segunda-feira, 25 de julho de 2005
Parece que todos os meus amigos que moram fora do Rio resolveram vir de férias ao mesmo tempo. Logo em julho? Pq essa gente não vem pra aproveitar o verão?
Sábado almocei com Marcele, que mora em Porto Seguro. Fomos eu e Ana, ainda apareceram lá o Nando, a Luciene e a Wanda.
Domingo fui na casa do Dirceu, um amigo da minha família que há muitos anos mudou pro Paraná. Ele era o melhor amigo do meu pai. Falando assim pode parecer uma coisa chata. Nada, a família dele é divertidíssima e a tarde foi ótima.
Agora tenho que agendar uma visita à Marianne, que mora na Alemanha e chegou no sábado. Ela é mais complicada ainda pq fica na casa da mãe em Niterói. Só falta a Valquiria, que mora nos EUA, resolver dar pinta tb.
quarta-feira, 20 de julho de 2005
Conteudo do seu blog pode ir para o espaço
Para quem acha que ter leitores na Terra nao é o bastante, a empresa MindComet lançou o serviço BloginSpace aqui. Os blogueiros podem mandar seu conteudo para o espaço, via satelite, para uma potencial leitura por extraterrestres. É de graça. Basta indicar a url do blog ou do feed de RSS. A empresa pede apenas que se tome cuidado "com a linguagem e o conteudo" para "nao provocar os vizinhos alienígenas" (!). Outro serviço mais terreno da MindComet é o BlogStar, que se propoe a promover contatos entre blogs influentes e anunciantes potenciais. Dica do Adland. 20/07
segunda-feira, 18 de julho de 2005
Uma leitora deixou um scrap no meu orkut com um link.
Fui lá e era uma comunidade "Odeio cara de cu" (ou coisa que o valha). A primeira impressão era de que alguém tivesse postado o link do meu álbum de fotos dizendo que eu era a maior cara de cu do Orkut. "Uhu, eu sou uma estrela", pensei. Já tava exultante com os posts que isso renderia.
Aí descobri que é um link malicioso que sempre leva pro álbum de fotos de quem clica. Sacanagem. Pensei que ia ficar muito mais famosa.
sexta-feira, 15 de julho de 2005
Parece que esse fim de semana vai rolar um Encontro Nacional de Blogueiros no Rio de Janeiro.
Montaram até uma comunidade no Orkut! Recebi uns mails, confirmei presença, mas de repente todomundo sumiu. Uma menina de SP me escreveu, parece que já tinham chegado alguns blogueiros. Bom, como sumiram eu tinha esquecido e já marquei outras coisas. Depois me contem como foi.
terça-feira, 12 de julho de 2005
Quem é escrota aqui?
O marido de uma amiga minha ficou me chamando de escrotinha. Essas minhas amigas arrumam uns maridos mal educados, né? E eu que tava toda mulherzinha com um broche de pedrinhas na gola da blusa!
Mas não vou me ofender. Mais tarde, mais bêbado, ele confessou que ouve vozes. Sim, disse que qndo está dirigindo sozinho ouve sussuros e já teve até que parar o carro. Aha! e desde quando um esquizofrênico tem moral pra me chamar de escrotinha? Vai se fuder com seus amigos imaginários! Ele esclareceu quenão vê visage não não, só ouve uma rapaziada.
Mas acho que o ponto alto da noite foi a galera confessando que ouve vozes. Uns disseram que falam sozinhos, outros observam diálogos e outros apenas recebem instruções. O mundo é estranho, mas eu não ouço vozes!
Foi divertido, mas tô morrendo de sono hoje. Fechamos um bar, depois fechamos outro.
Bebi muito (para quem não tem vesícula) e hoje acordei morrendo de dor de cabeça. Ressaca, ressaca, ressaca. Quero dormir. Sou uma jovem senhora e não tenho mais idade pra ir dormir às 4h da manhã e ir trabalhar no dia seguinte.
Tinha bastante gente, uns eu nem vi pq cheguei meio tarde. Narinha encomendou uma torta de chocolate (tão generosa, ela nem gosta de chocolate, mas sabe que todos adoram) e ganhei o primeiro pedaço. Ha! Eu era a amiga mais antiga presente. Ainda bem que a Elisa já tinha ido embora, elas são amigas desde a adolescência.
Tô comendo um kibe. Não gosto de kibe, mas tinha esquecido e comprei um.
Na verdade gosto do cheiro do kibe, mas do gosto. Aí sinto aquele cheirinho de kibe fresquinho e não resisto. Só que na primeira mordida me arrependo.
Sei que deve ser bom, todo mundo gosta de kibe, mas sei lá. Não gosto muito. Acho que tem gosto de queimado.
segunda-feira, 11 de julho de 2005
Hj minha amiga completa não sei quantos trinta e poucos anos. Daqui a pouco vou tomar um chope com ela pra comemorar. Todo ano passo um frio horroroso no aniversário da garotona, hj vim preparada, tô cheia de casacos.
domingo, 10 de julho de 2005
Domingo chuvoso. Eu deveria estar estudando, mas não tava conseguindo me concentrar. Estou empânico com a dissertação, mas sempre que fico muito nervosa lembro que no final tudo vai dar certo. Aí fico apenas ansiosa que chegue logo no final. Quero fazer uma tatuagem comemorativa do fim do mestrado.
sexta-feira, 8 de julho de 2005
Um amigo meu me escreveu contando um mico que pagou, não entendi pq a confissão, mas me adorei. Tá, sei que é indiscrição, mas não resisto.
Quanto às minhas gafes tenho uma antiga: um amigo tava deprimido e disse que tava tomando florais de bach. Aí o mané aqui vai e responde: "Bach era mesmo um grande compositor!"
O café da manhã tava ruim, mas comi pq tava com fome.
Aí não deu tempo de almoçar, fui comer um salgado na cantina do meu trabalho. Sabe quando colocam o troço no forno muito quente e ele fica quase queimado por fora e cru por dentro? Pois é. Joguei fora e fiquei enjoada. Depois tentei comer um sanduíche, tb tava uma merda. Bebi café e tava fraco. Comi um mamão e tava amargo. Espero comer coisas gostosas hoje à noite.
Quarta-feira, dia 6, foi aniversário do meu amigo Vicente Magno. Eu sabia que era aniversário dele e até fiquei pensando qual seria o melhor horário pra ligar. Não mandei cartãozinho virtual pq queria telefonar pra dar parabéns, afinal ele sempre liga no meu aniversário.
Tava toda enrolada e mandei logo um mail com parabéns pra ligar mais tarde, com calma pra conversar. Ele responde "sabia que vc ia esquecer". Como assim? eu não escrevi?. "Foi ontem". Puta que pariu! Já era quinta, dia 7.
Mas pôxa, não esqueci do aniversário, esqueci qndo era dia 6.
terça-feira, 5 de julho de 2005
Fiquei sabendo por acaso. Tava saindo da Uerj e encontrei um amigo do 9º andar. Entre risos ele disse "Fiquei sabendo que vc tá namorando a Isabella, quando vcs forem transar vcs me deixam olhar?". Entendi nada e o mandei tomar no cu. No dia seguinte Isa me ligou dizendo que foi pro bar e todos ficaram enchendo o saco dela com a mesma história, rindo e pedindo pra ver a gente se beijar. Ok, então é assim, né?
No dia seguinte marquei com ela no bar. Cheguei primeiro. Quando ela chegou não havia mais lugar na mesa.
– Ih, vou pegar uma cadeira.
– Que nada amor, senta aqui no meu colo – falei.
Space Cake, um dos que estava nos sacaneando com a história, levantou e pegou a cadeira pra Isa. Na hora de pagar a conta eu disse pra Isa "deixa que eu pago" e pros babacas me olhando "eu banco minha mulher". A Isa completou "vc cuida tão bem de mim". Eles ficaram putinhos, fizeram muxoxos e mandaram a gente parar de babaquice. Ué, babaquice?
– Pára, já perdeu a graça.
– O que que perdeu a graça? Nosso amor está só começando.
– Ah, é? Então se vcs estão namorando mesmo dá um beijo aí pra gente ver.
– Não preciso provar nada pra vcs e o nosso amor é bonito demais pra ficar sendo exposto no bar.
Falei tudo em tom de deboche e eles nos mandaram tomar no cu e se fuder. Machistas, machistas, machistas. Palhaços, palhaços, palhaços. Gostam de fumar maconha e encher a cara com a gente, mas se ofendem se suas convicções de machos são ameaçadas. O mundo é estranho. Falei "vambôra, amor", peguei Isabella pela mão e saímos rindo deles.
No dia seguinte um deles me procurou e pediu pra paramos com a palhaçada. Quem fez palhaçada? Pára tu então, palhaço.
Se Isabella resolvesse colaborar no HTP íamos ter histórias pra um ano inteiro. Antes de casar com Andrew, que é um palhacinho superfofo, ela tinha um talento sensacional pra acha palhaços da pior estirpe.
Nos tempos de faculdade ela "namorou" um ogro emérito, não vou nomear o bruto (nomes completos só no meu livro de memórias, mas esse vcs vão ter que pagar pra ler). Tiveram um relacionamento de uns três meses e quanto ela terminou (por motivos que tb só contarei no livro) ele resolveu se vingar espalhando pra faculdade toda – aliás, pra Uerj toda, pq o boato grassou mesmo foi no bar – que ela havia terminado com ele pq o homem da Isabella é a Roberta. Ele falou isso pra duas criaturas escolhidas a dedo, provavelmente não acreditaram, mas adoraram e espalharam pra meio mundo. Nunca entendi pq fui a escolhida, mas tudo bem.
Essa história me deu saudade da minha Isa. Vou escrever pra ela contando, pq a bruta nem lê meu blog, afinal lembrar de mim vai dar saudade do Brasil. Ela é aquela que tá morando fora há uns quatro anos e só me escreveu umas 4 vezes. Uma delas pra dizer que a irmã mais nova, que mora em Niterói, agora tinha uma codorna chamada Cacilda, que botava muitos ovos. Ela acrescentou que tb tinha aparecido um rato na casa da Gabi (a irmã), mas que ela tinha comprado chumbinho e matado e secado o rato.
Não consegui relacionar as duas informações, a Cacilda e seus ovos com o aparecimento e morte do rato, mas tudo bem, essa é a minha Isa. Tempos depois ela me escreveu de novo pra avisar que Cacilda havia morrido.
Tá, já tô acostumada a ser tachada de sapatão desde os tempos da faculdade até por algumas redações por onde passei. Sempre levei fama sem deitar na cama, mas nunca me importei, até ri e fiz piada. Aliás, é uma das histórias divertidas que sempre conto. Agora, me perguntarem assim, na lata, foi a primeira vez. Não que eu tenha ficado chateada, mas realmente fiquei surpresa.
Paulinho tinha me perguntado de Isabella. Eu tava contando que ela tá no Canadá, que acho que tá melhor agora do que na Inglaterra e talz. Falei que não tenho muita notícia, pq ela louca que é, quase não me escreve, diz que prefere não lembrar que eu existo pra não ficar com saudade. Coisas de Isabella, comentei.
Aí contei que no último mail que ela me mandou disse que no Canadá se sente menos estrangeira, pq tem gente de tudo quanto é lugar, inclusive muitos orientais. "Ela disse que já tinha arrumado duas amigas japas lá, mas nenhuma do meu calibre. Essa é a minha Isa". Quando eu disse isso o marido de uma amiga arregalou os olhos e perguntou "Vc é lésbica?!".
Detalhe que ele me conhece há uns oito anos, desde antes de casar com uma colega da minha turma. Ela eu conheço há 10 anos...
Bom, mas se considerarmos que a anfitriã do almoço no dia que conheceu meu namorado perguntou "vc é ex-viado?" o mundo não é tão estranho assim, apelo menos aquele mundo.
Esses são meus amigos de faculdade.
Tá, tudo bem, eu confesso. Além do meu capacetinho sou sempre o centro das atenções. Além de ter boa memória e lembrar de todas histórias engraçadas da faculdade (tá, sou um pouco fofoqueira e sempre sei de tudo) sou uma ótima contadora de histórias.
Paulinho adora as caras e bocas que faço pra imitar os colegas, ele acha que eu deveria ter sido atriz. Diz ele que eu falo igualzinho e reproduzo até os tiques e gestual de quem estou falando.
Engraçado, eu acho que escrevo bem pq sempre tento escrever como eu contaria as histórias pros meus amigos. Aliás, todo mundo que me conhece diz que quando lê o blog me vê falando.
Ah, é isso mesmo, quem não vai nos eventos deve ficar com a orelha queimando em casa. Bem que o Nando avisou "vcs vão poder falar mal de mim à vontade, não poderei ir". Pior que nem falamos dele. Fica pra próxima.
Tá, as filhas da Adriana são lindas e fofas, principalmente a pequena Luiza, que aproveitou a distração da mãe pra pedir coca-cola a todo mundo. Mas na verdade a grande atração foi meu capacete. Todos elogiaram meu cabelo "redondinho". Tá, tudo bem, é verdade, ele tá um capacetinho perfeitinho e por isso mesmo não tô muito satisfeita. Tá arrumadinho demais, sabe?
Sábado passado fui a mais um evento da C951, a minha turma da faculdade de jornalismo. Agora há uma verdadeira fila pra receber a turma em almoços, churrascos e jantares. Todos querem reunir a galera em suas casas. Ok, essa foi a vez da Viviane.
Vivi, doidinha emérita, confirmou o convescote meio em cima da hora e o quórum foi pequeno: o grupo tinha cerca de 10 pessoas, no entanto uns chegaram tarde e outros saíram cedo. Foi muito divertido, considerando que eu cheguei 1h da tarde e fui embora quase 1h da madrugada. Almocei, lanchei e jantei.
segunda-feira, 4 de julho de 2005
Sim, eu reconheço, meus blogs estão abandonados. Tanto esse quanto o HTP.
Ando enrolada com várias coisas, o mestrado, meus problemas, a vida. Tenho tido tão pouco tempo pra mim....
Estou até bem, mas confesso que às vezes me sinto desanimada, com preguiça de escrever. Quando as coisas acontecem penso logo como contaria aquilo no blog, como já comentei antes "penso em forma de posts", sou viciada. Mas quando sento no computador tenho outras coisas pra fazer e quando vejo já acabou ou tempo.
Outro dia tive uma manhã péssima, embora engraçada. Me acordaram cedíssimo e sempre que eu tentava dormir de novo acontecia algo, o telefone ou a campainha tocavam, até a luz acabou!
Desisti de dormi e fiquei deitada pensando como contaria aquilo tudo. Quando decidi levantar (já que não ia mais dormir mesmo) e ligar o computador pra blogar...minha irmã chegou da rua revolucionando a casa (como sempre) e não deu pra escrever.
Bom, não abandonei o blog, isso que importa. Sei que perco meus leitores quando fico muito tempo sem escrever, paciência. Vou tentar me reacostumar a vir aqui contar tudo antes de fazer as outras coisas. Ou vou me adestrar a reservar no mínimo uma hora por dia pros blogs.
quinta-feira, 30 de junho de 2005
Quando éramos crianças minha irmã sempre contava uma piada enorme e sem graça de alguém que tinha dado "com os olhos na estante". Nunca prestei atenção na estória toda.
Pois é, vendo o Roberto Jefferson de olho roxo na tv agora lembrei da piada. O bruto deve ter tomado um porrolho (ou se auto socado) e vem dizer que caiu uma prateleira de discos do Lupicínio Rodrigues na cara?
terça-feira, 28 de junho de 2005
Vale navegar pelo site todo, eu garanto. Lobão e Vicente já se tornaram fãs ardorosos e estão freaks da Pantera dos coroas. Não param de cantar o hit A Jabuticaba.
Já estou freqüentando a academia. Semana passada comecei na musculação. Pretendia fazer tb hidroginástica, mas já abortei a missão. Primeiro pq está frio pra caralho, segundo pq no primeiro dia encontrei as alunas no vestiário. Aliás, um motivo é conseqüência do outro. Elas reclamavam que a água da piscina, apesar de supostamente aquecida, tava fria e que congelavam no trajeto até o vestiário. Tô fora.
Tem uma turma às 9h e outra às 10h. Tava trocando de roupa (pq é claro que não me dou ao desfrute de ir pela rua com a indumentária) e as "moças" da primeira turma entraram pra se secar e trocar de roupa. A média de idade devia ser de uns 60 anos e todos sabem como adoro confraternizar com o pessoal da terceira idade.
Ontem foi divulgado a ordem do desfile das escolas de samba no próximo carnaval. Merda. Império Serrano e Portela fecham segunda-feira, logo não dá pra desfilar nas duas. As comemorações dos meus 35 anos incluíam desfilar na Portela. Agora terei que escolher. De repente desfilo na Unidos da Tijuca e na Portela, com o desfile do Império de intervalo.
segunda-feira, 20 de junho de 2005
Quinta passada tava no trabalho e comecei a me sentir estranha. Vertigem, idéias confusas, frio...minha pressão tava caindo. Cutuquei a Nara que fica no computador ao lado do meu. "Narinha, tô passando mal". Ela repassou o apelo pra secretária freak "A Roberta tá passando mal". Pronto, todos em cima de mim segurando minhas mãos, passando a mão no meu rosto, perguntando o que eu tinha. Eu não entendia direito e não sabia o que responder. Tavapanqueca da cabeça, caixote mole mesmo.
Narinha me levou no posto médico. Tava passando jogo do Brasil. O dotô, puto por sair da frente da TV disse na minha cara "Isso não é nada, vocês da comunicação têm mania de doença, toda hora estão aqui". Disse isso rindo enquanto media minha pressão. Tava baixa, mas ele nem aí, disse pra eu beber água e voltar pro trabalho. Sorte dele que eu tava panqueca da cabeça, pq devia ter dito pra ele de que ele tinha mania. Nara ficou puta.
Como pra corno todo castigo é pouco - e se o corno for repórter então aí que fudeu mesmo - eu tinha uma pauta à noite. Pauta na Baixada. Show do Leonardo em Caxias. Eu mereço? Não, sei que não, mas fui. Não lembrava de nada e tava toda abobada, mas que jeito? No carro passei mal de novo e avisei o motorista pra se eu desmaiasse me levar pro hospital mais próximo e ligar pra redação. Ele ficou meio assustado mas eu melhorei. Nem preciso dizer que maravilha a matéria que produzi.
Passei ainda uns 2 dias meio desmemoriada (mais que normal), mas agora estou bem. Passou. De qualquer jeito já marquei consulta com vários médicos, afinal não sou mulher de levar fama sem deitar na cama e não vou decepcionar o dotô do posto médico.
E tão pouco tempo. Os últimos dias foram atribuladíssimos. Ando sem tempo, correndo e dormindo pouco. Cansada e de saco cheio, mas até que estou de bom humor, ando alegre, apesar de tudo.
Cada coisa que acontecia eu pensava no post contando, só que não tinha tempo de vir aqui escrever. Vou tentar fazer um resumão.
terça-feira, 14 de junho de 2005
A semana depois do plantão sempre é cruel. Além do cansaço, como trabalhei sábado e domingo, no meio da semana perco a noção dos dias e já não sei se é terça, quarta ou quinta. Tá, eu sei que amanhã é quarta pq tenho aula, mas confesso que toda hora pergunto "que dia é hoje" ou olho a agenda.
Quero um dia de folga, quero dormir, quero ver televisão e ler revistas fúteis.
Tá paradão o blog, eu sei. Tô com duas histórias pra contar, mas sem tempo de desenvolver.
Aliás, hoje resolvi muitas coisas. Além de me inscrever na academia, levei minhas calças novas pra fazer bainha e paguei umas contas. Parece pouco mas não é, esses compromissos tavam agendados há semana e nunca conseguia ir. Nunca tinha disposição pra sair da cama, todos os dias ficava deitada até a hora de tomar banho e ir pro trabalho.
Vida difícil
Foi duro convencer a negona que faz bainha que eu não gosto da calças arrastando no chão. Uma das calças que levei ela já tinha feito bainha e ficou comprido de mais. Olhei para os pés da bruta. Não bastava um tamancão de madeira de 2 andares, ela usava a calça quase cobrindo o salto. Foi uma empreitada árdua fazê-la aceitar, sem ser grosseira, que nem todas as mulheres andam de saltos altíssimos escondidos sob a bainha da calça. Vamos ver no que vai dar, ficam prontas na quinta de tarde.
Hoje de manhã foi dada a largada ao "Projeto Roberta 35". É que pretendo fazer 35 anos melhor do que fiz 34.
Fiz matrícula na academia e, se os deuses da boa forma e do exercício físico me abençoarem, amanhã começo a hidroginástica. Se São Longuinho tb der uma ajuda (são longuinho, são longuinho, faça eu achar meu tênis que eu te dou três pulinhos) começo a musculação sexta ou segunda, depende da boa vontade e disponibilidade do santo.
Se não perder alguns quilos e melhorar o corpo, pelo menos a academia deve render uns bons posts.
quinta-feira, 9 de junho de 2005
Ontem saí para tomar um chope com umas amigas no Manoel&Juaquim do Largo do Machado. Comemos batata frita e lingüiça flambada na cachaça. Hoje estou vigilantérrima para compensar.
De qualquer jeito valeu a pena, nos divertimos. Pena que uma das meninas desfalcou a gangue. Aliás, ela foi mais safada que eu. Liguei pra avisar que tava indo e ela disse que já estava deitada e de meias. De meias?!
quarta-feira, 8 de junho de 2005
Tô no hall do 9º e toca o celular. Era um amigo contando que tinha encontrado um outro amigo em comum. Nisso vejo O Orientador chegando meio apressado. "Depois eu falo contigo que tô na Uerj e meu orientador chegou, me escreve"*. Sentamos pra botar a conversa em dia.
Quando chego na aula vejo uma mensagem de texto no celular "Vai encontrar O Orientador". Sim, todos o conhecem, seus dias de anonimato feliz acabaram, O Orientador é uma estrela!
* hoje em dia sou uma pessoa muito mais de e-mail do que de telefone, mas isso é assunto pra outro post.
Desde sempre ouço dizerem que sou maluca. Engraçado, não me acho maluca, me acho até caretinha. Quer dizer, levo uma vida caretinha. Apenas tenho amigos malucos, ou melhor, conheço todo tipo de gente e não sou preconceituosa.
Sempre digo isso a Vicente, mas ele não acredita. Ri de mim. Antes eu achava que ele e Nara eram os únicos amigos não-malucos que eu tinha. Agora acho que não sobra nenhum. Tudo maluco, menos eu, é claro.
Talvez Daniel Oiticica tivesse razão. Ele sempre bradava que eu fingia de maluca mas na verdade era timidinha e caretinha. Bom, que ele é trololó ninguém tem dúvida...
terça-feira, 7 de junho de 2005
Apesar do maldito plantão, amanhã deve ser um dia agradável. Tem aula de O Orientador e ando bastante animada com o mestrado. Tenho estudado muito, acho que desde que comecei nunca rendi tanto. As aulas desse semestre têm sido ótimas e percebi realmente um salto nas nossas reflexões. À noite vou encontrar três amigas muito divertidas para um chope, elas são engraçadas e sempre têm fofocas e histórias impagáveis. Acho que vai ser uma boa quarta-feira.
segunda-feira, 6 de junho de 2005
Na hora de ir embora fui me despedir de uma amiga querida, apesar de pouco presente. "Então quer dizer que o mundo é estranho? Eu não sabia que o mundo era estranho, descobri outro dia". Ela deu uma busca no google pelo próprio nome e se encontrou aqui.
Como diria meu amigo Gibi "google, o maior dedo-duro de todos os tempos".
Quase não fiz nada. Sábado de tarde fui a um almoço com o pessoal da faculdade de comunicação. Foi divertido rever alguns colegas sumidos e saber das fofocas. É esquisito pensar que nos conhecemos há 10 anos.
Descobri que M.P. faz faculdade de Letras Português/Japonês na UFRJ. Outra amiga minha faz o mesmo curso na Uerj. Acho estranho tanta gente estudando japonês. Fiquei sabendo que A.B. ia no Domingão do Faustão no dia seguinte, mas ainda não consegui ler essa informação. Comemorei a notícia de que A.D e A.S. passaram em concursos públicos. Ah, tb soube que R.A. passou entre os primeiros colocados no concurso pra Polícia Federal, agora ela é tira! Mas tb não sei ler essa notícia.
Claro, como ninguém é de ferro falamos mal dos ausentes. Acabou que fiquei tomando chope e não almocei. Marcamos outro encontro no mês que vem.
sexta-feira, 3 de junho de 2005
A ficha que eu tava engordando muito caiu sábado passado, quando vesti minha calça mais larga (uma de jeans escuro) e ela ficou apertada na coxa. Fiquei em pânico e experimentei a preta: mal fechou. Era grave a crise.
Tirando 2 momentos TPM, perseverei. Foi uma semana bem Vigilantes do Peso, contando tudo que comia, prestando atenção nas porções e talz. Legumes e folhas com uma porção de proteína no almoço e sopa "Zero Ponto" no jantar. Aha! vesti a mesma calça jeans hoje e esta frouxa, não só nas coxas, mas toda frouxa!
quinta-feira, 2 de junho de 2005
Li no IG: Menino de sete anos mata bebê com uma tábua na Flórida
Parece que o moleque foi visitar o pai que morava em outra cidade. A irmãzinha, de quem ele tinha ciúmes, não parava de chorar e o garoto sentou-lhe a porrada. Depois chamou os adultos e disse que a menina estava "sangrando". Primeiro negou que tivesse encostado nela, depois "admitiu ter batido com os punhos e uma pedaço de madeira".
Pior é o final da matéria que diz que "os detetives que trabalham no caso disseram nunca ter visto uma criança de apenas sete anos demonstrar tanta violência e pouco remorso por causar mal a um irmão". Dã! só não tentou matar o irmãozinho quem é filho único ou caçula, fala sério!
O irmão de uma amiga minha jogou um despertador (daqueles trambolhudos e pesados da década de 70) no berço. A mãe de outra amiga minha disse que supreendeu o filho mais velho arrastando uma tampa de panela enorme pela casa. Quando perguntou pra que ele queria aquilo o moleque não titubeou "pra matar minha irmã". Eu joguei minha irmã no chão. Depois ouvi a babá dizer que não podia apertar a moleira do neném pq era molinha e ele morreria. Bobagem, eu vivia querendo fazer carinho na cabecinha da minha irmã. Felizmente eu nunca achei a tal parte molinha que eu tanto queria apertar até ver aquela merdinha banguela estrebuchar.
A única diferença é que o moleque da Flórida logrou êxito, coitado. Mas também, gente boa esse pai que larga o filho de 7 anos sozinho com uma porra dum bebê não exatamente amado pelo garoto e que não pára de chorar e com uma tábua à mão. Provavelmente botou o garoto pra tomar conta do neném. Muito inteligente da parte dele.
Hj eu e Narinha távamos analisando os títulos de matérias e notas nas publicações online. Caralhos, caralhos, caralhos. Que gente é essa, que bota esses títulos? Jura que são meus coleguinhas? Dava pra fazer uns 3 murais dos horrores só com meia hora de navegada. Senso crítico passou longe, né? Bom, não vou dar aula de clareza e coesão em títulos aqui, mas vou dar uma sugestão. No lugar de ir aos grandes portais e páginas de jornais famosos ler notícias toscas e inúteis, venha ao meu blog! Dá quase no mesmo. Aqui vc lê coisas como "menstruar no ônibus: isso tb pode acontecer com vc" ou "Roberta Carvalho testa tonalizantes para você" ou "eu, blogueira: comi 4 salsichas cruas de madrugada e ainda queria mais" com a vantagem de que, como ninguém tá me pagando salário, posso falar palavrões à vontade e xingar quem quiser.
Sempre tenho uma dor de cabeça enlouquecedora no dia que vou menstruar. Começou ontem à noite e ainda estou com tanta dor que meus olhos estão ardendo.
Eu confesso: esqueci de tomar vários dos comprimidos pra TPM. Como meu ciclo é regular, mando manipular a quantidade certinha, com apenas 2 dias de cápsulas "de folga" para um atrasinho inadvertido. Sobrou meio pote.
Estamos todas compenetradas em nossos computadores. Adentra a redação o moço simpático que vende doces. Todas as quintas ele entra dizendo que “toda tristeza acabou pq o doce chegou”. Hj ele mudou o bordão e disse “meninas, quem quer doce!”. Respondi “querer eu quero, mas comprar não vou comprar não”. Narinha adorou e bateu palmas.
Não que eu não tenha cobiçado (sem nem olhar) os cajuzinhos e quindins que sabia estarem naquelas caixas, mas perseverei.
quarta-feira, 1 de junho de 2005
terça-feira, 31 de maio de 2005
Esses posts sobre os prazeres de uma mera rosetada numa Drogaria Pacheco me lembraram uma conversa que tivemos na casa do meu amigo, aquele com fixação anal em deficientes auditivos. Comentávamos o lado positivo de ser viciado em algo.
Fazer algo no qual somos viciados dá uma sensação de prazer maravilhosa. Tá, sei que ser dependente pode causar dor e talz, mas não é disso que estou falando. Se você tem um vício que não te causa maiores problemas e você consegue viver com ele e saciá-lo com freqüência, provavelmente você é uma pessoa bastante feliz.
Esse meu amigo é viciado em junkie food. Não pode ver um quiosque de X-tudo podrão que começa a salivar. Pastel de feira, sanduba de boteco pé sujo, tudo quanto é porcaria gordureba ele gosta.
Aliás o assunto do vício surgiu quando ele tava me falando de sua última descoberta, o tal do Cheetos sabor hambúrguer. Sinistro. Vêm uns cheetos em formato de carninha e outros de pãozinho e na embalagem há instruções pra você montar seu hamburguinho. A mulher dele arregou, ficou com medo de um snack que tem gosto de hambúrguer. Ele adorou, é claro.
Enquanto conversávamos traçamos pipoca de microondas, ovinhos de amendoim e duas variedades desses snacks amarelos de isopor salgado. Tinha biscoito doce também mas não comi, não gosto. Falei pra ele dos ovinhos de amendoim verdes que comi uma vez e também tive um pouco de medo. Pareciam ovinhos de amendoim mutante.
Cara, juro que dessa vez nem queimamos um.
Ontem tava cansada e com sono. Deitei com meus encartezinhos pra me distrair. Encarte de farmácia é quase tão bom qnto revista fútil, na verdade é melhor pq é de graça. Fiquei quase excitada com umas ótimas promoções que iam durar até meu cartão de crédito virar e eu ser reinserida na sociedade de consumo.
Tava eu lá, planejando meu tom de cabelo para a nova estação (tô pensando em avermelhar mais) quando liga Lobão. Bom, depois de contarmos nosso dia fui obrigada a deixá-lo a par das promoções, afinal seria imperdoável se ele comprasse o shampoo 'Fructis Cabelos Oleosos' dele por um preço maior do que o do meu encarte, seria quase caso pra fim de namoro.
Acabei comparando os preços de vários intens e quando não havia o mesmo produto eu confrontava similares. Ele disse que adorou a dissertação sobre os hidratantes, sabonetes, shampoos e analgésicos. Foi nessa hora, quando cheguei nos remédios, sempre no fim do encarte, que vi a propaganda do 'Sonridor Caf'. Quase surtei: não conhecia ainda. O Sonridor comum tem escrito algo como "contra febre e dor de cabeça". O Caf além ter grafado "analgésico e antitérmico", que é muito mais simpático, tem paracetamol, meu analgésico favorito associado à cafeína, meu maior vício. Sem falar que a embalagem é azulzinha linda.
Contei tudo isso por telefone pro Lobão e acrescentei "Tenho que comprar, eu confesso, chequei a ficar com a boca cheia d'água!". Ele riu, não sei qual a graça.
Outra delícia que essa minha, digamos assim, mania me proporciona é ler os encartes de promoções. Adoro quando ele tá bem gordinho, com várias páginas. Encarte de uma página só é uma pobreza.
Minha irmã sempre que vai ao Centro traz vários encartes pra mim. Aí chego do trabalho, tomo meu banhinho, visto meu pijaminha, degluto minha sopinha "VP 0 ponto" e deito pra apreciar meus encartes. Fico lendo e relendo, comparando os preços, planejando minhas próximas compras e depois vou dormir feliz da vida.
Mas veja bem, não coleciono encartes velhos, isso é outra mania. No dia seguinte faço uma lista do que vou comprar e jogo os encartes fora.
Adoro rosetar pela farmácia, ficar vendo os frascos. Não é só remédio não, meus olhinhos também brilham com produtos de higiene pessoal e congêneres.
Hj vi uma pasta de dentes numa embalagem pequena, meio oval, certametne pra levar na bolsa. Amei. Ainda tinha escrito na embalagem algo como "use antes de beijar na boca". Ótimo conselho, não? Mas comprei só o adoçante mesmo pq estou dura e meu cartão de crédito ainda não virou. A maior parte das minhas despesas em cartão é com farmácia.
Às vezes nem vou comprar nada, mas fico dando pinta na farmácia só para "ver as novidades", sabe? Também sinto especial prazer em descobrir novas farmácias. A Avenida Nossa Senhora de Copacabana é um paraíso! Praticamente uma Droga Raia por quarteirão!
Aprecio compras pela internet, minha favorita é a Farmácia em Casa, mas sempre comparo os preços com a Drogasmil e a Vita. Pena que poucas farmácias e drogarias tenham lojas online.
Gosto de escolher as coisinhas e depois esperar chegar meu pacotinho, parece que tô ganhando presente!
Mas nada se compara a ir pessoalmente comprar meus shampoos e creminhos e depois ir embora feliz com minha sacolinha, doida pra chegar em casa e ler todos os rótulos. Quando tem remédio e vou poder ler a bula também aí é uma festa!
Na saída do médico aproveitei pra comprar adoçante que o meu tinha acabado. Hj de manhã tive que beber café não suficientemente adoçado. Entrei na primeira farmácia que vi e tinha uma promoção de 2 caixas de Finn + um porta-adoçante por R$5,90. Claro que comprei, era um bom preço e agora sou a feliz proprietária de um porta-adoçantes. Como eu vivi todo esse tempo sem ter um?
Cheguei no trabalho me vangloriando da minha aquisição. Nara riu e ficou repetindo "só tu, Roberta, só tu, Roberta". Eu nunca neguei ou escondi que adoro uma farmácia. Que que tem? Não é errado ser assim!
Eles me sacaneiam, mas quando têm que comprar remédios todos vêm a mim pedir indicações de quais as farmácias mais baratas! Vou passar a cobrar pela consultoria.
Roberta, sua pilantra, são seis e meia, cadê você? Aguardo retorno..... Pau no cu do surdo.
Esse simpático recado foi deixado na caixa postal do meu celular no sábado. Eu tinha marcado de tomar uma cerveja na casa de um amigo e me atrasei por razões de vestuário, como comentei. Tinha marcado entre 17h e 18h e cheguei quase 19h. Ele tem uma certa fixação anal com deficientes auditivos.
Lembro uma vez que tinha tido um surto desses e estava com muita culpa. Tava falando de regiminho com uma amiga e confessei "ontem comi quatro salsichas de madrugada. Vi e não resisti, adoro salsicha".
– Cara, eu te entendo. Entendo você passar, ver as salsichas lá de bobeira e traçar. Entendo mesmo, muito.
– Porra, mas tavam cruas!
– Cruas? Crua é foda, mas ainda assim te entendo. Como foi?
– Abri a geladeira pra pegar coca-light e vi quatro salsichas no pacote. Mandei ver geladas mesmo.
Ela balançou a cabeça com expressão de compreensão. É bom estar entre amigos.
Semana passada engordei horrores e no fim de semana não havia roupa que entrasse em mim. Até cheguei atrasada em um compromisso por não conseguir me vestir.
Estou de dietinha essa semana, ou deveria estar. Hj estou indo bem. Ontem comcei bem, fui bem o dia todo, mas de madrugada...
Não posso ficar acordada de madrugada que como que nem louca. Lá pelas 2h começa a me dar uma fominha, às 3h sinto um buraco no estômago, às 4h sou capaz de roubar a ração dos gatos. Mandei umas torradas com manteiga e um pedaço de bolo de chocolate, tudo com coca-light.
Hoje preciso dormir cedo.
sábado, 28 de maio de 2005
Aliás, já cheguei a conclusão de que sempre temos que fazer a conta antes de ir pagar ou pelo menos tentar conferir o total que nós é apresentado. Outro dia me aborreci no Bukowski. Fui a um aniversário lá. O e-mail convite havia me informado que a festa seria a partir das 23h30 e que a entrada custaria R$10. Ok.
Cheguei às 23h30 e nem a anivesariante nem meus amigos haviam chegado ainda, muito menos a pista estava aberta. Liguei para um amigo e ele disse que estava indo pra lá. A door disse que a pista só abriria à meia-noite, mas pra eu subir que o show lá em cima estava legal. Respondi que odeio música ao vivo, mas ela argumentou que tava cheio e animado, que não seria tedioso. Bom, ela não compartilha meu conceito de tédio, mas entre ficar na porta com um pingo de ar condicionado na cabeça, parada na entrada ao lado da door, onde praticamente não havia espaço e lá em cima...resolvi subir e pedir uma caipirinha.
Ela me deu uma cartela onde estava escrito "Couvert R$6" e avisou que quando eu descesse acrescentariam os outros R$4, pois se eu não quisesse ficar pra pista pagaria apenas os 6 royal. Ok, subi e pedi uma coca light seguida de uma caipirinha de maracujá bastante honesta. Vi no cardápio que havia vários tipos de caipirinha e decidi experimentar uma de cada fruta.
O show era uma merda pro meu gosto, mas as pessoas pareciam estar gostando pois gritavam, cantavam e tiravam fotos com câmera digitais. Um horror, mas foda-se, subi pq quis e não vou resmungar. Assim que o ponteiro do meu reloginho alcançou o 12 corri probar e perguntei se a pista já tinha aberto. "Tá abrindo sim", respondeu a garçonete loura com cara de morta-viva.
– Tenho que trocar de cartela ou vc vai acrescentar os R$4 aqui? – perguntei pra door quando desci.
– Nao precisa, o pessoal do caixa sabe pq está escrito "aniversário" na sua cartela.
Ok, o som não era o tipo de música que me agrada mas tudo bem, tava divertido. Tomei uma caipirinha de limão e outra de maracujá enquanto conversava com meus amigos. Resolvi partir pra outras frutas e pronto, me estressei com o cara do bar.
– Uma caipirinha de tangerina.
– É caipirinha mesmo?
– É.
– Com cachaça?
– É, com cachaça.
Ok, já me acostumei com esse diálogo. Daqui a pouco volta o bruto. "Ih, esqueci e fiz com vodka, tem problema?". Claro que tem. Bom, ou ele fingiu que fez outra e me devolveu a mesma bebiba ou fez de novo com vodka. E ainda teimou que tinha feito com cachaça. Ódio. Fiquei puta e resolvi ir embora.
Fila para pagar. Ok, normal. Chega minha vez e entrego a cartela a uma moça loura. Quando ela me diz o total a pagar a conta está diferente da que fiz mentalmente. Peço pra ver a soma e ela estava me cobrando R$12 de entrada.
– Sou convidada de um aniversário, como está escrito na boleta. A entrada é R$10.
– Mas vc assistiu ao show, então são R$6 de couvert mais R$6 de entrada da pista.
– Não. Eu cheguei às 23h30 e a pista estava fechada, só subi por isso e detesto música ao vivo.
– Ainda assim vc está recebendo 50% de desconto na entrada da pista que é R$12, mais o couvert do show...
– Não. Eu não vim para assistir show, não assisti ao show, apenas fiz hora lá em cima pra ir pra pista. Quando desci perguntei para a door se precisava trocar de cartela e ela disse que não. Vou pagar R$10 de entrada.
A moça loura se tornou emburrada e antipática. Chamou um cara, mostrou a cartela e resmungou que estava acontecendo "o mesmo" problema com os convidados da festa é que era pra avisar pra isso nunca mais acontecer. Se era o "mesmo" problema ela já sabia do que eu tava falando e se fez de morta. Vaca. Será que agora eles vão passar a mandar as pessoas esperarem a pista abrir na rua? Será uma decisão idiota, afinal enquanto esperava eu estava bebendo no bar deles.
Ela refez a conta. Ainda dava uns R$2 acima do que eu havia calculado, mas não quis arrumar outra confusão e paguei. Provavelmente ela também tava cobrando 10% no bar, quando não havia garçons.
sexta-feira, 27 de maio de 2005
E por último, jura que essa grana vai mesmo pro pessoal do bar? Duvide-ó-dó!
Como a fila tava elorme e eu meio bêbada, fui sentar e deixei Lobão com as boletas. Como sempre, ele já havia feito mentalmente quanto ia dar nossas contas. Chegou a vez dele, o cara somou e falou um valor um pouco maior do que ele havia calculado.
– Me explica essa conta.
– Quer somar toma aí – disse o cara do caixa de maneira grosseira e empurrando a calculadora pra ele. Tipo assim, Lobão vive de fazer conta, não precisa de calculadora pra somar 3 caipirinhas e 10 cervejas.
– Já somei – disse mostrando quanto dava.
– Ah, é que a gente cobra 10% sobre as bebidas.
Nesse momento a mulher que estava atrás do Lobão na fila começou a falar sem parar "paga os 10%, paga logo, o pessoal do bar é legal, paga os 10%". Caralho, que mala! Em momento algum ele disse que não ia pagar, ele só quis entender a conta. Não preciso dizer que Lobão ficou puto, tanto com a maluca da fila, quanto com o caixa mal educado.
O aniversariante tinha levado belisquetes pros convivas, mas como não era parte do serviço da casa, ele mesmo reabastecia os potos sobre as mesas com salgadinhos de forno e nuts. Claro que lá pelas tantas ele pensou "fodam-se as empadas, eu quero é dançar" e largou pra lá.
No final da festa, quse todo mundo bebinho e mó fila pra pagar no andar de cima. O anviersariante arrumando as tralhas pra ir embora descobre uma caixa de papelão cheia de empadas e entra em estado de pré-pânico. Começa a querer que todos comessem os salgados. "Abre a boca piranha, come uma empada de camarão", pedia às amigas semi-alcolizadas largadas nos sofás e "não quer levar empadinhas pra mamãe", dizia a cada um que ia embora. Como sou namorada de um amigo dele, imagino que ele tenha considerado que não era de bom tom me chamar de piranha, usou outra abordagem. "Come uma empada, dá liga, mó argamassa. Tu vai ficar dois dias sem cagar!". Ih, argumento errado! Devia ter dito que era bom pra digestão"
Apelidada de Pré-Parada, achei que ia ser o Festival Carioca da Biba Hippie, mas né que acabou sendo o Festival de Inverno da Biba Cool? Paguei até mico, pensei "ah, festa em Santa Teresa? Só gente suja". Botei jeans e camiseta preta. Né que tava todo mundo limpinho e cheirosinho? E eu lá sem nem um rímelzinho. Como diz uma amiga "me sinto insegura sem rímel".
Foi num lugar muito simpático chamado Espírito Santa. Eles se dizem um restaurante lounge. É um casarão onde funciona um restaurante no andar "no nível da rua" (com direito a um buda num girau) e a pista de dança no andar de baixo. Uma decoração assim kitsch chique, sabe? Uma coisa assim vermelho e dourado, com referências étnicas. Achei super fofo. Em cima do bar têm 4 relógios com a hora Rio, NY, Londres e Tóquio e na parede em fentre um mapa mundi. "Tô me sentindo no Uma noite sobre a terra", disse Lobão, concluindo que tudo parecia realmente uma filme do Jim Jarmush. LEgal também que atrás da pista de dança fica o tal lounge. Um salão com mesas, cadeiras e sofazinhos. No site falam em almofadões, mas eu não vi. Gostei pq em festa de aniversário sempre tem gente que vai pq gosta da gente mas não quer dançar, é mais de beber e conversar e nesse ambiente podíamos falar e ouvir sem que ninguém precisasse gritar.
As caipirinhas era honestas e a cerveja gelada. O banheiro limpo e com papel higiênico a noite toda. O som foi bom, mas o DJ era meio mal educado. Lobão foi pedir uma música e ouviu que "estava atrapalhando". No final das contas foi uma noite muito boa.
Parecia ser tudo muito novinho, arrumadinho, se ainda estiver inteiro vou cogitar comemorar meu aniversário lá.