domingo, 26 de julho de 2009

Relatório de pista: sábado feliz

Ia numa festa de supostamente música brasileira, soul e rock com pitadas de música latina. Marquei, como sempre, na Casa da Cachaça, nosso ponto de encontro pra pista. Depois de várias cervejas e histórias sobre os palhaços que atualmente animam nossos picadeiros, partimos. O taxista nos levou pro lugar errado, devia ser um sinal de que não devíamos ir, mas não entendemos. Ao chegar já vimos logo alguma coisa tava errada: a skol latinha pequena custava R$ 2,50 no camelô que abastecia a fila! Nisso começamos a observar a frequência. A média de idade da fila devia ser de 17 anos, todos bizarrinhos barbudinhos maltrapilhos, vários de coque. As moças todas com vestidos de brechó, cachecóis e roupas sobrepostas. Eu e minha amiga semi-bêbadas já rindo. Daí observamos a música que vinha das janelas do casarão. Parecia realmente bailinho de adolescente. Começamos a pensar quais seriam nossas alternativas quando sai uma briga! Um barbudinho e um moço de alto, magro e trajando boina se estapeavam e uma moça tentava impedir a contenda. Foi a senha. Gargalhamos e nos jogamos no táxi.

Agora sim, uma viagem auspiciosa. Comentamos com o taxista que távamos vazando porque só tinha adolescente na fila. "Ih, eu nem reparei, mas também, pensei que vocês eram adolescente" e gargalhou acendendo a luz pra nos olhar.

Adivinha pra onde fomos? Pra nossa segunda casa, a Casa da Matriz. Nosso nível alcoólico nos permitiu filosofar sobre o assunto no caminho. Segundo minha amiga, a Casa da Matriz, aquele cafofo sórdido de Botafogo é que nem a Renner. Você até queria algo diferente, talvez melhor, talvez mais na moda, talvez alternativo, uma outra proposta, mas roda, roda e acaba lá: é o básico. Papo de bêbada.

Entramos animadíssimas e nem conseguíamos conter nossos sorrisos. Realmente, pode estar bom ou estar ruim, pode ser qualquer dia da semana, qualquer festa ou DJ. Na Matriz a gente sempre tá em casa, se sente bem e à vontade. Dançamos, subimos e descemos aquela escada incontáveis vezes, rodamos por todos os ambientes (até o fumódromo, pois não esqueci meu maço de Marlborão e meu isqueirinho paulistano), fizemos amizades, presenciamos momentos O mundo é estranho, encontramos amigos. Foi uma noite ótima, quase perfeita!

2 comentários:

Carrie, a Estranha disse...

AhahahahahahahaHAHAHAHAHAHA!! Casa da matriz é q nema Renner!!!! HAHAHAHAHAHAHA...pior é que é...HAHAHAHAHA

Roberta disse...

Saudade de ferver contigo na pista, safada!