente. Liguei pra ele que me acalmou e me mandou descer do queijo, parar de frescura e ir pra porra do evento logo. Lá, como eu afirmava não saber o que era samba, muito menos que diabos era internet, ele fez uma pauta pra eu seguir. Claro, com o apoio dele subi no palquinho (o de meu direito, não o queijo do piti) e mal comecei a falar lembrei de quase tudo. Foi tudo ok.
A maravilhosa cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro
Como sou carioca orgulhosa, que ama cada pedra portuguesa do calçamento, em outrubro também participo de um seminário que celebra a honra e a glória deste balneário decadente.
Ando tão cheia de eventos. Em setembro ainda vou a um outro Congresso de Informação científica. Ai-ai-ai, agenda acadêmica lotada.
Como sou carioca orgulhosa, que ama cada pedra portuguesa do calçamento, em outrubro também participo de um seminário que celebra a honra e a glória deste balneário decadente.
Ando tão cheia de eventos. Em setembro ainda vou a um outro Congresso de Informação científica. Ai-ai-ai, agenda acadêmica lotada.
Palacianas
Sabe como é, Mendonça&Marilda são uma dupla insóluvel. Como ele mesmo afirma, temos uma ligação espiritual. Não seriam alguns quilômetros que nos separariam nossas mentes e corações. Tornamos nossas repartições quase anexas. Trocamos e-mails diários. Sei sempre como anda o expediente do biotério e outras cositas más.
Sabe como é, Mendonça&Marilda são uma dupla insóluvel. Como ele mesmo afirma, temos uma ligação espiritual. Não seriam alguns quilômetros que nos separariam nossas mentes e corações. Tornamos nossas repartições quase anexas. Trocamos e-mails diários. Sei sempre como anda o expediente do biotério e outras cositas más.
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Mural dos Horrores,
Pérolas da repartição
Que acepipe!
Além de me manter informada da movimentação na repartição e no porão anexo, Mendonça não deixa o Mural dos Horrores morrer. Essa semana me encaminou a notícia "Empresa é condenada por pata de rato em lata de ervilha" com o comentário "Hummmm!!!!!!
Quitutinho a mais......". É, tem cálega salivando.
Além de me manter informada da movimentação na repartição e no porão anexo, Mendonça não deixa o Mural dos Horrores morrer. Essa semana me encaminou a notícia "Empresa é condenada por pata de rato em lata de ervilha" com o comentário "Hummmm!!!!!!
Quitutinho a mais......". É, tem cálega salivando.
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domingo, 27 de julho de 2008
Relatório e reflexões
Sábado fomos ver Nome Próprio, no Odeon. Gostei do filme mais que dos blogs ou livros da Clara. Talvez por ser blogueira tb, sermos da mesma faixa etária e termos mais ou menos as mesmas referências. Durante o filme lembrei de várias passagens que relatei aqui, de encontros com leitores, comentários agressivos. Engraçado, com o blog e os livros eu não me identificava.
Na saída, encontrei Cris&Ju. Eles tinham me ligado pra ver o filme, mas eu já tava na rua caminhando apressada para o cinema e não ouvi o celular. Eles detestaram o filme.
Do Odeon fomos tomar um chopinho na Choperia Brazooka. Havia várias comemorações de aniversário. Fiquei pensando que quero que seja logo fevereiro, quero fazer aniversário. Adoro o dia do meu aniversário, adoro ser o centro das atenções e doro ter nascido no verão. Adoro o dia 21 de fevereiro.
Ai, caralho, por falar em frio, vou parar de escrever porque meus dedos estão duros de frio!
Sábado fomos ver Nome Próprio, no Odeon. Gostei do filme mais que dos blogs ou livros da Clara. Talvez por ser blogueira tb, sermos da mesma faixa etária e termos mais ou menos as mesmas referências. Durante o filme lembrei de várias passagens que relatei aqui, de encontros com leitores, comentários agressivos. Engraçado, com o blog e os livros eu não me identificava.
Na saída, encontrei Cris&Ju. Eles tinham me ligado pra ver o filme, mas eu já tava na rua caminhando apressada para o cinema e não ouvi o celular. Eles detestaram o filme.
Do Odeon fomos tomar um chopinho na Choperia Brazooka. Havia várias comemorações de aniversário. Fiquei pensando que quero que seja logo fevereiro, quero fazer aniversário. Adoro o dia do meu aniversário, adoro ser o centro das atenções e doro ter nascido no verão. Adoro o dia 21 de fevereiro.
Ai, caralho, por falar em frio, vou parar de escrever porque meus dedos estão duros de frio!
Mistérios insondáveis
Às vezes, na falta de inspiração para posts, leio os spams que recebo. Meu primeiro ímpeto é pensar "será que eles acham que alguém ainda vai clicar no "Tão aí as fotos que prometi" ou "nossa, vc tava muito doida quando tirou essas fotos"? Pior ainda, será que alguém ainda acredita no "vc esetá sendo traído, veja as fotos" ou no "cartão de alguém que te ama"?
Mas nesses momentos lembro do dia que minha irmã me ligou "Roberta, ganhei na loteria nos estados unidos!". "Renata, alguma vez vc jogou na loteria nos estados unidos? Não, né? Então vc não ganhou na loteria nos estados unidos". Pior, precisei de mais argumentos do que isso pra convencer a bruta.
Eu tinha pensado que só ela faria isso, daí outro dia me liga uma amigona. "Amiga, tô apavorada, a receita federal cancelou meu cpf!". Quando foi que vc deu seu hotmail pra receita federal? Nunca, né? Então a Receita Federal não cancelou seu CPF, amiga.
Se eu tivesse paciência discorreria sobre o mistério daspessoas que ainda caem no golpe do "mãe, mãe, me salva, eles me seqüestaram". Caralho!
Como sempre digo, o mundo é estranho.
Às vezes, na falta de inspiração para posts, leio os spams que recebo. Meu primeiro ímpeto é pensar "será que eles acham que alguém ainda vai clicar no "Tão aí as fotos que prometi" ou "nossa, vc tava muito doida quando tirou essas fotos"? Pior ainda, será que alguém ainda acredita no "vc esetá sendo traído, veja as fotos" ou no "cartão de alguém que te ama"?
Mas nesses momentos lembro do dia que minha irmã me ligou "Roberta, ganhei na loteria nos estados unidos!". "Renata, alguma vez vc jogou na loteria nos estados unidos? Não, né? Então vc não ganhou na loteria nos estados unidos". Pior, precisei de mais argumentos do que isso pra convencer a bruta.
Eu tinha pensado que só ela faria isso, daí outro dia me liga uma amigona. "Amiga, tô apavorada, a receita federal cancelou meu cpf!". Quando foi que vc deu seu hotmail pra receita federal? Nunca, né? Então a Receita Federal não cancelou seu CPF, amiga.
Se eu tivesse paciência discorreria sobre o mistério daspessoas que ainda caem no golpe do "mãe, mãe, me salva, eles me seqüestaram". Caralho!
Como sempre digo, o mundo é estranho.
Mundo cão
Amigo meu escreveu contando que a irmã da nora da afilhada dele é viciada e deu a filha de dois anos para um traficante (sabe-se lá em troca de que). A criatura foi denunciada e a criança resgatada, mas já havia sido violentada "atrás e na frente", como relatou meu amigo. Ele avisou a afilhada que prefere não ficar sabendo desse tipo de notícia. O assunto surgiu estávamos falando de tortura em família, já que ele me acusa de torturar minha mãe ao obrigá-la a fazer um exame. Ela a considera poderosa e vitoriosa por ter conseguido impedir a realização do tal procedimento indolor, que serviria apenas para decidir se ela deve ou não ser submetida a uma cirurgia. Avisei que também prefiro ficar na minha doce ignorância, apenas torturando minha querida mãezinha sem saber do mundo cão que existe lá fora.
Amigo meu escreveu contando que a irmã da nora da afilhada dele é viciada e deu a filha de dois anos para um traficante (sabe-se lá em troca de que). A criatura foi denunciada e a criança resgatada, mas já havia sido violentada "atrás e na frente", como relatou meu amigo. Ele avisou a afilhada que prefere não ficar sabendo desse tipo de notícia. O assunto surgiu estávamos falando de tortura em família, já que ele me acusa de torturar minha mãe ao obrigá-la a fazer um exame. Ela a considera poderosa e vitoriosa por ter conseguido impedir a realização do tal procedimento indolor, que serviria apenas para decidir se ela deve ou não ser submetida a uma cirurgia. Avisei que também prefiro ficar na minha doce ignorância, apenas torturando minha querida mãezinha sem saber do mundo cão que existe lá fora.
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Internet e Carnaval
Sábado vou participar de uma mesa redonda no evento de comemoração dos 10 anos da lista rio-carnaval. Minha fala (palestra é muito careta) vai ser sobre Grupos identitários na Internet. No primeiro contato, o organizador, o professor Felipe Ferreira, explicou que íamos discutir o processo de formação dessas listas de discussão e o impacto que tiveram no Carnaval. Além disso, ele perguntou, pra eu refletir e discutirmos lá, se acho que esses fóruns foram um pouco esvaziados com o surgimento das redes de relacionamento, como o Orkut.
Os outros debatedores vão abordar Carnaval na Word Wide Web (Simone Fernandes), Imprensa carnavalesca na Internet (Marcelo de Mello) e Escolas de samba virtuais (Ricardo Delezcluze). Acho que vai ser um papo legal e todos estão convidados.
O balacobaco acontece a partir das 15h30, no Centro Cultural José Bonifácio, que fica na Rua Pedro Ernesto, 80, na Gamboa.
Sábado vou participar de uma mesa redonda no evento de comemoração dos 10 anos da lista rio-carnaval. Minha fala (palestra é muito careta) vai ser sobre Grupos identitários na Internet. No primeiro contato, o organizador, o professor Felipe Ferreira, explicou que íamos discutir o processo de formação dessas listas de discussão e o impacto que tiveram no Carnaval. Além disso, ele perguntou, pra eu refletir e discutirmos lá, se acho que esses fóruns foram um pouco esvaziados com o surgimento das redes de relacionamento, como o Orkut.
Os outros debatedores vão abordar Carnaval na Word Wide Web (Simone Fernandes), Imprensa carnavalesca na Internet (Marcelo de Mello) e Escolas de samba virtuais (Ricardo Delezcluze). Acho que vai ser um papo legal e todos estão convidados.
O balacobaco acontece a partir das 15h30, no Centro Cultural José Bonifácio, que fica na Rua Pedro Ernesto, 80, na Gamboa.
Incapacidade matinal
Sou burra de pai e mãe de manhã. Não presto pra nada, quase imbecil. Tenho que deixar tudo arrumado de véspera, pois o que deixar pra de manhã eu esqueço. Normalmente sou uma mulher muito prática, me arrumo rápido e talz. De manhã.... pois é. Cada dia acordo mais cedo e chego mais tarde no trabalho. Simplesmente não sei como consigo levar duas horas pra tomar banho, estender a toalha, pentear o cabelo, colocar desodorante, me vestir, tomar café, escovar os dentes, pegar a bolsa e sair de casa.
Claro que não dá tempo de lavar a louça do café ou passar hidratante. Perfume nem pensar, futilidade, tenho coisa melhor pra gastar meu tempo escaço do que apertando duas vezes um spray em direção ao pescoço.
Olha que não preciso trabalhar "arrumada" e não uso maquiagem. É só meter uma calça não-velha, uma blusa que não destoe muito e um sapato ok. As bijuterias, o relógio e a bolsa são os mesmos quase todos os dias, afinal sou uma mulher conservadora. Não uso adereços no cabelo. Moro sozinha num studio (vulgo conjugado), de manhã uso apenas café puro, duas torradas e uma meia dúzia de comprimidos. Consigo levar duas horas pra fazer isso e ainda saio de casa colocando os brincos e o relógio. Na portaria, xingo que esqueci alguma coisa mas não tenho tempo de voltar e saio correndo, trombando nos transeuntes no caminho.
Ai-ai-ai.
Sou burra de pai e mãe de manhã. Não presto pra nada, quase imbecil. Tenho que deixar tudo arrumado de véspera, pois o que deixar pra de manhã eu esqueço. Normalmente sou uma mulher muito prática, me arrumo rápido e talz. De manhã.... pois é. Cada dia acordo mais cedo e chego mais tarde no trabalho. Simplesmente não sei como consigo levar duas horas pra tomar banho, estender a toalha, pentear o cabelo, colocar desodorante, me vestir, tomar café, escovar os dentes, pegar a bolsa e sair de casa.
Claro que não dá tempo de lavar a louça do café ou passar hidratante. Perfume nem pensar, futilidade, tenho coisa melhor pra gastar meu tempo escaço do que apertando duas vezes um spray em direção ao pescoço.
Olha que não preciso trabalhar "arrumada" e não uso maquiagem. É só meter uma calça não-velha, uma blusa que não destoe muito e um sapato ok. As bijuterias, o relógio e a bolsa são os mesmos quase todos os dias, afinal sou uma mulher conservadora. Não uso adereços no cabelo. Moro sozinha num studio (vulgo conjugado), de manhã uso apenas café puro, duas torradas e uma meia dúzia de comprimidos. Consigo levar duas horas pra fazer isso e ainda saio de casa colocando os brincos e o relógio. Na portaria, xingo que esqueci alguma coisa mas não tenho tempo de voltar e saio correndo, trombando nos transeuntes no caminho.
Ai-ai-ai.
Mau humor exuberante
Acho que já levantei de mau humor. Quando pus o pé pra fora da cama pra calçar o chinelo havia uma barata ao lado dele! Tudo bem que eu calcei rápido e pisei na bruta (se fosse buscar o inseticida ela se esconderia), tá certo que era uma "baratinha francesa", mas ninguém merece se deparar com uma barata às 6h, ainda sentada na cama.
Tomei banho, me arrumei, tomei café e sai de casa maldizendo a humanidade por tudo e por nada. Claro, já tava atrasada. Logrei êxito em pegar o ônibus, que ameaçou "passar por fora" e ignorar o ponto, e me senti quase aliviada. Humpf. Quando o coletivo dobrou na Avenida Presidente Vargas... trânsito completamente parado. Pensei "fudeu, tá parado até a Brasil". Tá, fui pessimista, mas e daí? eu tinha motivos pra isso. Era uma blitz antes da Leopoldina. Peraí, blitz às 8h da manhã? Isso é sacanagem, porra! Parada no engarrafamento vejo o ônibus da outra linha que também "serve" passar pela pista do meio, livre-livre. Ódeo!
Acho que já levantei de mau humor. Quando pus o pé pra fora da cama pra calçar o chinelo havia uma barata ao lado dele! Tudo bem que eu calcei rápido e pisei na bruta (se fosse buscar o inseticida ela se esconderia), tá certo que era uma "baratinha francesa", mas ninguém merece se deparar com uma barata às 6h, ainda sentada na cama.
Tomei banho, me arrumei, tomei café e sai de casa maldizendo a humanidade por tudo e por nada. Claro, já tava atrasada. Logrei êxito em pegar o ônibus, que ameaçou "passar por fora" e ignorar o ponto, e me senti quase aliviada. Humpf. Quando o coletivo dobrou na Avenida Presidente Vargas... trânsito completamente parado. Pensei "fudeu, tá parado até a Brasil". Tá, fui pessimista, mas e daí? eu tinha motivos pra isso. Era uma blitz antes da Leopoldina. Peraí, blitz às 8h da manhã? Isso é sacanagem, porra! Parada no engarrafamento vejo o ônibus da outra linha que também "serve" passar pela pista do meio, livre-livre. Ódeo!
terça-feira, 15 de julho de 2008
Atualização
Ando cansada. Às vezes penso em blogar, mas fico olhando para o editor de texto e nada. Cansada e, freqüentemente, mal-humorada. Alterno estados de humor.
Comecei na nova repartição segunda passada. Ainda não tenho opinião formada, mas por enquanto achei o ambiente é agradável, o trabalho interessante e a equipe legal. Fui super-bem recebida: todos foram gentis, educados e acolhedores comigo. Tinha até gente ansiosa por me conhecer! Posso até mudar de idéia daqui a um tempo e descobrir que são fura-olhos furigundos, mas minha primeira impressão foi muito positiva quanto ao meus novos cálegas de sirviço. O que é ruim mesmo é a estrutura: e eu pensava que trabalhava num muquifo. Agora sei que eram nababescas instalações com comedores de ratazanas cuidadosamente amestrados e luxuosamente paramentados. Pra piorar meu humor, o acesso à repartição está em obras: há mais poeira, lama e engarrafamento do que o usual.
Acho que, se e quando eu acostumar a acordar no cu da manhã e me despencar pra beirola da casa-do-caralho, serei quase feliz.
No fim das contas, foda-se. Como diz a sábia Marita, trabalho bom é ganhar na mega sena e ter que gastar aquele dinheiro todo.
Ando cansada. Às vezes penso em blogar, mas fico olhando para o editor de texto e nada. Cansada e, freqüentemente, mal-humorada. Alterno estados de humor.
Comecei na nova repartição segunda passada. Ainda não tenho opinião formada, mas por enquanto achei o ambiente é agradável, o trabalho interessante e a equipe legal. Fui super-bem recebida: todos foram gentis, educados e acolhedores comigo. Tinha até gente ansiosa por me conhecer! Posso até mudar de idéia daqui a um tempo e descobrir que são fura-olhos furigundos, mas minha primeira impressão foi muito positiva quanto ao meus novos cálegas de sirviço. O que é ruim mesmo é a estrutura: e eu pensava que trabalhava num muquifo. Agora sei que eram nababescas instalações com comedores de ratazanas cuidadosamente amestrados e luxuosamente paramentados. Pra piorar meu humor, o acesso à repartição está em obras: há mais poeira, lama e engarrafamento do que o usual.
Acho que, se e quando eu acostumar a acordar no cu da manhã e me despencar pra beirola da casa-do-caralho, serei quase feliz.
No fim das contas, foda-se. Como diz a sábia Marita, trabalho bom é ganhar na mega sena e ter que gastar aquele dinheiro todo.
sexta-feira, 11 de julho de 2008
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Cansada
Passei o dia em um hospital e vou passar os próximos em uma peregrinação por exames. Minha mãe vai passar por uma cirurgia delicada em futuro próximo.
Segunda-feira começo em um emprego novo, em um horário novo.
Mês que vem começam as inscrições pro doutorado e pretendo tentar de novo.
Cansada só de pensar em tudo que tenho que fazer.
Passei o dia em um hospital e vou passar os próximos em uma peregrinação por exames. Minha mãe vai passar por uma cirurgia delicada em futuro próximo.
Segunda-feira começo em um emprego novo, em um horário novo.
Mês que vem começam as inscrições pro doutorado e pretendo tentar de novo.
Cansada só de pensar em tudo que tenho que fazer.
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Mas o povo gosta é de merda mesmo
Outro dia foi aniversário de Mãe Camila e a comemoração foi na Academia da Cachaça. Havia um amigo dela de infância que tinha histórias mais bizarras que as minhas. Aquele sim é um conhecedor do mundo estranho. Claro, não fiz feio e, assim que fui convocada pela anfitriã, desfiei o melhor do meu repertório. Semi-malvada, ela anunciou que eu tinha ótimas histórias de cocô. Pelo menos não fez como O Orientador que diz pra todos que eu adoro falar de merda. Mentira, eu não me importo de falar de merda e, por isso, ouço muitos relatos do gênero, daí a riqueza da minha coleção de histórias de merda. Não tenho culpa se as pessoas me ligam, me escrevem, me chamam pra contar que se cagaram aqui ou ali, que saíram com um cara que comia merda, que têm uma tia que cheira cocô ou coisa do tipo. Apenas ouço e catalogo.
Outro amigo dela, o Jaime, perguntou porque eu não fazia um blog reunindo exclusivamente estes relatos. Sugeriu que o nome fosse “Mas que merda”. Tipo masquemerda.blogspot.com ou quemerda.blogspot.com.
Adorei a idéia e assim que tive tempo fui concretizá-la. Criaria o blog com uma template qualquer daquelas e colocaria os posts iniciais. Nâo anunciaria pra geral, apenas pros amigos pra darem sugestões e pediria a Gibi pra providenciar um layout adequado, exatamente como aconteceu com OMEE e o HTP. Humpf. TODOS os nomes com a palavra merda já estão registrados. Ah, e depois sou eu quem gosta de falar de cocô, né?
Outro dia foi aniversário de Mãe Camila e a comemoração foi na Academia da Cachaça. Havia um amigo dela de infância que tinha histórias mais bizarras que as minhas. Aquele sim é um conhecedor do mundo estranho. Claro, não fiz feio e, assim que fui convocada pela anfitriã, desfiei o melhor do meu repertório. Semi-malvada, ela anunciou que eu tinha ótimas histórias de cocô. Pelo menos não fez como O Orientador que diz pra todos que eu adoro falar de merda. Mentira, eu não me importo de falar de merda e, por isso, ouço muitos relatos do gênero, daí a riqueza da minha coleção de histórias de merda. Não tenho culpa se as pessoas me ligam, me escrevem, me chamam pra contar que se cagaram aqui ou ali, que saíram com um cara que comia merda, que têm uma tia que cheira cocô ou coisa do tipo. Apenas ouço e catalogo.
Outro amigo dela, o Jaime, perguntou porque eu não fazia um blog reunindo exclusivamente estes relatos. Sugeriu que o nome fosse “Mas que merda”. Tipo masquemerda.blogspot.com ou quemerda.blogspot.com.
Adorei a idéia e assim que tive tempo fui concretizá-la. Criaria o blog com uma template qualquer daquelas e colocaria os posts iniciais. Nâo anunciaria pra geral, apenas pros amigos pra darem sugestões e pediria a Gibi pra providenciar um layout adequado, exatamente como aconteceu com OMEE e o HTP. Humpf. TODOS os nomes com a palavra merda já estão registrados. Ah, e depois sou eu quem gosta de falar de cocô, né?
terça-feira, 1 de julho de 2008
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Dilema
Quer dizer, na verdade apenas um impasse. Não corto meu cabelo desde o meu aniversário, em fevereiro. Como tinha cortado beeem curto – tanto que meu look foi apelidado de “menor infrator”, ele tava segurando bem. Agora começou a me incomodar e acho que precisa ser cortado, que está com pontas e meio mal-ajambrado.Só que todos os meus amigos dizem que está ótemo e lindo, em um de seus melhores momentos, e olha que meu cabelo é lindo. Ai-ai-ai. Quase desisto, mas só quase. Vou cortar. Tenho uma regra de que cabelo quando raspa nos ombros tá na hora de tosar. Cabelo comprido é coisa que não precisa. Na minha opinião, ninguém devia usar cabelo abaixo dos ombros, sempre fica melhor curto.
Quer dizer, na verdade apenas um impasse. Não corto meu cabelo desde o meu aniversário, em fevereiro. Como tinha cortado beeem curto – tanto que meu look foi apelidado de “menor infrator”, ele tava segurando bem. Agora começou a me incomodar e acho que precisa ser cortado, que está com pontas e meio mal-ajambrado.Só que todos os meus amigos dizem que está ótemo e lindo, em um de seus melhores momentos, e olha que meu cabelo é lindo. Ai-ai-ai. Quase desisto, mas só quase. Vou cortar. Tenho uma regra de que cabelo quando raspa nos ombros tá na hora de tosar. Cabelo comprido é coisa que não precisa. Na minha opinião, ninguém devia usar cabelo abaixo dos ombros, sempre fica melhor curto.
Vida nova, cabelo novo
Com a função de juntar e tirar cópia da documentalha pra tomar posse, não tive tempo pra nada nos últimos dias, nem de blogar, nem de me cuidar. Agora vou aproveitar pra ter uma semana mulherzinha: cortar e pintar cabelo, depilação, massagem e alegria. Não falei que vocês iam conhecer uma blogueira nova?
Com a função de juntar e tirar cópia da documentalha pra tomar posse, não tive tempo pra nada nos últimos dias, nem de blogar, nem de me cuidar. Agora vou aproveitar pra ter uma semana mulherzinha: cortar e pintar cabelo, depilação, massagem e alegria. Não falei que vocês iam conhecer uma blogueira nova?
Vida nova
Sexta-feira fui à repartição buscar minha declaração de tempo de serviço. Aproveitei para almoçar com Vavs. Ela comentou como minha vida mudou esse ano. “Mudou de casa, tá mudando de emprego, tá tudo dando certo na sua vida. Agora você tem que parar de dizer que ano ímpar é melhor, 2008 é par!”. Nada, filha, 2008 é par, mas é bissexto.
Lembram que eu tinha dito que ia mudar minha vida toda esse ano? Rá!
Sexta-feira fui à repartição buscar minha declaração de tempo de serviço. Aproveitei para almoçar com Vavs. Ela comentou como minha vida mudou esse ano. “Mudou de casa, tá mudando de emprego, tá tudo dando certo na sua vida. Agora você tem que parar de dizer que ano ímpar é melhor, 2008 é par!”. Nada, filha, 2008 é par, mas é bissexto.
Lembram que eu tinha dito que ia mudar minha vida toda esse ano? Rá!
A Moqueca do Mendonça
Não foi uma despedida oficial, mas fez as vezes de. O casal Mendonça organizou um convescote vespertino no sábado, com a presença dos editores da repartição, seus cônjuges e rebentos, A Noiva e alguns amigos de Dona Mendonça. Enchemos a cara de cerveja e comemos moqueca. Bebemos mais e comemos brigadeiro. Os meninos foram comprar mais cerveja e continuamos bebendo. Sei que cheguei no Solar dos Mendonça às 14h e fui embora quase duas da manhã. Há fotos.
Na próxima semana vai haver ainda um bota-fora com os cálega tudo.
Por falar em foto, quando fui limpar minha máquina na repartição, encontrei fotos de uma festa de fim-de-ano de sei lá quando. Mendonça traja uma camisa verde-alface e um corte de cabelo meio repolhudo. Vou imprimir e passar lá pra colar no Mural dos Horrores. Também há fotos onde apareço. Estou básica, de saia jeans e camiseta preta. Nada que manche minha reputação. Rá!
Não foi uma despedida oficial, mas fez as vezes de. O casal Mendonça organizou um convescote vespertino no sábado, com a presença dos editores da repartição, seus cônjuges e rebentos, A Noiva e alguns amigos de Dona Mendonça. Enchemos a cara de cerveja e comemos moqueca. Bebemos mais e comemos brigadeiro. Os meninos foram comprar mais cerveja e continuamos bebendo. Sei que cheguei no Solar dos Mendonça às 14h e fui embora quase duas da manhã. Há fotos.
Na próxima semana vai haver ainda um bota-fora com os cálega tudo.
Por falar em foto, quando fui limpar minha máquina na repartição, encontrei fotos de uma festa de fim-de-ano de sei lá quando. Mendonça traja uma camisa verde-alface e um corte de cabelo meio repolhudo. Vou imprimir e passar lá pra colar no Mural dos Horrores. Também há fotos onde apareço. Estou básica, de saia jeans e camiseta preta. Nada que manche minha reputação. Rá!
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Mendonça,
Meus amigos,
Mudança de repartição
O lodo do Mendonça
Como sou gente boa, deixei duas grandes amigas minhas trabalhando com ele. Vavs já tava lá e I.V. assumiu meu lugar. De uns tempos pra cá, toda vez que havia uma vaga na repartição eu tratava de passar para Mendonça currículos de alguns amigos meus. Como é claro que eles eram melhores que os outros, sempre eram contratados. Fiz isso para o próprio bem de Mendonça. É que se eu deixasse, na ânsia de contratar alguém, ele ia enfiar a mão no lodo que existe num canto da sala dele e vasculhar. O primeiro ser mutante e comedor de ratazanas que ele catasse no meio da lama ia puxar pra cima e nomear. Já que depois eu que ia editar as matérias, tratei de lacrar a tampa do personal lodo do Mendonça.
Como sou gente boa, deixei duas grandes amigas minhas trabalhando com ele. Vavs já tava lá e I.V. assumiu meu lugar. De uns tempos pra cá, toda vez que havia uma vaga na repartição eu tratava de passar para Mendonça currículos de alguns amigos meus. Como é claro que eles eram melhores que os outros, sempre eram contratados. Fiz isso para o próprio bem de Mendonça. É que se eu deixasse, na ânsia de contratar alguém, ele ia enfiar a mão no lodo que existe num canto da sala dele e vasculhar. O primeiro ser mutante e comedor de ratazanas que ele catasse no meio da lama ia puxar pra cima e nomear. Já que depois eu que ia editar as matérias, tratei de lacrar a tampa do personal lodo do Mendonça.
Adeus, Mendonça
Me despedi da repartição na terça-feira passada e minha exoneração foi publicada no D.O. de quarta. Mendonça tentou me dissuadir, me convencer a não assumir o cargo, mas claro que não logrou êxito. Agora ele choraminga que eu o troquei por dinheiro. Nada disso, em matéria de mariolas, as repartições são quase equivalentes. Eu o troquei por estabilidade.
Agora Mendonça terá que se virar sem sua Marilda.
Me despedi da repartição na terça-feira passada e minha exoneração foi publicada no D.O. de quarta. Mendonça tentou me dissuadir, me convencer a não assumir o cargo, mas claro que não logrou êxito. Agora ele choraminga que eu o troquei por dinheiro. Nada disso, em matéria de mariolas, as repartições são quase equivalentes. Eu o troquei por estabilidade.
Agora Mendonça terá que se virar sem sua Marilda.
Upgrade de repartição
Em 2006 eu havia feito um concurso público para uma repartição federal e fiquei classificada quatro posições além do número de vagas oferecidas. Para mim aquele já tinha caducado e havia lido algo sobre a organização de um novo concurso em futuro próximo. Eis que numa quarta-feira dessas da vida abro meu e-mail e encontro uma mensagem supostamente enviada pelo órgão: “Atualize seu cadastro”. Pensei “Ah, é spam”, mas rapaz, não é que não era?!
O negócio expirava na sexta. Como preenchi o formulário online, meu nome foi publicado no DOU no dia seguinte, quinta. Isso que é agilidade, hein? Tá certo que levou dois anos, mas e daí? Quando resolveram fazer, fizeram, né? Daí que, a partir da nomeação, eu tinha um mês pra tomar posse e 15 dias para entrar em exercício, o que pretendo fazer no dia 7 de julho.
Ok, a moral da história é que agora serei barnabé federal: vou dar um upgrade de repartição. Tá certo que vou continuar trabalhando numa espécie de meia-água, um puxadinho no meio do mato, mato esse praticamente fora do perímetro urbano, algo como uma transição entre a zona industrial e a zona rural da cidade, mas não se pode ter tudo na vida, né? Tu quer cu e ainda quer raspado? Francamente, meu filho!
Agora você pergunta, mas e eu com isso, porra? E tu com isso que é motivo pra beber. Vamos comemorar! Vamos ao chope da posse?
Em 2006 eu havia feito um concurso público para uma repartição federal e fiquei classificada quatro posições além do número de vagas oferecidas. Para mim aquele já tinha caducado e havia lido algo sobre a organização de um novo concurso em futuro próximo. Eis que numa quarta-feira dessas da vida abro meu e-mail e encontro uma mensagem supostamente enviada pelo órgão: “Atualize seu cadastro”. Pensei “Ah, é spam”, mas rapaz, não é que não era?!
O negócio expirava na sexta. Como preenchi o formulário online, meu nome foi publicado no DOU no dia seguinte, quinta. Isso que é agilidade, hein? Tá certo que levou dois anos, mas e daí? Quando resolveram fazer, fizeram, né? Daí que, a partir da nomeação, eu tinha um mês pra tomar posse e 15 dias para entrar em exercício, o que pretendo fazer no dia 7 de julho.
Ok, a moral da história é que agora serei barnabé federal: vou dar um upgrade de repartição. Tá certo que vou continuar trabalhando numa espécie de meia-água, um puxadinho no meio do mato, mato esse praticamente fora do perímetro urbano, algo como uma transição entre a zona industrial e a zona rural da cidade, mas não se pode ter tudo na vida, né? Tu quer cu e ainda quer raspado? Francamente, meu filho!
Agora você pergunta, mas e eu com isso, porra? E tu com isso que é motivo pra beber. Vamos comemorar! Vamos ao chope da posse?
domingo, 29 de junho de 2008
Por falar em contar histórias de maneira engraçada
Sempre que dou alguma entrevista os leitores comentam que se surpreendem com meu jeito, que pareço calma, tímida, sei lá. Alguns dizem a mesma coisa quando me conhecem. Já teve um que se surpreendeu “Nossa, mas ela é linda, meiga e educada!”. Na verdade, esse era leitor do HTP e esperava uma baranga mal-amada, seja lá o que isso for, mas não esperava a Roberta Carvalho.
Cheguei a conclusão que a decepção dos leitores se dá por pensarem que sou comediante. Gente, eu sou uma contadora de histórias, digamos que eu seja uma boa redatora, mas não sou humorista nem atriz.
Sempre que dou alguma entrevista os leitores comentam que se surpreendem com meu jeito, que pareço calma, tímida, sei lá. Alguns dizem a mesma coisa quando me conhecem. Já teve um que se surpreendeu “Nossa, mas ela é linda, meiga e educada!”. Na verdade, esse era leitor do HTP e esperava uma baranga mal-amada, seja lá o que isso for, mas não esperava a Roberta Carvalho.
Cheguei a conclusão que a decepção dos leitores se dá por pensarem que sou comediante. Gente, eu sou uma contadora de histórias, digamos que eu seja uma boa redatora, mas não sou humorista nem atriz.
Relatório de fim de semana
Sexta foi aniversário de Danny, minha amiga desde a 8ª série (ela não gosta que eu diga há quanto tempo nos conhecemos, mas naquela época tínhamos 14 anos). Ela marcou, pelo segundo ano consecutivo, numa pizzaria mequetrefe, mas parece que a família dela gosta. Não importa, aniversário da Danny é aniversário da Danny. Da “época do colégio”, compareceram AnaPaulaD, IS e Pati. Comi umas quatro fatias de pizza do tal do rodízio, pra garantir a azia da madrugada, bebi umas duas ou três cocas zero pra rebater e ri muito. Desta vez, quem mais falou foi Pati. Acho que não éramos tão próximas nos idos de 1985, não sabia das confusões familiares dela na adolescência. Que coisa, mãe maluca é coisa que quase todo mundo tem, né?
Além do cabelo perfeito e lindo, ela tava elegantérrima de vestido de shantung verde e echarpe bordada. A safada além de tudo tem dotes manuais e faz bolsas, colares, broches e uma infinidade de tranqueiras lindas. Que coisa. Bom, eu tenho talento de saber contar histórias de maneira engraçada.
Observadora, IS diz que nos tempos do colégio eu tinha olhos de passarinho assustado, mas que hoje tenho olhar curioso e atento.
Tava um frio do capeta e fui pra casa meio cedo.
Sexta foi aniversário de Danny, minha amiga desde a 8ª série (ela não gosta que eu diga há quanto tempo nos conhecemos, mas naquela época tínhamos 14 anos). Ela marcou, pelo segundo ano consecutivo, numa pizzaria mequetrefe, mas parece que a família dela gosta. Não importa, aniversário da Danny é aniversário da Danny. Da “época do colégio”, compareceram AnaPaulaD, IS e Pati. Comi umas quatro fatias de pizza do tal do rodízio, pra garantir a azia da madrugada, bebi umas duas ou três cocas zero pra rebater e ri muito. Desta vez, quem mais falou foi Pati. Acho que não éramos tão próximas nos idos de 1985, não sabia das confusões familiares dela na adolescência. Que coisa, mãe maluca é coisa que quase todo mundo tem, né?
Além do cabelo perfeito e lindo, ela tava elegantérrima de vestido de shantung verde e echarpe bordada. A safada além de tudo tem dotes manuais e faz bolsas, colares, broches e uma infinidade de tranqueiras lindas. Que coisa. Bom, eu tenho talento de saber contar histórias de maneira engraçada.
Observadora, IS diz que nos tempos do colégio eu tinha olhos de passarinho assustado, mas que hoje tenho olhar curioso e atento.
Tava um frio do capeta e fui pra casa meio cedo.
terça-feira, 24 de junho de 2008
Dos compartimentos repartitórios e barnabéicos
A repartição possui uma tosqueria anexa funcionando em seu porão. É interessante diversificar os negócios, sabe como é. O diferencial é a tipologia barnabéica que lá prolifera: não são os comedores de ratazanas que prosperam. Ouvi dizer que uma filha-neta do austríaco, tão logo se viu liberta, fugiu para cá e instalou-se no subsolo repartitório. Segundo me disseram, apenas alguém criado sendo molestado em um porão poderia ser tão tosco. No entanto, vocês sabem como são velhos hábitos e como algumas pessoas são apegadas ao passado e à família. Assim que se aboletou, ela passou a reproduzir o esquema aprendido na casa de papai-vovô: arregimentou uns comedores de ratazanas desprevenidos ou mais fraquinhos das idéias para molestar. O negócio é que, dizem, não apenas há a conivência dos vizinhos, como também do síndico.
Como as histórias se repetem e como o mundo é mesmo estranho, né?
A repartição possui uma tosqueria anexa funcionando em seu porão. É interessante diversificar os negócios, sabe como é. O diferencial é a tipologia barnabéica que lá prolifera: não são os comedores de ratazanas que prosperam. Ouvi dizer que uma filha-neta do austríaco, tão logo se viu liberta, fugiu para cá e instalou-se no subsolo repartitório. Segundo me disseram, apenas alguém criado sendo molestado em um porão poderia ser tão tosco. No entanto, vocês sabem como são velhos hábitos e como algumas pessoas são apegadas ao passado e à família. Assim que se aboletou, ela passou a reproduzir o esquema aprendido na casa de papai-vovô: arregimentou uns comedores de ratazanas desprevenidos ou mais fraquinhos das idéias para molestar. O negócio é que, dizem, não apenas há a conivência dos vizinhos, como também do síndico.
Como as histórias se repetem e como o mundo é mesmo estranho, né?
Histórias de repartição
Ouvi falar que, dia desses, uma cálega de repartição (cuja dieta protéica desconheço) confidenciou a Mendonça que não sou querida entre os apreciadores de acepipes roedores. Parece que acham antipáticos meus hábitos alimentares. Há quem creia que encarnei a Fera da Penha. Não tenho talento para tanto, juro. Dizem que ela finalizou afimando que Mendonça e eu temos muito brilho e “gente que brilha incomoda”. Pois é, comer ratazana ofusca.
Ouvi falar que, dia desses, uma cálega de repartição (cuja dieta protéica desconheço) confidenciou a Mendonça que não sou querida entre os apreciadores de acepipes roedores. Parece que acham antipáticos meus hábitos alimentares. Há quem creia que encarnei a Fera da Penha. Não tenho talento para tanto, juro. Dizem que ela finalizou afimando que Mendonça e eu temos muito brilho e “gente que brilha incomoda”. Pois é, comer ratazana ofusca.
domingo, 22 de junho de 2008
HTP no Microonderia
O Microonderia preparou um concurso de design para adesivos de microondas (óbvio) que inclui uma coleção de adesivos de blogs. Adivinha quem está participando? O blog Homem é tudo palhaço, é claro!
Os adesivos dos blogs são uma categoria independente, com os votos e o prêmio separado dos outros adesivos competidores. Mais detalhes no post.
Pois é, queridos, peçam sua pipoca e votem no HTP. É só clicar aqui. Se você já tiver cadastro no Camiseteria pode usar o mesmo login e senha.
Claro, aproveitem pra divulgar em seus blogs e para seus amigos e inimigos.
O Microonderia preparou um concurso de design para adesivos de microondas (óbvio) que inclui uma coleção de adesivos de blogs. Adivinha quem está participando? O blog Homem é tudo palhaço, é claro!
Os adesivos dos blogs são uma categoria independente, com os votos e o prêmio separado dos outros adesivos competidores. Mais detalhes no post.
Pois é, queridos, peçam sua pipoca e votem no HTP. É só clicar aqui. Se você já tiver cadastro no Camiseteria pode usar o mesmo login e senha.
Claro, aproveitem pra divulgar em seus blogs e para seus amigos e inimigos.
sábado, 21 de junho de 2008
O mundo é estranho
Essa semana não consegui blogar, além da falta de tempo, quando arrumava uma horinha pra postar simplesmente não conseguia acessar o blogger. Um complô tecnológico contra mim! Aliás, contra meus blogs.
Alguns posts eu salvei na pendrive, outros deixei pra lá. Aproveitando minha estada em casa de mamãe neste fim de semana, vou publicar os que guardei. Vou colocar data retroativa ao dia em que foram escritos, pra marcar meu humor em cada dia. São bons posts, leiam.
Essa semana não consegui blogar, além da falta de tempo, quando arrumava uma horinha pra postar simplesmente não conseguia acessar o blogger. Um complô tecnológico contra mim! Aliás, contra meus blogs.
Alguns posts eu salvei na pendrive, outros deixei pra lá. Aproveitando minha estada em casa de mamãe neste fim de semana, vou publicar os que guardei. Vou colocar data retroativa ao dia em que foram escritos, pra marcar meu humor em cada dia. São bons posts, leiam.
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Reflexões
Tava deitada pensando (não resisto à piada previsível: sim, às vezes eu penso). Pensei naquele item do perfil no Orkut “Com os relacionamentos anteriores aprendi”. Com um aprendi a comer azeitonas, com outro a apreciar Doritos (logo eu, que evito alimentos industrializados). Impossível não lembrar de cada um quando como uma ou outra coisa.
Pensei mais: pobre dos homens que passaram pela minha vida sem deixar nenhuma marca gastronômica, que mediocridade (e olha que não sou nenhuma glutona). Joelho de porco, bolinho de bacalhau, pizza na lenha, chocolate amargo. Impossível comer cordeiro sem lembrar dos olhos verdes do marinheiro (ah, se eu fosse marinheiro, era eu quem tinha partido...). Pensando melhor, ainda bem que sou proto-vegetariana.
Apenas reflexões.
Tava deitada pensando (não resisto à piada previsível: sim, às vezes eu penso). Pensei naquele item do perfil no Orkut “Com os relacionamentos anteriores aprendi”. Com um aprendi a comer azeitonas, com outro a apreciar Doritos (logo eu, que evito alimentos industrializados). Impossível não lembrar de cada um quando como uma ou outra coisa.
Pensei mais: pobre dos homens que passaram pela minha vida sem deixar nenhuma marca gastronômica, que mediocridade (e olha que não sou nenhuma glutona). Joelho de porco, bolinho de bacalhau, pizza na lenha, chocolate amargo. Impossível comer cordeiro sem lembrar dos olhos verdes do marinheiro (ah, se eu fosse marinheiro, era eu quem tinha partido...). Pensando melhor, ainda bem que sou proto-vegetariana.
Apenas reflexões.
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Resoluções práticas
Eu tinha comprado um espelho para colocar no banheiro da minha casa nova. Não era um espelho luxuoso, mas era simpático. Como não possuo furadeira e não conheço machos capacitados a operar uma, o espelho jaz em cima da mesa, encostado na parede. Eis que, escrevendo, quando levanto os olhos acima da tela, vejo meus olhos. Gostei. Como já acostumei a escovar os dentes sem ver e não penteio cabelo mesmo, o espelho fica aqui e foda-se o banheiro.
Eu tinha comprado um espelho para colocar no banheiro da minha casa nova. Não era um espelho luxuoso, mas era simpático. Como não possuo furadeira e não conheço machos capacitados a operar uma, o espelho jaz em cima da mesa, encostado na parede. Eis que, escrevendo, quando levanto os olhos acima da tela, vejo meus olhos. Gostei. Como já acostumei a escovar os dentes sem ver e não penteio cabelo mesmo, o espelho fica aqui e foda-se o banheiro.
Afazeres domésticos
Outro dia recebi uma ligação de alguém interessado em levar o HTP para certo portal de informação. A proposta era interessante e conversamos longamente. Nunca mais tive notícias, mas conversa rendeu frutos interessantes. Meu interlocutor perguntou sobre os acessos do blog e respondi que abriria o Google Analytics para ele. “Me passa seu gmail, mas só vou fazer isso quando chegar no trabalho que me mudei há pouco tempo e ainda tô sem Internet”. Depois que desliguei me toquei que já me mudei há quase três meses, pouco tempo porra nenhuma, pouca vergonha na cara. Na verdade, pouca paciência para comprar todas as opções disponíveis e tomar uma decisão. Mas nisso, nesse instante percebi que a casa ta montada: tem quase tudo de necessário. Além de itens de decoração, só faltam as cortinas e a Internet. “Só”.
Naquele momento pensei “porra, vou tomar vergonha na cara e resolver essa porra”. Isso foi há umas três semanas. Jacaré resolveu? Nem eu. Sigo desconectada com a janela desnuda, sendo acordada pela claridade.
Outro dia recebi uma ligação de alguém interessado em levar o HTP para certo portal de informação. A proposta era interessante e conversamos longamente. Nunca mais tive notícias, mas conversa rendeu frutos interessantes. Meu interlocutor perguntou sobre os acessos do blog e respondi que abriria o Google Analytics para ele. “Me passa seu gmail, mas só vou fazer isso quando chegar no trabalho que me mudei há pouco tempo e ainda tô sem Internet”. Depois que desliguei me toquei que já me mudei há quase três meses, pouco tempo porra nenhuma, pouca vergonha na cara. Na verdade, pouca paciência para comprar todas as opções disponíveis e tomar uma decisão. Mas nisso, nesse instante percebi que a casa ta montada: tem quase tudo de necessário. Além de itens de decoração, só faltam as cortinas e a Internet. “Só”.
Naquele momento pensei “porra, vou tomar vergonha na cara e resolver essa porra”. Isso foi há umas três semanas. Jacaré resolveu? Nem eu. Sigo desconectada com a janela desnuda, sendo acordada pela claridade.
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Alegrias noturnas
Madrugada dessas, tô eu zapeando. Pela segunda vez, ao passar por um dos telecines da vida, me deparei como filme Cortina de Fogo (aquele dos bombeiros, lembra?). Vou ver essa merda mermo.
Tava começado: daí a pouco a cena onde o Robert De Niro leva o Baldwin bonitinho pro que ele chamou de “controle de pragas”. Uma espécie de audiência onde está sendo decidido se um velho incendiário preso, interpretado pelo Donald Sutherland, tem condições de ir pra condicional, regime semi-aberto ou coisa parecida. Ele fala para a banca que entende que causou sofrimento, se arrepende e blábláblá.
O De Niro se levanta, saca uma boneca chamuscada de um saco de papel e, mostrando a ele, pergunta se ele lembra de quem era a boneca, se ele lembra da garotinha a quem pertenceu o brinquedo.
- E o que você fez com ela?
- Botei fogo.
- E o que você faz com velhinhas?
- Boto fogo.
O brilho nos olhos do incendiário e a o prazer na voz foram sensacionais! A galera vibra! Comecei a gargalhar e aplaudir. Meu ídolo! Também quero tocar fogo em garotinhas e velhinhas!!!!
Madrugada dessas, tô eu zapeando. Pela segunda vez, ao passar por um dos telecines da vida, me deparei como filme Cortina de Fogo (aquele dos bombeiros, lembra?). Vou ver essa merda mermo.
Tava começado: daí a pouco a cena onde o Robert De Niro leva o Baldwin bonitinho pro que ele chamou de “controle de pragas”. Uma espécie de audiência onde está sendo decidido se um velho incendiário preso, interpretado pelo Donald Sutherland, tem condições de ir pra condicional, regime semi-aberto ou coisa parecida. Ele fala para a banca que entende que causou sofrimento, se arrepende e blábláblá.
O De Niro se levanta, saca uma boneca chamuscada de um saco de papel e, mostrando a ele, pergunta se ele lembra de quem era a boneca, se ele lembra da garotinha a quem pertenceu o brinquedo.
- E o que você fez com ela?
- Botei fogo.
- E o que você faz com velhinhas?
- Boto fogo.
O brilho nos olhos do incendiário e a o prazer na voz foram sensacionais! A galera vibra! Comecei a gargalhar e aplaudir. Meu ídolo! Também quero tocar fogo em garotinhas e velhinhas!!!!
Mas enfim. Tô puta porque apesar de mal-humorada e escrota, sou educada. Tenho escrúpulos babacas de magoar as pessoas, mesmo as que merecem. Daí quando penso em um post, logo em seguida lembro “mas fulano pode se reconhecer”, “beltrano pode se chatear”, se Cicrano ler vai ficar ofendido”. Mas que caralho, hein? Pra que que fui fazer blog assinando meu nome verdadeiro? Nem sequer posso esculhambar a idiotice que me cerca.
Ah, e por favor, não venha me ligar ou me escrever pra me contar da sua vidinha de merda, porque eu não te ligo ou escrevo pra falar da minha vidinha de merda, ta? Aliás, você é tão mesquinho em sua imbecilidade, que nunca percebeu que eu caguei pros seus questionamentos infantilóides? Claro, também nunca te ocorreu que eu tenho os meus próprios questionamentos infantilóides pra me ocupar, logo não tenho tempo nem estou interessada nos seus, assim como você não está interassado(a) nos meus? Você já percebeu que me aluga me contando esse mar de babaquice mas não sabe da minha vida? Então não me enche porque não somos amigas.
Pior que censura, só auto-censura
Ai, falta de paciência é mesmo uma merda e fode o mundo. Eu tô tão chata, mas tão chata que tô sem paciência até para brigar. De discutir ou polemizar eu nunca gostei mesmo porque não estou interessada em gastar meus argumentos com você, seu imbecil. Não quero te convencer de nada nem me interessa te tirar do seu medíocre limbo intelectual, sabe? Caguei pra você e suas certezas de merda. Freqüentemente, quando exponho alguma opinião e alguém discorda veementemente e diz “nossa, mas por que você não gosta dele/disso/daquilo?”, pra não sentar-lhe um soco no pau do nariz respondo “Porque o cabelo dele é feio”. Sabe, a pessoa vai me achar idiota/fútil e vai me deixar em paz. É prático e caguei pro que ela pensa de mim mesmo.
Cada vez mais tenho respondido “o cabelo dele é feio” ou “ele se veste mal”. Sei que com essa atitude não estou contribuindo para tornar o mundo um lugar melhor de se viver. Mas porra, o mundo não vai mesmo se tornar um lugar melhor de viver, então vou tornar a minha vida melhor de se viver e vou me aborrecer menos. Certa vez, como nutria certa consideração pelo meu interlocutor, expus alguns dos meus pontos-de-vista. “Noooossa, falando assim eu entendo. Puxa, como você é inteligente, eu nem tinha pensado nisso. Mas por que você não argumenta?”. Porque eu sou inteligente e você burro, seu idiota.
Ai, falta de paciência é mesmo uma merda e fode o mundo. Eu tô tão chata, mas tão chata que tô sem paciência até para brigar. De discutir ou polemizar eu nunca gostei mesmo porque não estou interessada em gastar meus argumentos com você, seu imbecil. Não quero te convencer de nada nem me interessa te tirar do seu medíocre limbo intelectual, sabe? Caguei pra você e suas certezas de merda. Freqüentemente, quando exponho alguma opinião e alguém discorda veementemente e diz “nossa, mas por que você não gosta dele/disso/daquilo?”, pra não sentar-lhe um soco no pau do nariz respondo “Porque o cabelo dele é feio”. Sabe, a pessoa vai me achar idiota/fútil e vai me deixar em paz. É prático e caguei pro que ela pensa de mim mesmo.
Cada vez mais tenho respondido “o cabelo dele é feio” ou “ele se veste mal”. Sei que com essa atitude não estou contribuindo para tornar o mundo um lugar melhor de se viver. Mas porra, o mundo não vai mesmo se tornar um lugar melhor de viver, então vou tornar a minha vida melhor de se viver e vou me aborrecer menos. Certa vez, como nutria certa consideração pelo meu interlocutor, expus alguns dos meus pontos-de-vista. “Noooossa, falando assim eu entendo. Puxa, como você é inteligente, eu nem tinha pensado nisso. Mas por que você não argumenta?”. Porque eu sou inteligente e você burro, seu idiota.
Mau-humor, pra que te quero?
Ando muito chata, mas muito chata mesmo. Quase que nem eu me agüento, mas a alternativa é o suicídio, então vamos levando. Tudo me aborrece, me entedia. Ando sem paciência ou boa vontade. Não sou obrigada a ouvir babaquices, sandices e futilidades. Como também ninguém é obrigado a ouvir meus comentários ácidos ou aturar meu azedume, me tornei reclusa. Eu não te ligo, você não me procura. Você não me enche, eu não te conto como você é um imbecil. Você não me pentelha e eu não te dou uma porrada nessa tua cara de babaca. Ai, como é bom estar de acordo e conviver com pessoas que respeitam as diferenças.
Ando muito chata, mas muito chata mesmo. Quase que nem eu me agüento, mas a alternativa é o suicídio, então vamos levando. Tudo me aborrece, me entedia. Ando sem paciência ou boa vontade. Não sou obrigada a ouvir babaquices, sandices e futilidades. Como também ninguém é obrigado a ouvir meus comentários ácidos ou aturar meu azedume, me tornei reclusa. Eu não te ligo, você não me procura. Você não me enche, eu não te conto como você é um imbecil. Você não me pentelha e eu não te dou uma porrada nessa tua cara de babaca. Ai, como é bom estar de acordo e conviver com pessoas que respeitam as diferenças.
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Ai, como é reconfortante estar entre os meus
No dia seguinte almoçamos juntos antes de cada um seguir para sua repartição. Fomos quase antipáticos e quase grosseiros com o garçon. Oras, oras. Se sentamos na varanda é porque não preferimos sentar na parte de dentro. Que pergunta idiota! Na verdade, o cartaz de “proibido fumar” nos deixou com pouca boa vontade. Sei que é uma lei, mas não me conformo. Olha que nem fumo, mas sou solidária aos meus amigos fumantes. Então tem que ser tudo igual? Tudo tão autoritário? Não seria mais civilizado “fuma quem quer e vem aqui quem quer”? Por que não há bares onde não se fuma, outros onde se fuma se quiser? Os não-fumantes que se reúnam nos bares anti-tabagistas, oras.
Detesto imposições.
No dia seguinte almoçamos juntos antes de cada um seguir para sua repartição. Fomos quase antipáticos e quase grosseiros com o garçon. Oras, oras. Se sentamos na varanda é porque não preferimos sentar na parte de dentro. Que pergunta idiota! Na verdade, o cartaz de “proibido fumar” nos deixou com pouca boa vontade. Sei que é uma lei, mas não me conformo. Olha que nem fumo, mas sou solidária aos meus amigos fumantes. Então tem que ser tudo igual? Tudo tão autoritário? Não seria mais civilizado “fuma quem quer e vem aqui quem quer”? Por que não há bares onde não se fuma, outros onde se fuma se quiser? Os não-fumantes que se reúnam nos bares anti-tabagistas, oras.
Detesto imposições.
Certas coisas eu só conto para O Orientador. Ele até briga comigo, até me censura às vezes, mas na verdade partilhamos código ético e estético em relação a quase tudo. Contei a ele de certa fantasia recorrente minha. Apesar de reconfortante, ela me causa culpa. Ele disse que tem certeza de que não é uma fantasia e concorda, mas que também não confessa pra ninguém ou seria linchado. Me exortou a não me sentir culpada, ao contrário, pra ficar esperançosa. Hoje, pensando bem, não é culpa que sinto: é apenas a constatação da inadequação. É saber que tal pensamento é rechaçado pela sociedade, e seria considerado doentio ou exibicionista. Na verdade, tenho é preguiça das críticas que ouviria. Fica entre nós então.
Quando acabar a coca zero vou dormir
Domingo jantei na casa de O Orientador. Eu já tava de camisola de gatinhos coloridos (azul, laranja e verde em fundo branco) cortando revistas quando tocou o celular. Ele tinha acabado de chegar do sítio e tava fazendo macarrão. Troquei de roupa e corri pra lá. Bebemos muita cerveja e alguma coca zero, comemos entradinhas de queijo e depois macarrão com lingüiça. Prescindimos da sobremesa. Falamos mal do mundo e trocamos confissões inconfessáveis. Coçamos gatos e rimos. Vimos TV e nos divertimos. Quando a TV a cabo deu pau e saiu do ar fomos dormir.
Domingo jantei na casa de O Orientador. Eu já tava de camisola de gatinhos coloridos (azul, laranja e verde em fundo branco) cortando revistas quando tocou o celular. Ele tinha acabado de chegar do sítio e tava fazendo macarrão. Troquei de roupa e corri pra lá. Bebemos muita cerveja e alguma coca zero, comemos entradinhas de queijo e depois macarrão com lingüiça. Prescindimos da sobremesa. Falamos mal do mundo e trocamos confissões inconfessáveis. Coçamos gatos e rimos. Vimos TV e nos divertimos. Quando a TV a cabo deu pau e saiu do ar fomos dormir.
Estava para blogar...
Lembrei de um texto em um livro escolar da minha infância. Algo sobre um marido chato pentelhando a mulher por um figo que estava para passar. O palhaço sai para o trabalho e, da janela de casa, a mulher vê um rapaz passar pela calçada, tirar o figo do galho que pende sobre o muro e comer. Quando o marido chega e pergunta pela fruta ela responde “O seu figo que estava para passar mas não passou, porque passou quem passou. Se não passasse quem passou, passava, mas como passou quem passou, não passou.
Pois é, ando para blogar, mas não blogo. :P
Lembrei de um texto em um livro escolar da minha infância. Algo sobre um marido chato pentelhando a mulher por um figo que estava para passar. O palhaço sai para o trabalho e, da janela de casa, a mulher vê um rapaz passar pela calçada, tirar o figo do galho que pende sobre o muro e comer. Quando o marido chega e pergunta pela fruta ela responde “O seu figo que estava para passar mas não passou, porque passou quem passou. Se não passasse quem passou, passava, mas como passou quem passou, não passou.
Pois é, ando para blogar, mas não blogo. :P
sexta-feira, 13 de junho de 2008
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Cabelo novo
Não corto nem pinto o cabelo desde o meu aniversário, em fevereiro. Tinha cortado beeem curto – tanto que meu look foi apelidado de "menor infrator" - daí ele ainda está semi-curto.
Os primeiros fios brancos começaram a aparecer quando eu tinha 14 anos, pinto cabelo desde os 19, daí nem lembrava a cor "de verdade" dele. Comecei com henna, passei pro tonalizante e recentemente usava tintura mesmo, variando mensalmente entre tons de castanho avermalhado. No passado já usei a peruca do Ronald Macdonalds, listras platinadas sobre o cabelo castanho escuro, mechas vermelhonas e o diabo-a-quatro.
Quando começou a crescer desta vez achei que os fios brancos não tavam aparecendo tanto. Depois, achei que eles eram simpáticos. Em seguida, fiquei curiosa em relação à cor castanho escura que ia surgindo na raiz. Aí lembrei da Bela falando em como acumulamos chumbo no organismo pintando os cabelos.
E assim resolvi que o cabelo tava ótimo do jeito que tava e pronto. Tava, do verbo não está mais. Grisalho tava indo bem, mas como tá grandinho e a tinta desbotou ficou tricolor: quatro dedos castanho escuro mesclado com branco e outros quatro de castanho avermelhado desbotado. Não, não está bom. Marquei hora no cabelereiro pra sexta da semana que vem.
Não corto nem pinto o cabelo desde o meu aniversário, em fevereiro. Tinha cortado beeem curto – tanto que meu look foi apelidado de "menor infrator" - daí ele ainda está semi-curto.
Os primeiros fios brancos começaram a aparecer quando eu tinha 14 anos, pinto cabelo desde os 19, daí nem lembrava a cor "de verdade" dele. Comecei com henna, passei pro tonalizante e recentemente usava tintura mesmo, variando mensalmente entre tons de castanho avermalhado. No passado já usei a peruca do Ronald Macdonalds, listras platinadas sobre o cabelo castanho escuro, mechas vermelhonas e o diabo-a-quatro.
Quando começou a crescer desta vez achei que os fios brancos não tavam aparecendo tanto. Depois, achei que eles eram simpáticos. Em seguida, fiquei curiosa em relação à cor castanho escura que ia surgindo na raiz. Aí lembrei da Bela falando em como acumulamos chumbo no organismo pintando os cabelos.
E assim resolvi que o cabelo tava ótimo do jeito que tava e pronto. Tava, do verbo não está mais. Grisalho tava indo bem, mas como tá grandinho e a tinta desbotou ficou tricolor: quatro dedos castanho escuro mesclado com branco e outros quatro de castanho avermelhado desbotado. Não, não está bom. Marquei hora no cabelereiro pra sexta da semana que vem.
Marcos?!
Mal chegou na repartição ontem, I.V. veio correndo falar comigo.
– Sonhei com você. Sonhei que você tava grávida, com o maior barrigão.
Ao som da gargalhada da Vanessa, olhei pra ela com cara de "só me faltava essa" e respondi "Obrigada, muito amiga você". Ela nem se abalou, continuou animadíssima.
– Aí eu te perguntava "tá feliz?" e você "é, mais ou menos, não ligo muito pra isso, mas o Marcos está super feliz!". Lembro perfeitamente de você falando do Marcos, por isso vim correndo contar.
– Marcos?! Quem é Marcos?! Não conheço nenhum Marcos!
– Eu sei, por isso vim contar!
Como eu sempre digo, o mundo é estranho e meus amigos todos doidos.
Mal chegou na repartição ontem, I.V. veio correndo falar comigo.
– Sonhei com você. Sonhei que você tava grávida, com o maior barrigão.
Ao som da gargalhada da Vanessa, olhei pra ela com cara de "só me faltava essa" e respondi "Obrigada, muito amiga você". Ela nem se abalou, continuou animadíssima.
– Aí eu te perguntava "tá feliz?" e você "é, mais ou menos, não ligo muito pra isso, mas o Marcos está super feliz!". Lembro perfeitamente de você falando do Marcos, por isso vim correndo contar.
– Marcos?! Quem é Marcos?! Não conheço nenhum Marcos!
– Eu sei, por isso vim contar!
Como eu sempre digo, o mundo é estranho e meus amigos todos doidos.
Hoje acordei cantando...
Na verdade, acordei ouvindo a Marisa Monte cantar Velha Infância. Em alguns momentos acompanhei, afinal, hoje é dia dos namorados. :P
Você é assim,
Um sonho pra mim,
E quando eu não te vejo.
Eu penso em você,
Desde o amanhecer,
Até quando eu me deito.
Eu gosto de você.
E gosto de ficar com você.
Meu riso é tão feliz contigo.
O meu melhor amigo é o meu amor.
E a gente canta,
E a gente dança
E a gente não se cansa.
De ser criança,
A gente brinca,
Na nossa velha infância.
Seus olhos meu clarão.
Me guiam dentro da escuridão.
Seus pés me abrem o caminho.
Eu sigo e nunca me sinto só.
Você é assim,
Um sonho pra mim,
Quero te encher de beijos.
Eu penso em você,
Desde o amanhecer,
Até quando eu me deito.
Eu gosto de você,
E gosto de ficar com você.
Meu riso é tão feliz contigo.
O meu melhor amigo é o meu amor.
E a gente canta,
E a gente dançar,
E a gente não se cansa.
De ser criança,
A gente brinca
Na nossa velha infância.
Seus olhos meu clarão,
Me guiam dentro da escuridão.
Seus pés me abrem um caminho.
Eu sigo e nunca me sinto só.
Você é assim, um sonho pra mim, você é assim.
Você é assim, um sonho pra mim, você é assim.
Na verdade, acordei ouvindo a Marisa Monte cantar Velha Infância. Em alguns momentos acompanhei, afinal, hoje é dia dos namorados. :P
Você é assim,
Um sonho pra mim,
E quando eu não te vejo.
Eu penso em você,
Desde o amanhecer,
Até quando eu me deito.
Eu gosto de você.
E gosto de ficar com você.
Meu riso é tão feliz contigo.
O meu melhor amigo é o meu amor.
E a gente canta,
E a gente dança
E a gente não se cansa.
De ser criança,
A gente brinca,
Na nossa velha infância.
Seus olhos meu clarão.
Me guiam dentro da escuridão.
Seus pés me abrem o caminho.
Eu sigo e nunca me sinto só.
Você é assim,
Um sonho pra mim,
Quero te encher de beijos.
Eu penso em você,
Desde o amanhecer,
Até quando eu me deito.
Eu gosto de você,
E gosto de ficar com você.
Meu riso é tão feliz contigo.
O meu melhor amigo é o meu amor.
E a gente canta,
E a gente dançar,
E a gente não se cansa.
De ser criança,
A gente brinca
Na nossa velha infância.
Seus olhos meu clarão,
Me guiam dentro da escuridão.
Seus pés me abrem um caminho.
Eu sigo e nunca me sinto só.
Você é assim, um sonho pra mim, você é assim.
Você é assim, um sonho pra mim, você é assim.
quarta-feira, 11 de junho de 2008
A vida é bela, mas às vezes é dura
Juro que tenho tentado blogar, mas nunca dá tempo. Muito trabalho, muito aborrecimento, muitos compromissos e pouco tempo.
Pois é, não bastassem as aulas (em nível de ouvinte) no doutorado e as reuniões do grupo de estudo, com suas respectivas leituras, a manutenção de mamãe lelé, meus compromissos gateiros e ailurófilos, as demandas da repartição, incluindo a manutenção psicológica de Mendonça, minha própria manutenção estética e psicológica, meus recém-adquiridos afazeres domésticos, a visita à dentista todas as quartas, os médicos que freqüento, os encontros com meus amigos... ai.
Pronto, tô atrasada. Fui.
Juro que tenho tentado blogar, mas nunca dá tempo. Muito trabalho, muito aborrecimento, muitos compromissos e pouco tempo.
Pois é, não bastassem as aulas (em nível de ouvinte) no doutorado e as reuniões do grupo de estudo, com suas respectivas leituras, a manutenção de mamãe lelé, meus compromissos gateiros e ailurófilos, as demandas da repartição, incluindo a manutenção psicológica de Mendonça, minha própria manutenção estética e psicológica, meus recém-adquiridos afazeres domésticos, a visita à dentista todas as quartas, os médicos que freqüento, os encontros com meus amigos... ai.
Pronto, tô atrasada. Fui.
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Em boca fechada não entra mosquito
Cuidado com mal-entendidos! a polêmica está no ar!
04/06 às 7h12 a 30/06 às 2h40
Marte em oposição ao Mercúrio natal
Alerta vermelho, Roberta! Entre os dias 04/06 às 7h12 e 30/06 às 2h40, um choque entre o Marte do céu e o Mercúrio do seu mapa de nascimento pode indicar um período em que mal-entendidos podem ocorrer. Discussões desnecessárias podem ser iniciadas por conta de você dizer algo sem pensar. Vale aqui cultivar o máximo de bom senso, para saber quais discussões realmente valem a pena. Tomar mais cuidado com o que você diz evitará também problemas no que diz respeito a fofocas - nesta fase, Roberta, há o risco de você dizer uma coisa e tal coisa ser propagada (e distorcida) de uma forma inimaginável, como se você tivesse dito uma maldade, o que não é necessariamente verdade. O silêncio deve ser cultivado, e procure se abster de emitir opiniões. A prudência verbal é essencial neste período. Você poderá dizer o que pensa mais tarde. Falar agora apenas dará aos outros material de sobra que poderá ser usado contra você!
Cuidado com mal-entendidos! a polêmica está no ar!
04/06 às 7h12 a 30/06 às 2h40
Marte em oposição ao Mercúrio natal
Alerta vermelho, Roberta! Entre os dias 04/06 às 7h12 e 30/06 às 2h40, um choque entre o Marte do céu e o Mercúrio do seu mapa de nascimento pode indicar um período em que mal-entendidos podem ocorrer. Discussões desnecessárias podem ser iniciadas por conta de você dizer algo sem pensar. Vale aqui cultivar o máximo de bom senso, para saber quais discussões realmente valem a pena. Tomar mais cuidado com o que você diz evitará também problemas no que diz respeito a fofocas - nesta fase, Roberta, há o risco de você dizer uma coisa e tal coisa ser propagada (e distorcida) de uma forma inimaginável, como se você tivesse dito uma maldade, o que não é necessariamente verdade. O silêncio deve ser cultivado, e procure se abster de emitir opiniões. A prudência verbal é essencial neste período. Você poderá dizer o que pensa mais tarde. Falar agora apenas dará aos outros material de sobra que poderá ser usado contra você!
quinta-feira, 5 de junho de 2008
segunda-feira, 2 de junho de 2008
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Feira de doação de cães e gatos em SP
Neste sábado (31/5) acontece uma feira de adoção de cães e gatos das 10h às 17h, em Vila Mariana, São Paulo.
Doa cães e gatos, filhotes e adultos bem cuidados, vermifugados.
Os que não estão castrados já estão com a data de castração agendada
O preço da cirurgia é de campanha de castração, ou seja R$ 50,00, para cães ou gatos, com veterinários parceiros.
Para adotar é necessário ter mais de 21 anos de idade e portar RG, CPF e comprovante de residência.
Os organizadores não têm abrigo e precisas de ajuda para continuar o trabalho de apadrinhamento e lares transitórios para cães e/ou gatos até eles sejam adotados, e material de limpeza, medicamentos, ração, etc.
Local: Av. Conselheiro Rodrigues Alves, 523 - Vila Mariana. Próximo à Estação Ana Rosa do Metrô.
Contato: Cecilia - animaisprecisamajuda@uol.com.br
(11) 5579-1822 - (11) 9339-8880
Neste sábado (31/5) acontece uma feira de adoção de cães e gatos das 10h às 17h, em Vila Mariana, São Paulo.
Doa cães e gatos, filhotes e adultos bem cuidados, vermifugados.
Os que não estão castrados já estão com a data de castração agendada
O preço da cirurgia é de campanha de castração, ou seja R$ 50,00, para cães ou gatos, com veterinários parceiros.
Para adotar é necessário ter mais de 21 anos de idade e portar RG, CPF e comprovante de residência.
Os organizadores não têm abrigo e precisas de ajuda para continuar o trabalho de apadrinhamento e lares transitórios para cães e/ou gatos até eles sejam adotados, e material de limpeza, medicamentos, ração, etc.
Local: Av. Conselheiro Rodrigues Alves, 523 - Vila Mariana. Próximo à Estação Ana Rosa do Metrô.
Contato: Cecilia - animaisprecisamajuda@uol.com.br
(11) 5579-1822 - (11) 9339-8880
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