domingo, 10 de fevereiro de 2008

Gatonet

Acredita que na minha rua se paga pela assinatura da gatonet? 50 reau na mão pela “instalação” e 30 reau de mensalidade. O ponto extra custa R$ 5. Vc escolhe o vencimento e o cara anota no caderninho ensebado. Minha irmã perguntou se a cobrança era feita por boleto bancário pro homem que veio oferecer na nossa porta. “Ahn?”. Ele nem deve saber que é boleto. Só faltou ela pedir uma cópia do contrato.

Em tempo: não fizemos “assinatura”.
O Tesouro de Clarisse

O sonho me lembrou do tesouro da minha amiga Clarisse. Como já contei aqui, foi ela quem me ensinou que não se deixa gatinho na rua, que quando encontramos um gatinho extraviado levamos pra casa, cuidamos e arrumamos um adotante. Eu já amava gatos, mas ainda não tinha percebido que era responsável pelo bem-estar deles. Quando Clarisse era criança tava andando pelas ruas do Grajaú e um fusca parou do seu lado. Uma mulher chamou-a da janela do carro e perguntou se ela queria um presente. Deu a ela uma sacola cheia de filhotinhos de gato. Clarisse correu pra casa felicíssima com o tesouro que havia recebido. “Mãe, olha o que eu ganhei!”.
O sonho

Outro dia sonhei que tinha achado uma ninhada de gatinhos dentro de uma caixa de papelão. Na verdade era uma família: uma mãezinha toda branca e seus bebês. Não lembro quantos eram, mas era uma caixa cheia de gatinhos com cerca de mês de idade. Um monte de bolinhas de algodão e um único todo pretinho. Daí peguei esse no colo e disse “Ai, que amor, é o pretinho da sorte! Vou doar todos, mas esse aqui não vou dar pra ninguém, é o meu pretinho da sorte, é meu”.

Na verdade, eu já tenho uma pretinha da sorte: a gata Mimi, a Mimixinha. Ela é pequena e assustada, com olhões verdes. Na minha coleção, que já tem dois sialatas, uma tigradinha e um bandidinho bolinha de algodão, tá faltando um amarelinho, um petibanco e uma triquinha.
Ambições

Queria ser egoísta.

Queria não sentir culpa.

Queria não me importar.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Relatório de carnaval

Pois é, amigos queridos desse blog... O carnaval desse ano não passou em brancas nuvens, passou em pesadas nuvens de chuva. Choveu o ano inteiro. Não concretizei meus planos, quase tudo deu errado. Foi uma decepção: o pior carnaval que me lembro. Mentira, o pior carnaval desde que fiz 30 anos.

Como tudo é um apredizado e eu sou uma deprimida otimista, tirei a lição de NUNCA mais desfilar no sábado: já comecei o carnaval cansada.

Fora isso, tirei duas conclusões, ou melhor, reafirmei duas certezas. Odeio gente deslumbrada e ainda bem que nasci e moro na canícula de São Sebastião do Rio de Janeiro, que com toda chuva ainda é o melhor lugar do mundo.



O Pré-carnaval

Pretendia ter emendado a comemoração dos seis anos do HTP com a folia momesca. Para isso, queimei minhas três queridas folguetas na repartição, obtidas em dolorosos plantões de fim-de-semana. Achei que já ia acordar da ressaca da festa em algum bloco. Humpf. Minha mãe me fez a falseta de quebrar o pé. No dia, cheguei a achar que nem ia, mas passei a função da velha pra minha irmã e parti pra festcha. Não deu pra adiar muito, no dia seguinte o pé da bruta inchou pra caralho e eu a levei pro hospital. Delícia a emergência ortopédica às vésperas do carnaval, viu? Em nível de programa de índio, eu super indico. Passei a quinta e a sexta de babá daquela mulher de pé imobilizado. Deveras edificante.
O carnaval propriamente dito

Sábado à tarde mudou de novo o turno da função e minha irmã reassumiu Mamãe Lelé do pé quebrado. Tinha passado a manhã atendendo ligações dos meus amigos perguntando em que bloco eu tava. No bloco dos filhos da puta. Eu já havia perdido o Céu na Terra, mas parti a tempo do Carioca da Gema, que peguei ainda na Rua do Lavradio. Fui e chifres de diaba, como nos outros anos, mas com um traje alusivo ao Bola Preta, pois sou uma foliã conservadora. Logo encontrei Nara, IS e Ló. Comprei uma skol gelada e achei que o carnaval tinha finalmente começado. Tolinha que sou. Achei e perdi Cris&Ju, purpurinados e colocadíssimos.

Eu fui à favor da proibição dos carrinhos de cerveja no meio do bloco, realmente machucavam as pernas e atrapalhavam a folia. Mas acho que os vendedores ainda não se adequaram ao novo modelo "estacionado na calçada". Não havia cerveja!!! Eu morrendo de sede e sempre que chegava a alguma barraquinha o isopor tava vazio. Ai, que mundo estranho.

Já em frente à Fundição, parti em missão de busca e apreensão de cerveja gelada e encontrei Paulinho, Xica, Simone Miranda e Krakovics, esta de pequena sereia, uia!
Havia uma espécie de bloco de palhaças, com fantasias iguais, mas àquela altura, apenas Simone ainda ostentava o traje. Aliás, segundo Menina K., que peruca rosa de Ariel que nada, o que bombou foi o nariz vermelho da Simone. Todos os palhacinhos vieram falar com a cálega de profissão. Que coisa!

Lá pelas 20h, comi um surrasquinho e parti pra casa. Precisava de um soninho de beleza para fazer bonito de palhacinha no desfile da Corte Imperial na Avenida!




O Desfile

A presidente de ala tinha marcado 3h30 na Sapucaí por causa da maquiagem. Como o Império fecharia o desfile do Grupo de Acesso, eu cheguei só às 4h30 porque sabia que só entraríamos na Avenida lá pras 5h30. Chovia.

No Metrô já encontrei vários palhacinhos e componentes de outras alas. Havia pierros, arlequins, toureiros e carmens miranda. Fomos cantando o samba. Quando desembarquei na Praça 11 chovia de verdade. Mó galera com medo de sair, se amontoava embaixo da marquise e em todos os cantos da estação. Parti pra concentração. Me perdi dos palhacinhos do Metrô, mas achei outros extraviados. Demorei um tempão pra achar a galera. Chovia. De repente ouvi uma voz conhecida. Aloysio! Ele me mostrou onde estavam Ana e Selma. A gente nem se reconhecia com tanta roupa e maquiagem.

Tava todo mundo aboletado embaixo de um plástico preto de uns vendedores de cerveja. Confusão. O pessoal se maquiava e se acotovelava. Uns meio catatônicos, outros agitados. A chuva deu uma estiada e fomos pro lugar da nossa ala, atrás do carro das bananas. Quando o locutor anunciou "Império Serrano" desabou um temporal do caralho, do capeta, do nem sei o que. Como diz I.V., quando começa a chover no meio do desfile até dá um gás, mas quando a gente já entra com chuva é foda. É foda. Foi foda. Havia muitas poças na Avenida. Minha sapatilha ficou pesada de tanta água. Toda a fantasia pesava, mas a gente não parava de cantar e pular. Foi um desfile estranho.

Quando cheguei na Apoteose chovia m-u-i-t-o, mas como já tava encharcada mesmo, esperei a bateria e continuei cantando o samba. Os presidentes de ala tremiam de frio, a gente, no macacão de palhaço, até que távamos quentinhos.

Dia clareando, segui pro Metrô com minha gangue de amigos palhacinhos, mas eles pegaram o trem no sentido oposto e entrei sozinha no vagão. Domingo, 6h da manhã. Não havia muitos foliões no metrô. Eu, fantasia ensopada, cara borrada, me encostei em um canto. Nem sentei. Minha roupa tava tão molhada que a água começou a escorrer e fez um poça sob meus pés: parecia que eu tinha mijado nas calças. Comecei a tremer de frio no ar condicionado.
Domingo de carnaval

Encontrei com Nara, mau-humor do capeta, indo para o Boitatá. Ela odeia blocos matutinos, mas tinha comprado uma fantasia de carta de baralho e já tava atrasada. "Vou tomar banho e comer e te encontro lá, filha".

Joguei a tranqueira molhada na área de serviço, tomei um banho muitom muito quente e demorado, sentindo muita pena de mim mesma. Tomei café morninho e gostosinho e me arrumei. Já tava uma nova mulher e pronta pro bloco. Peruca chanel roxa, tiara de princesa, vestido branco.

Olhei pela janela e chovia pra caralho. Boitatá de cu é rola, já tomei chuva na cara demais pra uma mesma manhã. Liguei pra Bonitinho avisando que não ia, tirei a indumentária e botei o pijama. Dormi até o cu fazer bico.

Despois soube que o bloco bombou, mesmo debaixo de chuva e que havia vários palhacinhos imperianos lá, a putada foi à pé, direto da Avenida. Não sei que drogas eles usam, mas quero não.


De volta ao Sambódromo

Confesso que fiquei traumatizada com a chuva durante o desfile e tudo que eu queria era um teto sobre minha cabeça. Acordei, comi, me arrumei e parti pro Sambódromo de novo, mas em nível de expectadora. Me juntei com minha gangue de foliões de repartição, Mendonça, Vavs e Magno e partimos.

Olha, foi uma noite estranha também. Acho que eu ainda não tava refeita ou com a alma seca. Senti muito frio a noite toda, a ponto de tremer. Dei pinta, encontrei amigos, comi, bebi, ri e até cantei, mas não sambei e, pra ser sincera, não me diverti. Ri e fofoquei com Krakovics, que debutava no Sambódrom em nível de repórti. Vi o desfile da Portela inteiro e parte dos das outras escolas.


O destaque da noite foi Mendonça, colocadíssimo, que no lugar de discursar como costume, baixou o comentarista. "Olha o buraco, não pode! Assim prejudica a evolução, vai perder ponto!". Mais tarde, mais colocado, ele apenas regia a bateria com a mão direita, enquanto a esquerda inclinava a ponto de derrubar prosseco no meu pé. Coisas de Mendonça.

Quando a Mangueira entrou ele ficou animado com as bandeirinhas verde e rosa.
"Olha, nenhuma escola tinha animado assim o povo!".

- Mendonça, as outras escolas não têm dinheiro pra distribuir bandeirinha pra todo mundo assim.
- Mas tá todo mundo cantando o samba....
- Mendonça, é a Mangueira...
- É verdade, e 90% de quem tá aqui é paulista....
- Só paulista tem dinheiro pra comprar os ingressos...
- E quem é de fora e não entende nada de Rio de Janeiro sempre é Mangueira e Framengo...
- Pois é... cafona...
- Vamos beber! Foda-se a Mangueira!

***

Quando távamos indo embora, dia clareando, combalido, Mendonça já quase não articulava palavras. De repente, passa a Juliana Paes, fantasiada de maracujá (plumas amarelas com a pontinha preta, pareciam os carocinhos da fruta), rodeada de seguranças e seguida por catadores de latinhas, camelos e outros bebados. Mendonça, num arroubo de animação, nos largou e saiu correndo ao lado da musa do hortifruti, batendo palmas. Nosso retratista, ao ver a atuação do chefe da repartição, balbuciou "que isso...". Vavs se conformou "ai, meu deus". E eu xinuei "puta que pariu! Quero ir embora, porra". Em alguns instantes ele voltou alegre e refeito.
Segunda-feira de carnaval

Dormi até o cu fazer bico. Me ligaram ao longo do dia pra saber se eu ia nesse ou naquele bloco. Quero não, tá chovendo. Dormi tanto que ,Nara me ligou preocupada, ele achou impossível alguém dormir tanto. Que nada filha, é bom!

Narita ia pro Sambódromo e eu quase me animei. Quase. Lembrei do frio que passei na véspera e da cafonalha e desisti. Pelo que soube, ela e Vavs se esbaldaram.

À noite, parti para a Lapa para encontrar com O Bonitinho. Foi a única noite que não choveu e acho que todo mundo foi pra rua. Nunca tinha visto tanta gente na Lapa: ruas e bares lotados. Tentei uma mesa na pizzaria, mas era quase impossível. Só conseguimos sentar no anexo do Capela. Eu não gosto de lá, mas nas circustâncias tava valendo. E, de qualquer jeito, o bolinho de bacalhau do Capela é o melhor da cidade. Foi a melhor noite do carnaval.
Êita Terça-feira gorda magra

Não lembro bem o que fiz durante o dia, mas provavelmente dormi até o cu fazer bico. Sei lá a que horas, Ana me ligou convocando "Vem ni mim que eu sou facinha?". É nóis, tá na hora de voltar aos blocos. Já fomos no Vem ni mim em outros anos e sempre foi uma boa pedida. Acho o Ansiedade meio chato, sei lá.

Fomos as duas de princesa, eu poupei minha peruca roxa, porque fiquei com receio da chuva. Já Ana levou o cetro e tudo. Para o próximo ano vamos comprar maiôs Catalina, mandar bordar faixas de "Miss Segura" e reaproveitar a tiaras. Vamos até passar laquê nas coxas pra disfarçar as celulites. Rá!

Pois é, só que o Vem ni mim também tava chaaaaato. Cheio demais, esquisito e o som péssimo. Resolvemos andar até o Metrô e partir pra Praça São Salvador, que jeito, né?

No caminho topamos com a Banda Sá Ferreira. Bom, já távamos lá, pegamos carona sambando atrás da bateria da banda até a esquina da Xavier da Silveira e embarcamos no Metrô. Humpf. Quando chegou na estação onde deveríamos descer, entrou um grupo tão grande e tão animado de fantasiados que não conseguimos desembarcar!!! A estação seguinte tava fechada. E agora? Bom, e agora vamos pra Lapa, oras.

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Horror, horror, horror. Chovia quando saímos na Cinelândia e devia ter chovido muito mais mais cedo. Havia lama e muita lama por toda parte. Perseverantes, caminhamos até a Lapa. Havia um show de funk nos Arcos. Funk no carnaval? Por que não samba, como nos outros anos? Vamos tentar nos enfiar numa casa de samba ou, como ainda é cedo, vamos comer alguma coisa e ver o que a noite rende. Humpf.

Horror, horror, horror. Havia tanta gente quanto na noite anterior, só que com muita, mas muita lama e alguma chuva. TODOS os bares estavam entupidos de gente, com fila. Embaixo de cada marquise havia gente acotovelada. O posto de gasolina tava intrasitável. Nas ruas apinhadas, jovens pulavam e chafurdavam na lama cantando. Em nível de jovem senhora sem vesícula, eu não conseguiria ficar bêbada o suficiente pra achar divertido pular na lama cantando sem banda ou bateria por perto. Como era impossível entrar em qualquer lugar, tomamos um caldinho em uma portinha na Rua do Riachuelo, uma coca light no camelô em frente ao posto e fomos embora. No próximo carnaval, se estiver chovendo, combinamos que vamos nos drogar e achar muito divertido pular na lama.

Voltei pra casa e manjei minha fantasia de palhaço jogada no canto da área. Fedia a cachorro molhado. Vestir aquela porra e sair na chuva de novo pra desfilar na Independentes da Praça da Bandeira? Nem f-o-d-e-n-d-o! Não foi esse ano que subi em carro alegórico. Tomei banho, deitei e dormi até o cu fazer bico. Ou melhor, até ficar com dor no corpo de tanto dormir porque meu cu continua lindo.
Quarta-feira de cinzas

Acordei com o corpo dolorido de tanto dormir. Cogitei o Me beija que eu sou cineasta, mas Janine não atendeu o cel. Chovia. Dormi de novo. Acordei com o corpo doendo mais um pouco. Tomei um banho muito quente, pra acordar, sentindo muita pena de mim mesma por estar com tanta dor no corpo e a vida ser tão dura no carnaval do Rio de Janeiro. Almocei com Narinha e assistimos à apuração tomando cervejota. Éééé! Império Serrano campeão do Grupo de Acesso 2008! Em 2009 a Corte Imperial vai abrir o desfile do Grupo Especial na Sapucaí! Alegria em verde e branco, é nóis!

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À noite, fui ter com O Orientador. Ele havia me convidado para tomarmos uma refeição juntos. Jogados nos sofázões da sala dele, coçando os gatos, trocamos relatórios do carnaval fracassado. Ele estava decepcionado por não ter podido praticar seus programas momesmos favoritos: assistir à concentração do desfile da arquibancada do outro lado do Canal do Mangue (que ele chama de esgoto), ir ao Terreirão do Samba e comer empada na porta da Gafieira Elite vendo o viadeiro montado entrando. Como diz um amigo nosso, O Orientador adora brincar de pobre. Até esse prazer lhe foi negado pela intempérie.

Resolvemos sair e fomos pro Eclipse, a continuação da copa de O Orientador. Comemos uma pizza falando mal de quase todo mundo, reclamando dos garçons no Rio de Janeiro, dos psiquiatras de plano de saúde (ele quer me levar ao psiquiatra dele, mas eu acho a consulta muito cara e não quero aceitar que ele pague pra mim) e das nossas mães (a dele falecida e a minha moribunda), nos comprazendo de ter um ao outro para falar escrotices sem culpa.

Outro dia que varamos madrugada conversando, ele disse que adora conversar comigo, entre outros motivos, porque parece que tá falando com o espelho - a gente tem quase sempre a mesmíssima opinião sobre quase tudo. Neste dia, quando távamos comentando a caretice de uma homossexual conhecida dele que quer se tornar transexual: quer tirar os peitos e botar um pinto.

- Ai, que careta, que coisa compartimentada: quem é de pau é de pau e quem é de buceta é de buceta? Eu, hein, tudo é tudo e quanto mais melhor!
- Ai, que orgulho, você realmente foi minha aluna. Foi exatamente o que eu disse quando soube.

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O Orientador está ansioso pela posse como O Diretor. Eu já vi as mantas e almofadas que ele trouxe de Paris e Barcelona pra decorar o gaybinete. Aliás, já conheço todo o projeto de decoração e já sei o traje que ele vai usar na posse. Acho que vou com o vestido de motivos orientais que ganhei (herdei) de Ana Paula, mas vou precisar adquirir um calçado de salto alto vermelho. Mas o que realmente angustia O Orientador é a dúvida sobre como comemorar. Ele não decidiu se faz uma rave em Xerém, um jantar em casa ou apenas um coquetel na Universidade. Eu voto pelo coquetel após a cerimônia, um jantar em casa e uma viagem ao sítio em Xerém apenas com o nosso grupelho.

Aquela faculdade jamais será a mesma depois da gestão de O Orientador como diretor. Rá!

Voltei pra casa alegrinha às 2h da manhã e dormi o soninho dos deprimidos felizes.
Ressaca de carnaval

Dormi até o cu fazer bico e acordei atrasada, com o corpo dolorido e mal-humorada pra voltar pra repartição. Ainda bem que já era quinta. Como é difícil ser uma blogstar deprimida no Rio de Janeiro.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Novidades no circo

O HTP vai participar de uma matéria sobre blogs na Revista de Domingo do JB. Pooooodres de famoooooosas....

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O Dicionário dos Palhaços, revisto e reeditado por Nara Franco, tá bombando. Já foi lá se divertir?

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Rescaldo da festa

Já viu como estamos lindas nas fotos? Tem link na lá na comuna. Aliás, já entrou pra comunidade do HTP no Orkut? Tá esperando o que?
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=13209176

E na do O mundo é estranho?
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=1628514

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E no Prêmio Ibest? Tu já votou né? Aliás, votou com todos os seus e-mails e os da família toda, né? Dessa vez o cadastro é rapidinho e nem dói. Vai e manda as Donas do Circo pra festa de premiação!
Passado o carnaval...

Eu só penso no meu aniversário! Espero que seja melhor do que essa folia momesca ensopada.
Confesso que dormi

Aguardem relatório pormenorizado (se é que há algo a pormenorizar) desse carnaval micado. Se der tempo, publico amanhã. Adianto que ,depois do desfile do Império debaixo de um temporal do capeta, fiquei traumatizada e dormi quase até hoje de manhã.

Eu acho que esse carnaval não valeu e deviam fazer outro, seco, em março.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Tô pra comentar e todo dia esqueço

Vocês viram que Menino Cafa está de domínio e layout novos? Agora o pândego publica suas palhaçadas em www.manualdocafajeste.com.

Né o rapaz agora tá fazendo o Desinibido de Santos e botou até fotita lá? Será que ele vai conseguir comer mais gente fazendo exibição da figura?
E por falar em aniversário...

Minha amiga Danny, moça prendada, faz cada coisa linda pra vender. Tem bijuteria, bolsa, carteira, necessaire, gato de pendurar na maçaneta... tem de um tudo.

Se você me adora, quer me dar um presente de aniversário e não sabe o que comprar seus problemas acabaram! Entre em contato com a Danny que vou adorar ganhar qualquer um dos mimos feitos por ela.

Mesmo que você não pretenda me dar nada de aniversário (sovina safado), vai lá olhar as coisitas porque é tudo lindo: http://www.flickr.com/jardim_secreto. Vai que você precisa comprar algum outro presentem, né?
Pérolas de carnaval

Tava trocando e-mails com uma das minhas melhores amigas e foliã contumaz. A moça adiantou que sua fantasia no Cordão do Boitatá este ano será de "wireless - pega em qualquer lugar". Sen-sa-cio-nal!

Eu vou de peruca roxa e coroa de princesa, seja lá que fantasia for isso.
Calendário de festejos no Rio de Janeiro

Pois é, amigos, passado o aniversário do HTP, eu só penso em carnaval. Mentira, eu quase só penso nisso, porque na verdade já estou pré-ansiosa pra organizar meu aniversário, dia 21 de fevereiro!
Programação de carnaval

Sábado
Manhã: Céu na Terra
Tarde: Carioca da Gema
Noite: dormir
Madrugada: desfile do Império Serrano.

Domingo
Manhã: Cordão do Boitatá (virada do desfile, é claro)
Tarde: dependendo do meu estado, Banga, praia (se estiver sol) ou dormir
Noite: dependendo do meu estado pode ser Empolga ou dormir

Segunda
Manhã: Songoro Cosongo
Tarde: Volta, Alice ou praia
Noite e madrugada: agenda em aberto

Terça
Manhã, tarde e noite: agenda em aberto
Madrugada: de volta ao Sambódromo, na Independentes da Praça da Bandeira

Quarta
Manhã: Se rolar, estarei no Me beija que eu sou cineasta
Taí, eu fiz tudo pra você gostar de mim

É isso aí, putada, na madrugada de sábado para domingo, imperiana de fé, estarei fantasiada de palhacinha desfilando pelo Império Serrano na Sapucaí. Seremos a última escola a entrar na avenida, então, se tu não tiver fazendo nada mesmo, vê a gente na televisão! Quando vocês virem duas palhaças com pinta de donas do circo somos eu e a Ana Paula passando.

Aproveitando as palavras do nosso presidente de ala:

Para o carnaval de 2008 o Império Serrano estará apresentando uma releitura do enredo de 1972, Alô alô Taí Carmen Miranda, de Fernando Pinto, com o qual a escola se sagrou campeã do carnaval. Não se trata de uma reedição como as que habitualmente se faz, pois temos um novo samba-enredo. Inovando como sempre, o Império aproveitará a idéia do popular enredo, mas trará um samba novo e inédito Taí, eu fiz tudo pra você gostar de mim.

Nesse ano a ala dos Devotos vem com o figurino Balancê. Seremos a terceira ala da escola. No nosso setor teremos alas de pierrôs, arlequins e piratas, e nosso palhacinho, é claro. A idéia é representar algumas famosas marchinhas de carnavais antigos , tipo "Pierrô Apaixonado", "Pirata da perna da pau" e etc... todas foram sucesso na voz de Carmem Miranda. Por esse motivo é que temos que desfilar muito animados, sempre nos movimentando muito, preenchendo os espaços e sempre cheios da animação!!!


OBS. Experimentei a fantasia hoje, é quente pra caralho e não é caralhinho não, é um caralho de respeito.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Cocô

Respondi todos os comentários no post sobre o aniversário do HTP. Quando fui publicar, por alguma monguice, fechei a janela e eles se perderam. Um dia respondo de novo, tá?
Foi festa!

Bom, tô com sono e cansada, mas vou dar um resuminho da festa. Sempre que eu lembrar de alguma coisa prometo contar, mesmo que já tenha se passado um tempão. Quem estava presente e quiser postar um relatório ou observação é só me mandar por e-mail.

Foi menos gente do que eu imagina e menos do que na festa do OMEE, acho que a proximidade do carnaval atrapalhou. Também esse mico de carnaval na primeira semana de fevereiro...bem, deixa pra lá. O pessoal também estava mais sóbrio e menos animado dessa vez, quase todos ficaram conversando sentaditos. Se bem que na outra acho que a putada tava em pé porque não tinha cadeira pra todo mundo mesmo. Como não foi tanta gente, ficamos na varandinha de novo.

Eu tinha marcado 19h e cheguei 21h. Minha Mamãe Lelé fez o favor de levar dois tombos à tarde, na hora que eu me preparava pra passar o satinelle na perna. Lástima. Havia a suspeita de que ela tinha quebrado o pé, mas foí só um galo na cabeça mesmo. Resolvido tudo, desovei a velha com a minha irmã e parti pra Lapa.
Os convivas

Quando cheguei já estavam sentaditos na mesa da entrada Ana Paula, Patricia, Gisele, Danielouca e Gueto Blaster. Numa mesa com quaro gateiras o assunto era, é lógico, gatos. Depois descobri que Alexandre e Neto chegaram e foram direto pra varandinha, não reconhecendo os convivas na entrada. Reunimos o grupo na varanda e pedimos cerveja. A partir daí lembro a ordem de quem chegou que horas, mas vou tentar citar todos que prestigiaram o eveinto.

***

Rara oportunidade, as quatro Donas do Circo estiveram reunidas e há fotos!

***

Acho que mal sentamos na varanda, chegou Narinha. Eugenia, produtora das festas da holding e membro da nossa banca de advogados, chegou linda, loura, japonesa e sorridente. Acho que Gatinho da Dani apareceu mais ou menos nesse momento também. Amigo Léo trouxe com Outro Amigo que não lembro o nome. Até mesmo Gilver, leitor extraviado em Brasília, deu pinta no recinto.

Em algum momento da noite, sei que chegaram juntos Mendonça, Vanessa e Sandro. Pouco depois Dona Mendonça se uniu ao grupo. Lembro os útimos a chegar foram Cris e Ju, que eu nem esperava que fossem.

Menino Cassiano prometeu e cumpriu, fez o jogo do Botafogo e foi comemorar conosco. A Noiva, em um momento "sou morena, mas sou lôra", confundiu o lugar e foi parar na Praça Mauá. Atendo o tel "Amiga, onde vocês estão? Não era na Pedra do Sal?". Não, benhê, pega um táxi e vem pra cá.

Álvaro, veio de vespa na chuva e me trouxe de presente uma fitinha branca de São Google, que trago amarrada no pulso esquerdo desde então.

E, surpresa das surpresas, em algum momento da noite apareceram duas leitoras que eu nunca tinha visto ou sabido da existência. Moças de coragem e formandas em jornalismo, Mari e Suzana foram sem avisar. Havia também um casal com elas, mas eles ficaram pouco e eu esqueci os nomes. Sorry, people.
Temas e metas

Tá decidido: o foco das Donas do Circo é a Ilha de Caras. Em segundo, mas igualmente desejado, está o programa da Luciana Gimenez. Ficamos imaginando como seriam as perguntas "então me conta, como é isso? Foi depois de levar um fora que vocês viraram lésbicas e fizeram um blog com raiva dos homens? Mas explica então, homem é tudo palhaço?". Houve também o momento de Nara imitando um tal dum narrador contando nossa saga.

Ah, vai, muito melhor vão ser nossas fotas (photoshopadas, por favor) de biquíni na Ilha de Caras, né? "Donas do circo recarregam as baterias na Ilha de Caras". E nós quatro lá, lindas, louras, japonesas, sorridentes em trajes de banho lagarteando ao sol. Que tal?

***

Mais tarde, aproveitei a presença da nossa banca de advogados para debater o contrato com o MeiaFina. Danielouca acha desfavorável. Eugenia acha que não temos nada a perder. Agora Big Léo vai desempatar.

***

Claro, depois desses assuntos sérios e de uma sessão de fotos com GuetoBlaster, nos dedicamos a nos embebedar e falar mal dos ausentes.
As ausências

Logo todos perguntaram pelo Cacique Bukowski. Eu ia responder "não veio porque tá cagando", mas como sou moça educada, disse que ele tava de piriri brabo e precisava se restabelecer até o casamento da irmã, no sábado.

As leitoras logo perguntaram por Mãe Camila, O Orientador e Carrie.

Alguém perguntou de Vicente. Esse ligou à tarde perguntando que horas eu ia chegar e depois mandou um SMS "babou".

Claro, Isabelouca e seu número de equilibrar o copo de cachaça na cabeça foi a ausência mais sentida da festa.

Mas um bando de filhos-de-uma-que-ronca-e-fuça juraram que iam e não apareceram, mas tudo bem, sabe como é... entre amigos não há espaço para cobranças.
High lights

Como não lembro de tudo e tô com um sono do capeta, vou postar os tópicos que me vierem.

* Doce, Danielouca levou o livro Mulheres, do Galeano, de presente pra gente.

* Houve distribuição de narizes de palhaço, gentileza de Alexandre, que foi ao Saara comprar, e de Neto, que o ajudou a colocar os elásticos.

* Ao fim da noite ganhei uma camisa do Bar da Ladeira de presente

* O sanduíche de filé com cebola roxa é bom pra caralho.

* A saia de bolas que Gisele trajava leeeeenda.

* Em algum momento, os advogados se isolaram numa banda da mesa. Aliás, com raras exceções, ali ou era jornalista ou era advogado. Ressalva para uma produtora musical, um professor de matemática, um retratista de mulé pelada e duas RPs.
A saideira

Quando já estávamos bêbados o suficiente, nos dividimos em dois grupos e partimos. Vanessa, Sandro, Ju e Cris foram pro Cachaça Cinema Clube. Eu, Nara, A Noiva, Cassiano, Gisele e o Casal Mendonça fomos para a Taberna do Juca.

Eu e A Noiva estávamos indo embora e quem vemos na Casa da Cachaça? Gisele, que havia saído do Juca um pouco antes, tomava egoisticamente sua saideira sozinha! Claro que nos juntamos a ela. Quando um grupo de palhaços tentou fazer amizade fomos embora. Isso foi lá pras quase cinco da manhã.

Não houve rodízio de pão-na-chapa. Aquele foi um momento único, quem perdeu....perdeu.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

É festa! É hoje!

Ai, finalmente chegou o dia. Quer dizer, ainda tenho que dormir e acordar pra minha toalete de festa. Ai, ansiedade, teu nome é Roberta. Não importa. O que importa é que hoje é o aniversário de seis anos do HTP!!!

Mais tarde estarei lá, linda, loura, japonesa e de vestido de tafetá azul, se a chuva permitir, é claro. Talvez eu vá de botas e arquive as sandalhotas doiradas, afinal, vou ficar com lama no pé e isso não combina com o meu glamour....

Olha, esse ano estão liberadas as câmeras. Quero fotas! Quero álbuns de fotas! Quero fotologs da festa! Quero tudo!

Vai direto do trabalho, vai sozinho, leva os cálega da repartição, fica até de manhã e vai pro rodízio de pão-na-chapa com a gente, dá só uma passadinha, leva câmera, leva presente, leva nariz de palhaço... faz o que quiser, mas vai! Quero todo mundo lá, hein?


Pra ninguém dizer que não foi porque não sabia onde era e blábláblá...whiskas sachê..., aí vai o serviço de novo.

Serviço
Quarta-feira, 30 de janeiro
A partir das 19h
Bar da Ladeira. Rua Evaristo da Veiga 149, Lapa. (21) 2224-9828.
Couvert R$ 10,00.
http://matrizonline.oi.com.br/bardaladeira

A casa abre às 18h, pretendo chegar por volta de 19h, então se você vai direto do trabalho... vai na fé que estarei lá. É só chegar e subir a escadinha. O 2º andar é do HTP.

Ó, fica ao lado do Semente, na ladeira (Bar da Ladeira...), em frente aos Arcos...

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Repercussão




Faltam pouco mais de 24 horas pra começarem os festejos do aniversário de seis anos do HTP e a festa já tá bombando. Bem que pedi pra todos espalharem a notícia. Meu amigo e leitor Nelson Vasconcellos convidou a putada em seu blog. É festa! É farra!
Quero minha canícula de volta!

Vem cá, nunca mais parar de chover?
Parabéns para mim!

Hoje é dia do Jornalista. Mendonça distribuiu bombons na redação.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Contagem regressiva

Tá chegando! Faltam três dias pro aniversário de seis anos do HTP. Quarta-feira, 19h, Bar da Ladeira. Vejo vocês lá.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

RacoSchneider 2008

Minha amiga Raco é tem um bom gosto desgraçado de chique, daqueles de doer. A safada tá divulgando seu novo site de trabalho. Segue o e-mail que acabei de receber.

Se vc precisar de diseñadores sudamericanos já sabe quem procurar.

:P


Em 25/01/08, RacoSchneider escreveu:

Amigos,

Marcando os nossos 2 anos de existência, estamos inaugurando nosso novo site: www.racoschneider.com. Lá estão os nossos trabalhos mais bacanas em apresentação trilingüe: português, espanhol e inglês.

Também criamos um blog (blog.racoschneider.com) para expor um pouco do nosso processo de trabalho, recortes interessantes sobre design e questões relacionadas ao nosso ofício.

Visitem, opinem e, se tiverem oportunidade, divulguem!

Um bom ano para todos,

Lilian e Guilherme

RacoSchneider
Diseñadores Sudamericanos

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Rescaldo do bloco ou Momentos estranhos

Lembrei de alguns episódios engraçados ocorridos durante o desfile do Imprensa. Claro, em algum momento houve aquela tensão de "ai, caralho, preciso mijar, porra". Távamos meio apertados, mas eu decidi que segurava até o bloco passar e depois iria no contra-fluxo (Mendonça adorou essa expressão, embora tenha achado apaulistada) pro banheiro do Mercadinho enquanto a turba ia na direção oposta.

Tamos parado na calçada vendo o bloco passar e, de repente, vejo Mendonça virar de costas pro bloco. Cheguei a pensar "que porra é essa" por dois segundos, mas em seguida olhei pra baixo e minha desconfiança se confirmou. O safado botou o pau pr afora e tava mijando pra dentro da grade de um prédio! Mendonça pagando de palhaço mijão.

Bom, pelo menos ele só regou a plantinha do prédio. Pior foi um amigo meu que, em outro bloco noturno, achou um muro pra mijar. Mal começou ele ouviu "colega, ei, colega, vira o pau pro lado que tá pingando em mim". Havia uma moça agachada fazendo xixi também e ele tava mijando nela.

Mas Mendonça realmente não é um bom companheiro nesses momentos. Numa outra ocasião posterior, já estávamos apertados de novo e resolvemos que "contra-fluxo de cu é rola e vamos mijar no mercadinho". No caminho ele achou um muro, saiu correndo e me largou sozinha. Dei sorte que o banheiro ainda tava vazio. Tive instalações hidráulicas adequadas sem esperar muito. Rá!

Na vez seguinte que precisamos fazer xixi (haja cerveja) fomos pro Mercadinho, só que dessa vez a fila tava imensa. Mendonça correu pro masculino e eu, quando vi a fila do feminino, corri atrás. Ah fala sério: eles tinham dois mictórios e duas casinhas. Os meninos iam ser gentis e deixar as meninas usarem as casinhas, né? Mendonça, não tão gentil, nem me deixou entrar na frente dele na fila. Amigos, amigos, mijadas à parte. Ok.

Aliviados, resolvemos voltar pro bagunça e ainda pegar a dispersão do bloco. Quando já tamos na porta do Mercadinho quem encontramos? Biza! Sim, o Bizarrinho, totalmente Biza de óculos escuros na chuva. Como já comentei, os dois foram cálegas de faculdade. Imagina, que turma foi essa que formou Mendonça e Biza, hein? Enfim.

Roberta: Oi!
Biza olhando pra mim e Mendonça: Oi...
Roberta para Mendonça, que não tinha visto: Olha o Biza!
Mendonça: Oi, cara!
Biza: Vocês estão se pegando?

Francamente Biza, até tu? Eu e Mendonça nos entreolhamos e dissemos em uníssono "Nãããão....". Ele ainda repetiu a pergunta e ouviu novo "não". Coisas de Biza....
Contagem regressiva!

Falta uma semana para a festa de seis anos do HTP. Quarta-feira da semana que vem, dia 30/1, vejo vocês no Bar da Ladeira pra comemorar o aniversário do circo. Todos estão convidados.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Vibe estranha

Sumi, né? Mas morri não. Ando estranha sabe? Não estou exatamente triste ou infeliz, mas ando chata. Chata no estilo “nem eu me agüento”, sabe? Manja quando tu tá tão chato que chega em casa e liga a TV pra ver qualquer porcaria só pra não ficar pensando e ter que aturar a própria companhia? Pois é.

Esquisitona, porém educada, não tenho imposto a minha desagradável companhia a quase ninguém. Pra ser sincera, não tenho tido vontade de ver ninguém mesmo. Nem aos aniversários dos amigos tenho ido. Tenho preferido ficar sozinha, de preferência dormindo ou pensando em posts imensos que jamais farei. Quando saio de casa, vou quase sempre sozinha ou em grupos pequenos. Tô com preguiça de gente, sabe? E olha que gente, pra mim, é a melhor coisa do mundo, depois de gatos, é claro.

Nossa, como ando inadimplente com meu blog e meus amados leitores. Continuo viciada inveterada, pensando sempre em posts. Mas na hora de escrever, cadê disposição? Ai-ai-ai.
Temporada de samba

Apesar de meio chata, meio triste e meio sem graça, até que tenho aproveitado a temporada de samba.

Domingo passado fui no "Imprensa que eu gamo". Para quem não sabe, é o suposto bloco da imprensa no Rio de Janeiro. Suposto porque a cada ano que passa, o que menos tem lá é jornalista. Esse ano os cálega da repartição mandaram fazer uma camisa. Gosto besta vestir a camisa da repartição e sair por aí declarando sua condição de vassalo, mas sabe como é: porquê é coisa que não existe, o mundo é estranho, tem gente que trepa com defunto, porque não vai ter pra isso, né? Eu até comprei a minha, mas quando vesti me achei ridícula e guardei pra pijama de visita. Fui com meu mini-vestidito branco do reveillon que faz mais feliz.

Cheguei no contra-fluxo, pela Gago Coutinho, e não encontrei um coleguinha pelo caminho. Só na porta do mercadinho que achei os cálega, tudo sorridente fantasiadinho de ala do bloco da imprensa. Como sou chata mesmo, nem me perguntaram porque eu não tava com a camisa. Ao longo do desfile encontrei mais uma meia dúzia de cálegas. Como eu disse, a cada ano menos jornalistas e mais... mais gente mais estranha.

Mas a repartição estava bem representada! Nossa brava repórti de ráidjo tava lá, defendendo nossa camisa e mostrando samba no pé à frente da bateria! Sem falar que a porta-bandeira era uma das ex-Dona Mendonça (sim, o mundo é estranho, mulher casa com qualquer coisa e já houve três incautas a ocupar a tal posição).

OBS: De lá parti para pegar a janta na casa de O Orientador. Paella feita pelo próprio e presentes de Paris. Brindamos nossa reunião com champanhe, é claro. Eu e OO ficamos de papo até às 6h20 da manhã. Ai, que vida chata.
Imperiana de fé

No próximo sábado estarei na Corte Imperial. É o último ensaio antes do carnaval e, é claro, eu tinha que ir à quadra. Vai ser a "Noite no Imperiano de Fé", uma grande festa com direito a cecê-shirt do evento e os Devotos estarão no Varandão Cultural. Uhu!

Como disse nosso presidente de ala no e-mail convocação, será o momento da nossa arrancada rumo à vitória no carnaval. "... a festa de sábado começa cedo mesmo, tipo 21h. Teremos shows de Andreia Café, Jorginho do Império, Velha guarda show do Império, Jongo da Serrinha, dentre outras atrações. Lá pelas 23h o couro come com a melhor bateria do mundo!!!!".

Imperdível. Se eu fosse vc iria também.


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Em nível de Imperiana de Fé e Devota do Samba, quarta-feira (16/1) da semana passada fui à grande noite imperiana do Ensaio Show no Teatro Rival, com a Eugenia. Na segunda (dia 14) tinha ido ao ensaio técnico na Sapucaí, com meus companheiros de ala, Ana Paula, Aloysio e Selminha. No sábado anterior (12/1)... ensaio na quadra. Ai, como é movimentada essa vida em branco e verde.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Resumo da ópera

Havia sido um dia estranho, com tudo dando errado. Cheguei a ligar pra Vanessa pedindo pra ela me representar porque eu não iria. Tava estranha, numa vibe meio bizarra. Mas não é que tudo deu certo e me diverti muito?

Ai-ai-ai. O aniversário de 7 anos do HTP, em 30 de janeiro de 2009, vai ser inesquecível!
Orgulho (ou culpa)

Foi depositado na minha caixa postal. Fiquei meio boquiaberta. Sempre digo que se tivesse um filho e ele dissesse que queria ser jornalista eu dava porrada ou botava pra fora de casa. É uma profissão de merda, eu garanto. Mas confesso: fiquei meio orgulhosa de ter influenciado alguém de a escolher sua carreira. Tá, é uma carreira de merda, mas é a mesma que escolhi por amar as letras e ter compulsão pela escrita.

Bom, pra moça (cujos dados omiti para preservar a privacidade) dou parabéns e desejo boa sorte de verdade.

Ai-ai-ai.

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Date: Fri, 18 Jan 2008 10:24:08 -0200
To: shaisha@hotmail.com
Subject: Leitora

Oi Roberta...
sou leitora asssídua do HTP e do O Mundo é estranho...

Faz mais ou menos 4 anos que eu conheço os blogs e eles me ajudaram a escolher a profissão que quero seguir. Estou mandando o e-mail para me apresentar e para dizer que fui aprovada no curso de comunicação social/jornalismo. É estranho né, vc nem me conhece, mas colaborou pra que isso acontecesse!

Muito obrigada
Até mais!
Independentes da Praça da Bandeira

Esta escola subiu para o Grupo B há quatro anos e será a nona a desfilar na Sapucaí na terça-feira de Carnaval (por volta das 2h da manhã). A Praça da Bandeira do nome não é aquela perto do Maracanã, mas a de Coelho da Rocha, em São João de Meriti. No ano passado, ela ficou em 10º lugar no grupo, e foi a primeira a não cair para o grupo C. É uma escola muito pobre e quase sempre traz enredos de crítica social.

Abaixo, o samba que ela vai defender em 2008. Adivinhem quem vai estar em cima de um carro alegórico, vestida de palhacinha entre muitos outros palhaços e palhaças, ajudando a Independentes da Praça da Bandeira a se manter no Grupo B? Sim! Rá!
G.R.E.S. Independente da Praça da Bandeira

“Viagem fantastica ao mundo do circo, seja de lona ou social”

Presidente: Francisco Pereira de Melo
Carnavalescos: Ricardo Paulino e Humberto Abrantes
Compositor(es): Renê Siqueira / Samuca / Tarzan
Intérprete: Leleu
Mestre de Bateria: Geleia
Arranjo: Marcio Alexandre

Hoje tem espetaculo, o nosso show vai começar
Vem num sonho fantástico, na emoção viajar
Lá no oriente, a arte circense floresceu
Em Roma continua sua história
Um palco de glórias, o Coliseu
Enfim, outras vão se unir no picadeiro
E a multidão vai aplaudir
Palhaço, trapezista, domadores
Brilhando sob a luz dos refletores
Mostram toda sua expressão
Neste solo tropical, ciganos pioneiros
Desta arte universal

Hoje eu quero gargalhar quá, quá, quá
Chegou o rei do picadeiro
Sagaz, malandro e seresteiro
Salve o talento do palhaço brasileiro

Que magia, um delírio de felicidade
Luzes, cores, fantasias, a encantar toda cidade
Fez escola buscando primazia, é internacional, é terapia
Na baixada, um projeto social
À casa de cultura abraçando o ideal
No sinal fechado uma criança, malabarista da esperança
Ah! Se essa rua fosse minha
Infâncias eu mandava resgatar
Para aprender a lição, a arte no coração
E o futuro não será de ilusão

Sou artista irreverente neste palco iluminado
Alegrando tanta gente, nosso circo está armado
Seja de lona ou social
A Independente vai brilhar no carnaval

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008


Votem em mim!

Abri o MSN hoje e havia um recadinho do meu amigo Zander, que havia sido indicado ao Prêmio Ibest na categoria Variedades. Fui lá votar (vota! vota!) e adivinhem o que descobri? O HTP foi indicado na categoria Humor desde o dia 20/12 e eu não sabia de nada!!!

Vota aê, putada.
Alegrinha

Impossível ser infeliz num dia lindo como hoje. Mesmo não podendo ir à praia porque tinha dentista. Ai-ai-ai. Saí linda e alegre em um vestido branco e ainda coloquei um broche de flor colorida. Delícia o quentinho com ventinho nas ruas. Podia até ter ido pro trabalho de metrô, mas fui de ônibus pra curtir o calorzinho gostoso.

Ai-ai-ai... a vida é bela.
A vida eh bela

Principalmente quando se chega em casa com a cara cheia de champagne, amanhã é sexta e tenho programas de samba e beijo na boca pra sexta e sábado.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Alegria

Comendo uvas muito docinhas, vejo da minha janela da repartição um por-do-sol róseo no meio da árvores. No chão, um filhote de gatinho preto brincando. Daqui vou sair pra rir com meus amigos e beber champagne. Acabei de abrir a caixa postal do HTP: propostas, elogios, parcerias, matérias. Os preparativos pra comemoração estão bombando e parece que vai renderm até uma nota em um jornal. Fora isso, estou linda hoje com minha bata da sorte, minha bermuda preta e sapatilhas vermelhas com lacinho. Ah, também estou estreiando os brincos que minha amiga Adriana Sardinha me deu de mimo de Natal.

Ai, como a vida é bela.
Pré-convocação para o aniversário de 6 anos do HTP

Pois é amiguinhos, no dia 30 de janeiro de 2002 criei o blog Homem é tudo palhaco. Como não canso de contar, já tinha esse aqui que tava me fazendo muito feliz desde novembro. Estava relativamente recém-separada e chocada com as peripécias circenses dos rapazes. Criei o blog e convidei todas as minhas melhores amigas na época. Se não me engano, 12 convites. Sete aceitaram, seis escreveram (nos primórdios há posts de Marcela Beaklini e Lilian Sapucahy). Lá se vão seis anos: acabamos ficando quatro Donas do Circo.

Por que essa lenga-lenga rememorativa? Porque no próximo dia 30 nosso amado cirquinho completa seis aninhos de vida!!! Vamos comemorar.

TODOS os leitores estão convidados/convocados. Os que já estiveram sob os holofotes do circo, os que me amam, os que me odeiam, os que me são meus fãs, os que querem ser Roberta Carvalho, os que querem ser meus amigos, até os que acham que sou uma puta chinfrim/baranga mal amada/lésbica raivosa. Quero nem saber se o pato é macho, quero mais ovo e quero comemorar!!!
É Festa!!!

Vai ser de novo no Bar da Ladeira. A do OMEE lá foi uma delícia, só que dessa vez reservei o segundo piso. Na do OMEE a varanda do primeiro andar ficou pequena e com certeza a do HTP vai bombar ainda mais.

O papo tava tão bom que mal vimos o show. Mas, como gosto de serviço completo, mando abaixo a programação.

Podem espalhar a notícia e vejo vocês lá, vai ser o fervo!


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QUARTAS DE CHORINHO. O convidado do projeto Quartas de Chorinho é o grupo Pisando em Brasas. Formado há dois anos, o grupo apresenta um repertório variado com canções de compositores consagrados e novatos, de várias cidades brasileiras. O show também apresenta um pouco da história do Choro e de grandes nomes como Pixinguinha e Jacob do Bandolim. O Pisando em Brasas é formado por Alexandre Bittencourt (flautas e sax), Rafael dos Santos (cavaquinho), Henrique Martins (violão) e Jade Perrone (percussão).

Bar da Ladeira (200 lugares). Rua Evaristo da Veiga 149, Lapa, (21) 2224-9828. Quarta (30), 21h. Abertura da casa às 18h. R$ 10.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Diálogos

– Ando chatíssima, nem eu me aturo.
– Você anda dizendo isso...
– Tô menstruada também. Se não melhorar semana que vem vou ao médico.
– E existe médico pra chatice que não seja champagne?

Ahhh, os meus amigos....
Dor de cabeça, pra que te quero

E prossigo com uma dor de cabeça do capeta. Se não enlouquecer, volto a postar algum dia. Ando chatíssima, mas quem não estaria, né?

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Ah, esqueci de comentar

Dor de cabeça, teu nome também é Roberta. Depois da gripe do caralho do Natal, fiquei três dias com dor de cabeça. Depois ela até que deu um tempo, mas hoje voltou com tudo.
Só uma coisa continua me fazendo feliz

Gatinho faz feliz e eu tenho cinco! Fora os seis de O Orientador que estou cuidando.
Sou milionária porque tenho 11 gatinhos ricos na minha vida, muita riqueza felina!

Não importa o quanto a vida ande complicada, quanto as coisas dêem errado... é só vir um gatinho ronronando pra tudo ficar lindo. Gatos são sempre lindos e maravilhosos, sempre me fazem feliz, até o que me acordam às 7h da manhã pra brincar.
Raiva, teu nome é Roberta

De preferência, nem passe na minha frente. Tô lembrando de cada desafeto, cada desatenção pra ter mais gente pra odiar. Vai que tu já pisou no meu pé? Fica longe, fica longe....
Como diria Mãe Camila, sigo sobrevivendo

Estou num mau humor flamejante. Tudo tá dando errado. Que merda. Aliás, nos falamos hoje sobre o reveillon, ambas sobrevivemos em comemorações meia-boca. Tipo, uma noite tranqüila, sabe?

Detesto coisas tranqüilas, sou viva, gosto dos que ardem. Eu queria uma festa, encher a cara e me drogar. Ver o sol nascer bêbada e feliz. Ver o primeiro dia do ano começar com a cara cheia de champagne. Mas a caralha da festa que eu ia tinha que ser cancelada quase na véspera, né? Ao invés de festa, vi os fogos, comi e bebi civilizadamente e fui dormir às 3h da manhã. Tudo muito digno, digno de tédio.

Acho que os reveillons caretas foram uma praga esse ano. Uma amiga de porres de reveillon de outros anos disse que passou em casa vendo TV. Outro amigo, dos bons, me confessou via e-mail "O meu foi ate ok! mas era uma festa de pessoas normais, saca? Os pais delas devem ser orgulhosos, por ter filhos tao normais e bem criados. Tinha bebida e rango du bom a vontade. O som era meia boca. Como ja disse, foi legal, mas eu precisava de mais do que aquilo. Queria algo mais descacetado, sem medidas, porres homericos, essas coisas. Acho que odeio pessoas normais. Ou ditas normais, sei la".

Pois é, te entendo meu amigo. Que merda.
Sem arquivos

Durante o plantão de fim de ano trocaram os computadores da repartição. Mendonça, em mais uma atuação diligente e participativa, deixou os bugres indolentes da informática (como se houvesse bugres da informática não indolentes. Humpf.) trocarem as máquinas sem fazer backup. Toda a minha vida em sete anos de repartição foi para o caralho.

Claro, como toda merda pode piorar, trocaram os computadores às vésperas do plantão e foram embora. Os cornos que ficaram no feriado que se virassem com máquinas não-configuradas. Ótemo. Hoje eu adorei ver um computador todo diferente do que eu tava acostumada, sem meus brinquedinhos e alegriazinhas de operária, como o dicionário Houaiss ou o Picasa (sim, e lá se foram as minhas fotos!).

Sim, fiquei puta. Sim, fiquei mal humorada. Sim, eu odeio os bugres indolentes da informática. Sim, eu quase odeio o Mendonça. Sim, eu quero que a repartição pegue fogo. Mentira, têm uns livros na minha gaveta, vou trazer pra casa amanhã.
Mais uma vítima

Se você me ligou e não retornei não fique chateado comigo. Se também não te mandei nem um torpedinho de Ano Novo não pense que não te amo. Meu celular, que andava moribundo, morreu de vez nos últimos minutos do ano. Em 2007 matei dois celulares e um computador. Sou quase uma serial killer tecnológica.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Vou a vida

Agora, linda, loura, japonesa e de madeixas recem cortadas, vou a vida pois, em nivel de locomotiva social, tenho tres eventos de pre-reveillon para hoje. Um encontro de blogueiros na Lapa, o aniversari de um amigo na Lapa tb e um drink na casa de Raco.

Vou fazer minha toalete e sair, divirtam-se e lembrem-se... 2008 eh ano bissexto, porra! Vai ser bom pra caralho.
O fervo gelado

Que deu nesse povo todo de inventar de passar reveillon em Paris esse ano? Seis amigos meus, que acho que nem se conhecem, foram pra lah. O mundo eh estranho.

Por isso que as ruas estao lotadas. JR disse que deve ser algum indulto de Natal, devem ter aberto as portas de alguma penitenciaria. Eu sugeri que a prefeitura talvez tenha contratado figurantes, como desconfio que faz a associacao de lojistas de Madureira, afinal, um bairro nao pode ser tao lotado naturalmente.
Noticias de Paris

O Orientador ligou hoje. Disse que tah um frio do capeta em Paris, tudo carissimo e as ruas tao lotadas quanto o calcadao de Madureira, mas e dai? A vida eh bela e pronto. Ele gargalhou ao saber da minha festa malfadada e me aconselhou a organizar uma comemoracao pros sem-festa ou arrumar um caboclo e entrar o ano trepando horrores. Ele sempre me orienta.

Detalhe, em nivel de caseira gateira, a festa seria na casa dele, onde estou aboletada para fazer companhia aos seus seis filhos felinos durante sua estada no estrangeiro. Mesmo assim ele me manda dar festa. Talvez eu ofereca mesmo uma recepcao de ano novo aqui na minha residencia de verao.
Alegria indigena

Quero nem saber se o pato eh macho, quero eh me divertir. Adoro reveillon e nao vai o detalhe idiota de que nao tenho pra onde ir que vai estragar meu fim de ano. Com festa ou sem, comprei um lindo traje de reveillon, com direito a sandalhota doirada com fivela de estresses. Cortei o cabelo e marquei hora pra pintar as unhas de vermelho. Ra!

Tah decidido, na falta de festcha, vou pegar a grana dos convites e comprar tudo de champanhota. Entro 2008 bebeda e tudo vai ser lindo. Como sempre dizemos eu e O Orientador, a vida eh bela e pronto, nao importa o que aconteca, a vida tem que ser sempre bela porque a alternativa eh muito chata.


PS. quando eu tiver acesso a um teclado com acentos ajeito tudo.
Emergencia

A festa de reveillon para a qual eu havia comprado ingressos foi EMBARGADA pela prefeitura. Socorro, nao quero passar a virada do ano chafurdando na areia.

Aceito sugestoes e convites.


PS. estou usando um computador com teclado inconfiguravel, que nao me pertence. Desculpem a falta de acentos.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Balanço de fim de ano

Não fiz balanço nenhum. Já houve anos melhores, já houve anos piores. Vida que segue. Numa retrospectiva bem rápida, acho que 2007 foi um ano insosso. Muita coisa se anunciou, mas nada se concretizou. Um ano de muitas expectativas e conseqüentes decepções. Deixa eu ver do que lembro... mudei de função na repartição, conheci muita gente nova, não passei no doutorado, me aproximei de algumas pessoas, me afastei de outras. Tudo bem, sempre fica algo de bom. Ou não, mas também foda-se porque é pra frente que se anda.

Bom, o negócio é o seguinte: se ano ímpar é que bom, 2008 é bissexto. Não tenho opinião formada ainda, mas acho que vai ser bom pra caralho!!! Por que eu acho isso? Oras, porque se eu for achar o contrário serei obrigada a tomar antidepressivos e já tomo remédios demais.
Rescaldo do horror

Até agora ganhei de mimos natalícios uma bermuda que não deu em mim; três calcinhas que não deram em mim; um par de havaianas slim; uma camiseta verde (minha cor favorita); um hidratante (bem cheiroso); uma camisola de gatinhos (leeeenda) e um par de brincos.

Acho que por enquanto foi isso, até que tá legal o inventário de mimos desse ano.
Por falar em horror

A gripe abateu não só a mim, mas também Mãe Camila e Vavs!

Estou melhor, mas como nariz esfolado e ainda tossindo. Que merda. Aliás, que merda foi a ceia de Natal. Eu, moída, com febre, espirrando e querendo apenas dormir, tive que trocar presentes e sorrir pra não ser responsabilizada pelo suicídio coletivo da família. Sabe aquele sorriso que não sai da cara, mas nunca chega aos olhos? Pois é.
Pérolas de Mãe Camila

Tava eu dando pinta em busca de um traje de reveillon e nem ouvi o celular tocar. Quando reparo, há uma mensagem de voz. Depois de uma gargalhada ouço a voz de Mãe Camila. "Que voz calma e sexy! Bom, filha, tô ligando pra saber como você está sobrevivendo a esses dias de horror. Quando puder me liga".

Dias de horror. Não poderia haver definição mais perfeita para esses dias, mas, por que todos encrecam com a minha voz calma, hein?

Liguei à noite pra informar que vou sobrevivendo e só.

domingo, 23 de dezembro de 2007

Dia ruim

Choveu o tempo todo, estou gripada, com tosse e febre. Passei o dia deitada no sofá lendo e dormitando. Chorei um pouco no meio da tarde. Hoje faz 23 anos que meu pai morreu, mas nem foi por isso que chorei. Tava estranha, me faltou meu otimismo de sempre.

Fiquei refletindo que não sei se resolvi que seria otimista ou se nasci assim, se é caso de excentricidade, covardia ou desvio de personalidade, mas o negócio e que há muito vejo o mundo através de lentes cor-de-rosa. Sou uma otimista quase irracional. É quase um caso de alienação voluntária: mesmo quando tudo está contra, quando tudo parece sem solução, quando todas as probabilidades estão contra.... eu sempre acho que no final tudo vai dar certo, tudo vai se ajeitar.

Mas sabe como é, de vez em quando tiro as tais lentes hello kitty. Também não sei se é pra limpar, se por fadiga de carregá-las, se por curiosidade de como é o mundo em tons de cinza. Sei que daí dá um cansaço, um desânimo. Ai-ai-ai. Hoje foi um dia desses.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Alegria depositada na minha caixa postal hoje

Date: Thu, 20 Dec 2007 10:46:16 -0200
From: Leitora Simone
Subject: Contato Blog - you're a blogstar! HTP

Roberta,

Não comento nos seus blogs porque aqui no trabalho os sistemas de comentários são bloqueados, mas te acompanho faz um tempo já. Não podia deixar de te contar o que vi ontem no trem!

Uma moça tava no trem, sentada ao meu lado com um calhamaço de folhas impressas, lendo interessadíssima... sem querer dei uma olhada e vi os palhacinhos que separam os posts do HTP! Isso que é fama, a moça imprimiu o blog todinho pra ler no trem!!!

bjinhos!
(eu nao imprimi, mas li tudiiiiinho tbm!)


Rá!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

O herdeiro da repartição

Hoje Mendoncinha acompanhou o pai ao trabalho. Parece que, de manhã, ficou brincando no meu computador. Quando cheguei tinham ido almoçar. Ao voltar e me ver trabalhando, ele veio e disse baixinho "esse computador é meu". Respondi "é nada". O pequeno retrucou "é sim". Não me dei por vencida e finalizei "perdeu, playboy". Quando fui pegar umas páginas na impressora ele correu e sentou no meu lugar. "Agora quem perdeu foi você!". Nem me dei ao desfrute de responder. Puxei a cadeira (que tem rodinhas) e coloquei no meio do corredor. "Fica aí, mané. Quem ri por último ri melhor". Voltei, puxei a cadeira de visitas e continuei trabalhando. Ele ficou lá, sentado com cara de mini-bocó. Rá!

Parece que a culpada é Vanessa, que deu trela pro pirralho e ligou minha máquina pra brincar com ele. Depois do episódio da cadeira, acho que ele quis buscar o apoio de sua benfeitora.

- Pai, cadê sua amiga Vanessa?
- Ela já foi, filho.
- Foi não, tá no banheiro fazendo cocô.

Aí Vavs, até menino de três anos sabe que tu faz merda no trabalho. Mas ô fantasia bizarra da criança, imaginar os amigos cagando. Só podia ser filho de Mendonça. Para a secretaria ele avisou "quero crescer pra beber chope!".
Pérolas da repartição

Meu consolo é que amanhã já é quinta e semana que vem não trabalho, na verdade, só volto dia 2. Rá!

Mas antes de cantarolar minha músiquinha de fim de ano "recessinho faz feliz", vou participar do tão aguardado chope-de-fim-de-ano da repartição. Na verdade será a entrega do amigo oculto, brincadeira idiota da qual eu, na condição e chata convicta e confessa, não participei. Como todos sabem, sou militante anti-amigo oculto.

A diversão atual é ficar olhando a lista de pedidos de presente no mural do corredor. Nêgo é criatiiiivo... como pediram presente bizarro. Cada uma que só na repartição mesmo.

Alipas, contei pra vocês que ganhei uma bicicleta no sorteio da festa de fim de ano da repartição e voltei vomitando na janela do carro? Pois é.
A repartição tá bombando

Minha volta ao batente está animada: tenho trabalhado pra caralho, não dá tempo de dar nem uma blogadinha no ixpidiente! Além dos balanções, adiantamentos e merdas cotidianas, uma calega tirou férias e foi pro estrangeiro, vai passar o Natal em Paris e o ano novo em Amsterdã. Para mim sobrou acumular o trabalho da bruta. Como diria a Mãe Camila, a repartição não é meu marido, mas só me fode.
Logrei êxito

Esse ano consegui escapar de quase todas as pentelhações de fim de ano. Amigos-oculto já cortei da minha vida há muito tempo. Me esquivei da arrumação de casa e não chafurdei no comércio. Só não deu pra não notar que era Natal pela cafonalha da decoração e pelo engarrafamento.

Como cada vez mais aprimoro meu ideal de viver mais com menos, comprei pouquíssimas coisas esse ano. Uns mimos pras amigas que fizeram eventos pré-natalinos, um lindo vestido azul de presente pra mim e uns mimos pra minha mãe. Faltava o presente de verdade da Mamãe Lelé e Didi Irmã. Num golpe de sorte, percebi minha irmã resmungando que ia ser madrinha de um casamento no dia 28 e não tinha dinheiro pra comprar um vestido longo. Rá! "Compra que eu te dou de presente de Natal!". Todos ficaram felizes, ela com um lindo vestido de festa verde longo e eu sem precisar gastar sola de sapato pensando atrás de um presente pra ela.

Num arroubo de audâcia, resolvi fazer uma proposta indecente pra minha irmã. Tu compra alguma coisa pra eu dar pra mamãe e pro teu namorado? Ela concordou! Aproveitei e propus comprarmos um único presente pra cada um da lista de familiares e vizinhos e dividirmos a despesa. "Tu compra tudo e me diz quanto foi, a gente divide". Ela topou, rá!

Se tudo continuar dando certo, quem sabe eu me livro de descascar batata pra ceia de Natal? Eu sempre era voluntária pra trabalhar no plantão de Natal por isso, chegava em casa já à noite e me livrava da confecção da ceia. Agora não me aceitam mais no plantão, paciência. Terei que apelar para outros expedientes.

Agora só falta eu comprar um traje de reveillon, mas isso vai ficar pra semana que vem, quando estarei de folga e o Natal já tiver passado.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Vote no Rato

O Rato, de Luiz Capucho, é candidato à Copa de Literatura Brasileira. Em nível de fã do Capucho, repasso o pedido para que todos votem no bichano. Para participar ele precisa estar entre os 16 mais votados.
De volta à repartição

Minhas férias acabaram, retornei à minha mesa hoje. Felizmente, trabalho até sexta pra só voltar no dia 2 de janeiro. Já tô doida pra marcar as férias de 2008...

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Diálogos

Já tinham me avisado que uma alma sem luz havia assolado os comentários do blog me xingando. Na verdade, acho que aprovei um comentário com o mesmo texto no HTP. Cagueei. Enfim, hoje de manhã tava de papo com A Noiva enquanto nos arrumávamos pra ir à praia e resolvemos ver os comentários nos blogs. Abri o Yaccs e fui lendo um a um. De repente leio o tal que me xingava e comecei a rir. "Vem aqui ver isso!!".
A Noiva, não acostumada ao estranho mundo dos comentaristas, fez cara de "quero não" ao ler.

- É homem ou mulher?
- Assina nome de mulher, mas deve ser um daqueles punheteiros que me enchem o saco no HTP. Gente que não trepa é uma merda.
- E você ri?
- Já acostumei, é engraçado...
- Ela te conhece?
- Dã! Claro que não, me chamou de velha e gorda...
- Mas ela disse que você é baladeira e bêbada....

Nos olhamos em silêncio por uns instantes e explodimos em gargalhadas.
Se o povo pede...

Então eu blogo! Mas aviso: ou blogo ou respondo comentários. Nâo dá pra fazer os dois. Mas calma, é a minha última semana de férias.


Relatório resumido

Sexta, festcha da repartição e Choperia Brazooka depois. Sábado, show do Paulinho da Viola no Canecão com Ana Paula e chope no Devassa. Domingo, almoço com O Orientador e Moo com Mãe Camila. Segunda, aniversário da Eugenia na roda de samba da Pedra do Sal. Terça, praia com A Noiva. À noite, ia no show da Martnália no CCC com Ana Paula. Abortamos a missão porque parecia furada e fomos comer pizza na Carioca da Gema. Ai, cansei. Amanhã tem roda de samba no Simplesmente.



Mas vocês também, hein?

Eita egoísmo! Tô de férias, tô na pista! E vocês querendo que eu fique postando? Francamente....

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Nova diversão

Adorei isso de ficar de voyeur dos meus comentários. Leio tudo, mas como estou com pressa, não respondo. Continuem comentando pra fazer a blogueira em férias feliz.
Elenco de apoio

Meu elenco de apoio anda bombando e todo mundo quer participar. Daqui a pouco vou ter mais inscrições que a nova edição do BBB. Quem não foi aceito nessa temporada não desiste mesmo e tá todo mundo fazendo oficina. Sabe como é, carnaval, prova pra doutorado e teste pro elenco de apoio do OMEE... todo ano tem.
Por falar em Mãe Camila...

No dia da festa do blog Mãe Camila, que deu bolo, teve seus 15 minutos de fama. Ela tava com um grupo de mulheres do trabalho falando sobre.... homens. Mãe Camila proferiu uma de suas pérolas, já publicada aqui. Uma das moças presente parou, pensou alto “Eu já li essa frase em um blog....”. De repente, apontou o dedo e disparou “Você é a Mãe Camila!!!”.

Rá! Não sou só eu que sou reconhecida em todos os eventos sociais, meu elenco de apoio também.
Pérolas de Mãe Camila

Mãe Camila é da mesma opinião. Ela acha que eu ando mal comida. Por mais que eu diga que meus tchutchucos de 25 aninhos dão no couro, ela não acredita. Ela não acredita que homem de menos de 30 anos “saiba comer” (sic). Ela diz que uma mulher da nossa idade precisa de um homem que saiba comer e homens de menos de 30 não são homens, são garotos e não sabem comer. Enfim. Ela já escolheu, acha que eu preciso de um de 44. Segundo ela, os com pouco mais de 30 costumam ter filhos pequenos. Os de 38 a 42 estão na malfadada crise dos 40, logo são produto impróprio pra consumo humano. Um de 44 já vai ter desencanado, os filhos já vão estar crescidinhos e, claro, o caboclo “sabe comer”. É faz sentido.
A festa

Eu não podia deixar de ir na festa do Riocenacontemporânea. As da edição anterior tinham sido das melhores festas do ano. Tá, a desse ano não foi tão boa, mas também foi maneira. Voltei pra casa mais de 8h da manhã, de cueca verde limão e com as botas cheias de poeira. Não façam perguntas, o mundo é estranho.

Antes, passei na casa de umas pessoas que não conhecia em Botafogo pra encontrar Daniel Oiticica e Isabelouca Sepúlveda. Sim, meu Dani tava no Rio. Para quem não lembra, Dani é o meu amigo que me chama de Mamãe Malvada (vide arquivos) e foi morar em Buenos Aires porque tinham acabado os viados no Rio de Janeiro (viados que ele ainda não tinha pego, é claro). Rumamos os três pra festa, lá encontramos mais uma cabeçada (tudo jornalista, eita festcha mal freqüentada). Em algum momento me separei de Dani e encontrei dois amigos retratistas. Não lembro como o assunto veio à baila, mas um deles contou que anda fazendo exercícios de pompoarismo! E eu que pensava que isso era só para mulheres. Vivendo e aprendendo.



Diálogos da festa

- Você tá sozinha?
- Não, tô com aqueles amigos.
- Mas e aquele teu namorado, tá aí?
- Que namorado? O Asdrúbal*?!
- Sei lá se é Asdrúbal. Aquele daquele dia na pizzaria.
- Ele mesmo. Não, ele não veio não.
- Mas vocês ainda tão juntos?
- Cara, sei lá. Ele é meio esquisito, anda sumido.
- Como assim?
- A gente tinha combinado de se ver hoje, eu liguei mas ele não atendeu. Me deu um perdido.
- Puuuutz.... aí não dá, papel de moleque. Depois de uma certa idade não dá mais pra fazer isso....
- Porra, aí que tá. Ele não tem certa idade... tem 25 anos.
- Ahhhh! Puta que pariu, Roberta. A culpa é tua então, porra! Ele tá certo, tá na idade de fazer isso, tu que tá errada!
- É que eu aprecio a energia da juventude...
- Fala sério, Robertinha! Qual teu problema? Tu tá com medo de homem? Ou tu tá com medo de homem ou tá com preguiça? Porque é um ou outro, que garoto de 25 anos não dá trabalho nenhum...

Ecoou.


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* = nome obviamente fictício para preservar a identidade do palhaço.
Tocobina

O Cafa esteve no Rio de Janeiro há um tempinho. Combinamos tomar uma cerveja e tudo. Mas, para não negar a fama de cafajeste, que eu digo que é mais pinta que a minha fama de mulherzinha intragável, ele me deu bolo. Mais! me deu tocobina. Pois é, o mulherio me invejou cedo demais.

Ele tinha combinado ir na Melt com os amigos e me chamou. Apesar de achar um lugar bizarro, a princípio topei. Só que depois lembrei da festa do Riocenacontemporânea para a qual eu tinha dois ingressos. Se eu tinha dois ingressos para a melhor festa da cidade naquela noite por que ia me enfiar numa boîte de playba? Liguei pro Cafa pra mandar a contra-proposta e avisar que ele era meu convidado na festa estranha de gente esquisita. Rá! Ele não atendeu o cel. Pior, me deu tocobina: tocava umas duas vezes e ele desligava. Mandei um torpedo ele não respondeu. Bom, vida que segue sempre e segui pra minha festa. Lá pra 1h30 da manhã pipoca um sms no meu celular: cadê você, tenho uma proposta pra te fazer. Na segunda-feira ainda disse que na iam faltar oportunidades de tomarmos uma cerveja juntos. Mais cafajeste impossível, né?

Tudo bem, vou a SP esse mês e ele vai ser redimir me levando pra tomar um chope.
O meu amigo Cafa

Cafa me chama de tonta, mas ele que é um pândego. Adora dizer que sou velha.

Ontem nos divertindo fazendo um patrulhamento estético básico via MSN, mas o caso era tão triste que acabamos com dó e perdoamos a falta de noção/cafonalha. Somos escrotinhos, mas somos generosos, sabe?
Mendonça X Cafa

Mendonça, como todos sabem, tem ciúmes de mim e fixação que estou sempre fazendo sexo virtual no horário de trabalho da repartição. Perfeito personagem de Nelson Rodrigues. Outro dia chegou na minha sala e, ao me ver olhando pra tela do computador compenetrada e semi-sorridente, deu um piti. “Já está fazendo sexo!!!” e veio conferir. Ao perceber que eu estava preenchendo um formulário se revoltou “Você ri preenchendo ficha? Você é maluca!”. Sei lá, o formulário era enorme, com perguntas bizarras.

Um outro dia, quando seu ar condicionado estava quebrado, ele veio tomar a fresca na minha sala e aboletou-se na cadeira das visitas, que fica ao meu lado. Ao ver que eu alternava janelas e sorria ele resmungou “Você tá fazendo sacanagem na Internet enquanto fala comigo!” e meteu a cara na tela para bisbilhotar. “Você tá fazendo sacanagem com mãe no meio? Você é pervertida!”. Ele havia lido apenas uma palavra do diálogo: “mãe”.

- Não, não é sacanagem, tô conversando com um amigo. Não falo sacanagens com ele.
- Mentira, eu vi a palavra mãe, você é pervertida!
- Não, é o Cafa. Ele tá me zoando, dizendo que eu tenho idade pra ser mãe dele.
- Quantos anos ele tem?
- 24...
- Ahhh.... fala pra ele que se a mãe dele tem a sua idade ele pode me apresentar que eu como!

Mendonça tem ciúmes do msn, mas me defende!
Festcha na repartição

Amanhã é a confraternização de fim de ano da repartição. Apesar de estar em férias, irei. Será um convescote vespertino em uma aprazível localidade praiana.

Mendonça me mantem informada com relatórios diários pormenorizados. Infelizmente, eles não são publicáveis, pelo menos por enquanto. Vão todos para a pastinha "mural dos horrores".

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

A outra aniversariante ou O sonho de Katilene

Quarta-feira, dia 14, eu tinha ido pintar as unhas das patinhas superiores e inferiores para o feriadão. Mônica, a dona do salão e responsável pela beleza das minhas delicadas mãozinhas, avisou “sexta é aniversário da Katilene, vai fazer 30 anos!”.

- E aí, Katilene? 30? Porra, num te dava nem 25. Que que cê quer de presente? – Perguntei.
- Só tem uma coisa que eu quero na vida e que eu peço a Deus todos os dias: ser selecionada para o Big Brother – disse com ar gravíssimo.
- Você se inscreveu?!
- Ela se inscreve todo ano – explicou Mônica, segurando o riso.

Katilene, a outra aniversariante do dia 16, é manicure assistente e completamente louca. Katilene tem mais ou menos 1,60, nem gorda nem magra. Evangélica, tem dois namorados e um cabelo loiro mal esticado que depõe contra a fama de sua empregadora.

Nisso, Mônica alfinetou “Mostra as fotos pra ela, Katilene” e piscou pra mim. Katilene mostrou as fotas. Meda. Ela estava de biquíni em todas. Quer dizer, em quase todas, pois em algumas ela tava era peladona, mostrando a exígua marca do biquíni. Em algumas ela estava em cima da moto, noutras na praia, deitada na beira da água e em outras na cama.

- Katilene, tu não ficou com vergonha de mandar revelar essas fotos?
- Eu não, o cara deve é ter feito umas cópias pra ele.

Isso que é auto-estima.
O estranho dia 16 de novembro

No dia seguinte era aniversário da Dona Mendonça, da leitora Pati Linden, e de Katilene, a ajudante da minha manicure. Como Pati conhecia pouca gente no Rio, convidei pra comemorar junto com Dona Mendonça, que é das minhas e quanto mais festa melhor. De Katilene eu conto depois.

Quando cheguei na Choperia Brazooka já encontrei Pati, o marido e o amigo deles, Henrique. Subimos para ter com os outros convivas: os pessoal do trabalho de Dona Mendonça. Mais tarde, chegou outro convidado meu, Pedro, que trouxe junto o Gabriel.

Como o mundo é estranho, estávamos numa mesa onde os físicos eram maioria. Gabriel, ao descobrir que havia mais dois na mesa, desandou a falar de física. Foi a senha pra Marcio e Henrique se empolgarem. A mesa se separou em duas facções: a dos físicos e a dos jornalistas e RPs.

Bom, como sempre, bebemos, comemos e tagarelamos. Já bêbados, fomos terminar a noite na Inferninho. Na verdade, ainda terminei de terminar a noite, com o dia já amanhecendo, no Antonios. Olha, eu acho que quando acabou o caldinho de feijão você deve informar seu cliente, mesmo que seu cliente esteja trêbado. Eu e minha companhia masculina tomamos uma sopa de caldinho de feijão ralo. Como távamos trêbados, até percebemos, mas nem reclamamos.
Festival O mundo é estranho

Já que comecei a fuçar o passado recente e dar relatório atrasado, do Carriversário rumei pra Lapa pra encontrar com Ana Paula Mattos. Pretendíamos sacudir nossas belas bundas num pagodinho na Fundição Progresso. Aê, mó derrota! Uma das maiores concentrações de gente feia por metro quadrado que já vi em toda minha vida. Sendo realmente justa, gente feia, bizarra, mal vestida e mal educada. Os homens eram todos anões! Eis que estamos no reino de liliputh de novo!

Eu e Ana Paula, que távamos naquela vibe “tô tão piranha hoje”, gargalhávamos porque não conseguíamos sequer vislumbrar nada que se beijasse. O único que vimos e que era mais alto que a gente, quando riu, não tinha um dente. “Aê, quanto será que a dra Sheila cobra pra consertar aquilo ali? Quer dividir o homem e o prejuízo?”. Claro que távamos de pilha. Ele não valia o michê.

O episódio mais divertido da noite foi uma quase-briga no bar. O único homem alto do evento queria pular pra dentro do bar pra espancar o anão-atendente. Ficou num pula-não pula. Te encho de porrrada-só ameaço. Eu, sorvendo minha pepsi light (infelizmente não havia coca) de canudinho, com meu lindo queixinho apoiado na mão, fiquei observando do canto do bar. Como vi que ia ficar só na pantomima, vazei.

Foi uma noite perdida. Nossos pezinhos estavam cansados, a cerveja quente. Acabamos indo embora bem na hora que chegou o DJ Tubarão. Nem deu tempo de fazermos coro com o mulherio enlouquecido e gritando “Tubarããããão.......”.
E por falar em aniversários...

Dia 15 de novembro fui ao Carriversário (Comemoração do aniversário de Carrie, a estranha, no Devassa do Largo do Machado. Chovia pra caralho, mas a mesa tava enorme. Álvaro, meu novo amigo de infância desde a festa do OMEE, Gisele, Andréa....

Eis que Carrie confirma “A Pati vem!”. Minha leitora de priscas eras e comentarista bissexta, Pati Linden, veio de BSB curtir o feriadão no Rio e fez questão de nos conhecer. Pati, ruivinha gaúcha extraviada em Brasília, jornalista e gente boa, é super fofa. Foi com o maridão, que falava pouco mas também era muito simpático. Como todas fazemos amizade fácil, viramos amigas de infância instantâneas. Melhor: no dia seguinte era aniversário dela!

Sobre os convivas, posso dizer que Álvaro é uma potência das pistas! Durante nosso papo descobri que não tinha lugar que ele não conhecesse, não tivesse ido e não desse indicações. Sensacional. Ou melhor, ele nunca ido na The Maze. Rá, eu não só já fui como vou organizar uma ida da galera. Álvaro é boa companhia pra samba, jazz, rock, funk ou pra simplesmente encher a cara em um boteco qualquer. Gisele ficou toda animada pra partir pra pista conosco, mas sumiu. Já Andréa é quase uma locomotiva. Da festa ia pro funk e tá em todas.
Se bem que novembro não ficou muito atrás...

Carrie, Dona Mendonça, Pati Linden, Katilene... muitos aniversariantes estranhos mês passado. Pensando bem, eu que conheço gente maluca demais.
Aniversariantes do mês

Hoje foi aniversário do meu amigo O Gordo e da minha prima Emily (infelizmente lembrei que do meu falecido também). Amanhã é de Nandap e Marita. Dia 10, Eugenia. 22, Pedro, e 23, O Orientador. Daniel Oiticica faz dia 29. Cheguei a conclusão que dezembro é o mês com mais aniversário de gente maluca. Só no dia 2 nasceram Biza e Alexandre!

Aliás, que mau gosto fazer aniversário em dezembro. Já não bastam todas a festas de fim de ano, confraternizações e feriados? Pior mesmo só fazer aniversário no carnaval, que nem eu....
Correspondência estranha

Soube que amigo meu, biba extraviada no estrangeiro (ele disse que ia embora porque tinham acabado os viados no Rio, ele já tinha pego todos), foi visto dando pinta em Sampa. Escrevi perguntando se viria ao Rio.

- nao meu bem, dei uma passada em sao paulo a trabalho na semana passada mas nao fui ao Rio... chego dia 26 meu amor e ja vamos bater buceta!!! mmmmmmmm
- eba, bateremos boceta! Vai passar o ano novo aqui? Que delícia.
- vou passar ano novo, janeiro e carnaval!!!!! upapppppp! cheio de bateção de bOOceta...
- Bocetearemos, eu vc e Isabelouca!
- mas sem modess.
- nem tampax. Nada de boceta arrolhada.
- mas nao vai ter nem um pintinho pra eu me divertir? gosto de buceta nao!

Tadinho, sabia que ele não ia dar conta dessa boceteação. Sempre que me vê pelada ele faz cara de nojo e sai correndo gritando "Buceta! Disgusting!"
Diálogos

Amiga cautelosa e Biba Sábia conversavam. Ela tava pegando um caboclo, mas tava meio bolada porque ele era, digamos assim, cafona.

- Ele é muito gostoso, mas também é muito cafona. Foda.
- Não tem problema, esses a gente tira a roupa bem rápido e aproveita, depois sai correndo antes que ele se vista de novo.

***********

Outra amiga, separada há alguns meses, comenta sua nova fase. Ela tá entrando no estágio da superação.

- Fiquei pensando nele e me deu um entojo, sabe? Olha, não vou dizer que não sinto saudade. Sinto sim, sinto saudade, sinto falta da vida que a gente tinha, mas não sinto falta de falar no MSN, não sinto vontade de ligar pra saber como tá, na verdade nem sinto vontade de ver. Ao mesmo tempo dá uma raiva de tudo e um entojo. Comecei a lembrar como ele era e em tudo que aconteceu e deu um entojo. Sinto uma mistura de saudade, raiva e entojo. Você entende?
- Ô se entendo. A gente vê com clareza os defeitos, sente raiva por ter se apegado a um ser daquele naipe e sente uma saudade que nem sabe bem de que....

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Relatório da repartição

Mendonça me manda relatórios diários das esquisitices da repartição. Tudo arquivado pro nosso livro de memórias barnabéicas.
Amarela

A sala da minha casa agora é amarela. Nâo tenho opinião formada sobre isso.
Malvada

Tenho cinco páginas de word com posts prontos, mas não vou publicar nenhuminha. Não hoje. É que as histórias são interligadas e quero publicar tudo de uma vez. Ia terminar, mas abri minha caixa postal... 93 mensagens no hotmail. Estragou tudo.
Festa de Aniversário deo HTP

Como todos sabem, dia 30 de janeiro o HTP completa 6 aninhos de pura travessura e vamos comemorar com o já tradicional chope com os leitores.

Aviso: é a quarta-feira antes do carnaval, mas o balacobaco está confirmado.
Chata

É, é isso mesmo, sou chata.
Aceito convites

Não precisam ficar com medo, amanhã meu humor já melhorou.
Pouca sorte

Minhas férias não estão saindo como o planejado. Quase não faz sol. Quando o tempo abre ou já é tarde demais pra eu ir pra praia ou tenho compromisso, como hoje.

Não fui ao cinema, não visitei meus amigos, não saí pra dançar. Tá, eu bebi e comi. Também engordei como uma porca.

Pra piorar, minha viagem pra SP mixou. Acho que só depois do carnaval.
Mau humor

Estou num mau humor daqueles. Meus olhinhos brilham de raiva e rancor, ou como diria Nara Frango, tô sem o jota de jesus no coração. Nem me olha!