quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Curiosidade

Vocês gostaram da "interface atualizada do blogger"? Sou uma mulher conservadora, fiquei confusa.

Blogueira carente

Saudade do tempo que eu tinha leitores comentaristas.

Fáxion

Ostento, no dedo anular esquerdo, o anel em forma de gato com o qual O Orientador me presenteou.

Lá vem ela...

A ansiedade tá subindo, já tô começando a sentir o coração acelerado e não consigo me concentrar em nada. Merda.

Por falar em leituras

Estou lendo a monografia Suburbanistas: interações do subúrbio com o samba no Rio de Janeiro, do Saulo Gomes Rocha, orientando de O Orientador. Em nível de professora e pesquisadora do CAC, sexta-feira vou participar da banca dele.

Personare sabe tudo, sempre!

Acabei de ler meu trânsito astrológico: Mercúrio na casa 4. É muito grande, daí não vou postar, mas acertou em tudo:
fase de recolhimento e de silêncio, e você sentirá esta necessidade em sua alma, portanto convém respeitá-la;
bom período para leituras dentro de casa;
estimula pequenas mudanças em sua própria residência, como reformas, por exemplo Você deve buscar, neste momento, formas de relaxar em família, caso contrário poderá sentir que ela (a família) lhe sufoca;
que coisas poderiam ou deveriam ser mudadas dentro de casa? E o que dizer do orçamento doméstico?;
fase propícia para movimentos de mudança doméstica, ou mesmo para fazer pequenas reformas no lar.

Tudo que eu queria era ajeitar o que me incomoda dentro de casa, ligar o ar condicionado e ler um pouco. Depois sair pra tomar cerveja com Namorado na Casa da Cachaça vendo o povo e seus costumes passarem pela Avenida Mem de Sá.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Bienal do Livro

Em nível de autora, tenho uma falação na quinta-feira (1/9) às 14h, na luxuosa companhia de A Lôra e O Orientador.

A vida é bela

Não disse que tudo ia começar a se resolver hoje? Rá!

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Ansiedade, teu nome é Roberta

Tá díficil, mas acho que amanhã resolvo ou encaminho a solução de tudo.

Twitterfeed

Esqueço que os posts são replicados no twitter. Há pouco vi que Narinha tinha retuitado o do fumo e tomei um susto, daí lembrei do feed. Narinha é a melhor.

Outro dia, outra amiga questionou minha etiqueta no twitter, pois segundo ela, não sou interativa, não retuíto ou respondo. Eu nem lembrava que tinha um twitter, na verdade, não uso. Ele é alimentado exclusivamente por robozinhos. Não se ofenda se eu não te retuitar, tá?

Ah, mas para não parecer muito arrogante, configurei pra receber e-mails quando me citam, retuítam ou respondem, assim posso ir lá pelo menos dizer um "valeuz".

Pré-surto

Tô tão acelerada que sequer consigo ler apenas um texto inteiro de cada vez. Fico alternando as janelas porque me entedio a cada parágrafo, isso lendo coisas de meu interesse.

Hoje é o Dia Nacional de Combate ao Fumo

Foda-se. Várias das pessoas mais legais que conheço são fumantes e algumas das mais chatas ou simplórias são antitabagistas. Nem fumo, mas sou a favor da liberdade de escolha, aliás, sou a favor da liberdade sempre. Quem quiser fumar, que fume.

Burra

Deve ser o sono, tô meio burra. As palavras tão fugindo, tá difícil escrever. Sei que há uma palavra melhor pra quase tudo que digo, mas não lembro qual. Saco.

Confissão

Queria ficar horas blogando destilando ódeio e rancor, até desfalecer e dormir.

Café!

Palhares acaba de fazer um excelente café. Alguma alegria na minha combalida alminha.

Outro bom motivo para odiar

Tava esvaziando minha caixa postal e odiei mais um pouco. Odeio pessoas que mandam e-mail pra um monte de gente com os endereços aparentes, mas odeio mais ainda quem responde para todos. Daí há negócio de uma semana recebi um e-mail de uma pessoa meio sem noção contando uma novidade para os amigos. Tá, tudo bem, vá lá. Só que até hoje pipocam de mensagens de "parabéns, deus te abençoe". E eu com isso? Não sabe responder apenas para o emissor da mensagem original? Claro que não sabe, é um idiota que leva uma semana pra responder "parabéns, deus te abençoe", que bom senso eu poderia esperar de alguém que profere uma frase tão banal, para não dizer idiota?

Tem uma outra modalidade. Na repartição onde trabalho é comum receber e-mail de algum assessor pedindo pra divulgar alguma bosta. Tudo bem também, é o trabalho dele. Envia o e-mail para todos os jornalistas da repartição pedindo que cada um divulgue no seu muquifo. Eu não divulgo merda nenhuma, mas entendo. É justo. O que não é justo e me dá ódio são os 58 imbecis que ficam uma semana respondendo para todos "divulgado na casa do caralho", "divulgado no cu da minha mãe", "divulgado na puta que me pariu". Foda-se, não tô interessada. Só o emissor da mensagem e divulgador da bosta tem interesse nesta informação.

Odeio pessoas que me enviam e-mails desnecessários.

PS. Odiaremos as pessoas que enviam piadas em post posterior.

Hoje é um bom dia para odiar

É uma segunda-feira de sol, um dia bonito, mas é uma segunda-feira, né? Acordei cedo e tomei toco do médico. Tô com dor de cabeça e saco cheio. Tô com sono, muito sono. Tô cansada e com sono.

Então vamos odiar? Sempre dá um gás na vida destilar ódio pelo que nos cerca. Pois é, eu odeio que me digam "você não tem motivo para se sentir assim". Odeio. Quem sabe dos meus sentimentos e motivos sou eu. Ontem eu me destraí e caí na idiotice de falar a verdade para a minha mãe. Ela tava me atormentando sobre "por que vc tá com essa cara triste? tô te achando tão triste". Eu ouvi "Ah, minha filha, vc não tem motivo para se sentir assim, vc é uma moça tão bláblablá....". Se ela não me dá direito de sentir o que eu sinto, pra que me pergunta como em sinto? Ok, ela é mãe, não tá interessada em quem eu sou ou como me sinto, só espera de mim que eu corresponda à fantasia dela de filha feliz e perfeita, pra ela se sentir uma ótima mãe.

Pra começar bem a semana

Eu tinha uma consulta médica às 8h30. Pelo menos era perto de casa. Às 8h23 tocou meu celular: era a recepcionista avisando que o médico tinha tido um imprevisto e não ia trabalhar hoje. Encheu o pote no domingo, né dotô?

domingo, 28 de agosto de 2011

Fui

Agora vou me arrumar que Namorado tá chegando.

Pra encerrar o assunto

Nunca tinha assistido uma luta de MMA até hoje. Foi a primeira e última vez. Meu estômago ainda tá revirado de ver o monstrengo com voz de gás hélio espancando o japa caído. Ainda que seja consensual, que ambos estejam ali pra isso, é repugnante.

Liguei a TV porque fiquei curiosa, depois da pesquisa que fiz, com os números. Queria ver o que era esse troço que movimenta tanta gente e tanta grana. Preferia ter continuado sem saber.

Mas sabem o que foi o melhor do UFC? Os comentários dos meusamigos no Facebook. Me diverti horrores acompanhando. Por mais estranho que possa parecer, quase todo mundo tava assistindo e comentando. Umas achavam bizarro, outras faziam patrulhamento estético e ainda havia as que cobiçavam os lutadores. Muito bom. Eu andava de bode do Face, meio cansada. Me reanimou.

Ah, e também foi bom porque me valeu assunto pra vários posts!

Meu mundo depois do UFC

Terminou o UFC. Confesso que levantei e fui pra frente da TV ver o finalzinho. Assisti o monstrengo do Anderson Silva espacando o japa caído. Ainda que seja consentido, é repugnante. Minha noção de grotesco tomou outra dimensão.

sábado, 27 de agosto de 2011

Reflexão

Como disse Palhares, meu sábio chefinho, "são uns sádicos pervertidos, mas pelo menos se espancam entre si. Pior são os rodeios, onde torturam animais". É, é verdade.

O mundo estranho do UFC

Ou O UFC e eu

Esta semana recebi um e-mail de uma amiga me oferecendo o repasse de um frila que ela não poderia pegar: "vc se anima em fazer uma materia sobre o Shogun, o evento de MMA, artes marciais mistas, ai no Rio? Evento de 90 milhoes de reais, vai ser visto por meio bilhao de pessoas".

Era pra uma revista de circulação nacional e a matéria seria veiculada no site no domingo e em 3 páginas no impresso. Como escrevo até sobre velório, topei de imediato. Em seguida joguei no google "Shogun MMA Rio de Janeiro" e descobri que se tratava do UFC e Shogun era um dos lutadores. Dei uma gargalhada nervosa quando vi que era no HSBC Arena, na Barra da Tijuca, e não no Aterro do Flamengo como ela havia dito inicialmente. Lembrei vagamente de ter visto um outdoor sobre tal evento.

Claro que eu já tinha ouvido falar e até visto em TV de bar, mas pra ser sincera, não tinha ligado o nome à pessoa. É que em nível de pessoa chata, não aprecio esportes em geral e lutas em especial, muito menos torneios de "artes marciais mistas". Lembro de, certa feita, ter pedido a conta e ido embora do Mas será o Benedito porque uma mega televisão exibia tal bizarrice bem na minha frente.

Mas como sou jornalista, gosto de escrever e adoro esquisitice, comecei a ler tudo sobre o tal do UFC, achei sádico e doente e fiquei pilhadíssima pra fazer a matéria. Seria algo meio comportamento, com descrição crítica leiga do clima do evento, das lutas e lutadores, com conversas com os frequentadores animados e aficionados. Imagina? Ia ser uma delíica, totalmente no clima OMEE. Ivagina o mau humor que eu ia ficar? E o rescaldo impublicável que eu postaria aqui depois de enviar a matéria? Uia!

Super pilhei.

Daí liguei pra assessoria de imprensa do eveinto, pra saber de negócio de credenciamento. Humpf. Foi feito "pelo pessoal dos EUA" e encerrou em 15 de julho. Oi?

- Mas só euzinha, quieta, só observando num cantinho num vai estourar a lotação.
- Não dá, demos prioridade para esportes e celebridades.

Ah, então tá, né?
Pra cê vê, a coletiva de imprensa ia ser transmitida ao vivo pela TV. Oi?

Liguei pro editor e expliquei a situação. Que não adiantava nem eles quererem comprar um ingresso pra mim, porque tava tudo esgotado há séculos. Tem muito tarado no mundo, sabe? Sugeri ir na entrada entrevistar os pervertidos, digo, o público. Assistiria pela TV e faria a matéria, gongando, inclusive, a babaquice do credenciamento.

O editor disse que ia ligar ele mesmo pra lá no dia seguinte e desenrolar, afinal, contava com o peso da publicação.

Bingo.

No dia seguinte ele ligou e bateu boca com a assessora. A matéria caiu, mas não minha curiosidade sobre o tal do UFC. Confesso que acho totalmente desinteressante e chato em nível de eveinto ou esporte, mas acho superinteressante enquanto esquisitice. Tá, na verdade não tenho saco pra ver. A TV tá ligada e tô meio que ouvindo enquanto blogo e leio outras coisas. Confesso, de novo, fiquei com dor de corno por não fazer a matéria. Ia ser bom pra caralho.

O mundo é estranho

E eu tô assistindo o UFC na Rede TV.

Sim, ando sumida

Dizem por aí que ando fazendo a Greta Garbo. Nem tanto. Realmente tenho saído muito pouco, mas além de uma vibe mais intimista, temos a questão financeira. Enquanto compradora de um apartamento na planta que está para ser entregue (leia-se estou pagando altas prestações finais) eu quebrei, fali, não tenho um puto no bolso. Chefinho Palhares diz que é pinta, porque sou é uma proprietária. Então tá, mas olha lá meu saldo na conta corrente pra tu ver o que é bom.

Bom, mas sei que a pindaíba não é justificativa pra não blogar. Ao contrário, já que pouco saio de casa. Ah, sei lá, sabe? Preguiça. Tenho curtido ficar deitada com a cortina fechada olhando para o teto. Sou adepta da observação de teto há muitos anos.

Mas animem-se! minha ausência não quer dizer que deixei de observar o mundo estranho. Tenho uma meia dúzia de três ou quatro boas histórias para narrar.

Ah, sim. É noite de sábado e estou em casa. É que sou proprietária, sabe? Humpf.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Hoje é sexta-feira, mas também é segunda

Houve paralisação na repartição quarta e quinta-feira. Estamos todos divididos entre o desconforto de uma segunda-feira e a ansiedade de uma sexta.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Saco cheio

Mas muito cheio mesmo. Ainda bem que é sexta-feira e amanhã posso dormir em paz.

Gentem!

Fiquei uma semana sem blogar? Como sobrevivi?

A vida é bela

Não importam os problemas, a vida sempre é bela numa sexta-feira de sol. Principalmente com uma xícara de café fumegante entre mim e a tela do computador. Não importa se estou na repartição e não tenho dinheiro pra viajar, a vida é bela.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

A vida é bela

Especialmente numa sexta-feira ensolarada.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Atualização

Não disse que hoje estou com sorte? A Nivea me respondeu que vai trocar meu desodorante, a Unimed me mandou os comprovantes que preciso e hoje espero resolver até minha pendência com a Claro. Quem sabe, num arroubo de generosidade do universo, talvez fruto de uma conjunção astral favorável, eu consiga um aparelho novo para substituir o que afoguei no aniversário da Nara?

A vida é bela, apesar de difícil.

Conselho

Sei que você não me perguntou nada e conselho, se fosse bom seria vendido. Mas sou uma mulher generosa, então vou falar. Tô feliz, mas é bom me deixar quieta. Pelo sim, pelo não, não abusa da sorte, não me enche o saco.

A vida é bela

Hoje tô com um ódio latente, que me causa uma certa sensação de ansiedade, uma certa palpitação e mal estar mental, um neuvoso, sabe? Talvez eu esteja exalando ódio pelos poros, não sei. Na verdade, acho isso até corriqueiro e não necessariamente digno de nota. Sabe do que é mais interessante? Eu tô quase feliz. Tô num estado meio catártico que não sei se toco fogo na repartição, se mordo e bato em quem passar no meu caminho ou se simplesmente compro um Chicabon e sento num banquinho pra saborear olhando o céu azul. Ah, sim, o tempo abriu e tá sol.

Acho que vou almoçar e chupar um Chicabon. Lembram do "nem bem ficou viúva e já tá chupando Chicabon" de Nelson Rodrigues? Pois é. Tô assim.

Uma pessoa melhor

Dia desses tava conversando com a Lôra e comentei alguma coisa que eu havia mudado na minha vida ou na minha visão de mundo ou nas minhas aspirações, sei lá. Na verdade, não lembro o que disse, mas fiquei chocada com o comentário dela, que exultante exclamou "Ai, amiga, você está se tornando uma pessoa melhor". Na hora não entendi muito bem, mas fiquei pensando nisso.

Bom, pra começar, não sei quem tem o carimbo de "pessoa melhor" ou "pessoa pior", mas nem é esse o problema. O negócio é que não estou interessada em me tornar uma pessoa melhor. Eu quero é ser mais feliz.

Ainda não tenho opinião formada se me tornar uma "pessoa melhor" me faz "uma pessoa mais feliz".

Refletuda

Hoje tô pensando muito, sabe? Tô num fervo reflexivo incrível.

Fiquei pensando em mim, na minha personalidade, aspirações, visão de mundo. Sim, eu sou uma pessoa que odeia e tem mau humor. Sim, gosto de ser assim. Só sou assim porque penso e tenho senso crítico. Não é errado e não paga imposto ser chata. Na verdade, sou mais que chata, sou escrota e não tô nem aí. Mentira, tô aí sim, gosto de ser assim, tenho orgulho de mim mesma e não tenho a menor intenção de tentar mudar.

Meu nome é Roberta Carvalho e tenho muito orgulho de quem sou.

Sei que é meio óbvio o que estou falando, se eu quisesse ser de outra maneira... seria. Todo mundo acha que a maneira como pensa é a "correta" ou, no mínimo, a mais adequada. Mas é que tô precisando me lembrar que sou exatamente quem eu queria ser.

Aviso

Se o computador disser mais uma vez que quer reiniciar pra instalar um caralho qualquer vou jogá-lo no chão e não tenho nenhuma culpa a respeito disso.

Reflexões

Hoje, após ir a três farmácias bunda, finalmente encontrei meu Dove Invisible Dry pra lá da Praça da Cruz Vermelha. Eu havia acordado determinada a manter o bom humor e até fiquei feliz por não ter que andar mais ainda e estar em frente ao ponto de ônibus. Olha que sorte, lá vem o 362 xexelento e fedido! Nem vou esperar muito em companhia da choldra.

Sabe, chamo carinhosamente o coletivo que me leva à repartição de "bonde do hospital". É que nas imediações Praça da Cruz Vermelha existem uns quatro hospitais e ele ainda para em mais uns dois pelo caminho. O horário que pego coincide justamente com o que os velhos psicopatas que madrugam nos hospitais já estão saindo. Às vezes vão conversando sobre doenças e remédios durante o trajeto e, não raro, brigam pra dar uma animada na vida. Manjou? Pois é, delícia.

Normalmente entro no ônibus antes, mas hoje chafurdei no fervo do ponto da praça. Como sou moça phyna, deixei aquela gente suja, maltrapilha e mal educada entrar primeiro. Continuava com sorte, consegui um lugar na janela do banco alto. Me acomodei e aspergi meu desodorante nas axilas. Ninguém reparou. Se reparasse também eu educadamente diria "tá olhando o que, porra?", mas não foi necessário.

A viagem tava quase tediosa, não tinha ninguém fedendo, cantando ou brigando. Eu até podia pensar na vida ou fazer mentalmente a lista de tarefas do dia ou de compras. Tava, podia. Quando parou no pronto mais próximo da Rodoviária Novo Rio fui abruptamente resgatada dos meus pensamentos por um alarido, sabe aquele falatório de gente mal educada? Pois é. Olhei e enquanto dois rapazes negros fortões subiam várias malas, sacolas, caixas e até um carrinho de bebê pela porta traseira (que hoje em dia é no meio do ônibus) o restante da família entrava se acotovelando e reclamando. Não contei, mas vi uma senhora, a matriarca que coordenava a ação, duas mulheres, uma matilha de crionças e até o tal bebê provavelmente usuário do carrinho. Como obviamente não havia lugares próximos para todos, se esparalharam pelo ônibus, enquanto os dois homens "arrumavam" a tranqueira naquele espaço reservado eventual passageiro cadeirante. Acomodados (ou nem tanto), discutiam sei lá o que entre si e nos seus celulares.

Fiquei pensando se vinham de viagem e andaram da rodoviária até ali ou se estavam fazendo a mudança de ônibus. Sabe, nem odiei eles, até me compadeci. Em outros dias teria fantasiado matar todos com as próprias mãos, começando - obviamente - pelas crianças, para que seus pais soubessem que elas tavam morrendo por culpa deles, por eles serem mal educados e terem me incomodado. A última a morrer seria a matriarca. Talvez, já cansada ou pela proximidade do ponto onde desço, eu até desse a ela uma morte rápida. Isso seria o normal e o justo, afinal, não mato ninguém mas tenho todo direito de fantasiar matar quem eu quiser e bem entender, com quaisquer requintes de crueldade e quantas vezes por dia eu quiser. Não é errado ser assim e não aumenta a alíquota do imposto de renda. Seria justo e normal, mas hoje nem pensei nisso. Pensei apenas que deve ser uma merda fazer mudança de ônibus.

Depois fiquei pensando na esquisitice da minha conclusão, reparando em tudo e pensando apenas "que merda". Sabe, eles tão no lugar deles. Fazem mudança de ônibus e não acham nada de mais, apenas talvez um pouco cansativo. A "errada" sou eu, eu que não tinha que estar naquele coletivo partilhando o cotidiano com eles. A fodida nesta história sou eu, que trabalho num matagal incrustado num mar de favelas na putaquiupariu, onde se tem acesso pr meio de coletivos imundos. Eu que tenho que mudar de emprego. Eu que tenho que mudar minha vida.

Pouca sorte

Domingo passado estava a caminho da casa da minha mãe quando minha irmã ligou. A bruta pediu pra eu levar farinha, pois a farofa tinha ficado salgada. Tudo bem, parei no Prix do Largo do Verdun e peguei um pacote de meio quilo de Tipiti. No caminho pro caixa passei pelo corredor do material de higiene pessoal e lembrei que meu desodorante tava acabando. Olhei as prateleiras em busca do Dove Invisible Dry e me deparei com um Nivea Invisible for Black&White. O frasco tinha uma etiqueta onde se lia "novo" pregada na tampa. Lançamentos sempre me emocionam, resolvi experimentar.

A-d-e-v-i-n-h-a? Veio sem a válvula, não posso usar.

Ontem terminou o frasco de Dove. Hoje de manhã tive que passar em uma farmácia para comprar outro antes de ir para o trabalho. Coloquei o desodorante sentada no banco alto do ônibus. Acho que meus companheiros de coletivo não se importaram, mas também não me importo com eles. Já meus cálega de repartição não merecem cumprir expediente com alguém sem desodorante.

Já enviei um e-mail para a Nivea avisando que espero sinceramente que eles troquem o produto.

Ah, comprei a farinha errada também. Ela queria torrada e levei branca.

Confissão

De uns tempos pra cá, depois que fiquei maluca, fiquei também medrosa. Confesso que fico olhando pros e-mails na minha caixa postal e não tenho coragem de abrir.

Sabe o que eu queria?

Tudo que eu queria da vida hoje era um show do Zeca Baleiro.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Dor de cabeça, teu nome é Roberta

Acordei com dor de cabeça, passei o dia inteiro e tô indo dormir com ela. Tudo bem, amanhã é um novo dia e ainda por cima é sexta-feira!

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Não resolveu nada

Liguei agora. Meu Unimed Beta não cobre as aplicações (vulgo escleroterapia), ele pediu 6 pra começar e cada uma custa R$ 180. Saco. Já pago plano de saúde, não quero pagar nada "por fora", acho um absurdo. Tá, já sei que tenho que trocar meu Unimed pra um mais caro. Saco duplo.

Enroladíssima

Mas hoje é segunda-feira, primeiro dia do mês e os compromissos me perseguem. Tô cansada, menstruada, com sono e cólica, mas tive que ir a 2 bancos antes da repartição, tenho trabalho acumulado pra caralho, pendência do apê novo pra resolver, médicos pra ir. Ai, cansei. Quero não.

Ah, e preciso fazer um monte de posts, andei refletindo sobre tanta coisa que quero partilhar...

Relatório

Passei o fim de semana sem ligar o computador. Delícia. Fora esta conquista, nada palpitante. Foram dias tranquilos e gostosos. Surrasco no Grajaú, exposição no CCBB, sambinha e cerveja em Santa Teresa, fora dormir e beijar na boca. A vida é bela.